Considerado um dos melhores videogames da atualidade, o PlayStation 5, lançado ao final de 2020, está longe de ter seu ciclo encerrado. Isso porque a Sony está prestes a frustrar as expectativas dos usuários, com a possibilidade de adiar a comercialização do sucessor, o PS6. Segundo apurações da Bloomberg, a chegada do produto ao mercado pode ser datada entre 2028 e 2029.
Embora nenhum martelo tenha sido batido pela empresa japonesa, fontes próximas explicam que o adiamento está relacionado à inflação desenfreada de componentes de memória, RAM e SSD, e ao desvio de chips de processamento avançado para o setor de Inteligência Artificial (IA). Em outras palavras, as fabricantes estão optando por contratar gigantes de tecnologia que operam servidores de larga escala.
Com as margens de lucro sendo significativamente superiores às da indústria de eletrônicos de consumo, a divisão PlayStation liga o sinal de alerta. Sobretudo, o cenário atual inviabiliza o lançamento de um hardware de nova geração no curto prazo (2027) sob um preço competitivo. Na prática, a produção do PS6 exige especificações de memória de altíssima densidade.
Portanto, seguir o cronograma anteriormente sacramentado faria com que a Sony comercializasse cada unidade do videogame com um prejuízo recorde. Para a frustração dos fãs, o PlayStation 5 terá que ocupar um espaço no mercado em meio à oferta de novos aparelhos competitivos. O problema é que o produto tende a ficar ultrapassado até que o sucesso seja lançado.
O que esperar do PS6?
Enquanto a Sony não fornece detalhes sobre o design e funcionamento do próximo lançamento, jogadores, analistas e desenvolvedores se uniram a fim de entender os passos a serem dados pela empresa. Com a prorrogação da comercialização, o PS6 tende a ser equipado com novas tecnologias, além de firmar-se como um pilar estratégico da companhia.
A proposta do PlayStation 6 é suceder o PS5 como o principal console da Sony, mantendo o foco em jogos AAA, experiências cinematográficas e alto desempenho gráfico. Em síntese, a tendência é trazer ganhos mais inteligentes, incluindo melhor eficiência energética, uso avançado de upscaling por IA, tempos de carregamento ainda menores e novas possibilidades de interação entre hardware e software.
Entre as projeções dos especialistas, é possível citar a inclusão de um processador de 8 núcleos Zen 6, GPU RDNA 5 operando a 3 GHz (ou mais), com algo entre 40 e 48 unidades de computação, além de retrocompatibilidade total com jogos de PS4 e PS5. No mais, o consumo energético estimado ficaria em torno de 160 W de TBP.





