O capitão reformado Elmo Diniz, ex-integrante da Força Expedicionária Brasileira (FEB), faleceu na última segunda-feira (14), aos 103 anos, em Porto Alegre (RS). A causa da morte foi cardíaca e ocorreu de forma súbita, segundo informações divulgadas por autoridades militares. Diniz foi um dos últimos veteranos vivos que atuaram na Segunda Guerra Mundial representando o Brasil, sendo uma figura de destaque nas operações logísticas das tropas brasileiras na Itália.
Natural de Cruz Alta, município situado no noroeste do Rio Grande do Sul, Elmo Diniz ingressou no Exército Brasileiro em 1939. Durante o conflito mundial, teve papel essencial nos bastidores do front, sendo responsável pela organização de fardamentos e suprimentos que abasteciam os combatentes em solo europeu. Sua carreira militar se estendeu até 1962, quando passou à reserva.
Referência da FEB e símbolo de lucidez e generosidade
Reconhecido por sua inteligência e disposição mesmo com idade avançada, Diniz era constantemente elogiado por sua clareza mental e generosidade. De acordo com nota oficial divulgada pelo Comando Militar do Sul (CMS), ele foi uma figura admirada por compartilhar suas experiências com estudantes, militares e membros da comunidade. Sua vida era marcada por histórias de coragem, memória ativa e dedicação ao serviço do país.
Em 2024, ele abriu sua casa para receber alunos do Colégio Militar, transformando o local em um espaço de memória, onde expunha fotografias, condecorações e outros itens que contavam a história de sua trajetória como combatente da FEB. O gesto reforçou seu papel como educador e guardião da história, além de consolidar seu nome como um dos últimos brasileiros a preservar, com testemunho vivo, a participação nacional na Segunda Guerra Mundial.
Sua morte representa não apenas a despedida de um veterano, mas o encerramento simbólico de uma geração que fez parte de um dos momentos mais marcantes da história mundial.


