Em meados de 2024, a diretoria do Grêmio anunciou a contratação do atacante dinamarquês Martin Braithwaite, que outrora chegou a figurar no elenco do Barcelona. Apesar do prestígio financeiro acumulado durante toda a sua carreira, o jogador decidiu colocar o tricolor na justiça, cobrando R$ 7 milhões referentes a luvas.
De acordo com apurações da ESPN, o clube gaúcho recebeu a notificação judicial nesta terça-feira (16), sendo pego de surpresa pela iniciativa dos representantes do atleta. Isso porque, em julho deste ano, o vínculo com o dinamarquês foi renovado até o final de 2027, mostrando a identificação entre ambos os lados.

Afastado dos gramados após sofrer uma ruptura do tendão de Aquiles da perna esquerda, está sem jogar desde setembro. Em fase de recuperação nos bastidores do Grêmio, a tendência é que um diálogo seja encurtado para parcelar o montante sem que haja a rescisão contratual. No entendimento do tricolor, a presença do centroavante é importante para a continuidade dos trabalhos da equipe em 2026.
Mesmo com entrave criado, as expectativas giram em torno da adoção de medida cautelar, haja vista a recuperação completa do atleta estar prevista para março do próximo ano. Em sua estadia por Porto Alegre, Braithwaite contabilizou 55 jogos, sendo recompensado com 23 gols, cinco assistências, mas nenhum título.
Riqueza nas mãos do centroavante
Natural da Dinamarca, Martin Christensen Braithwaite possui dupla nacionalidade, com a Guiana sendo sua segunda nação. Iniciando a trajetória no mundo da bola em seu país de origem, teve passagem pelo Esbjerg fB, até ser realocado para Toulouse e Bordeaux, ambos da França. Posteriormente, passou pela Inglaterra (Middlesbrough) e Espanha (Leganés, Barcelona e Espanyol), até desembarcar no Grêmio.
Como resultado dos contratos milionários e de uma empresa privada fundada em seu nome, o centroavante dinamarquês foi projetado ao rol dos jogadores mais ricos do futebol. Para entender o prestígio em mãos, somente a companhia do craque está avaliada em aproximadamente US$ 280 milhões, cerca de R$ 1,5 bilhão na cotação atual.





