Composto por 26 estados e um Distrito Federal, o Brasil abrange uma das maiores biodiversidades étnicas e culturais do planeta. Ainda que a biodiversidade se destaque em todas as regiões, a valorização dos costumes tem sido um ponto de grande orgulho para alguns municípios. Fundada em 1535, Olinda, em Pernambuco, é considerada uma das cidades mais antigas do país, sendo reconhecida pela Unesco como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, evidenciado ainda pelo carnaval.
Para os viajantes que desejam imergir em história rica e detalhada, a cidade de Pernambuco é tomada por seu conjunto de ladeiras de pedra, casarões coloniais coloridos e igrejas barrocas que guardam parte essencial da raiz do país. Apesar do conteúdo cultural expresso a cada esquina, Olinda ganhou destaque mundial por abraçar o maior carnaval de rua do planeta. Nas ruas de paralelepípedo, é comum ver os foliões celebrando a riqueza popular em meio a marchinhas democráticas.

Ao contrário do que ocorre, por exemplo, em Salvador, na cidade pernambucana, o carnaval é realizado inteiramente nas ladeiras, sem desfiles alegóricos, como é comum no Rio de Janeiro. Enaltecendo as raízes da região, o frevo ecoa em todos os lugares, fazendo com que as multidões se espalhem, acompanhando blocos, orquestras e dançarinos que mantêm vivas tradições milenares.
Nos locais de concentração, é possível ainda se deparar com os bonecos de Olinda, feitos com altura de até quatro metros, representando personalidades marcantes do mundo. Os símbolos são conduzidos à medida que os acordes são tocados por moradores da região, destacando a verdadeira expressão do povo. Nela, é possível imergir no humor, crítica social e criatividade de um povo que tanto lutou pelo reconhecimento.
Mas como a cidade do Brasil ganhou tamanha valorização?
Apesar de ser organizado pela Prefeitura de Olinda, o carnaval detém a personificação e protagonismo colocados nas mãos da população. A celebração, que tem suas raízes na resistência e identidade popular, foi inicialmente enaltecida pelo povo africano e indígena. A mistura de ritmos, quando somada ao povo e à sua diversidade, fez do frevo uma expressão cultural ímpar e de grande relevância para o carnaval.
Nesse intervalo, a contribuição sociocultural projetou-o ao estrelato internacional, ao passo que foi reconhecido como Patrimônio Imaterial do Brasil pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, pela Unesco. Embora seja relevante por sua representação harmoniosa, a festa disseminada pelo país é o reflexo da manifestação viva da história, da resistência e da identidade popular.





