Em meio à escassez das ofertas de emprego no Brasil, o desnível profissional acaba exigindo a busca por novas alternativas. Diante do cenário apresentado, os aplicativos de transporte de passageiros passaram a ser uma das opções mais assertivas para quem tem um carro na garagem. No entanto, a longa jornada de trabalho e os valores faturados podem ser conflituosos.
Segundo um estudo encabeçado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), quase metade dos motoristas que rodam na Uber não trocariam a plataforma para trabalhar em outra empresa com a carteira assinada. O levantamento liga o sinal de alerta, mas é justificado mesmo com o ganho médio por hora sendo de R$ 35.
Sem direito a benefícios trabalhistas, os condutores não precisam seguir um horário previamente estabelecido, rodando quando e por quantas horas desejarem. Essa autonomia garante ao profissional um estilo mais cômodo de reunir o valor desejado ao final do dia. Na prática, quanto mais viagens forem feitas, maior será o ganho, desde que o trajeto compense as despesas previstas.
Faturamento e despesas na Uber
Apesar de a autonomia ser um dos pontos mais importantes para quem está à frente do volante, rodar como motorista da Uber pode evidenciar algumas problemáticas. Conforme a pesquisa, que avaliou mais de 13 mil condutores em oito países, em uma jornada média de 44 horas semanais, o profissional tende a faturar algo próximo a R$ 6 mil mensais.
O montante desperta a atenção, mas não significa que esteja livre de descensos. Isso porque, do total adquirido, o motorista precisa calcular custos como combustíveis, manutenção do veículo e despesas particulares ao longo da jornada de trabalho. Em contrapartida, é válido destacar que os valores são oscilantes, levando em consideração a região transitada, horário e fluxo de passageiros.
Portanto, a informalidade do emprego exige controle financeiro e disposição para manter uma renda equivalente aos gastos mensais. Isso porque o BID revelou que somente um terço dos condutores por aplicativo contribui para algum tipo de aposentadoria, e boa parte não tem plano de saúde ou benefícios típicos de um emprego formal.
Qual é o melhor lugar para rodar como Uber no Brasil?
Segundo um estudo assinado pela Economia Descomplicada, Belo Horizonte foi apontada como a melhor capital do Brasil para atuar como motorista de aplicativo. O status alcançado está diretamente ligado à junção entre faturamento mensal e despesas fixas equilibradas. Por outro lado, a organização da flexibilidade dos horários e interações interpessoais colaboram para as bonificações.
Conforme dados explanados, a capital de Minas Gerais apresenta receita média mensal que chega a R$ 6.429, levando em consideração uma jornada aproximada de 54 horas de trabalho por semana. Enquanto isso, estimam-se gastos mensais girando em torno de R$ 3.623, fator que garante aos profissionais da Uber ou das demais plataformas um lucro líquido de R$ 2.806 por mês.





