A Novo Nordisk, empresa farmacêutica famosa por fabricar o Ozempic, teve sua patente expirada neste sábado (21) com o Brasil, China, Turquia, África do Sul e Canadá. Diante desse cenário, é possível que outras companhias farmacêuticas passem a produzir medicamentos com o mesmo princípio ativo, vendendo-os como genéricos, a preços mais baixos.
Embora a medicação tenha ganhado popularidade recentemente para fins de emagrecimento por parte das celebridades, é válido ressaltar que o Ozempic é direcionado para o tratamento de diabetes tipo 2. Dessa forma, com a patente expirada, o grupo de pessoas acometidas pela doença crônica pode se deparar com similaridades disponibilizadas nas farmácias.
Na prática, essa mudança de curso promete intensificar a concorrência, podendo influenciar na disponibilidade e nos preços do tratamento. A decisão de não estender a proteção patentária foi consolidada pelo Poder Judiciário. Isso porque, no entendimento também do Supremo Tribunal Federal, a população precisa ter acesso facilitado a medicamentos essenciais.
Em outras palavras, com a semaglutida agora sob domínio público, outras empresas farmacêuticas terão liberdade jurídica para desenvolver e fabricar medicamentos com o mesmo princípio ativo do Ozempic. Porém, a comercialização de qualquer nova alternativa necessita da aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
O que os brasileiros podem esperar?
Com o caminho aberto pela Novo Nordisk, a tendência é que haja a intensificação da concorrência, impulsionada pela entrada de genéricos e similares. Sobretudo, isso fará com que a pressão sobre os preços aumente e, consequentemente, amplie o acesso ao tratamento. Porém, os impactos podem se manifestar à medida que os novos produtos obtenham as devidas aprovações regulatórias e cheguem ao mercado.
Entendendo que o segmento tem ampliado o acesso ao medicamento e a genéricos, a Anvisa intensificou a atuação na regulação dos remédios. Como resposta ao cenário, a entidade proibiu a importação e o preparo de versões sintéticas por farmácias de manipulação, medida apoiada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem).





