As campanhas em função da promoção aos cuidados com a saúde ganharam relevância, motivo que tem projetado a adoção de estilos de vida mais regrados. Para aquelas pessoas que desejam perder peso, o ideal é que os alimentos ultraprocessados sejam descartados do cardápio. Isso porque apresentam alto valor calórico e não contribuem em nada com o equilíbrio do metabolismo.
Um pesquisa publicada na Nature Medicine mostrou que as pessoas tendem a perder mais peso quando descartam o consumo de alimentos que passam por múltiplas etapas de processamento industrial. Em suma, os participantes do estudo perderam o dobro de peso quando seguiram dietas compostas por alimentos minimamente processados, do que quando seguiram dietas com alimentos ultraprocessados.
“Ainda assim, o estudo sugere que, mesmo que uma pessoa siga uma dieta saudável, há um benefício adicional em escolher alimentos minimamente processados em vez dos ultraprocessados. Evidências consistentemente sugerem que dietas ricas em alimentos ultraprocessados podem dificultar a manutenção de um peso saudável”, pondera a especialista em epidemiologia, Filippa Juul.
Os resultados do estudo mostraram que a maioria dos participantes perdeu peso com ambas as dietas. Contudo, em média, perderam mais peso durante os dois meses com a dieta minimamente processada (cerca de 1,8 kg, em comparação com apenas 1 kg com a dieta ultraprocessada). No mais, é válido destacar que a obesidade está ligada ainda a fatores genéticos, removendo o peso exclusivo à má alimentação.
Quais alimentos consumir para melhoras a qualidade de vida?
- Abobrinha cozida: Rico em água e com baixa densidade calórica, o vegetal é excelente para gerar volume e sensação de estômago cheio sem pesar na balança. Nele é possível encontrar fibras que facilitam o trânsito intestinal, antioxidantes e vitamina C, auxiliando ainda na digestão.
- Ovo cozido: Queridinho das pessoas que costumam realizar atividades físicas pesadas, o ovo cozinho possui baixo teor calórico, servindo como fonte de proteína de alto valor biológico. Nele encontramos a colina (essencial para o cérebro) e gorduras boas, que ajudam a controlar a fome por meio da modulação de hormônios como GLP-1 e PYY.
- Chuchu cozido: Embora apresente sabor questionável, o legume é majoritariamente composto por água e fibras solúveis. Por ser leve, contribui para a saciedade, além de fornecer potássio e folato. Por outro lado, tem nutrientes levemente diuréticos, ou seja, que aumentam a produção de urina pelos rins.
- Feijão carioca: Presente na mesa da maioria dos brasileiros, o feijão carioca apresenta baixo índice calórico, ajudando ainda a regular o intestino. Fonte de proteína vegetal, fibras (solúveis e insolúveis), ferro e magnésio, contribui ainda no controle da glicemia e do colesterol.
- Repolho: A hortaliça é muito comum na salada, mas o que poucos sabem é que o repolho é fonte de fibras e compostos antioxidantes. Ele apresenta baixo índice glicêmico, é anti-inflamatório, rico em vitamina K e auxilia no volume do prato sem acrescentar muitas calorias.





