Um hábito comum dos motoristas que deixam o veículo muito tempo parado na garagem diz respeito a ligar o motor para que a bateria não seja prejudicada. No entanto, especialistas afirmam que a medida adotada é um dos grandes equívocos, principalmente quando o inverno entra em evidência.
Em regiões mais frias, existe a premissa de que quando o interior do carro está em temperatura abaixo da ambiente, aquecer o motor é a solução ideal. A prática de “descongelar” é exercida por muitos motoristas, mas na realidade o mito que se alastra por várias gerações está removendo o óleo dos componentes vitais do impulsor.
Em carros mais antigos, era comum que os motoristas ligassem o carro e o projetassem em marcha lenta por quase quatro minutos, para que a temperatura do motor se equiparasse ao ambiente externo. Contudo, o doutor em engenharia mecânica pela Universidade de Wisconsin-Madison, Stephen Ciatti, esclareceu que os modelos atuais usam sensores para calcular a mistura correta de ar e combustível para abastecer o motor.
“A gasolina é um solvente excelente e pode, de fato, remover o óleo das paredes [da câmara de combustão] se você a utilizar em marcha lenta fria por um longo período”, disse Ciatti, ao revelar que essa ação de remoção pode gradualmente “ter um efeito prejudicial na lubrificação e na vida útil de componentes como anéis de pistão e camisas de cilindro”.
Como os modelos de carros atuais atuam?
De modo geral, quando as temperaturas caem, os motores dos carros atuais entendem imediatamente a ação, equilibrando a temperatura de forma automática. Segundo o especialista, a maneira mais rápida de aquecer um motor é dirigindo. Contudo, é válido destacar que o compartimento leva de cinco a 15 minutos para atingir a temperatura normal a partir do momento em que você pisa no acelerador.





