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Com fronteira fechada, 200 caminhões de ajuda a Gaza ficam presos no Egito

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Mais de 4.000 toneladas de alimentos, água e medicamentos para Gaza estão presas na fronteira entre Egito e Israel. Apesar da expectativa do governo egípcio e até do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de que a passagem de Rafah fosse aberta ainda nesta sexta-feira (18), mais de 200 caminhões de ajuda humanitária continuam parados, aguardando liberação para entrar em território palestino.

Fronteira entre Egito e Israel na cidade de Rafah segue fechada. O governo egípcio, a mídia local e o presidente americano Joe Biden haviam sinalizado que a passagem seria aberta ainda nesta sexta-feira (20). Agora, "parece praticamente certo que não vai acontecer", segundo relatos de Matt Rivers, repórter da ABC News que acompanha a situação na região.

Há mais de 200 caminhões de ajuda à Gaza esperando liberação. Ao todo, os veículos carregam mais de 4.000 toneladas de comida, água e medicamentos, ainda de acordo com a ABC News.

Inspeção dos veículos seria um dos pontos de conflito. Um representante das forças de segurança do Egito relatou à ABC News que os israelenses querem examinar minuciosamente tudo que está sendo enviado à Gaza. O objetivo, diz, seria garantir que não haja nada que possa ajudar o Hamas. Paralelamente, Israel continua com bombardeios próximos dali, o que também impede a passagem dos caminhões.

Mais cedo, líder da ONU fez um apelo pela abertura da passagem. "Esses caminhões não são apenas caminhões. Eles fazem a diferença entre a vida e a morte para muitas pessoas em Gaza. O que precisamos é permitir que atravessem para o outro lado deste muro, e fazer esse movimento o mais rápido possível", pediu António Gueterres, secretário-geral da ONU, que esteve no local.

Egito diz não ser o culpado pelo bloqueio na fronteira com Israel. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Egito, embaixador Ahmed Abu Zeid, disse que a passagem de Rafah está aberta e que os israelenses são os verdadeiros culpados por impedir o envio de ajuda humanitária à Gaza.

"Os ataques ao Egito na mídia ocidental são claros na crise atual! (...) [Querem] Responsabilizar o Egito pelo fechamento da fronteira, apesar dos ataques direcionados de Israel e da recusa em permitir a entrada de ajuda [à Gaza] (...). A passagem de Rafah está aberta, e o Egito não é o responsável por impedir a saída de cidadãos de outros países", disse Ahmed Abu Zeid, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Egito.

guerra do petróleo

Israel anuncia que ministro da Inteligência do Irã foi morto

A morte de Khatib ocorre um dia após Israel ter matado o alto funcionário de segurança iraniano Ali Larijani e o chefe da força paramilitar Basij

18/03/2026 07h09

Esmail Khatib, que teria sido morto por Israel, era apontado como um dos respsonsáveis pela repressão interna no Irã nos últimos anos

Esmail Khatib, que teria sido morto por Israel, era apontado como um dos respsonsáveis pela repressão interna no Irã nos últimos anos

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O ministro da Defesa de Israel afirmou nesta quarta-feira (18) que o exército israelense matou o ministro da Inteligência do Irã, Esmail Khatib.

Israel Katz anunciou a morte de Khatib e disse que "surpresas significativas são esperadas ao longo deste dia em todas as frentes", sem dar mais detalhes.

A morte de Khatib ocorre um dia após Israel ter matado o alto funcionário de segurança iraniano Ali Larijani e o chefe da força paramilitar Basij, composta por voluntários da Guarda Revolucionária.

O Departamento do Tesouro dos EUA havia sancionado Khatib em 2022, devido ao Ministério da Inteligência "envolver-se em atividades cibernéticas contra os Estados Unidos e seus aliados"

Khatib "dirige várias redes de agentes de ameaças cibernéticas envolvidos em espionagem cibernética e ataques de ransomware em apoio aos objetivos políticos do Irã", disse o Tesouro na época

O Tesouro também chamou o Ministério da Inteligência do Irã, em outra rodada de sanções, de "um dos principais serviços de segurança do governo iraniano, responsável por graves abusos dos direitos humanos".

"Sob sua liderança, o (Ministério da Inteligência) reprimiu um grande número de defensores dos direitos humanos, ativistas dos direitos das mulheres, jornalistas, cineastas e membros de grupos religiosos minoritários", afirmou.

O Ministério da Inteligência "também perseguiu agressivamente indivíduos que relatam abusos e violações dos direitos humanos no Irã, bem como suas famílias, e submeteu detidos à tortura em centros de detenção secretos durante seu mandato", segundo o Tesouro americano.
 

cinema

"O Agente Secreto" é superado nas 4 categorias e fica sem Oscar

Nas redes sociais, cinéfilos e torcedores reagiram com ironias e até revoltas após as derrotas

16/03/2026 07h15

Wagner Moura disputava o prêmio de melhor ator, mas o vencedor foi Maichal B. Jordan, de

Wagner Moura disputava o prêmio de melhor ator, mas o vencedor foi Maichal B. Jordan, de "Pecadores"

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Não deu Brasil no Oscar deste ano. "O Agente Secreto" foi superado nas quatro categorias que disputava —melhor filme, direção de elenco, filme internacional e ator, com Wagner Moura. 

O baiano perdeu para o americano Michael B. Jordan, de "Pecadores", que agradeceu a artistas negros mais experientes que ele. A estatueta principal da premiação, de melhor filme, foi entregue a "Uma Batalha Após a Outra", de Paul Thomas Anderson, obra que saiu com seis troféus ao todo. 

Em filme internacional, o brasileiro foi preterido pelo norueguês "Valor Sentimental", de Joachim Trier. Gabriel Domingues, responsável pela direção de elenco de "O Agente Secreto", foi vencido por Cassandra Kulukundis, de "Uma Batalha Após a Outra".

No ano passado, o longa nacional "Ainda Estou Aqui" venceu a categoria de filme internacional. A atriz Fernanda Torres foi superada por Mikey Madison em melhor atriz.

REAÇÕES

Nas redes sociais, cinéfilos e torcedores brasileiros se revoltaram com a Academia. Entre xingamentos, piadas e provocações, a torcida nacional lamentou a derrota do longa de Kleber Mendonça Filho na premiação e aproveitou para alfinetar o rival norueguês Valor Sentimental, que venceu na categoria de Melhor Filme Internacional.

Apesar da tristeza, a vitória de Valor Sentimental não foi uma grande surpresa. A obra de Joachim Trier era considerada a grande favorita ao prêmio de Melhor Filme Internacional. Com nove indicações ao Oscar, o longa europeu foi, ao lado de Frankenstein e Marty Supreme, o terceiro filme mais indicado em 2026.

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