Mundo

narcoterroristas

EUA matam três em novo ataque contra barco no Mar do Caribe

Esse é o 17º ataque anunciado na ofensiva que começou em setembro. Agora, o número total de mortos no Mar do Caribe e no Pacífico sobe para 70

Continue lendo...

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou, nesta sexta-feira, 7, que o país realizou mais um ataque contra uma embarcação que transportava drogas no Mar do Caribe; três homens morreram durante a investida. "Os ataques continuarão até que o envenenamento do povo americano cesse", alertou o secretário.

Esse é o 17º ataque anunciado na ofensiva que começou no início de setembro. Agora, o número total de mortos durante a operação, tanto no Mar do Caribe quanto no Pacífico, sobe para 70. A operação foi realizada em águas internacionais no Pacífico Oriental. Nenhum militar americano ficou ferido durante a ação.

O vídeo do bombardeio mostra a pequena embarcação pegando fogo logo após ser atingida. "A todos os narcoterroristas que ameaçam nossa pátria: se quiserem continuar vivos, parem de traficar drogas. Se continuarem traficando drogas mortais, nós os mataremos", escreveu Hegseth em uma publicação no X (antigo Twitter).
 

GUERRA

Ataques ao Irã deixam ao menos 201 mortos e cerca de 750 feridos

Ofensiva atingiu 24 das 31 províncias iranianas

28/02/2026 17h30

Um dos ataques foi em uma escola de meninas, em Minab, deixando ao menos 85 alunos mortos e 60 feridos

Um dos ataques foi em uma escola de meninas, em Minab, deixando ao menos 85 alunos mortos e 60 feridos Divulgação

Continue Lendo...

A ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, desencadeada neste sábado (28), deixou ao menos 201 pessoas mortas e 747 feridas.

A informação é atribuída a um porta-voz da Sociedade Crescente Vermelho, organização civil humanitária, e foi reportada por agências de notícias, como a árabe Al Jazeera.

Ainda segundo a Crescente Vermelho, 24 das 31 províncias iranianas foram alvo de ataques. Províncias são organizações territoriais administrativas, equivalentes aos estados aqui no Brasil.

De acordo com a Agência de Notícias da República Islâmica (Irna, na sigla em inglês), um dos ataques foi em uma escola de meninas, em Minab, sul do Irã, deixando ao menos 85 alunos mortos e 60 feridos. Cerca de 50 pessoas ainda estavam sob escombros. 

Ofensiva e reações

Os ataques dos Estados Unidos e de Israel aconteceram dois dias depois de uma rodada de negociações entre os americanos e os iranianos a respeito dos limites do programa nuclear do Irã. O país alega que a tecnologia nuclear tem fins pacíficos. No entanto, os Estados Unidos e alguns aliados, especialmente Israel, não aceitam o desenvolvimento nuclear iraniano.

Diversos países, entre eles o Brasil, condenaram a ofensiva deste sábado. A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu um cessar-fogo na região.

Ao justificar os ataques, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse defender os americanos. 

Em retaliação, o Irã atacou países vizinhos que abrigam bases militares americanas. De acordo com o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Hamid Ghanbari, o país tem o direito de se defender. 

guerra

Irã revida ataque conjunto e lança mísseis contra Israel e bases americanas

Segundo a imprensa iraniana, todo o território está sob ataque. O exército israelense fala em "dezenas de alvos militares" atingidos até o momento

28/02/2026 07h46

Vários alvos estratégicos foram atacados em ataque conjunto dos EUA e Israel contra o Irã

Vários alvos estratégicos foram atacados em ataque conjunto dos EUA e Israel contra o Irã

Continue Lendo...

O Irã respondeu com mísseis ao ataque conjunto realizado por Estados Unidos e Israel em seu território na manhã deste sábado, 28. O contra-ataque ocorreu como o país já vinha ameaçando fazer há meses: primeiro lançou uma onda de mísseis e drones contra Israel. Depois, aparentemente, começou a atacar instalações militares americanas no Bahrein, Kuwait e Catar, onde explosões puderam ser ouvidas ao longo da manhã.

A informação do ataque iraniano foi confirmada tanto pela Forças de Defesa de Israel quanto pelo próprio Irã, por meio das agência de notícias estatais Fars e Tasnim. "Neste momento, a Força Aérea Israelense está operando para interceptar ameaças, quando necessário, a fim de eliminá-las", afirmou a organização de Israel nas redes sociais.

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmou em comunicado que o país começou a responder aos ataques conjuntos, afirmando que suas forças armadas "iniciaram uma resposta decisiva a esses atos hostis".

O comunicado alertou os iranianos para que evitassem as áreas afetadas pelos ataques e que o governo havia tomado "medidas prévias" para garantir o fornecimento de itens de primeira necessidade.

Escolas e universidades foram obrigadas a fechar, enquanto o comunicado informou que os bancos continuariam funcionando.

Mais cedo, os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em ação militar conjunta, após semanas de ameaças do presidente americano Donald Trump de lançar um grande ataque contra o país. A expectativa é que a operação se estenda ao longo de vários dias.

Segundo a imprensa iraniana, todo o território está sob ataque. O exército israelense fala em "dezenas de alvos militares" atingidos até o momento.

EMBAIXADOR NO BRASIL

O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, criticou neste sábado, 28, o ataque conjunto de Estados Unidos e Israel e afirmou que o país islâmico "levará todos os inimigos ao arrependimento".

Ghadiri também postou na mesma rede social uma declaração do Ministério das Relações Exteriores iraniano sobre o ataque.

"Os Estados Unidos e o regime sionista, na manhã de hoje, às vésperas de Nowruz e no décimo dia do sagrado mês do Ramadã, violando de forma flagrante a integridade territorial e a soberania nacional do Irã, atacaram uma série de alvos e infraestruturas de defesa, bem como instalações civis, em diversas cidades de nosso país", diz o texto.

A seguir, o comunicado afirma que Irã e Estados Unidos estavam "no curso de um processo diplomático".

"Apesar de estarmos cientes das intenções dos Estados Unidos e do regime sionista de perpetrar nova agressão militar, voltamos a participar de negociações a fim de esgotar os argumentos perante a comunidade internacional e todos os países do mundo, para demonstrar a legitimidade do povo iraniano e evidenciar a ilegitimidade de qualquer pretexto para a agressão", afirma.

O ministério diz que o Irã se orgulha de "ter feito tudo o que era necessário para evitar a guerra".

"Agora é tempo de defender a pátria e enfrentar a agressão militar do inimigo", continua. "Assim como estávamos preparados para negociar, estamos ainda mais preparados do que nunca para defender a integridade do Irã. As Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão aos agressores com firmeza."

O ministério diz que os ataques violam Carta das Nações Unidas e configuram clara agressão armada contra o Irã, e que a resposta à ação é direito legal e legítimo do país.

Além disso, cita "grave responsabilidade da Organização das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança de agir imediatamente para enfrentar a violação da paz e da segurança internacionais decorrente da agressão militar".

A ação conjunta acontece após semanas de ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de lançar um grande ataque contra o país. A expectativa é que a operação se estenda ao longo de vários dias.

Em um vídeo de oito minutos divulgado após o anúncio dos ataques militares ao Irã, Trump alertou que Teerã "deve abaixar as armas ou enfrentar uma morte certa".

Segundo a imprensa iraniana, todo o território está sob ataque. O exército israelense fala em "dezenas de alvos militares" atingidos até o momento. O Irã já deu início à retaliação.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).