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Presidente da Bolívia declara emergência após mais de 50 dias de protestos

Decreto proíbe "bloquear ruas, avenidas, estradas e rodovias que afetem o tráfego e o abastecimento" e ordena que as Forças Armadas apoiem a polícia

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O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, declarou estado de emergência em todo o país na madrugada deste sábado, 20, para desobstruir as rodovias bloqueadas, após mais de 50 dias de protestos contra ele.

"Este não é um estado de emergência para restringir a vida das pessoas. É um estado de emergência para restaurar a liberdade das pessoas" disse em um pronunciamento televisionado à nação.

Paz explicou que a medida visa garantir o abastecimento de combustível, que está comprometido devido aos bloqueios de estradas que deixaram caminhões-tanque parados. Há também escassez de oxigênio medicinal e alimentos.

O decreto proíbe "bloquear ruas, avenidas, estradas e rodovias que afetem o tráfego e o abastecimento" e ordena que as Forças Armadas apoiem temporariamente a polícia "para restabelecer a ordem, desobstruir as estradas e proteger a população".

Segundo a Autoridade Rodoviária Boliviana, há atualmente mais de 40 bloqueios de estradas. A capital, La Paz, e a cidade vizinha de El Alto são as mais afetadas pelos bloqueios, deixando as cidades sem alimentos e combustível e causando pelo menos 17 mortes. A maioria dos óbitos foi devido à falta de atendimento médico causada pelos bloqueios, segundo a Defensoria Pública e organizações de direitos humanos.

O estado de emergência pode durar até 90 dias, mas pode ser suspenso antes "se cessarem os bloqueios, a violência e as ameaças contra a população", explicou o governo em comunicado. O estado de emergência não limita o direito ao devido processo legal ou às garantias constitucionais e permite que a população continue suas atividades diárias.

MAIS TARIFAÇO

EUA propõem tarifa adicional ao Brasil, à UE e a outros 58 países por trabalho forçado

Caso seja aplicada, a cobrança, no caso do Brasil, se somaria à tarifa de 25% anunciada pelo USTR na véspera

03/06/2026 07h19

Dois anúncios de tarifas extras feitos em menos de 24 horas pelos EUA tendem a prejudicar as exportações brasileiras, caso entrem em vigor

Dois anúncios de tarifas extras feitos em menos de 24 horas pelos EUA tendem a prejudicar as exportações brasileiras, caso entrem em vigor

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O Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs a criação de tarifas de importação adicionais ao Brasil, à União Europeia e a outros 58 países devido à "falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado". Segundo o órgão, a prática "onera ou restringe" o comércio americano.

No caso do Brasil e de outros 54 países, a nova taxação será de 12,5%. Canadá, Equador, Indonésia, México, Paquistão e União Europeia serão submetidos a uma taxa de 10%, por causa da tentativa de impedir a importação de produtos que teriam mão-de-obra irregular.

A decisão foi publicada no final da noite desta terça-feira, 2, e resulta de uma investigação contra a importação de bens produzidos com trabalho análogo à escravidão.

O anúncio já era esperado por empresários brasileiros. Caso seja aplicada, a cobrança, no caso do Brasil, se somaria à tarifa de 25% anunciada pelo USTR na véspera, como resultado de uma investigação sobre as práticas comerciais do Brasil.

De acordo com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado acarretam um cenário no qual o comércio americano compete em desvantagem em nível global.

ISENTOS

O novo tarifaço anunciado na noite desta terça-feira, 2, pelo governo americano contra 60 parceiros comerciais não será aplicado sobre uma extensa lista de produtos que compõem a Tabela Harmonizada de Tarifas dos Estados Unidos (HTSUS). A informação consta de um anexo da decisão publicada no Federal Register, o diário oficial do governo americano.

O documento traz uma lista de 75 páginas de produtos que não serão afetados pelas tarifas de 10% ou 12,5% (caso do Brasil) sugeridas por causa do fracasso no combate ao trabalho forçado.

Carne bovina, aviões, suco de laranja, café, celulose, petróleo, terras raras e metais, entre centenas de outros itens, ficarão isentos da sobretaxação, se ela for efetivada pelo governo americano.

Já a indústria têxtil terá um mecanismo especial que reduziria a tarifa sobre determinado volume de importação de vestuário para o mercado americano.

PAZ?

Trump diz que está próximo de fechar um acordo com o Irã para encerrar a guerra

O presidente dos EUA disse ainda que o acordo permitirá a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, um das principais rotas do petróleo global

31/05/2026 22h00

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump

Presidente dos Estados Unidos da América, Donaldo Trump Foto: Arquivo

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em entrevista a Fox News, neste sábado, 30, que está próximo de fechar um acordo com o Irã para pôr fim à guerra iniciada em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel deram início a bombardeios no país do Oriente Médio.

A outra alternativa, segundo Trump, seria retomar as ações militares contra o Irã.

“Vamos fazer com que (o acordo) seja ótimo. A outra opção seria apenas voltar atrás e resolver isso militarmente. Mas o acordo seria mais rápido. Provavelmente, é melhor do ponto de vista humano”, disse Trump à política Lara Trump, que conduziu a entrevista.

Trump disse que a condição para fechar acordo é a garantia de que o Irã não terá nenhuma arma nuclear. Segundo o presidente americano, o Irã aceitou a proposta.

“Eles diziam inicialmente que não desenvolveriam armas nucleares. Eu disse: ‘Mas e se vocês comprá-las? Agora eles afirmam que não vou desenvolver o armamento e nem comprá-lo em hipótese alguma. Essa é uma grande diferença”.

O presidente dos EUA disse ainda que o acordo permitirá a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, um das principais rotas do petróleo global, cujo fechamento do tráfego de navios está impactando negativamente a economia em todo o mundo.

Mas Trump disse que não tem pressa. E que as negociação são muito duras. “Eu gostaria de dizer que estou com pressa porque o acordo faria os preços da gasolina despencarem. Mas, se tivermos pressa, não teremos um bom negócio”, disse Trump que, em tom de ameaça, acrescentou: “Estamos conseguindo o que queremos. E se não conseguirmos, vamos terminar de uma maneira diferente”.

EUA ataca navio cargueiro que atracaria em porto no Irã

Ainda no sábado, 30, o Comando Central dos EUA informou que as Forças Armadas americanas impediram um navio mercante de romper o bloqueio aos portos iranianos disparando um míssil contra a casa de máquinas da embarcação.

Segundo o Comando Central dos EUA, o navio cargueiro Lian Star, com bandeira da Gâmbia, ignorou mais de 20 avisos das forças americanas durante a noite ao tentar entrar em um porto iraniano.

Com a ação, as forças armadas dos EUA impediram seis navios de romper o bloqueio. Um deles foi autorizado a prosseguir. Outros 116 navios foram redirecionados, segundo as forças armadas do EUA.

Os EUA lançaram o bloqueio aos portos do Irã em 17 de abril, em resposta ao fechamento do Estreito de Ormuz pelo país persa. Um frágil cessar-fogo se mantém desde 7 de abril, enquanto estão em curso negociações sobre a possibilidade de estendê-lo por mais 60 dias, período em que os lados envolvidos na guerra decidiriam sobre o controverso programa nuclear iraniano.

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