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Rubio diz que exigências do Irã sobre Estreito de Ormuz abre precedente perigoso

Depois dos ataques dos EUA e de Israel, iranianos querem cobrar pedágio para permitir a passagem de navios petroleiros pelo Estreito

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O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, alertou nesta quarta-feira, 22, que a exigência do Irã de controlar e cobrar pedágios no Estreito de Ormuz pode ameaçar a economia mundial e o princípio da liberdade de navegação, inclusive na Ásia.

Rubio falou no início de uma reunião anual nas Filipinas, na capital Manila, com líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) que expressaram preocupação com a guerra no Oriente Médio, a qual tem afetado duramente a região. Apesar da preocupação de Washington com o conflito, Rubio garantiu: "Estamos 100% com a Asean".

"Se criarmos um precedente no Oriente Médio onde um Estado-nação possa decidir controlar uma via navegável internacional, cobrar pedágio e - caso não paguem - explodir navios, teremos criado um precedente muito perigoso que se repetirá em outras partes do mundo, inclusive nesta região", disse o secretário americano.

Rubio também se reuniu com os outros ministros da parceria Quad - composta por Estados Unidos, Austrália, Índia e Japão -, para discutir prioridades em áreas como tecnologia, assistência humanitária, resposta a emergências e segurança marítima e transnacional.

As autoridades da Quad emitiram uma declaração conjunta em que reafirmam o compromisso com iniciativas de segurança marítima que buscam conter a crescente influência da China na região. "Estamos unidos na convicção de que a paz e a estabilidade no domínio marítimo do Indo-Pacífico sustentam a segurança e a prosperidade da região", diz o comunicado do grupo.

"O Quad continua sendo uma prioridade, e nos reuniremos novamente ainda este ano", disse Rubio, no X. 

ATAQUES

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) concluiu a 11ª noite de ataques contra Irã, que teve como alvos centros de operações militares iranianos, capacidades marítimas, hangares de aeronaves, instalações de armazenamento de drones e infraestrutura de logística militar.

Em comunicado publicado na noite desta terça-feira, 21, as forças americanas informaram que a nova onda de ofensiva visou reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz.

"Apesar da agressão iraniana, o Estreito de Ormuz permanece aberto ao trânsito de navios comerciais. Desde o início de maio, as forças do Centcom ajudaram a viabilizar a passagem de aproximadamente 900 navios comerciais e 450 milhões de barris de petróleo bruto", diz a nota do Centcom.

Antes dos ataques mais recentes, o ministro do Interior do Irã, Eskandar Momeni, visitou o Paquistão - um mediador do conflito - em busca de revitalizar a diplomacia. No entanto, não ficou claro se um novo acordo pode ser alcançado para encerrar a guerra.

planta e colhe

Trump pressiona postos a reduzir preço da gasolina e ameaça: 'grandes problemas virão'

Combustível nos EUA subiu em torno de 33% depois do começo da guerra contra o Irã, no final de fevereiro

30/06/2026 07h18

Presidente dos EUA, Donald Trump alega que o preço do petróleo voltou aos patamares de antes do início da guerra contra o Irã

Presidente dos EUA, Donald Trump alega que o preço do petróleo voltou aos patamares de antes do início da guerra contra o Irã

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cobrou uma redução imediata no preço da gasolina no país. Em publicação no Truth Social, ele afirmou que os combustíveis continuam caros apesar da queda no valor do petróleo no mercado internacional e fez um apelo direto aos revendedores.

"Os revendedores de gasolina precisam baixar seus preços IMEDIATAMENTE! Estão muito altos, considerando que o petróleo está agora a US$ 68 o barril e continua caindo", escreveu na noite de segunda-feira, 30.

Na mensagem, Trump afirmou que os postos devem repassar a redução dos custos aos consumidores e disse que não aceitará aumentos motivados por especulação. "É totalmente ilegal. Se os revendedores não fizerem isso, grandes problemas virão!", declarou.

A cobrança ocorre após integrantes do governo defenderem que a recente queda das cotações do petróleo deve ser refletida rapidamente nas bombas. Também na segunda-feira, o secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, afirmou que o preço da gasolina pode voltar rapidamente ao patamar de US$ 3 por galão, depois de ter ultrapassado US$ 4 nas últimas semanas.

Em entrevista à Fox News, Burgum atribuiu a expectativa ao aumento da oferta de petróleo no mercado e afirmou que a flexibilização das sanções à Venezuela, descrita por ele como uma aliada estratégica dos Estados Unidos, também contribui para a redução dos preços pagos pelos consumidores americanos.

MUNDO

Brasil envia três aviões de ajuda humanitária e ajuda em buscas após terremoto na Venezuela

"Ao todo, o Brasil enviará cinco kits de calamidade, com total de 111,8 mil medicamentos e insumos à Venezuela", cita o Palácio do Planalto

27/06/2026 21h00

Reprodução/FAB

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Na tarde deste sábado (27) o Brasil enviou um terceiro voo humanitário à Venezuela, com kits de medicamentos e o módulo complementar para a instalação de um hospital de campanha. A aeronave decola da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro.

Em nota, o Palácio do Planalto informou que a operação foi autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integra esforço internacional para reforçar o socorro às vítimas dos terremotos que atingiram o país na última quarta-feira (24).

De acordo com o comunicado, os kits de medicamentos são voltados para atendimento em situações de emergência e contêm itens considerados essenciais, como antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis, ataduras, gazes, dispositivos para infusão, seringas, luvas, esparadrapos e máscaras.

“Ao todo, o Brasil enviará cinco kits de calamidade, com total de 111,8 mil medicamentos e insumos à Venezuela. Com os kits, cerca de 1.500 pessoas podem receber atendimento durante um mês. As doações ao país vizinho não comprometem o estoque do Sistema Único de Saúde (SUS)”, informou o palácio.

O primeiro voo enviado pelo governo brasileiro pousou às 23h40 (horário de Brasília) desta sexta-feira (26) na Base Militar da Força Aérea Venezuelana El Libertador, em Maracay, transportando médicos, cães farejadores e equipamentos especializados.

O segundo voo para a Venezuela decola na manhã deste sábado também da Base Aérea do Galeão, transportando um hospital de campanha e purificadores de água.

Ajuda nas buscas

Também neste sábado (27) equipes brasileiras iniciaram a operação de busca e resgate na Venezuela após o terremoto que atingiu o país, em meio a um cenário de destruição e falta de serviços básicos. 

Coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), a missão humanitária integra uma força-tarefa internacional voltada à localização de sobreviventes. 

O Brasil enviou cerca de 10 toneladas de materiais e equipamentos, uma caminhonete, 37 bombeiros militares e quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 

As equipes estão instaladas em uma base improvisada na região de Los Corales, onde prestam apoio ao governo local. 

O Ministério da Integração informou que o primeiro dia de atuação foi dedicado à busca e salvamento de vítimas sob escombros. 

A operação utiliza sensores de movimento, aparelhos para detectar sinais de celulares de vítimas soterradas e seis cães farejadores. 

O governo brasileiro também prepara o envio de reforços, com uma Unidade Avançada de Trauma do Hospital de Campanha da Marinha do Brasil, e militares para operar a estrutura e purificadores de água. 

Segundo o diretor do Departamento de Preparação e Socorro da Sedec, Armin Braun, a situação no local é crítica. 

“Estamos em uma verdadeira corrida contra o tempo em um país devastado, sem água, sem energia, com muita gente na rua, fora de suas casas”, afirmou. 

 

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