Mundo

Nota de Falecimento

Sociólogo Domenico De Masi morre aos 85 anos

Na Itália, é chamado de sociólogo dos trabalhadores, por ser referência internacional em estudos sobre a sociologia do trabalho.

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Conhecido por sua teoria do livro "Ócio Criativo", Domenico Di Masi, morreu neste sábado (9/9), em Roma, na Itália. O intelectual italiano Domenico De Masi nasceu em Rotello, em 1938. O sociólogo foi professor emérito de Sociologia do Trabalho na Universitá di Sapienza, em Roma.

Domenico é autor de dezenas de livros. O mais conhecido é o best seller O Ócio Criativo, de 2000, com mais de 200 mil exemplares vendidos, no qual defendeu que o tempo livre do cidadão não é algo necessariamente negativo, mas pode estimular a criatividade pessoal.

Entre outros títulos escritos pelo italiano, estão A Economia do Ócio, Desenvolvimento Sem Trabalho, Criatividade e Grupos Criativos, A Emoção e a Regra e O Futuro do Trabalho.

Com o educador e teólogo brasileiro Frei Betto, Domenico De Masi escreveu o livro Diálogos Criativos, onde debatem sobre temas da pós-modernidade, do avanço tecnológico à sociedade de consumo, da educação à filosofia, da teologia à política.

Ainda sobre o Brasil, em 2015, o italiano Domenico De Masi escreveu 2025 - Caminhos da cultura no Brasil: Um olhar sobre o futuro. Para a obra, ele contou com a contribuição de diversas personalidades brasileiras, para formar um mosaico colaborativo com variadas vozes e pontos de vista. O objetivo foi traçar um panorama sobre a situação atual do Brasil e as perspectivas para o que seriam a próxima década.

Em abril 2010, recebeu o título de Cidadão Honorário do Município do Rio de Janeiro, da Câmara Legislativa, pela relação que o sociólogo italiano teve com o Brasil.

Lula

Em junho deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou com o sociólogo, em Roma. A reunião durou cerca de 1 hora. De acordo com nota emitida à época, pela Presidência Da República, “os dois conversaram sobre a conjuntura política atual no Brasil e na Itália, as questões sociais que preocupam os dois países, e abordaram a necessidade de se estabelecer a paz tanto na Europa quanto no resto do mundo”.

Lula já havia visitado o escritor, em 2015 e 2020, na Itália.

Em abril de 2019, Domenico De Masi foi uma das celebridades que visitou Lula na prisão, em Curitiba. Na saída do prédio da Polícia Federal, após o encontro privado, Domenico De Masi fez declarações à imprensa e ao público, que fazia vigília local. Na ocasião, Domenico concordou com intelectuais de esquerda de que Lula estava encarcerado injustamente.

“Ele continua sendo uma grande liderança do mundo e, talvez, a liderança mais importante que tem neste momento”, declarou à época. Domenico ainda compreendia que o prestígio de Lula não tinha mudado no mundo, pelo fato de estar encarcerado, naquele momento, em 2019.

vikings

Morre aos 89 anos Harald V, rei da Noruega desde 1991

Ele estava no trono desde 1991 mas, assim como em quase todos os países europeus, tinha influência insignificativa na administração púbica

28/08/2026 07h10

Harald V estava no trono fazia 35 anos e estava internado fazia semanas por causa de problemas reais

Harald V estava no trono fazia 35 anos e estava internado fazia semanas por causa de problemas reais

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Morreu aos 89 anos o rei Harald V da Noruega, monarca que tratava complicações relacionadas a uma doença hematológica. Ele morreu nesta sexta-feira, 28, no Hospital Nacional de Oslo, às 6h35, horário local, segundo o palácio real.

Ao longo de mais de três décadas no trono, Harald tornou a monarquia norueguesa mais moderna e manteve alta popularidade entre a população. Apesar da idade avançada e de problemas de saúde nos últimos anos, recusou-se a abdicar, como fizeram outros monarcas europeus.

O mais velho dos monarcas da Europa sofria de anemia hemolítica, um distúrbio provocado por uma destruição anormalmente rápida das hemácias, que se manifesta com fadiga, palidez e dificuldade para respirar.

Harald estava internado desde 17 de agosto no Hospital Nacional de Oslo. Ele foi hospitalizado devido a uma retenção de líquidos provocada pelo tratamento com cortisona, o que o levou a se afastar de suas funções por motivos de saúde durante duas semanas.

No domingo, 23, o Palácio Real havia informado que ele recebeu antibióticos para tratar uma infecção bacteriana no sangue e respondeu bem ao tratamento durante o fim de semana mas teve o quadro agravado na última quinta-feira, 27.

Com a morte do rei, seu filho, o príncipe herdeiro Haakon, assume automaticamente o trono como rei Haakon VIII.

Assim como ocorre em outras monarquias europeias, a família real norueguesa exerce funções predominantemente simbólicas. Os monarcas mantêm uma presença pública semelhante à de celebridades, enquanto o poder político na Noruega, país com cerca de 5,5 milhões de habitantes, está concentrado no Parlamento eleito e no governo.

Harald assumiu o trono em janeiro de 1991, após a morte de seu pai, o rei Olav V, nascido na Grã-Bretanha. Seu reinado coincidiu com um período de forte prosperidade econômica na Noruega, impulsionada principalmente pela exploração de petróleo e gás.

Ainda criança, deixou a Noruega com a família durante a Segunda Guerra Mundial, após a invasão e ocupação do país pela Alemanha nazista. Ele passou vários anos nos Estados Unidos antes de retornar à Noruega.

Na juventude, também enfrentou resistência da família real ao seu relacionamento com Sonja Haraldsen, sua namorada desde os tempos de escola e filha de um comerciante. O casal se casou em 1968, depois de o então príncipe obter autorização para a união.

A relação ajudou a marcar a modernização da monarquia norueguesa que passou a adotar uma postura mais próxima da sociedade e menos rígida em relação às tradições da realeza.

"Uma nação inteira está de luto e o povo da Noruega sente uma profunda gratidão por uma longa vida a serviço da Noruega”, disse o primeiro-ministro Jonas Gahr Støre em um comunicado. “Por mais de três décadas como monarca, Harald V demonstrou uma fé inabalável no povo norueguês. Ele nos ajudou a enxergar o melhor em nós mesmos - e uns nos outros."

TRAGÉDIA

Ao menos 95 morrem em inundações no Nepal; pelo menos 384 turistas estão desaparecidos

Imagens divulgadas pela polícia do Nepal mostram um rio transbordando e arrastando várias casas

26/08/2026 23h00

Foto: reprodução X

Foto: reprodução X

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Pelo menos 95 pessoas morreram nesta quarta-feira, 26, em inundações no Nepal, depois que uma enchente devastadora atingiu uma região na fronteira com o Tibete, informou um porta-voz da polícia à agência AFP.

As imagens divulgadas pela polícia do Nepal mostram um rio transbordando e arrastando várias casas em seu percurso no distrito de Rasuwa, que foi um dos mais afetados.

"Até o momento, 95 mortes foram confirmadas", declarou o porta-voz da polícia do Nepal, Abi Narayan Kafle. Ele acrescentou que 28 policiais também estão desaparecidos. As operações de resgate continuam na região.

A inundação atingiu Syabrubesi, ponto de partida da popular rota de "trekking" de Langtang, assim como outras áreas usadas por viajantes na peregrinação hindu até Kailash Mansarovar.

O Exército do país, situado na cordilheira do Himalaia, anunciou a mobilização de 14 helicópteros e equipes de resgate para apoiar os trabalhos.

"As inundações são grandes e podem ter afetado muitas áreas habitadas", declarou Kafle à AFP. Os danos ainda estão sendo avaliados, acrescentou.

Turistas desaparecidos

Mais de 380 turistas, em sua maioria estrangeiros, ficaram incomunicáveis nesta quarta-feira no Nepal, após uma grande inundação atingir a região de fronteira com o Tibete.

"Um registro preliminar, compilado a partir de informações de empresas de turismo e viagens, identificou 384 viajantes - incluindo 291 estrangeiros e 93 nepaleses - relatados como desaparecidos nas áreas afetadas", informou o Conselho de Turismo do Nepal, acrescentando que as autoridades trabalhavam para verificar o paradeiro dessas pessoas.

As autoridades informaram que os turistas estrangeiros são de países como a Índia, os Estados Unidos, o Reino Unido e a Malásia.

Avalanche de gelo

O primeiro-ministro Balendra Shah anunciou que convocou uma reunião urgente da agência responsável pela gestão de desastres.

"O trabalho já começou para adotar as medidas necessárias, em coordenação com as equipes médicas, de buscas e da Cruz Vermelha", escreveu o governante em sua conta na rede social X.

A inundação pode ter sido provocada por uma avalanche de gelo "que caiu no rio Lhende, mas a causa exata ainda será determinada", declarou Qianggong Zhang, cientista do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado da Montanha (ICIMOD), com sede em Katmandu.

No vizinho Tibete, do lado chinês da fronteira, um deslizamento de terra procedente do Nepal deixou "muitas vítimas e desaparecidos no Porto Gyirong", informou o canal público chinês CCTV.

A agência estatal Xinhua acrescentou que o presidente Xi Jinping ordenou "mobilizar todos os recursos" para as operações de resgate, mas não divulgou um balanço de mortos ou feridos.

Xi afirmou que "a tarefa mais urgente é fazer todo o possível para encontrar e resgatar os desaparecidos", assim como "atender rapidamente os feridos e reduzir ao mínimo o número de vítimas", segundo a CCTV. (Com agências internacionais).

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