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TRAGÉDIA

Terremoto na Venezuela mata pelo menos 164 pessoas e deixa 700 feridos

Número de vítimas ainda tende a aumentar, pois centenas de pessoas seguiam soterradas até a madrugada desta quinta-feira

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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta madrugada que ao menos 164 pessoas morreram e outras 700 ficaram feridas por causa dos dois fortes terremotos que atingiram o país na noite da quarta-feira, 24.

Delcy alertou que o número de vítimas deve aumentar, à medida que equipes de resgate buscam pessoas em escombros de imóveis e chegam a áreas devastadas pelos tremores.

A presidente interina declarou estado de emergência e confirmou que os abalos causaram estragos em diversas partes do país. O número de vítimas não inclui o Estado de La Guaira, que foi o mais atingido e é considerado pelo governo uma "zona de desastre".

"Dezenas de edifícios desabaram ali, a cerca de 30 quilômetros ao norte de Caracas, e estamos realizando operações intensivas de resgate para salvar vidas", afirmou a líder venezuelana.

AJUDA

A mobilização internacional em torno dos terremotos que atingiram a Venezuela nesta quarta-feira, 24, segue em expansão, com novos anúncios de apoio humanitário e reforço nas operações de resgate. O abalo de magnitudes 7,5 foi classificado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) como o mais forte registrado no país desde 1900.

Em Caracas e nas regiões mais afetadas, o governo da presidente interina Delcy Rodríguez intensificou nesta quinta-feira, 25, as operações de emergência. As autoridades priorizam as buscas durante o período de luz do dia para tentar localizar sobreviventes ainda sob os escombros.

MADURO

Nicolás Maduro se manifestou nas redes sociais após os fortes terremotos que atingiram a Venezuela nesta quarta-feira, 24. Em uma publicação, também feita em nome de sua mulher, Cilia Flores, ele pediu união e solidariedade diante da tragédia, que já deixou dezenas de mortos e centenas de feridos.

"Hoje, a palavra é uma só: máxima união, máxima solidariedade e máxima ação. Que ninguém fique sozinho", escreveu Maduro. Na mensagem, ele também pediu apoio às equipes de resgate, profissionais de saúde, bombeiros e voluntários que atuam nas áreas afetadas.

Maduro afirmou ainda que a população deve agir com serenidade e ajudar os mais vulneráveis. "Nesta hora difícil, conclamamos à união nacional, à serenidade e ao amor concreto: ajudar, proteger, compartilhar, erguer e reconstruir", declarou.

Ele e a mulher estão detidos nos Estados Unidos desde janeiro deste ano, após serem capturados durante uma operação realizada em território venezuelano. Desde então, responde a um processo criminal em Nova York. Com sua saída do poder, a então vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente o comando do país.

Ao encerrar a mensagem, Maduro disse que a Venezuela já enfrentou outros momentos difíceis e demonstrou confiança na recuperação do país. "Nosso coração e nossas orações estão com vocês. Que Deus abençoe e proteja a Venezuela", escreveu.

livre comércio

Rubio diz que exigências do Irã sobre Estreito de Ormuz abre precedente perigoso

Depois dos ataques dos EUA e de Israel, iranianos querem cobrar pedágio para permitir a passagem de navios petroleiros pelo Estreito

22/07/2026 07h13

Cerca de 20% do petróleo consumido no diferentes continentes passa em navios que usam o Estreito de Ormuz

Cerca de 20% do petróleo consumido no diferentes continentes passa em navios que usam o Estreito de Ormuz

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O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, alertou nesta quarta-feira, 22, que a exigência do Irã de controlar e cobrar pedágios no Estreito de Ormuz pode ameaçar a economia mundial e o princípio da liberdade de navegação, inclusive na Ásia.

Rubio falou no início de uma reunião anual nas Filipinas, na capital Manila, com líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) que expressaram preocupação com a guerra no Oriente Médio, a qual tem afetado duramente a região. Apesar da preocupação de Washington com o conflito, Rubio garantiu: "Estamos 100% com a Asean".

"Se criarmos um precedente no Oriente Médio onde um Estado-nação possa decidir controlar uma via navegável internacional, cobrar pedágio e - caso não paguem - explodir navios, teremos criado um precedente muito perigoso que se repetirá em outras partes do mundo, inclusive nesta região", disse o secretário americano.

Rubio também se reuniu com os outros ministros da parceria Quad - composta por Estados Unidos, Austrália, Índia e Japão -, para discutir prioridades em áreas como tecnologia, assistência humanitária, resposta a emergências e segurança marítima e transnacional.

As autoridades da Quad emitiram uma declaração conjunta em que reafirmam o compromisso com iniciativas de segurança marítima que buscam conter a crescente influência da China na região. "Estamos unidos na convicção de que a paz e a estabilidade no domínio marítimo do Indo-Pacífico sustentam a segurança e a prosperidade da região", diz o comunicado do grupo.

"O Quad continua sendo uma prioridade, e nos reuniremos novamente ainda este ano", disse Rubio, no X. 

ATAQUES

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) concluiu a 11ª noite de ataques contra Irã, que teve como alvos centros de operações militares iranianos, capacidades marítimas, hangares de aeronaves, instalações de armazenamento de drones e infraestrutura de logística militar.

Em comunicado publicado na noite desta terça-feira, 21, as forças americanas informaram que a nova onda de ofensiva visou reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz.

"Apesar da agressão iraniana, o Estreito de Ormuz permanece aberto ao trânsito de navios comerciais. Desde o início de maio, as forças do Centcom ajudaram a viabilizar a passagem de aproximadamente 900 navios comerciais e 450 milhões de barris de petróleo bruto", diz a nota do Centcom.

Antes dos ataques mais recentes, o ministro do Interior do Irã, Eskandar Momeni, visitou o Paquistão - um mediador do conflito - em busca de revitalizar a diplomacia. No entanto, não ficou claro se um novo acordo pode ser alcançado para encerrar a guerra.

Grécia-alemanha

Passageiro é parcialmente sugado por janela de avião após decolagem

Homem, de 61 anos, foi atendido com lesões no pescoço e no ombro, além de queimaduras provocadas pelo atrito

10/07/2026 21h00

Avião da Ryanair - foto: divulgação Instagram

Avião da Ryanair - foto: divulgação Instagram

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Um passageiro foi parcialmente sugado por uma janela de um avião logo após a decolagem nesta sexta-feira, 10, durante um voo da Ryanair entre a Grécia e a Alemanha. Pessoas que estavam sentadas próximas conseguiram puxá-lo de volta para dentro da aeronave.

Segundo um representante de um hospital grego, o homem, de 61 anos, foi atendido com lesões no pescoço e no ombro, além de queimaduras provocadas pelo atrito. O funcionário falou sob condição de anonimato porque não estava autorizado a comentar o caso publicamente.

O voo partiu pela manhã de Tessalônica, no norte da Grécia, com destino a Memmingen, cidade próxima a Munique, na Alemanha, e era operado pela Malta Air, subsidiária da Ryanair. Em nota, a companhia aérea informou que a aeronave "retornou a Tessalônica logo após a decolagem, depois que a janela de um passageiro se desprendeu durante o voo".

Ainda segundo a empresa, o pouso ocorreu normalmente e os passageiros desembarcaram de volta no terminal. Um dos ocupantes recebeu atendimento médico em solo, em Tessalônica. Posteriormente, uma aeronave substituta foi disponibilizada para concluir a viagem até a Alemanha.

Passageiros relataram à imprensa grega que ouviram um forte estrondo, as máscaras de oxigênio foram acionadas e o avião começou a perder altitude. Uma passageira identificada apenas como Christina contou a uma rádio de Tessalônica que houve pânico a bordo e que um dos ocupantes foi parcialmente sugado pela janela.

"A cabeça, o pescoço e os ombros dele" ficaram para fora da aeronave, afirmou ela, acrescentando que passageiros que estavam ao lado conseguiram puxá-lo de volta. "A maioria das pessoas estava dormindo, com os olhos fechados. Ouvimos um barulho que parecia um pneu estourando, mas muito mais alto", relatou. "Percebemos imediatamente que a cabine havia perdido pressão, porque o avião começou a perder altitude. Houve gritos, berros e muita confusão."

A aeronave envolvida no incidente era um Boeing 737-800, modelo com capacidade para até 189 passageiros. Segundo o site de monitoramento de voos Flightradar24, o avião foi entregue novo à Ryanair em 2008.

De acordo com os registros de voo do Flightradar24, cerca de seis minutos após a decolagem a aeronave alcançou mais de 15 mil pés (4.570 metros) de altitude e, em seguida, iniciou uma descida imediata até aproximadamente 6 mil pés (1.830 metros). O avião permaneceu voando por cerca de 30 minutos para consumir combustível antes de retornar a Tessalônica aproximadamente uma hora após a decolagem.

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