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PAULISTÃO Árbitra de MS se envolve em polêmicas em jogo de título corintiano Daiane Muniz comandou o Árbitro de Vídeo (VAR) na noite de ontem e ficou com a "orelha quente" ao ouvir reclamações de ambas as equipes em lance capital no segundo tempo 28 MAR 2025 • POR Felipe Machado • 13h00
Daiane Muniz, de 36 anos, é três-lagoense e árbitra de futebol
Daiane Muniz, de 36 anos, é três-lagoense e árbitra de futebol   Foto: Reprodução/Instagram

A três-lagoense Daiane Muniz foi a Árbitra de Vídeo (VAR) no jogo entre Corinthians e Palmeiras, na noite desta quinta-feira (27), que definiu o 31º título paulista para o lado alvinegro, mas com polêmicas que irritaram os dois lados.

O lance capital aconteceu aos 25 minutos do segundo tempo, quando Vitor Roque é lançado, vence Félix Torres na corrida, mas é atingido por um carrinho por trás do zagueiro equatoriano. Matheus Candançan, árbitro principal, prontamente assinalou o pênalti e não mostrou cartão amarelo para o defensor corintiano, o que seria o seu segundo e, consequentemente, seria expulso.

O Corinthians reclama que não foi pênalti, mas sim uma falta fora da área. Já o Palmeiras diz que, além da falta ser dentro da área, o que foi marcado, Félix deveria receber mais uma advertência, o que não aconteceu. Do minuto da marcação da penalidade até a cobrança, Abel Ferreira e sua comissão técnica ficaram indignados com a omissão do árbitro ao não mostrar o cartão ao zagueiro.

Durante um de seus gritos, o treinador teria falado ao quarto árbitro que “vocês têm que ver direito, é tudo contra nós, isso é absurdo, tais a roubar”, como relatado em súmula. Com isso, Matheus Candançan expulsou o português do jogo, que foi obrigado a assistir ao restante da partida no vestiário alviverde.

Mesmo com esse “rolo” todo, Daiane Muniz não sugeriu nenhuma revisão e o VAR não interrompeu o jogo, ou seja, se manteve a decisão de campo. Para “sorte” do quadro de arbitragem, Raphael Veiga perdeu o pênalti e Félix Torres faria mais uma falta dois minutos depois e, assim, também foi expulso. 

 
 
 
 
 
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Ainda nos minutos finais, o VAR finalmente foi acionado, após uma briga entre jogadores das duas equipes. Ao assistir filmagens da confusão, Matheus Candançan expulsou Marcelo Lomba, goleiro reserva do Palmeiras, e José Martinez, volante do Corinthians. 

Não houve mais interrupções do Árbitro de Vídeo e o placar se manteve em 0x0, resultado que deu o título do Campeonato Paulista de 2025 ao Corinthians, o 31º de sua história.

Paulistão & Daiane

Com o fim deste Campeonato Paulista, Daiane Muniz também encerra sua participação na competição, atuando como VAR e árbitra principal em alguns jogos.

Além desses citados acima, Daiane também participou de um jogo da Copinha e dois da Série A2 do Paulistão. Agora, a três-lagoense deve atuar 

Quadro FIFA

Na primeira semana de janeiro, Daiane Muniz foi indicada para compor o quadro da FIFA, federação máxima do futebol, de 2025.

A lista dos selecionados pela Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) foi divulgada no último dia 06, com árbitros centrais, árbitros-assistentes e árbitros de vídeo (VAR) selecionados pela entidade.

Com essa designação, os profissionais presentes na lista estão aptos a para competições internacionais masculinas, femininas e de base. Os nomes foram enviados ao Comitê da FIFA, que vai analisar e, se tudo estiver certo, serão aprovados.

História

Árbitra FIFA desde 2018, Daiane iniciou sua carreira no Campeonato Sul-mato-grossense em junho de 2014, inclusive foi a primeira mulher a ser árbitra principal no estadual, no jogo entre Corumbaense e Maracaju, em 2020, mas mudou-se para São Paulo logo depois, tanto que hoje faz parte do quadro de arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF).

A partir deste momento, ganhou reconhecimento nacional e comandou o VAR em vários jogos da primeira divisão nacional e chegou até a Copa do Mundo Feminina de 2023, disputada na Austrália, onde ela também trabalhou como assistente de vídeo.

No ano passado, ela também esteve no quadro de árbitros para comandar o VAR em Paris, durante a realização dos Jogos Olímpicos, chegando a apitar a final masculina, entre Espanha e França, e a disputa de bronze no feminino, entre Espanha e Alemanha. 

Ainda, atuou na Copa do Mundo Feminina sub-17, onde também apitou a final, disputada entre Coreia do Norte e Espanha.

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