Política

PL E TUCANOS JUNTOS

Bolsonaro decide pela coronel Neidy para vice de Beto na Capital

Decisão foi tomada na manhã desta terça-feira, em Brasília, da qual participaram o governador, Eduardo Riedel, e o ex-governador, Reinaldo Azambuja

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Em reunião da qual participaram o governador Eduardo Riedel, o ex-governador, Reinaldo Azambuja e o deputado federal Beto Pereira, o ex-presidente Jair Bolsonaro “bateu o martelo” sobre o nome da coronel PM Neidy Nunes Barbosa Centurião para ser candidata a vice-prefeita na chapa encabeçada por Beto Pereira, do PSDB. 

Do encontro também participou a própria coronel, que ainda não conhecia Bolsonaro pessoalmente Bolsonaro. Além dela, estavam na disputa pela vaga de vice a arquiteta e urbanista Ana Cláudia Portela e a advogada Luana Ruiz. 

O próximo passo será a filiação da PM ao PL (por ser da ativa, ela pode se filiar fora dos prazos impostos a outros candidatos) e a confirmação de seu nome na convenção do Partido Liberal, prevista para sexta-feira, 2 de agosto. 

O nome da PM foi levado a Bolsonora pela ala do PL ligada ao deputado estadual Coronel David, que já comandou a PM estadual. A coronel foi a primeira mulher a alcançar o posto de coronel PM em Mato Grosso do Sul. 

Ela também assumiu, por 60 dias, o comando da PMMS no ano passado, em razão do afastamento do comandante-geral, o coronel PM Renato dos Anjos Garnes, que sofreu um acidente, tornando-se a primeira mulher no posto no Estado.

 
PAI PADRINHO

Apesar do extenso currículo da Coronel Neidy, a presidente do PL municipal, Ana Cláudia Portela, tinha um forte padrinho, o próprio pai, que é o Tenente Portela, que é conhecido de Bolsonaro desde os tempos em que trabalharam juntos no quartel do Exército em Nioaque. 

Em 2022, Bolsonaro exigiu que o tenente fosse indicado para a vaga de 1º suplente da então candidata a senadora Tereza Cristina, que acabou vencendo a disputa com mais de 61% dos votos ao Senado 

Ana Cláudia Portela ficou conhecida entre os apoiadores de Bolsonaro por participar ativamente das ações que levaram o ex-presidente ao comando da nação em 2018 e vencer em 66 dos 79 municípios do Estado há dois anos.

NOVA NA LISTA

A advogada Luana Ruiz é novo na lista, porém, trata-se de uma velha conhecida dos bolsonaristas de Mato Grosso do Sul, afinal, concorreu a deputada federal pelo PL nas eleições de 2022, ficando como 1ª suplente do partido na Câmara dos Deputados.

Além disso, ela tem um currículo invejável, sendo mestre em Direito Constitucional Econômico, atua em perícia antropológica e foi secretária-adjunta da Secretaria Especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na gestão de Bolsonaro.
Saiba

Após a definição das candidaturas, os partidos têm até 15 de agosto para registrar os nomes no TRE-MS e, até dia 20, para o TSE divulgar os percentuais de candidaturas femininas e de pessoas negras por partido para receber os recursos do Fundo Partidário.
 

Lei

Deputado do PSB apresenta novo projeto para criação de estatal de mineração, a Terrabras

Segundo o congressista, a criação da estatal beneficiará o desenvolvimento da cadeia produtiva

10/04/2026 19h00

Foto: Divulgação

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O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) apresentou na quinta-feira, 9, o projeto de lei (PL) 1 733 de 2026, que autoriza o governo federal a criar a estatal Terra Raras Brasileiras S.A. (Terrabras) para pesquisa, exploração, beneficiamento, industrialização e comercialização de terras raras, minerais estratégicos e minerais críticos.

Segundo o congressista, a criação da estatal beneficiará o desenvolvimento da cadeia produtiva com a realização de estudos geológicos, investimento em pesquisa e mediação na celebração de contratos na área, por meio de subsidiárias, consórcios ou parcerias com empresas públicas e privadas.

"A Terrabras atuará como instrumento de política pública para promover a agregação de valor e a industrialização no território nacional de produtos que incorporem em sua fabricação os elementos químicos metálicos denominados terras raras", afirma Rollemberg no texto apresentado.

Segundo o projeto, a empresa deverá ainda estimular e participar da instalação de polos industriais vinculados à cadeia mineral, com o objetivo de impulsionar a produção doméstica, reduzir a dependência externa e fomentar o desenvolvimento tecnológico e industrial do País.

À estatal caberia monitorar e atuar na exploração mineral em todo o território nacional, além de participar diretamente de projetos de mineração em regiões consideradas estratégicas, especialmente naquelas com reservas já identificadas.

Entre suas atribuições, está também o desenvolvimento de tecnologias voltadas ao processamento e ao refino de terras raras, bem como o investimento em soluções que ampliem a capacidade nacional de processamento, refino e industrialização desses minerais, com agregação de valor.

O texto não estabelece participação acionária mínima da União em empreendimentos privados nem prevê porcentual obrigatório de presença da estatal em projetos de mineração. Também não há menção a mecanismos de participação direta da Terrabras em outras empresas do setor com fatias definidas.

A proposta apenas abre a possibilidade de formação de parcerias e da participação de outros acionistas na própria estatal, sem detalhar regras de participação da empresa em projetos de terceiros.

Separadamente, conforme apurou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), chegou a circular no Executivo a ideia de criação de uma estatal com participação mínima de 30% em projetos de minerais críticos no País. Essa modelagem, contudo, não consta do projeto apresentado por Rollemberg e não foi incorporada ao texto.

Sob críticas, propostas de maior presença estatal no setor chegaram a ser comparadas a modelos adotados em outros países em áreas consideradas estratégicas. A discussão, no entanto, não avançou no alto escalão do governo até o momento.

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Temperamentos diferentes

Flávio Bolsonaro rechaça comparação com pai e diz que vai construir "pontes com equilíbrio"

Destacou que a dinâmica eleitoral deste ano será decisiva para afastar a ala petista do Governo Federal

10/04/2026 15h00

Senador Flávio Bolsonaro em Campo Grande na manhã desta sexta-feira (10)

Senador Flávio Bolsonaro em Campo Grande na manhã desta sexta-feira (10) Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Em agenda realizada na manhã desta sexta-feira (10) entre os membros do Partido Liberal e aliados, o senador federal (PL-RJ) e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro aproveitou a visita à Capital para rechaçar qualquer comparação com o pai caso seja o novo presidente do país. Diferente do pai, disse que se eleito, governará de forma equilibrada, já que tem um temperamento diferente do ex-presidente.  

"Todo mundo que tentou ser igual ao presidente Bolsonaro se deu mal, concorda? Eu não vou tentar ser igual a ele porque, primeiro, ele é inigualável. Não vou conseguir ser igual a ele. Tem temperamento, eu tenho outro, ele tem um estilo, eu tenho outro. Com todos os ônus e bônus, mas eu sou esse aqui, uma pessoa que gosta de conversar olhando no olho e construir pontes com equilíbrio e olhar pra frente", destacou o senador carioca. 

Junto de parte do "núcleo duro" do PL sul-mato-grossense, (Reinaldo Azambuja, Capitão Contar, Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira) além do governador Eduardo Riedel e da senadora Tereza Cristina, ambos do PP, Flávio criticou o trabalho realizado pelo governo Lula, alegou que o líder petista se compara a uma "mercadoria vencida".

"O Lula, todo mundo sabe, é uma mercadoria vencida, é um produto que já está fadigado, e a gente está mostrando que a gente pode construir uma grande aliança para resgatar o Brasil com experiência e com energia, que é o que nós temos".  

Destacou que a dinâmica eleitoral deste ano será decisiva não apenas para afastar a ala petista do Governo Federal, mas também para definir os rumos do país pelas próximas quatro ou cinco décadas.

"Talvez seja a decisão mais importante que o país vai tomar esse ano, e definir para onde nós vamos nas próximas décadas, nos próximos 40, 50 anos. Acredito que é o fim do ciclo do PT. É um partido que representa tanto atraso, tanto problema, que quer substituir aqueles que produzem de verdade nesse país", frisou Flávio Bolsonaro, em referência direta a ala do agronegócio. 

Visita

Em Campo Grande a convite do governador Eduardo Riedel, deve voltar às terras sul-mato-grossenses em maio, desta vez em Dourados, como antecipou o próprio governador em agenda na abertura da Expogrande na noite desta quinta-feira (9).

Na Capital, falou sobre a importância de frear as demarcações de terra no Estado e no país, além de 'tirar o pé do freio' sobre o campo do agronegócio. 

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