Polícia

APREENSÃO

Caminhonete que ia de "cegonha" para SP tinha 126 kg de cocaína nas rodas

Vídeo feito pela Polícia Rodoviária Federal mostra cão farejador localizando as substâncias

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Trabalho conjunto das delegacias especializadas de repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (GARRAS) e Crimes de Fronteira (Defron) em Campo Grande resultou na localização de mais de 126 kg de cocaína, que estavam escondidos nas rodas de uma caminhonete que estava em caminhão cegonha com destino ao Estado de São Paulo. 

Contando também com o apoio das polícias Rodoviária Federal e Civil de Mato Grosso do Sul, a apuração desse crime de tráfico de drogas foi confirmada, inclusive, com a participação de equipe da PRF com cão farejador, que se deslocou até uma transportadora de veículos.

Ali, o animal fez sua inspeção e logo indicou a existência de drogas junto às rodas de uma caminhonete, de onde a polícia conseguiu extrair 125 tabletes de substância entorpecente análoga à pasta base de cocaína. 

Confira o trabalho: 

Apreensões

Antes disso, na quinta-feira (08) a PRF divulgou outra apreensão de cocaína em Mato Grosso do Sul, com 82 kg apreendidos em Ponta Porã. Após fuga em alta velocidade, os policiais alcançaram uma Chevrolet/S10, conduzida por um homem de 23 anos. 

Esse indivíduo chegou a tentar fugir a pé, abandonando a caminhonete carregada, porém foi alcançado e detido em seguida. As drogas estavam em um compartimento oculto e o motorista foi preso e encaminhado à Polícia Judiciária local. 

Porém, nenhuma dessas apreensões superaram as duas maiores deste ano, sendo 238 kg de cocaína apreendidos em Rio Verde de Mato Grosso em 18 de janeiro, e outros 242 kg no dia 30 desse primeiro mês, em Ivinhema. 

 

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ROTA CEGA

PF desmantela tráfico de drogas e armas em Dourados

Investigação partiu da apreensão de 4,5 toneladas de maconha e de um fuzil, em abril de 2025

13/02/2026 08h05

Imagem de ilustração

Imagem de ilustração Bruno Rezende

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Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária, no âmbito da Operação Rota Cega, em Dourados, município localizado a 226 quilômetros de Campo Grande.

O foco é combater o tráfico transnacional de drogas e de tráfico internacional de armas.

A investigação partiu da apreensão de 4,5 toneladas de maconha e de um fuzil, em abril de 2025, em Três Lagoas (MS). Com o aprofundamento da investigação, a PF conseguiu chegar até duas pessoas envolvidas.

Na ocasião, celulares dos investigados foram apreendidos e posteriormente foram periciados e analisados pela Policial Federal.

TRÁFICO DE DROGAS

O tráfico de drogas é um problema crescente no Brasil.

Comércio, transporte e armazenamento de cocaína, maconha, crack, LSD e haxixe são proibidos no território brasileiro, de acordo com a Lei nº 11.343/2006.

Mas, mesmo proibidos, ainda ocorrem em larga escala em Mato Grosso do Sul. O Estado é conhecido como um vasto corredor no Brasil, devido à sua extensa fronteira com outros países. Com isso, é uma das principais rotas utilizadas para a entrada de substâncias ilícitas no país. 

O tráfico resulta em diversos crimes direta e indiretamente, como furto, roubo, receptação e homicídios.

Dados divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 20 kg de cocaína e 7.168 kg de maconha foram apreendidos entre 1º e 13 de fevereiro de 2026, em Mato Grosso do Sul

Em 2025, 14.651 quilos de cocaína, 538.750 quilos de maconha e 378 quilos de outras drogas foram apreendidos.

"Cartas Marcadas"

Gaeco cumpre 76 mandados e afasta 5 servidores em 5 municípios de MS

Operação ocorreu em Campo Grande, Corguinho, Rio Negro, Rochedo e Terenos

10/02/2026 11h55

 Gaeco e Batalhão de Choque amanheceram na porta de uma loja de materiais escolares e de escritório, localizado na rua 14 de julho, Vila Glória, em Campo Grande

Gaeco e Batalhão de Choque amanheceram na porta de uma loja de materiais escolares e de escritório, localizado na rua 14 de julho, Vila Glória, em Campo Grande MARCELO VICTOR

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Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu 76 mandados, na manhã desta terça-feira (10), durante a Operação Cartas Marcadas, em Campo Grande, Corguinho, Rio Negro, Rochedo e Terenos.

Dos 76 mandados, são

  • 46 mandados de busca e apreensão
  • 5 mandados de afastamento de cargos públicos
  • 22 mandados de proibição de contratar com o Poder Público
  • 3 mandados de suspensão de contratos vigentes com o Poder Público

Todos os mandados são expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

Em Campo Grande, os mandados são cumpridos em uma loja de materiais escolares e de escritório, localizada na rua 14 de julho, Vila Glória. Policiais militares do Batalhão de Choque e Gaeco amanheceram na porta do estabelecimento e impediram a entrada dos funcionários.

O advogado da loja, Nilton Ribeiro Júnior, confirmou ao Correio do Estado que os policiais e promotores estão cumprindo mandado de busca e apreensão de documentos, mas alegou que não dispõe de mais informações. Disse, também, que este mandado é somente mais um em uma série de decisões judiciais que estão sendo cumpridas em diferentes cidades de Mato Grosso do Sul.

A investigação aponta a existência de uma organização criminosa voltada à prática de crimes contra a Administração Pública, liderada por agentes políticos que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso, nas prefeituras de Corguinho e Rio Negro.

A organização criminosa era composta por servidores públicos que forjavam a concorrência de licitações públicas, e, direcionavam os certames à empresas integrantes do esquema.

Nos últimos anos, os contratos somam R$ 9.000.000,00. As licitações corrompidas abrangem:

  • Contratações diretas para aquisição de materiais de expediente, mediante dispensas indevidamente manipuladas
  • Contratação de empresas para a execução de obras públicas, as quais eram iniciadas antes mesmo da formalização contratual

O Ministério Público (MPMS) adquiriu provas por meio do conteúdo extraído de alguns telefones celulares apreendidos, nas Operações Turn Off e Malebolge, que revelaram o modus operandi da organização criminosa. Com isso, foi possível chegar até os agentes políticos que dirigiam o esquema.

Batalhão de Choque (BPMChoque) e Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar, apoiaram a ocorrência nesta terça-feira (10).

“Cartas Marcadas”, termo que dá nome à operação, faz referência a um jogo previamente manipulado, em que o desfecho é conhecido antes mesmo do início.

No caso, as contratações sob apuração foram direcionadas de antemão às empresas investigadas, por meio de ajustes espúrios, para conferir aparência de lisura a uma escolha que já estava determinada.

Desde o começo do ano passado, operações do Ministério Público revelaram supostos esquemas de corrupção em Aquidauana, Água Clara, Rochedo, Três Lagoas, Coxim, Sidrolândia, Bonito, Jardim, Terenos, Miranda, Itaporã e Campo Grande.

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