Cidades

AUSÊNCIA SENTIDA

Entidades do agro "boicotam" e não comparecem à visita de Lula na Capital

Associação dos Criadores e Federação da Agricultura e Pecuária, Acrissul e Famasul não tinham seus representantes presentes em agenda no frigorífico da Capital com presença do presidente e ministro do setor

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Entre as principais entidades que coordenam o setor do "agro" em Mato Grosso do Sul, a Associação dos Criadores e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Acrissul e Famasul) não mandaram seus respectivos presidentes ou representantes para a visita do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva que amplia exportações de carne sul-mato-grossense. 

A Acrissul tem como presidente Guilherme de Barros Costa Marques Bumlai, enquanto a Famasul é presidida por Marcelo Bertoni, sendo que nenhum estava presente no evento. 

Isolando ainda mais as duas figuras, nomes até de outros setores indiretos, como da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), marcou presença na pessoa do vice-presidente, Luiz Gonzaga Crosara Júnior.  

Além dele, outros nomes e entidades marcaram presença, como o caso do presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Sandim, ou Marcelo Zanatta, presidente da Âmbar, a empresa de energia elétrica da J&F Investimentos. 

Também os três "Batista" (Weslei, José e Joesley)da J&F marcaram presença no evento do figorífico, assim como presidente do grupo, Agnaldo Filho. 

Parte do grupo, a JBS também lotou o evento com representantes, entre eles o CEO da empresa, Gilberto Tomazoni, e o presidente de novos negócios, Nelson Daltanali. 

João Campos e Renato Costa, presidentes da Seara e Friboi, respctivamente, também compareceram, além do próprio ministro da agricultura e pecuária, Carlos Fávaro. 

Visita de Lula

Após cerca de uma década, Lula veio à Capital para uma agenda do "agro", anunciando a ampliação das exportações de carne do Brasil para a China, em evento na unidade da JBS na saída para Sidrolândia.

Antes de discursar e embarcar carne simbolicamente para a China, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou as instalações do frigorífico da JBS em Campo Grande, sendo conduzido pelos irmãos Wesley e Joesley Batista, donos do Grupo J&F, controladores do frigorífico.
**Colaborou Glaucea Vaccari e Naiara Camargo)

 

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Cidades

Interdições do fim de semana incluem obras, evento e poda de árvore

Bloqueios ocorrem a partir de domingo (18)

16/01/2026 14h30

Divulgação

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A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) divulgou as interdições programadas para o trânsito de Campo Campo neste final de semana. Com um total de seis interdições pela cidade, os motivos incluem obras, evento e poda de árvore. Confira: 

Av. Mato Grosso

No domingo (18), das 07h às 13, a Av. Mato Grosso terá meia pista interditada entre as ruas Humberto De Campos e José De Alencar para supressão arbórea.

Rua Marquês De Lavradio

No domingo (18), das 08h às 13h, a Rua Marquês De Lavradio ficará interditada entre a Rua Tibiriçá e a Av. Três Barras para obra da construtora Jooy.

Rua Dom Aquino

No domingo (18) e na segunda (19), em período integral, a Rua Dom Aquino, entre as ruas Padre João Crippa e José Antônio, ficará interditada para mudança.

Rua Monte Sião

Neste domingo (18) e na sexta-feira 13 de fevereiro, das 7h às 17h, a Rua Monte Sião Nº 306, esquina com a Rua Cristalina até a Rua Monte Sião Nº 406, ficará interditada para a construção de um muro.

Rua Heitor Vieira de Almeida

No domingo (18), das 8h às 17h, a Rua Heitor Vieira de Almeida, entre a Rua Veranópolis e a Av. Pôr Do Sol, ficará interditada para um evento no Clube dos Desbravadores.

Av. Calógeras

No domingo (18), das 7h30 às 17h, a Av. Calógeras, entre a Av. Afonso Pena e a Rua 15 De Novembro, terá o corredor de ônibos e uma pista interditados para obra com guindaste.

 

Cidades

Sanesul investe R$ 50,7 milhões para ampliar abastecimento de água em aldeias de Dourados

Estimativa é de que cerca de 29,4 mil pessoas sejam beneficiadas até 2033

16/01/2026 14h00

Governador em exercício José Carlos Barbosa, em coletiva

Governador em exercício José Carlos Barbosa, em coletiva Foto: Divulgação

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A Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) anunciou nesta sexta-feira (16) um investimento de R$ 50.766.282,00 para implantação de sistemas de abastecimento de água potável nas aldeias Jaguapiru e Bororó, localizadas na Reserva Indígena de Dourados. A medida busca enfrentar um problema histórico de falta de água que afeta as comunidades há décadas.

De acordo com o projeto, os novos sistemas de abastecimento contarão com captação de água por meio de poços tubulares, com vazão de até 150 mil litros por hora, tratamento com cloração, reservatórios, incluindo tanques elevados, e redes de distribuição com ligações domiciliares.

Os recursos serão distribuídos entre as duas aldeias: R$ 24,3 milhões para a Jaguapiru e R$ 26,4 milhões para a Bororó. A estimativa é de que cerca de 29,4 mil pessoas sejam beneficiadas até 2033.

Durante entrevista coletiva em Dourados, o governador em exercício de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa (PSD), explicou que a assinatura do contrato marca o início de um processo que ainda passará por análise da Caixa Econômica Federal. Segundo ele, após essa etapa, será possível autorizar a licitação das obras, que têm previsão de execução em cerca de dois anos.

"A Caixa passa a analisar agora o projeto elaborado pela Sanesul, fruto de emenda da bancada federal para que a gente possa efetivamente resolver o problema de abastecimento de na Jaguapiru e na Bororó. Evidente que não é uma obra de curto prazo. Ela tem um prazo de licitação e andamento em torno de dois anos.”, detalhou o governador em exercício", destacou Barbosinha. 

O presidente da Sanesul, Renato Marcílio da Silva, avaliou que o contrato representa um avanço diante de um problema antigo enfrentado pelas comunidades indígenas da reserva e ressaltou a importância da obra para ampliar o acesso à água tratada.

No entendimento dele, a assinatura do contrato para execução das obras nas aldeias é de fundamental importância e significado para o MS, uma vez que dá um passo para a resolução de um problema de décadas. 

“Esse momento é literalmente um divisor de águas. É um esforço muito grande do governo do Estado para suprir uma responsabilidade que não é dele, pela legislação, mas o Estado se esforçou, conseguiu viabilizar o recurso e, assim, significa dignidade para uma população indígena.”, pontuou Renato.

Por sua vez, o prefeito de Dourados, Marçal Filho (PSDB), afirmou que o investimento é um marco para o município e que a obra pode contribuir para resolver de forma definitiva a falta de água potável na reserva indígena.

“É inadmissível que nós tenhamos pessoas que não tem acesso a água para beber. E é o que acontece na Reserva Indígena hoje. E com esse convênio que envolve o governo do Estado, envolve o governo federal, mais de 50 milhões de reais, isso vai ser resolvido em definitivo”, comemorou. 

Representando a Aldeia Jaguapiru, o capitão Vilmar Machado da Silva acompanhou a solenidade e afirmou que o anúncio gera expectativa entre os moradores, que convivem há anos com dificuldades no acesso à água.

“Isso significa esperança para a nossa comunidade. Essa falta de água já vem se arrastando há muito tempo. E é um problema crônico dentro da nossa comunidade que ninguém consegue resolver”, disse.

*Saiba 

Embora a responsabilidade pelo abastecimento nas aldeias indígenas seja do Governo Federal, a Sanesul passou a atuar diretamente no tema após a criação de um grupo de trabalho em 2023. O projeto foi apresentado em junho do mesmo ano e culminou na assinatura do contrato para execução das obras.

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