Cidades

CAMPO GRANDE

Flexpark deixará de cobrar por estacionamento na quarta-feira

De acordo com a Agência de Regulação dos Serviços Públicos, uma nova licitação está em desenvolvimento para administração das vagas na cidade

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Após 20 anos, o contrato da Prefeitura de Campo Grande com a empresa Metropark, que opera o estacionamento rotativo na cidade, será encerrado hoje. 

Conhecida pelo nome fantasia, a Flexpark deixará de cobrar pelos parquímetros a partir de amanhã.  

De acordo com o diretor-presidente da Agência de Regulação dos Serviços Públicos de Campo Grande (Agereg), Odilon de Oliveira Júnior, uma nova licitação para este serviço já está em desenvolvimento. Enquanto uma nova empresa não assumir os serviços, não haverá cobrança aos usuários.

“Está em fase de estudo técnico. Já estamos formatando os parâmetros que as empresas interessadas terão que atender para saírem vencedoras”, afirmou Oliveira Júnior.  

A Agereg informou ainda que os créditos remanescentes comprados pelos usuários devem continuar válidos quando a nova empresa assumir a cobrança. Segundo a agência, as orientações serão publicadas em decreto.

O artesão Antônio Santana salientou que apoia o fim da cobrança pelo estacionamento rotativo. “A pessoa só tem que ter noção mesmo e não estacionar o carro o dia todo”, disse.  

Para o aposentado José Mendonça, sem a presença da Flexpark no centro da cidade, haverá falta de vagas. 

“Se não tivermos que pagar pelo estacionamento, sempre é bom. Mas, se as pessoas estacionarem o dia todo, já que não tem mais fiscalização, vai faltar vaga, sim”, afirmou.  

A reportagem tentou contato por três vezes com a Flexpark, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. 

Em entrevista ao Correio do Estado no dia 15 de fevereiro, o gerente da Flexpark, Hélio Porto, havia adiantado à reportagem que a empresa tem a intenção de participar da nova licitação.

Contrato

O contrato da Flexpark com a Prefeitura de Campo Grande teve início em 22 de março de 2002, com vigência da concessão por período de 10 anos. 

À época, eram 2.200 vagas estipuladas para o serviço de estacionamento.  

Era necessário que o usuário colocasse créditos em um chaveiro, para, então, poder usar o parquímetro e depositar os créditos para o uso da vaga. O valor cobrado por hora era de R$ 1.

Em janeiro de 2012, faltando dois meses para o término da concessão, a empresa encaminhou à Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) um ofício manifestando o interesse na continuidade do contrato. 

A prorrogação do serviço foi deferida pelo prazo de mais 10 anos, com término previsto para hoje, 22 de março.

Histórico de multas

A Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon-MS) multou, neste mês, a Flexpark em mais de R$ 46 mil, por irregularidades na cobrança do estacionamento rotativo de Campo Grande.  

Conforme o superintendente do Procon-MS, Marcelo Salomão, a empresa não informava aos consumidores, de forma clara, adequada e precisa, sobre as alternativas para compra de crédito para o estacionamento para aqueles usuários que não têm smartphone, o que impedia o download do aplicativo para aquisição de tickets avulsos.  

O superintendente ainda contou que foram realizadas diversas reuniões com a Flexpark, buscando uma solução para os problemas relatados pelos consumidores em relação à cobrança do estacionamento rotativo no centro da Capital. 

O prazo para o recolhimento dos valores arbitrados é de 20 dias corridos a partir do recebimento da notificação, feita no dia 8 de março. 

Este mesmo prazo é concedido para apresentação de recurso, desde que acompanhado de elementos que possam justificá-lo.  

O não pagamento da multa no prazo estipulado determinará o encaminhamento da notificação à Procuradoria-Geral do Estado para inscrição em dívida ativa.

A Associação de Defesa do Consumidor de Mato Grosso do Sul (Adecon-MS) tem uma ação civil pública em que cobra indenização de R$ 14,8 milhões da empresa, referente a notificações de estacionamento irregular.  

Conforme noticiado pelo Correio do Estado em novembro do ano passado, a concessionária tinha um estoque de 741.877 notificações de estacionamento irregular.  

O valor da cobrança compulsória de 10 horas, considerada ilegal pelos advogados e uma forma de coação ao proprietário, serviu como parâmetro para que a Adecon-MS cobrasse R$ 14,8 milhões de danos morais coletivos à Flexpark e à Prefeitura de Campo Grande. 

A principal argumentação da associação é a cobrança abusiva feita pela empresa.

* Colaborou Naiara Camargo

Justiça

AGU reitera ação para obrigar Discord a proteger usuários

Medidas propostas pela plataforma foram consideradas genéricas

21/09/2026 21h00

Discord é uma plataforma social de mensagens instantâneas e VoIP que permite a comunicação por meio de chamadas de voz, videochamadas, mensagens de texto e mídias

Discord é uma plataforma social de mensagens instantâneas e VoIP que permite a comunicação por meio de chamadas de voz, videochamadas, mensagens de texto e mídias Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou nesta segunda-feira (21) novo pedido à Justiça Federal, em Brasília, para que a plataforma Discord seja obrigada a efetivar medidas para proteger mulheres, crianças e adolescentes na internet.

Na petição, a AGU diz que a empresa apresentou uma proposta de conciliação genérica e insuficiente para resolver as falhas apontadas pelo governo federal.

"Dotada de caráter genérico, com exceções e condicionantes dos mais diversos, [a proposta] não é apta a debelar a gravidade dos problemas associados, com a urgência e extensão que a demanda exige", afirmou a AGU no novo pedido.

No início deste mês, o juízo da 14ª Vara Federal Cível da Justiça Federal do Distrito Federal deu prazo de dez dias para o Discord apresentar a proposta.

A decisão foi proferida após o governo federal entrar com a ação judicial para obrigar a adoção das medidas. Na ação civil pública, a AGU também pede a condenação da empresa por dano moral coletivo no valor de R$ 500 milhões. 

O Discord passou a ser cobrado pelo governo após a repercussão do caso de uma adolescente que foi induzida a tirar a própria vida durante uma live transmitida pela plataforma. O episódio ocorreu em julho.

A plataforma foi consultada. O espaço está aberto para manifestação.

Tragédia no Trânsito

Ônibus atropela e mata criança de 11 anos em Campo Grande

Menino estava de bicicleta quando ocorreu o acidente no bairro Zé Pereira; vítima de 11 anos chegou a ser atendida pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos.

21/09/2026 19h29

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande.

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Foto: Reprodução.

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Uma criança de 11 anos morreu após ser atropelada por um ônibus na tarde desta segunda-feira (21), no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. O acidente ocorreu na Rua Sagarana e mobilizou equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros e forças de segurança.

A morte da criança foi confirmada pela mãe do menino à Polícia Militar. A equipe do Samu permaneceu no local durante o atendimento à vítima, que sofreu ferimentos graves após ser atingida pelo veículo.

Inicialmente, as informações apontavam que o menino havia sido socorrido em estado grave e inconsciente e seria encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande. No entanto, posteriormente, foi confirmada a morte da criança.

Como aconteceu

Conforme as informações preliminares, o menino estava de bicicleta e havia saído da escola quando ocorreu o acidente. Durante o trajeto pela Rua Sagarana, no bairro Zé Pereira, a criança teria se envolvido em uma colisão com o ônibus e acabou sendo atropelada.

Com o impacto, o veículo teria passado sobre uma das pernas do menino. Durante o atendimento, também foram constatados ferimentos graves, entre eles um corte profundo na perna esquerda e uma perfuração no pulmão.

A criança chegou a precisar de procedimentos de emergência realizados pela equipe médica.

O Samu permaneceu por cerca de 40 minutos no local durante as tentativas de atendimento. Apesar dos esforços das equipes de socorro, a criança não resistiu aos ferimentos.

Equipes da Polícia Militar foram acionadas e acompanharam a ocorrência. A perícia e a Polícia Civil também foram chamadas para os procedimentos necessários e para apurar as circunstâncias do atropelamento.

O motorista do ônibus foi submetido ao teste do bafômetro. A dinâmica exata do acidente, incluindo como ocorreu o contato entre a bicicleta e o coletivo, deverá ser esclarecida pela investigação.

A ocorrência aconteceu na Rua Sagarana, região do bairro Zé Pereira. O local foi preservado para o trabalho das equipes responsáveis pela apuração do acidente.

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