Política

Eleições 2026

Lula consegue virada histórica e é reeleito presidente do Brasil

Presidente venceu o senador Flávio Bolsonaro no segundo turno e comandará o Brasil por mais quatro anos, de 2027 a 2030

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Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente do Brasil neste domingo (25), ao conseguir virada histórica sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL). É a primeira vez que um candidato que perdeu no primeiro turno ganha no segundo.

Com 100% das urnas apuradas, Lula obteve 64.256.232 votos, o que corresponde a 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro teve 59.826.041, correspondendo a 48,21% dos votos. A diferença entre os dois é de 4.430.191 votos.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia declarado Lula matematicamente eleito às 20h10 (de MS), com 97,69% das urnas apuradas.

Desde a primeira eleição direta após a redemocratização, em 1989, o candidato que termina o primeiro turno na liderança sempre confirmou a vitória.

No primeiro turno, Lula teve 45,16% dos votos válidos, com 53.879.538 votos, enquanto Flávio teve 47,03%, com 56.104.503 votos.

Com a vitória no segundo turno, Lula comandará a presidência por mais quatro anos, de 2027 a 2030. O vice é Geraldo Alckmin (PSB).

O presidente e o vice-presidente da República eleitos em 2026 serão empossados em 5 de janeiro de 2027.

O presidente reeleito ainda não deu declarações após o resultado do pleito, até a publicação desta reportagem. Ele deve se manifestar ainda nesta noite.

Pela manhã, Lula votou na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

Lula chegou ao colégio às 10h acompanhado da primeira-dama Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e dos ex-ministros Marina Silva, Simone Tebet e Fernando Haddad.

O presidente posou segurando a bandeira do Brasil, inicialmente sozinho e, depois, ao lado dos políticos que o acompanharam até o local de votação.

Antes de chegar ao local de votação, o presidente conversou com apoiadores e jornalistas na saída de sua casa. Ele destacou a participação população neste segundo turno lembrando que está com 80 anos e que participa da vida política há cinco décadas.

Lula destacou as manifestações feita em seu apoio durante a campanha, especialmente no segundo turno.

“Participei da campanha das Diretas e, de 1989 para cá, participei de todas as campanhas presidenciais. Eu, sinceramente, nunca vi nada igual ao que vi neste segundo turno. Na Bahia, no Pará, em Minas Gerais, em Copacabana. Ontem, em São Paulo, na Avenida Paulista, eu confesso uma coisa para vocês: acho que a Avenida Paulista nunca recebeu a quantidade de gente participando de um ato político como aquele. Nunca, nunca", disse.

"O que o povo fez comigo nesses dias é uma coisa que não tem como pagar. É muita generosidade, é muito carinho, é muito amor, e eu serei eternamente grato ao comportamento do povo. Eu nunca vi, sinceramente. Não acredito que alguém um dia tenha sido tratado com o carinho com que fui tratado neste segundo turno”, acrescentou.

Já o senador Flávio Bolsonaro votou em uma escola municipal em Vila Isabel, na zona norte do Rio, e afirmou ter feito uma campanha limpa e alegre.

* Matéria atualizada às 22h25 para atualização das urnas apuradas e percentual dos candidatos

possível fuga

Aliado de Trump diz que Flávio Bolsonaro chegou aos EUA

Simón Levy afirmou que fuga foi articulada por Marco Rubio

27/10/2026 15h46

Flávio Bolsonaro teria chegado nos EUA

Flávio Bolsonaro teria chegado nos EUA Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

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O investidor e ex-secretário de Turismo do México, Simón Levy, publicou uma postagem nas redes sociais nesta terça-feira (27) relatando que Flávio Bolsonaro teria chegado aos Estados Unidos (EUA), em uma articulação liderada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. A possível fuga de Flávio, menos de 48 horas após perder as eleições presidenciais, também foi confirmada pela agência de notícias Reuters.

Nenhuma autoridade oficial do Brasil ou dos EUA, entretanto, confirma saída de Flávio do país.

"Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos. O cérebro por trás dessa operação é o Secretário de Estado dos EUA Marco Rubio. Dos Estados Unidos, livre e seguro, Flávio liderará a oposição contra Lula", escreveu.

As postagens foram feitas por volta das 15h30. Levy informou que essa fuga recebeu o nome de Operação Alba.

Levy é empresário e advogado e se autodescreve publicamente como um aliado próximo e alguém que serve a Donald Trump e ao movimento MAGA [Make America Great Again, no inglês].

A Agência Brasil procurou a assessoria de Flávio, mas não recebeu retorno. O senador não chegou a entregar seus passaportes à Polícia Federal (PF) após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão está em segredo de justiça e foi tornada pública pelo senador em suas redes sociais. A ordem judicial faz parte do processo em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados no STF por lavagem de dinheiro. Por causa do descumprimento, os passaportes do parlamentar foram cancelados diretamente pela PF.

Declaração

Reinaldo alerta para a urgência das reformas e diz que "sem investimento o país para"

Senador eleito criticou gastos de Governo Federal às vésperas do pleito do último domingo

27/10/2026 15h30

Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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O senador eleito por Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL), afirmou nesta terça-feira (27) que o Brasil já começa a enfrentar a conta de uma política que priorizou a disputa eleitoral e deixou os problemas do país para depois.

Para ele, a reação negativa do mercado financeiro no primeiro pregão após o segundo turno acendeu o sinal de alerta e exige do novo governo um compromisso claro com a responsabilidade fiscal, porque “sem investimento, o país para.”

Reinaldo afirmou que enquanto o PL avalia as medidas legais cabíveis diante do uso e abuso do poder econômico e político nesta eleição, o Brasil já começa a enfrentar a conta de uma política que priorizou a disputa eleitoral e deixou os problemas do país para depois.

"A reação negativa do mercado financeiro acendeu o sinal de alerta. Não é aceitável gastar bilhões em benefícios de caráter eleitoral e depois exigir que a população pague a conta. O Brasil precisa de hospitais, escolas, segurança, moradias, infraestrutura e empregos", destacou.

Para Azambuja, o ajuste das contas não é uma escolha ideológica, mas a condição vital para que o Estado volte a investir, mesma lógica que, segundo ele, orientou os oito anos de governo em Mato Grosso do Sul, quando o estado manteve as contas equilibradas, preservou a capacidade de investimento e avançou em áreas como segurança pública, infraestrutura e atração de empresas.

"Sempre defendi, com base na nossa experiência em Mato Grosso do Sul, que é preciso gastar menos com o governo para investir mais nas pessoas. Sem equilíbrio fiscal, não há investimento. Sem investimento, não há desenvolvimento. E sem desenvolvimento, a vida não melhora", destacou.

Com 903.554 votos (34,64% dos válidos), Reinaldo assumirá o mandato de senador em 2027, ao lado do também eleito Capitão Contar (PL), para a legislatura que vai até 2035.

"O Brasil não pode continuar refém de um modelo que gasta para se manter no poder e adia as reformas necessárias para o país crescer. A política não pode ser um instrumento de sobrevivência de governos. Tem que ser um instrumento de transformação da vida das pessoas", completou.

Cabe destacart que Azambuja só assume o mandato em fevereiro de 2027. Segundo ele, a agenda fiscal será uma de suas bandeiras, com atenção especial ao custo da máquina pública e à qualidade do gasto.

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