Política

Negativa

Nas redes sociais, Nelsinho e Soraya antecipam votos contra PEC da Blindagem

Proposta dificulta a abertura de processos criminais contra deputados federais e senadores se estende também aos parlamentares estaduais

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Por meio de suas redes sociais, os senadores sul-mato-grossenses Nelsinho Trad (PSD) e Soraya Thronicke (Podemos) anteciparam votos contrários à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Blindagem. A proposta dificulta a abertura de processos criminais contra deputados federais e senadores se estende também aos parlamentares estaduais. 

Já aprovada na Câmara, a medida permite que a Justiça só processe penalmente os parlamentares com prévia autorização da Casa legislativa. Cabe destacar que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em julgamento finalizado em janeiro de 2023, que as imunidades previstas na Constituição também valem para os deputados locais.

"Sou CONTRA! Votarei NÃO! Todos os brasileiros, gostando ou não de mim ou de qualquer outro parlamentar, precisam de soluções para inúmeros problemas. A Câmara dos Deputados parou o país para resolver problemas pessoais de alguns membros. E há ainda na população quem apoie é inacreditável a dissonância cognitiva coletiva que essa seita produziu. Quanta tristeza!", disse Thronicke. 

Por sua vez, Nelsinho disse que a medida "reduz transparência e gera desconfiança". 

Outras bancadas

Do mesmo modo, parte da bancada estadual avaliou a Proposta de Emenda à Constituição. 

Para o deputado Pedro Pedrossian Neto (PSD), a medida apesar de fortalecer prerrogativas parlamentares, pode criar problemas ainda maiores. 

"O objetivo original da PEC era fortalecer as prerrogativas parlamentares contra o ativismo judicial e do protagonismo exagerado do STF na área política. Contudo, ao tentar corrigir os problemas, criou outros ainda maiores", disse. 

Para ele, a medida é uma "aberração jurídica" e política, uma vez que condicionaria a prisão  em flagrante de crimes inafiançáveis como homicídio, estupro e tráfico, a votação pelo parlamento. O mesmo valeria com relação a abertura de processos criminais, que ficaria submetida ao crivo do legislativo. 

"Se aprovada a PEC neste formato, a 'imunidade' parlamentar tomaria a forma de 'impunidade'", disse o deputado.

Para Pedro Kemp (PT), a mudança na constituição tem o claro objetivo de proteger quem pratica crimes e atos de corrupção e que deseja se esconder por meio de um mandato parlamentar.

"O mais grave é estender o privilégio de só ser processado com autorização da Câmara para os presidentes de partido e estabelecer o voto secreto para as decisões, que fortalece o espírito de corpo. Com esta medida, há o risco do crime organizado se infiltrar no parlamento para se proteger da Justiça", destacou o petista.

"Enquanto matérias de interesse da população aguardam votação, como o fim da jornada 6X1, a inserção do imposto de renda para quem ganha até 5 mil e a taxação dos super ricos, a Câmara só pensa em legislar em causa própria.", concluiu. 

Em Mato Grosso do Sul, os dois deputados do PL, dois do PSDB e um do PP, foram a favor da manobra da Câmara para manter o voto secreto ao analisar a blindagem a um parlamentar. Os dois deputados do PT e um do PSDB foram contra tal blindagem. 

Votaram a favor do voto secreto para "blindar" um deputado investigado ou com ordem de prisão:

  • Beto Pereira (PSDB)
  • Dagoberto Nogueira (PSDB)
  • Luiz Ovando (PP)
  • Marcos Pollon (PL) 
  • Rodolfo Nogueira (PL)
  • Contra: 
  • Camila Jara (PT)
  • Vander Loubet (PT)
  • Geraldo Resende (PSDB)

A PEC aprovada na noite desta terça-feira, 16, resgata a "licença prévia", dispositivo que dava à Câmara e ao Senado Federal a possibilidade de barrar a abertura de processo criminal contra um de seus integrantes. O dispositivo estava disposto na Constituição de 1988, e foi posteriormente retirado após a aprovação de uma PEC em 2001.

Antes daquele ano, para poder abrir um processo criminal, o STF precisava pedir à respectiva Casa um pedido de licença para seguir com o caso. O Estadão mostrou em agosto que Câmara e Senado barraram pelo menos 224 pedidos de licença prévia feitos pelo STF para processar criminalmente congressistas até 2001. Nenhum pedido avançou.

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Campo Grande

Após eleição anulada, Papy deve ser reeleito presidente da Câmara nesta quinta

Oficialização valida eleição realizada em julho de 2025

30/09/2026 15h45

Foto: Divulgação / Câmara Campo Grande

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O atual presidente, vereador Epaminondas Neto "Papy"  (PSDB) deve ser reconduzido à presidência da Câmara Municipal de Campo Grande nesta quinta-feira (1°), eleição que oficializará a mesma chapa escolhida na votação antecipada de julho de 2025, pleito suspenso judicialmente.  

No fim de fevereiro último, a 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos da capital sul-mato-grossense atendeu a uma Ação Popular e suspendeu os efeitos do pleito que havia reeleito Papy de forma unânime para o biênio 2027-2028. 

A base legal para a derrubada da eleição na capital repousa em um entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que as eleições para o segundo biênio das casas legislativas devem ocorrer impreterivelmente a partir de outubro do ano anterior ao início do mandato correspondente. 

À época, o juiz Eduardo Lacerda Trevisan, acolheu integralmente o parecer do MPMS, argumentou que a escolha prematura da chapa, realizada em julho "feria a contemporaneidade do processo eleitoral, compromete a alternância de poder e prejudica a representatividade política da Casa". 

A nova votação ocorrerá após o juiz Eduardo Lacerda Trevisan fixar prazo de 30 dias para a Câmara comprovar a anulação do pleito anterior e a convocação de outra eleição.

Entendimento do STF

Em uma legislatura (período de quatro anos), as eleições para a mesa diretora das assembleias legislativas ocorrem a cada dois anos. De acordo com o entendimento da Corte, a eleição referente ao segundo biênio de cada legislatura somente pode ser realizada a partir do mês de outubro imediatamente anterior ao início do exercício do mandato.   

A periodicidade das eleições permite a avaliação do desempenho dos atuais ocupantes dos cargos antes da realização de novo pleito.

Esse precedente tem sido aplicado pelo STF em relação a outros estados, para declarar a inconstitucionalidade de eleições antecipadas ou simultâneas para o comando das assembleias legislativas no âmbito de uma mesma legislatura.   

Chapa 

Com isso, a oficialização deve seguir a seguinte estrutura. 

  • Lívio Leite (União Brasil) vice-presidência, atualmente exercida por André Salineiro (PL);
  • Ana Portela (PL) 2ª vice-presidência.
  • Neto Santos (Republicanos) 3ª  vice-presidencia;
  • Carlos Augusto Borges, Carlão (PSB) 1° secretário;
  • Luiza Ribeiro (PT), 2ª secretária;
  • Ronilço Guerreiro (Podemos), 3° secretário.

disputa acirrada

Lula tem 39% e Flávio soma 34% no 1º turno, aponta Indexa/Broadcast

Em uma eventual disputa de segundo turno, Lula tem 43%, ante 42% de Flávio Bolsonaro, mesmos números da pesquisa anterior

30/09/2026 12h49

Na comparação com a pesquisa de 15 de setembro, Lula oscilou um ponto para cima e Flávio ficou estável

Na comparação com a pesquisa de 15 de setembro, Lula oscilou um ponto para cima e Flávio ficou estável

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 39% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial, ante 34% do senador Flávio Bolsonaro (PL), mostra a pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta quarta-feira, 30. Na comparação com a rodada anterior, de 15 de setembro, Lula oscilou um ponto para cima, de 38% para 39%, enquanto Flávio Bolsonaro manteve os 34%. Com isso, a distância entre os dois passou de quatro pontos porcentuais para cinco pontos porcentuais.

Esse é o terceiro levantamento fruto da parceria firmada entre o Estadão/Broadcast e a Indexa Pesquisas para a divulgação de sondagens eleitorais qualitativas e quantitativas exclusivas sobre a corrida à Presidência da República.

O escritor Augusto Cury (Avante) oscilou de 6% para 4% e aparece numericamente empatado em terceiro lugar com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), que mantém 4%. Na sequência, o influenciador Renan Santos (Missão) registra 3%, seguido pelo ex-governador Romeu Zema (Novo), com 1% - ambos estáveis ante a rodada anterior. Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO), Wilson Grassi (Democrata), Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC), Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) aparecem com 0% cada.

A pesquisa Indexa/Broadcast ouviu 2.000 eleitores por meio de entrevistas individuais por telefone, entre 27 e 29 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00698/2026.

Com a oscilação para cima, Lula retoma o patamar registrado em agosto, enquanto Flávio Bolsonaro mantém os 34%. Em maio, início da série, o petista registrava 39%, chegou a 42% em junho e passou a 41% em julho, 39% em agosto e 38% em 15 de setembro. Flávio Bolsonaro marcou 30% em maio, 31% em junho e 30% em julho, antes de alcançar 34% em agosto e repetir o índice nas duas rodadas seguintes.

Empate técnico no 2º turno

Em uma eventual disputa de segundo turno entre os dois, Lula tem 43%, ante 42% de Flávio Bolsonaro, em empate técnico. Na comparação com a rodada anterior, de 15 de setembro, os dois se mantiveram estáveis.

A diferença entre os dois passou de cinco pontos porcentuais em agosto para um ponto porcentual em 15 de setembro. É a menor distância entre os dois na série apresentada pelo instituto, iniciada em maio. Naquele mês, o petista tinha 46%, ante 41% do adversário. A diferença foi de seis pontos porcentuais em junho e de sete pontos porcentuais em julho, antes de diminuir nas três rodadas seguintes.

Lula também aparece numericamente à frente nos outros quatro confrontos apresentados, mas os intervalos indicados pela pesquisa apontam empate técnico com o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e com o escritor Augusto Cury (Avante). Contra Caiado, o presidente tem 43%, ante 40% do adversário. Em 15 de setembro, os porcentuais eram de 43% e 39%, respectivamente.

Na simulação contra Cury, Lula registra 41%, enquanto o adversário tem 39%, mesmos índices da rodada anterior. Já diante do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o petista marca 43% ante 36%. O petista oscilou dois pontos porcentuais para baixo ante a rodada anterior, enquanto Zema oscilou dois pontos para cima. No confronto com o influenciador Renan Santos (Missão), Lula tem 44%, contra 38%. Na rodada anterior, os índices eram de 45% para Lula e 35% para Santos.

No duelo entre Lula e Flávio, os resultados por sexo mostram posições invertidas: entre as mulheres, o presidente tem 45%, ante 40% do senador; entre os homens, Flávio registra 44%, e Lula, 39%.

No recorte regional, Lula alcança 53% no Nordeste, contra 36% de Flávio Bolsonaro. No Sul, o senador tem 47%, ante 36% do presidente. No Centro-Oeste, os índices são de 56% para Flávio Bolsonaro e 29% para Lula. No Sudeste, o candidato do PL aparece com 43%, e o petista, com 39%. No Norte, Lula registra 47%, ante 38% do adversário.

Entre os católicos, Lula tem 46%, e Flávio, 38%. Entre os evangélicos, o senador marca 52%, ante 32% do presidente. No grupo com renda domiciliar de até dois salários mínimos, o petista registra 47%, contra 34% de Flávio. Entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, o senador tem 48%, e Lula, 39%.

Entre jovens de 16 a 24 anos, Lula registra 39% contra 46% de Flávio Bolsonaro. Entre pessoas com 60 anos ou mais, ambos registram 42%.Entre pessoas com 45 a 59 anos, Lula tem 50% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro 37%. Entre eleitores com 25 a 34 anos, Lula tem 39% ante 45% de Flávio Bolsonaro. Entre pessoas com 35 a 44 anos, Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro 43%

Rejeição

O senador Flávio Bolsonaro tem a maior rejeição entre os candidatos à Presidência da República, com 51% dos eleitores dizendo que jamais votariam nele, mostra a pesquisa Indexa/Broadcast. O porcentual de rejeição ao senador carioca oscilou dois pontos porcentuais para cima ante a rodada anterior, de 15 de setembro, quando registrava 49% de rejeição.

O presidente Lula fica em segundo lugar, com 50% de rejeição entre os eleitores que dizem que jamais votariam nele, um ponto porcentual acima da rodada anterior. Entre os entrevistados, 36% afirmam que com certeza votariam em Lula, estável ante a rodada anterior. Outros 12% dizem que poderiam votar no presidente, contra 14% de 15 de setembro. A parcela que não o conhece o suficiente para opinar permaneceu em 1%.

No caso de Flávio, o porcentual dos que com certeza votariam nele se manteve em 33%, enquanto o grupo que poderia escolhê-lo permaneceu em 14%. Outros 1% afirmam que não o conhecem o suficiente para opinar, ante 3% da rodada anterior.

Somadas as parcelas dos que com certeza votariam e dos que poderiam votar, o potencial eleitoral de Lula é de 48%, enquanto o de Flávio chega a 47%.

Entre os demais nomes apresentados, o influenciador Renan Santos (Missão) tem 41% de rejeição; o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), 40%; o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), 36%; e o escritor Augusto Cury (Avante), 30%. Os porcentuais dos que dizem não conhecer esses candidatos o suficiente são de 23%, 22%, 18% e 33%, respectivamente.

Caiado tem potencial eleitoral de 42%, composto por 2% que com certeza votariam nele e 40% que poderiam fazê-lo. Cury soma 35%, Zema alcança 33% e Renan, 32%.

Temores

A pesquisa também perguntou o que os eleitores mais temem na disputa política atual. Um novo mandato de Lula foi citado por 40%, ante 38% na rodada anterior, enquanto a volta da família Bolsonaro ao poder foi mencionada por 39%, contra 36% anteriormente.

Outros 8% disseram temer as duas possibilidades, ante 10% de 15 de setembro, e 10% afirmaram não ter medo de nenhuma delas, estável ante a rodada anterior%. A parcela que não soube ou não opinou passou de 6% para 3%.

Questionados se Lula merece mais quatro anos de mandato, 54% dos entrevistados responderam que não, número estável ante a rodada anterior, enquanto 40% afirmam que o presidente merece continuar por mais quatro anos, contra 39% anteriormente. Outros 6% não sabem ou não opinaram ante 7% de 15 de setembro.

Entre os entrevistados, 38% afirmam escolher o voto para eleger o candidato que preferem, enquanto 22% dizem escolher o presidenciável para evitar que outro candidato seja eleito. Outros 32% afirmam escolher o candidato pelos dois motivos na mesma medida. 5% ainda não decidiram em quem votar, já 3% não sabem ou não opinaram.

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