Política

BRASÍLIA

Tereza se reúne com Bolsonaro e, mesmo sem apoio, não abre mão de Adriane

Senadora afasta especulação de relação estremecida com o ex-presidente após o PL fechar aliança com o PSDB em Campo Grande, mas reafirma pré-candidatura de Adriane Lopes pelo PP na Capital

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A senadora Tereza Cristina (PP) se reuniu nesta quarta-feira (10) com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, para tratar da política de Mato Grosso do Sul. Mesmo Bolsonaro declarando apoio ao pré-candidato Beto Pereira, do PSDB, Tereza garante que a relação com o ex-presidente não foi estremecida, mas que ela mantém seu apoio a atual prefeita Adriane Lopes, que tentará a reeleição em Campo Grande.

Além de Tereza Cristina, também participou do encontro o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira.

"Hoje pela manhã, fomos recebidos eu o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Conversamos sobre política do Mato Grosso do Sul e quero aqui afirmar para que não fique nenhum tipo de dúvida: o PP tem um projeto para Mato Grosso do Sul e para a nossa Capital. Nós estamos firmes junto da nossa prefeita Adriane Lopes, que vem fazendo um trabalho excepcional. Prefeita Adriane, estamos juntas", disse Tereza após a reunião.

Conforme noticiou o Correio do Estado, o PL fechou aliança com o PSDB em 37 municípios de Mato Grosso do Sul, nas eleições municipais deste ano, incluindo Campo Grande, onde o pré-candidato é o deputado federal Beto Pereira.

Até então, havia sido sinalizado que o partido de Bolsonaro faria aliança com o PP da senadora Tereza Cristina, apoiando a reeleição da prefeita Adriane Lopes, ou que o PL teria candidatura em Campo Grande. Ambas as especulações tiveram fim com o acordo entre PL e PSDB e pegaram Tereza de surpresa.

Em entrevistas anteriores, a senadora já havia dito ao Correio do Estado que segue aliada do ex-presidente, mas que independente do apoio do ex-presidente, o PP teria candidatura própria em Campo Grande, que é a Adriane Lopes, e que não existe "plano B".

Na ocasião, ela também afirmou que não tinha conhecimento da aliança entre o PSDB e o PL antes da declaração pública.

Não estou com o PSDB e, no campo nacional, sou aliada do presidente Bolsonaro, sou do campo conservador. Houve uma cisão do PSDB com o PP, mas vou continuar onde sempre estive, com a Adriane [prefeita de Campo Grande], para o que der e vier", disse.

 

Política

Mendonça desobriga cunhado de Vorcaro de comparecer à CPI do Crime Organizado

A convocação havia sido aprovada na última quarta-feira, 25, durante a reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito que também convocou dois irmãos do ministro Dias Toffoli, do STF

28/02/2026 14h00

Crédito: Carlos Moura / SCO / STF

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu na sexta-feira, 27, uma decisão desobrigando o empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, de prestar depoimento à CPI do Crime Organizado no Senado.

A convocação havia sido aprovada na última quarta-feira, 25, durante a reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito que também convocou dois irmãos do ministro Dias Toffoli, do STF --Mendonça também os dispensou de comparecer para prestar depoimento à CPI.

Zettel havia pedido para não ser obrigado a comparecer ao colegiado sob argumento do direito à não autoincriminação.

Na decisão, Mendonça diz haver jurisprudência do STF no sentido de que o direito de um investigado à não autoincriminação "abrange a faculdade de comparecer ou não ao ato" e que "inexiste obrigatoriedade ou sanção pelo não comparecimento".

A decisão ao pedido da defesa de Zettel afasta a obrigatoriedade de comparecimento, "deixando a cargo do requerente a decisão de comparecer, ou não, à 'CPI do Crime Organizado'".

Além disso, determina que, caso o cunhado de Vorcaro decida comparecer à comissão, tem assegurado o direito ao silêncio, a um advogado durante o depoimento e de não ser submetido ao "compromisso de dizer a verdade ou de subscrever termos com esse conteúdo", além de não sofrer constrangimentos físicos ou morais decorrentes do exercício dos direitos anteriores.

Zettel foi preso pela Polícia Federal em janeiro durante a segunda fase da Operação Compliance Zero.

Casado com Natalia Vorcaro, irmã do banqueiro, Zettel é pastor da igreja Lagoinha e foi o maior doador das campanhas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em 2022.

O empresário é fundador e CEO da Moriah Asset, um fundo de investimentos. É sócio do Grupo Frutaria, dono de marcas como Frutaria São Paulo, Empório Frutaria e Néctar, além da rede de açaí Oakberry, da academia Les Cinq, Desinchá e Super Nutrition

Ele foi preso de forma temporária durante a madrugada porque tentava embarcar em um voo para os Emirados Árabes Unidos. A prisão foi realizada para impedir que ele saísse do país. Após a deflagração da operação, ele foi solto ainda durante o período da manhã.
 

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Política

Flávio Bolsonaro classifica posicionamento do governo sobre EUA X Irã como 'inaceitável'

O senador e pré-candidato à Presidência da República afirmou que o Brasil não precisa se envolver em "conflitos regionais", nem assumir protagonismo em disputas nas quais não está envolvido

28/02/2026 13h00

Crédito: Lula Marques / Agência Brasil

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O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como "inaceitável" o posicionamento divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), que condenou e expressou "grave preocupação" com os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã neste sábado, 28.

"Ao adotar uma postura de apoio político a Teerã neste momento, o Brasil se coloca do lado errado de um conflito grave e ignora a natureza objetiva do regime que está defendendo", afirmou Flávio, que deve enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial de outubro, em uma publicação no X

Ele afirmou que o Brasil não precisa se envolver em "conflitos regionais", nem assumir protagonismo em disputas nas quais não está envolvido.

Segundo o senador, o País também não deveria escolher o lado "moralmente errado" ao se posicionar sobre conflitos. O posicionamento do governo, ele disse, legitima o regime iraniano, que financia e apoia organizações terroristas e "promove instabilidade e ameaça países parceiros do nosso próprio interesse estratégico."

"Política externa responsável exige prudência e clareza. Neutralidade não é sinônimo de complacência, e contenção não pode significar apoio indireto a regimes que promovem terror, desestabilização e sofrimento", ele escreveu.

O senador ainda expressou solidariedade com Emirados Árabes Unidos, Bahrein e outros países que foram alvos de ataques iranianos em retaliação à ofensiva dos EUA e Israel.

O posicionamento brasileiro

O governo brasileiro divulgou neste sábado, 28, uma nota em que condena o ataque de Estados Unidos e Israel contra o Irã e em que defende a negociação entre as partes para evitar a escalada de hostilidades.

Na nota, o Itamaraty pede aos envolvidos que respeitem o direito internacional e "exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil".

O governo diz ainda que as embaixadas brasileiras na região acompanham os desdobramentos das ações e recomenda que os brasileiros na região estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países em que estiverem.

A posição brasileira se alinha à de outros líderes mundiais, que manifestaram preocupação com o conflito. Os líderes da União Europeia, por exemplo, divulgaram uma declaração conjunta neste sábado pedindo moderação e o envolvimento da diplomacia regional, na esperança de "garantir a segurança nuclear".
 

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