Cidades

pouso e envio de carga

Uso de helicóptero vira "moda" entre traficantes pelas facilidades

Segundo a Polícia Federal, este tipo de aeronave vem substituindo os aviões para envio de drogas entre as facções criminosas por não necessitar de pista de pouso

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O helicóptero é a nova forma de transporte de drogas identificada pela Polícia Federal (PF) em apreensões de entorpecentes na região de fronteira sul-mato-grossense.

De acordo com a Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, neste ano, a corporação fez duas apreensões de helicópteros com drogas, uma em Naviraí e outra em Americana (SP), em operação coordenada pela PF de Ponta Porã.

Ontem, autoridades paraguaias apreenderam um helicóptero que estava a serviço do narcotráfico na região da fronteira com Mato Grosso do Sul. 

“Acreditamos que o helicóptero é uma nova forma de transporte utilizada pelo tráfico por sua facilidade de deslocamento e pouso, não necessitando de pistas”, disse a PF, em nota.

Além disso, a PF também informou que foi constatado que as aeronaves apreendidas em operações realizadas no Estado não foram adquiridas por meio de roubo ou furto, e sim compradas por organizações criminosas para uso no tráfico.

Em entrevista ao Correio do Estado, o advogado especialista em segurança e ex-superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul Edgar Marcon também informou que os helicópteros podem fugir das fiscalizações da Força Aérea.

“Os helicópteros têm suas condições de voo com bastante agilidade, o que propicia, inclusive, a fuga de aeronaves da Força Aérea, em razão da reduzida velocidade que podem empregar e da versatilidade para realiza manobras evasivas”.

Marcon também confirmou que, normalmente, quando essas aeronaves usadas pelo tráfico são apreendidas pela polícia, é possível perceber a falta da devida manutenção e de condições adequadas dos veículos para voo.

FRONTEIRA

Autoridades paraguaias apreenderam, nesta segunda-feira, um helicóptero que estava camuflado sob lonas e galhos em uma propriedade rural do país vizinho, na Colônia Fortuna, próximo ao distrito sul-mato-grossense de Sanga Puitã, entre as cidades de Ponta Porã e Aral Moreira.

Segundo informações do jornal paraguaio ABC Color, além da aeronave, também foram apreendidas várias armas de grosso calibre, roupas camufladas, celulares e combustível de aviação.

Em cerca de três anos, este é o nono helicóptero apreendido ou que se envolveu em acidentes na mesma região. Nesse mesmo período, a Polícia Federal apreendeu 13 helicópteros pertencentes a uma quadrilha de narcotraficantes sul-mato-grossenses.

Embora a região seja conhecida pela produção de maconha, normalmente os helicópteros são utilizados para o transporte de cocaína procedente da Bolívia, do Peru e da Colômbia.

AERONAVES EM MS

No dia 15 de setembro, um helicóptero foi apreendido a cerca de 15 quilômetros da região urbana de Naviraí, na região sul do Estado, que vem ganhado notoriedade pelo uso desse tipo de aeronave para o transporte de cocaína.

De acordo com informações da polícia, inicialmente, o piloto fugiu de uma tentativa de abordagem no lado paranaense, em Querência do Norte, e acabou pousando em Mato Grosso do Sul, possivelmente porque não tinha combustível para chegar ao Paraguai.

No começo de agosto deste ano, em outra ocorrência, dois ocupantes de um helicóptero foram resgatados com vida depois de um acidente em meio às várzeas do Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema, também em Naviraí. 

Com eles foram encontrados R$ 32 mil e, em seu depoimento, os tripulantes disseram que estavam a caminho de uma oficina em Fátima do Sul. Eles foram liberados, e depois a investigação apontou que faziam voo clandestino.

De acordo com a PF, um hangar que fica no aeroporto de Americana, em São Paulo, foi alvo de operação da Polícia Federal de Ponta Porã, no dia 3 de agosto.

O local, que foi lacrado, seria utilizado para manutenção e abastecimento de helicópteros usados no crime.

A Operação Angarius cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

Além disso, foi realizado o sequestro de bens móveis e imóveis e o bloqueio de ativos financeiros, incluindo 17 veículos.

A operação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas por meio de aeronaves.

Oportunidades

Funsat abre nesta quinta-feira 1.341 oportunidades de emprego

115 profissões distintas são ofertadas por 142 empresas diferentes

26/03/2026 10h35

Funsat oferece 1.341 vagas de empregos nesta quinta-feira

Funsat oferece 1.341 vagas de empregos nesta quinta-feira Arquivo / Agência Brasil

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Nesta quinta-feira (26) a Fundação Social do Trabalho (Funsat), abriu mais 1.341 vagas de emprego, para 115 funções diferentes, oferecidas por 142 empresas diferentes em Campo Grande. 

Das 1.341 vagas disponíveis, 913 são reservadas para o perfil aberto, ou seja, não necessita de experiência prévia. 

No quadro geral de vagas, estão a disposição almoxarife (5), analista de crédito (2), atendente de lojas e mercados (82), auxiliar de linha de produção (27), auxiliar operacional de logística (50), consultor de vendas (18), gerente de loja e supermercado (10), além de oportunidades para mecânico de automóvel e caminhão.

Para o perfil aberto tem funções como agente de saneamento (10), ajudante de carga e descarga (43), auxiliar de cozinha (18), repositor em supermercados (35), servente de pedreiro (9), pedreiro (3) e vendedor interno (2).

Já para o público PCD, foram disponibilizadas 17 vagas nas seguintes funções: repositor de mercadorias, auxiliar administrativo, auxiliar de linha de produção, empacotador à mão, motorista de caminhão, porteiro e auxiliar de limpeza.

Para estar apto à concorrer às vagas, tem que estar com o cadastro atualizado na Funsat. O atendimento acontece na Rua 14 de Julho, 992, na Vila Glória, das 7h às 16h, e no Polo Moreninhas, na Rua Anacá, 699, das 7h às 13h.
 

CIDADE MORENA

CCZ confirma 4° morcego com raiva em Campo Grande

Quarto caso de morcego infectado pelo vírus em Campo Grande foi encontrado na varanda de uma residência do bairro Jardim Campo Alto

26/03/2026 10h14

Arquivo/Correio do Estado/Paulo Ribas

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Através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), o Executivo Municipal confirmou ainda ontem (25) o quarto morcego positivo para o vírus da raiva em território campo-grandense neste ano, o que segundo o Poder Público reforça que a circulação viral permanece ativa na capital. 

Conforme repassado pela Médica Veterinária do CCZ, Dra. Cristina Pires de Araújo, o quarto caso de morcego infectado em Campo Grande foi encontrado na varanda de uma residência do bairro Jardim Campo Alto, em que a moradora tomou todas as medidas necessárias e isolou o animal antes de ligar para o CCZ. 

"Recolhemos e o animal foi encaminhado para exames laboratoriais onde foi constatada a presença do vírus da raiva. Estou aqui para lembrar a população que, ao encontrar um morcego vivo ou morto, isolem o animal com um pote, balde ou pano e ligue para o CCZ para fazer o recolhimento", complementa a profissional. 

Além disso, esse caso se diferencia dos demais registrados até então, que foram encontrados em andares mais altos, o que reforça que esses animais podem aparecer em todos os tipos de imóveis, por isso é importante seguir algumas recomendações, como por exemplo: 

  • Não toque: nunca manipule o animal ao encontrar morcego em situação atípica (voando baixo, pendurado em locais baixos, dentro de casa ou caído), vivo ou morto. 
     
  • Isole o animal: caso não seja possível cobrir o animal com um balde, isole o cômodo onde ele se encontra para evitar o contato de pessoas e animais da residência.
     
  • Ligue para o CCZ: com o contato imediato, é possível solicitar o recolhimento seguro e o encaminhamento para análise laboratorial.
     
  • Vacine-se: importante manter a vacina antirrábica de cães e gatos em dia (anual), para proteger o pet e sua família em caso de contato acidental com algum morcego contaminado. 

"Embora os casos anteriores tenham ocorrido em regiões como o Santa Fé e Vivendas do Bosque, o registro no Jardim Campo Alto demonstra que morcegos positivos podem ser encontrados em qualquer bairro. A prevenção salva vidas", complementa o CCZ em nota.

Como acionar o CCZ

Localizado na Av. Sen. Filinto Müller, número 1601, do bairro Vila Ipiranga em Campo Grande, o CCZ possui alguns canais que são disponibilizados para atendimento ao público, o que inclui um número de WhatsApp voltado somente para o envio de mensagens: (67) 99142-5701, que podem ser enviadas de segunda a sexta, das 7h às 17h. 

Abaixo, você confere também os horários do setor de recolhimento: 

  • Segunda a Sexta (7h às 17h): 2020-1801 ou 2020-1789
  • Plantão Noturno (17h às 21h): 2020-1794
  • Finais de Semana e Feriados (6h às 22h): 2020-1794

 

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