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CUIDADOS PEDIÁTRICOS

Como limpar os brinquedos do seu filho e evitar que impurezas invadam o organismo dos pequenos

Na hora da arrumação é importante lembrar que a higiene de cada item varia conforme o material

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Poeira, umidade, restos de massinha. Quanto mais a criança gosta e usa um brinquedo , mais ele acumula sujeiras de diversos tipos. E essas impurezas passam facilmente para o organismo do seu filho.

Nos primeiros anos, isso acontece quando ele leva tudo à boca e, mais adiante, quando a mão que toca aquele ursinho de pelúcia vai direto e sem escalas para os olhos, nariz e boca.

Por isso, criar uma rotina para a limpeza  dos brinquedos, sem exageros, é uma boa ideia. Mas não se preocupe: quase todo material pode ser limpo com água e sabão ou álcool. Então, mãos à obra!

Constantino

O Peso das Expectativas Econômicas: O Impacto no Bolso e nos Negócios em 2026

17/03/2026 00h05

Michel Constantino

Michel Constantino Reprodução

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O cenário econômico brasileiro para os próximos anos exige cautela redobrada tanto das famílias quanto do setor produtivo. A análise das projeções do Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central em 13 de março de 2026, revela um horizonte desafiador. Os indicadores de inflação (IPCA), crescimento econômico (PIB), taxa de câmbio e taxa básica de juros (Selic) apontam para um ambiente de restrição financeira, com impactos diretos no orçamento doméstico e na capacidade de investimento das empresas.

Para compreender a magnitude desses efeitos, é fundamental dissecar as medianas das expectativas de mercado. Os números projetados para o período de 2026 a 2029 desenham uma trajetória de estabilização gradual, porém a custos elevados no curto e médio prazo.


 

O Diagnóstico Macroeconômico: Projeções 2026-2029

As estimativas de mais de cem instituições financeiras, servindo como termômetro das expectativas do mercado. Os dados mais recentes indicam uma revisão altista para a inflação e manutenção de juros em patamares restritivos. A tabela resume as projeções do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos nos próximos quatro anos, conforme divulgado em 13 de março de 2026 [1].


 

Indicador Econômico

2026

2027

2028

2029

Tendência (Curto Prazo)

IPCA (%)

4,10

3,80

3,50

3,50

Aumento

PIB (var. %)

1,83

1,80

2,00

2,00

Aumento

Câmbio (R$/US$)

5,40

5,47

5,50

5,51

Diminuição

Selic (% a.a.)

12,25

10,50

10,00

9,50

Aumento

Nota: A tendência de curto prazo refere-se à comparação semanal do relatório de 13 de março em relação à semana anterior.


 

A Persistência Inflacionária e a Resposta Monetária

A projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2026 sofreu um ajuste para cima, passando para 4,10%. Este patamar evidencia a dificuldade do Banco Central em ancorar as expectativas em torno do centro da meta (3,00%). A inflação persistente corrói o poder de compra da população e introduz incertezas no planejamento empresarial.

 

Como resposta a essa resiliência inflacionária, a expectativa para a taxa Selic1 ao final de 2026 foi revisada para 12,25% ao ano. A manutenção de juros em níveis de dois dígitos reais configura uma política monetária altamente contracionista. Apenas a partir de 2027 o mercado vislumbra um alívio mais significativo, com a taxa convergindo para 10,50%, alcançando um dígito (9,50%) somente em 2029.

 

Crescimento Moderado e Câmbio Pressionado

O Produto Interno Bruto (PIB) reflete o custo dessa política monetária rigorosa. A estimativa de crescimento para 2026 é de modestos 1,83%, com ligeira desaceleração para 1,80% em 2027. Uma expansão econômica abaixo de 2% é insuficiente para gerar o volume de empregos necessário para absorver a força de trabalho e impulsionar a renda agregada.

 

No front externo, a taxa de câmbio permanece pressionada. A cotação do dólar projetada em R$ 5,40 para o final de 2026, com viés de alta para os anos seguintes (chegando a R$ 5,51 em 2029), reflete o prêmio de risco exigido pelos investidores e as incertezas fiscais. Um câmbio depreciado atua como um vetor adicional de inflação, encarecendo produtos importados e insumos industriais.

 

O Impacto no Bolso das Famílias

A combinação de inflação resistente, juros elevados e crescimento anêmico cria uma tempestade perfeita para o orçamento das famílias brasileiras. O primeiro impacto direto é sentido no encarecimento do crédito.

 

O financiamento de veículos, a compra da casa própria e as linhas de crédito pessoal tornam-se substancialmente mais onerosos com a Selic a 12,25%. O custo de captação dos bancos aumenta, e esse custo é repassado integralmente aos consumidores através do spread bancário2. Consequentemente, o acesso a bens duráveis é severamente restringido.


 

"O comprometimento da renda das famílias brasileiras atingiu o recorde histórico de 29,4% em outubro, o maior nível desde o início da série do BC. O percentual de famílias que declaram não ter condições de pagar suas dívidas em atraso no próximo mês ficou em 12,6%." [2] [3]


 

A inflação projetada de 4,10% incide de forma regressiva, afetando desproporcionalmente as famílias de menor renda. Os preços de alimentos, energia e serviços básicos consomem uma parcela maior do orçamento doméstico. Sem um crescimento robusto do PIB (projetado em apenas 1,83%), o mercado de trabalho não consegue oferecer reajustes salariais reais que compensem essa perda de poder aquisitivo. O resultado é a retração do consumo e o aumento da inadimplência.

 

As Consequências para o Setor Produtivo

Para as empresas, o cenário traçado pelo Relatório Focus impõe desafios estratégicos severos, afetando diretamente a estrutura de capital e as decisões de investimento.

 

O custo de capital próprio e de terceiros acompanha a elevação da taxa Selic. Com a taxa livre de risco a 12,25%, a Taxa Mínima de Atratividade (TMA)3 exigida para novos projetos de investimento eleva-se consideravelmente. Muitos projetos de expansão, modernização tecnológica ou contratação de pessoal tornam-se inviáveis financeiramente, pois o retorno projetado não supera o custo de oportunidade de simplesmente aplicar o capital em títulos públicos.

 

Pesquisas recentes do setor industrial corroboram esta tese:

 

"Levantamento da CNI revela que 77% das indústrias investiriam mais se a taxa básica caísse; o impacto dos juros afeta empresas de todos os portes. A pressão causada pelos juros altos fez a indústria brasileira perder ritmo nos últimos meses do ano e fechar 2025 com crescimento de 0,6%." [4] [5]

 

O câmbio a R$ 5,40 introduz uma complexidade adicional. Enquanto empresas exportadoras, especialmente do agronegócio e setor extrativista, beneficiam-se do aumento da receita em reais, a indústria de transformação sofre com a elevação dos custos de insumos importados, máquinas e equipamentos. Em um ambiente de demanda interna fraca (reflexo do endividamento das famílias), as empresas encontram extrema dificuldade em repassar esses custos adicionais para os preços finais, resultando em compressão das margens de lucro.

 

Considerações Finais

O retrato pintado pelas expectativas de mercado em março de 2026 é de uma economia em compasso de espera. A convergência da inflação para a meta exigirá a manutenção de juros restritivos por um período prolongado, sacrificando o crescimento econômico no curto prazo.

 

Para as famílias, o momento exige austeridade. A prioridade deve ser a renegociação de dívidas atreladas a juros flutuantes e a postergação de grandes financiamentos até que o ciclo de flexibilização monetária se consolide (previsto apenas para 2027-2028).

 

Para as empresas, a gestão rigorosa do fluxo de caixa e do capital de giro é imperativa. A busca por eficiência operacional e a reestruturação de passivos onerosos são estratégias de sobrevivência em um ambiente onde o custo do dinheiro permanece como o principal entrave ao desenvolvimento dos negócios.

 

A travessia até 2029, quando os indicadores apontam para um cenário mais benigno, exigirá resiliência e planejamento financeiro rigoroso de todos os agentes econômicos.

 

Referências

[1] Banco Central do Brasil. Relatório de Mercado Focus, 13 de março de 2026.
[2] Times Brasil. "Famílias comprometem maior parcela da renda da história". Dezembro de 2025.
[3] Sou Segura. "Endividamento das famílias bate novo recorde". Março de 2026.
[4] Confederação Nacional da Indústria (CNI). "Juros altos travam o Brasil ao frear investimentos". Novembro de 2025.
[5] NeoFeed. "Indústria fecha 2025 com alta de 0,6%, pressionada pelos juros". Fevereiro de 2026.

1Taxa Selic: É a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Ela serve de referência para todas as outras taxas de juros do mercado, como empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras.

2Spread Bancário: É a diferença entre a taxa de juros que o banco cobra ao emprestar dinheiro e a taxa que ele paga ao captar dinheiro dos investidores. Representa a margem bruta de lucro da instituição financeira nas operações de crédito.

3Taxa Mínima de Atratividade (TMA): É a taxa de juros mínima que um investidor ou empresa exige para considerar um projeto viável. Se o retorno de um investimento for menor que a TMA, o projeto é rejeitado, pois seria mais vantajoso investir o dinheiro em aplicações financeiras seguras.

Juliane Penteado

Aposentadoria para pessoas com fibromialgia em 2026

13/03/2026 00h05

Juliane Penteado

Juliane Penteado

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A dor que não aparece no exame de sangue, mas que trava o corpo e a rotina, finalmente ganhou um novo status jurídico no Brasil. Com a consolidação da Lei nº 15.176/2025, a fibromialgia passou a ser oficialmente reconhecida como deficiência para todos os fins legais. Se você convive com isso ou conhece alguém que enfrenta essa jornada, 2026 marca um divisor de águas nos direitos previdenciários.

A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dor musculoesquelética difusa, fadiga intensa, distúrbios do sono e comprometimentos cognitivos, que pode afetar de forma profunda a vida profissional e social de quem convive com a condição. Ela está classificada no CID-10 como M79.7 e atinge cerca de 3% da população brasileira.

Em 2026, houve avanços jurídicos significativos no reconhecimento da fibromialgia para fins de aposentadoria e outros direitos previdenciários.

A seguir, explico os principais pontos que devem ser conhecidos, com base em fontes oficiais e interpretação técnica do cenário atual.

Reconhecimento Legal da Fibromialgia como Deficiência - Lei nº 15.176/2025

Uma mudança histórica foi a sanção da Lei nº 15.176, de 23 de julho de 2025, que reconheceu a fibromialgia como deficiência para todos os efeitos legais no Brasil.

Esse reconhecimento entrou em vigor em janeiro de 2026, após o cumprimento do período de vacância de 180 dias.

A lei altera o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), incluindo especificamente a fibromialgia, o que abre caminho para que pessoas com essa condição sejam enquadradas como PCD (Pessoa com Deficiência) quando comprovado que houve impacto funcional persistente e relevante em atividades diárias e laborais.

Importante: O reconhecimento legal como deficiência não é automático ao diagnóstico clínico, exige avaliação profissional adequada, o que será detalhado adiante.

Com o novo enquadramento, quem convive com fibromialgia pode acessar benefícios previdenciários que antes eram menos acessíveis ou difíceis de obter, desde que atendidos os critérios técnicos e legais.

Benefícios Possíveis

Aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez), quando a incapacidade para o trabalho for definitiva e comprovada por perícia.

Aposentadoria da Pessoa com Deficiência (PCD), que tem regras próprias de tempo de contribuição e idade diferenciadas, previstas na legislação previdenciária (antes da reforma e adaptadas após 2026).

Auxílio-doença / Benefício por incapacidade temporária, quando a incapacidade for transitória.

Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), para quem comprovar deficiência e baixa renda, como previsto na lei social brasileira (R$ 1.621,00 em 2026).

Outros direitos sociais, como cotas em concursos públicos, prioridade de atendimento e isenções fiscais (por exemplo, IPI para compra de veículo), conforme previsto para pessoas com deficiência.

O Que Realmente é Necessário para a Aposentadoria

Mesmo com o novo marco legal, os benefícios não são concedidos automaticamente com base apenas no diagnóstico médico. A lei e a prática previdenciária ainda exigem:

Avaliação Biopsicossocial

A lei condiciona a equiparação à deficiência à realização de avaliação biopsicossocial por equipe multiprofissional, considerando:

  • limitação nas funções corporais;
  • impactos sociais e ambientais;
  • restrições na participação laboral e atividades diárias.

Esse tipo de avaliação é importante para demonstrar que a fibromialgia invalida ou limita significativamente o desempenho das funções habituais de trabalho, o que é essencial para a concessão de aposentadoria por incapacidade.

Boa Documentação Médica e Técnica é Essencial

Para fibromialgia, a comprovação normalmente depende de:

  • Laudos médicos detalhados (com CID M79.7); 
  • Histórico clínico completo (tratamentos, limitações, evolução dos sintomas);
  • Exames complementares que, embora não detectem a causa da dor, ajudam a excluir outras doenças;
  • Relatórios que esclareçam a incapacidade funcional, inclusive por efeitos secundários de medicações e impacto nas atividades diárias;
  • Pareceres de profissionais especializados.

A principal dificuldade nesses pedidos é justamente a prova pericial e funcional, porque a fibromialgia costumam não aparecer em exames objetivos padrão. Por isso, o histórico clínico e relatórios médicos completos são essenciais para o sucesso do pedido perante o INSS.

A assistência de uma advogada previdenciarista é importante porque orienta sobre tipo de benefício mais adequado; ajuda a organizar a documentação médica e social de forma estratégica e prepara o segurado para enfrentar os critérios da perícia médica e avaliação biopsicossocial; além de atuar na fase administrativa e, se necessário, judicial, com base nas mudanças introduzidas pela Lei nº 15.176/2025.

A experiência técnica, como a compartilhada por profissionais da área, mostra que a prova documental e técnica pode alterar substancialmente o desfecho de um pedido de aposentadoria por incapacidade decorrente de doenças como a fibromialgia.

Nosso escritório tem profissionais com competência para auxiliar nestes casos.

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