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Juca Kfouri: O Corinthians nas páginas de polícia

A nova gestão prometeu tirar o clube do noticiário do crime, mas não consegue

23/05/2024 00h05

Juca Kfouri

Juca Kfouri Divulgação

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Jornalista, autor de “Confesso que Perdi”. É formado em ciências sociais pela USP.

Na campanha para presidência do Corinthians Augusto Melo garantiu que o clube sairia do noticiário policial.

Como prometeu vender os direitos do nome do centro de treinamentos, não fazer contratações irresponsáveis, nomear gente especializada para todos os departamentos etc e tal.

O CT segue com o mesmo nome que, aliás, não faz sentido algum, porque ação entre amigos de um ex-presidente e um ex-médico do clube; as contratações dispendiosas como as de Félix Torres, Pedro Raul e Igor Coronado continuaram e o Corinthians segue gerido pela curriola do novo cartola.

Sair do noticiário policial então, nem pensar.

A nova bomba é o caso da empresa do amigo do diretor de marketing que recebeu R$ 1,4 mi pela comissão omitida no contrato de patrocínio com a casa de apostas, em prazo recorde, autorizado, à revelia do diretor financeiro, pelo diretor administrativo.

E, pior, que repassou o dinheiro, por meio de dois Pix milionários, para empresa cuja sócia registrada desconhece a operação e mora em casa miserável em Peruíbe, no litoral de São Paulo.

Tudo devidamente comprovado.

Faltou saber apenas quem são os dois destinatários do ervanário.

As suspeitas óbvias devem aguardar para serem confirmadas.

Por enquanto o que não é suspeita, é fato, resume-se ao seguinte: a empresa Rede Social, que pertence a Alex Cassundé, amigo do homem de marketing do Corinthians, Sergio Moura, e por ele indicado para trabalhar na campanha de Melo, foi quem recebeu a comissão que o diretor administrativo Marcelo Mariano mandou pagar apressadamente enquanto o financeiro viajava.

Recebido o dinheiro, a Rede Social repassou, em duas operações quase simultâneas, R$ 580 mil e R$ 462 mil, à Neoway Soluções Integradas em Serviços Ltda, a empresa misteriosa cujo registro é atribuído a uma pobre mulher de nome Edna Oliveira dos Santos.

Diante de tudo isso, até agora, o Corinthians limitou-se a publicar nota oficial em que se exime da responsabilidade do destino do dinheiro dado por quem recebeu a comissão.

Choveu no molhado.

Augusto Melo preferiu alimentar quem come em suas mãos com um sensacional patrocínio da Emirates e a eventual contratação de Gabigol, mas não demonstra nenhuma curiosidade sobre as relações de diretores seus com o ocorrido.

Com o que supõe passar atestado de idiotas ao Conselho Deliberativo do clube, à imprensa séria, à opinião pública e, não menos importante, à Fiel torcida -ao menos aos capazes de perceber que calar sobre malfeitos é o que de pior pode acontecer para qualquer instituição.

Recentemente o Cruzeiro passou por isso e, durante meses, os repórteres, que denunciaram a quadrilha que tomara o clube de assalto, foram hostilizados pelos cegos pela paixão.

Precisou que o time caísse para Série B, lá ficasse por impensáveis três anos e virasse SAF, já vendida, para que tomassem consciência do tamanho do estrago e o bem que as reportagens fizeram ao clube.

Cruzeirar virou verbo e é disso que se trata quando o Corinthians é exposto à luz.

Quem votou em Melo para se livrar de Sanchez$Monteiro Alves não percebeu que o péssimo pode ficar pior.
Enfim, é como diz o outro: "O governo é uma porcaria, mas é uma porcaria conhecida. Não vou correr o risco de outra porcaria e desconhecida".

Substitua porcaria pela palavra que achar mais adequada.

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Investimentos e Liberdade Econômica: Uma agenda para Mato Grosso do Sul

Confira a coluna de Michel Constantino desta terça-feira, 21 de maio de 2024

21/05/2024 00h03

MIchel Constantino

MIchel Constantino Divulgação

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O ambiente de negócios em Mato Grosso do Sul ficou cada vez mais atrativo a investimentos após a implantação da Lei de Liberdade Econômica. A Lei modificou não apenas burocracias inúteis, mas criou uma cultura empreendedora no estado.


Com importante “recado” da gestão governamental estadual para o mercado, os investimentos endógenos e exógenos, ou seja, a própria expansão das empresas locais e a vinda de empresas de outros estados e internacionais entenderam que o ambiente atrativo, propício em conjunto com conjunturas nacionais e internacionais positivas para o desenvolvimento, fizeram de Mato Grosso do Sul o estado mais atrativo do país.

Sabendo disto, a dinâmica empresarial começou a influenciar as ações governamentais e vice-versa, de um lado a busca por melhoria da infraestrutura local, por outro a vontade de romper o status quo de estado de commodities. “Somos uma força agroambiental” como diz o governador do estado quando conversa com investidores.


Com arcabouço jurídico aprovado para o Pantanal, licenças eficientes e rápidas para grandes plantas de produção fabril, o estado estimula o desenvolvimento via iniciativas privadas, nacionais e internacionais. 

No evento MSDay em Nova York o estado tem mais chances de sucesso ao mostrar os potenciais de Mato Grosso do Sul, o que as empresas e investidores precisam é de previsibilidade sobre a economia e o meio ambiente, garantindo que suas iniciativas tenham possibilidade de prosperar, e os itens de atração perpassam por a) capital humano no local; b) logística; c) possibilidade de expansão de novos negócios e um plano de investimento do estado que garanta o caminho da prosperidade. 

 

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