Hoje, a coluna Saúde em Alta Performance aborda a pré-eclâmpsia e a gravidez na pandemia.
“A pré-eclâmpsia é a pressão alta na gestação que ocorre depois de 20 semanas de gestação. Existem vários tipos e essa alteração de pressão a partir de 20 semanas a gente consegue prevenir através de um exame que é super acessível para todas as pacientes, que é o morfológico de primeiro trimestre, que a gente consegue fazer um cálculo de risco através da pressão arterial e do doppler das artérias uterinas”, explica a médica ginecologista e obstetra Camila Insuela, em entrevista ao apresentador Cauê Marques.
A pré-eclâmpsia pode ser assintomática ou ter sintomas, entre eles, a hipertensão arterial, edema (inchaço), principalmente nos membros inferiores, que pode surgir antes da elevação da pressão arterial, aumento exagerado do peso corpóreo e proteinúria, isto é, perda de proteína pela urina.
De acordo com a médica, o importante é realizar o tratamento para evitar a eclâmpsia, um dos principais causadores de morte materna evitável. Neste último estágio, a grávida pode ter convulsões, dores de cabeça, de estômago, perturbações visuais, sangramento e coma.
Além do tema, a médica explicou o motivo das grávidas serem incluídas no grupo de risco para a Covid-19 e, consequentemente, terem prioridade na vacinação.