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É um sistema de referências que se amplia a cada etapa

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Quando nascemos, nos é atribuído um nome. É a nossa primeira identidade. Um registro social de nossa existência, feito de acordo com as normas coletivas modeladas por cada sociedade ou grupo social, que servem para regular a vida de cada indivíduo desde seu nascimento.

Há uma série de equipamentos sociais que forma um verdadeiro sistema que, ao longo da vida, vai colocando rótulos identificadores e distinguidores de papéis, comportamentos esperados, funções correspondentes a cada um, inserido em determinada classe, grupo, estamento ou organização.

É um sistema de referências que se amplia a cada etapa. Assim, vamos completando o ciclo: a Certidão de Nascimento, o RG, o CPF, o Título Eleitoral, etc., e acumulando documentos que atestam perante a sociedade que somos um diferente do outro. Dessa forma, o homem vai construindo sua identidade social para si, como autorreferência, e para os outros, em seu entorno no mundo.

Essa construção da individualidade é muito complexa e difícil. O homem tem que aprender todos os sistemas criados a sua disposição para se comunicar com o mundo circundante e se relacionar com os outros indivíduos. O mais poderoso desses sistemas é o da comunicação entre os homens, seja de forma verbal, escrita, representativa, artística, seja como for.

Assim, foi necessário criar e ir aperfeiçoando esses códigos, por meio de sistemas simbólicos, conjuntos linguísticos ou interpretativos, as mais variadas formas que a genialidade humana às vezes atinge. Isso o torna membro do seu grupo, com as consequências subjacentes a cada experiência.

Daí nascem as contradições naturais entre o indivíduo e a sociedade, impostas em cada grupamento social e que modelam o perfil de cada ator social.

Auxiliadas pelo conjunto de sistemas, vão emergindo situações reguladoras de comportamentos, ideações apropriadas do coletivo e intersubjetividades, produto da troca de informações entre as pessoas, fruto de relacionamentos especiais afetivos ou não, tudo imposto pelo mundo que o cerca e a sociedade que o regula.

Há um imenso conjunto de arquétipos, providos pelo social e pelas agências controladoras do seu comportamento, que determina o surgimento de sistemas de controle, com normas, leis e códigos e agentes especiais.

Aí reside a questão crucial: a individualidade, o eu referente, face a esse verdadeiro domínio que a sociedade planeja impor e impõe por meio da educação, do exemplo de costumes, enfim, do exercício diário das mais variadas experiências sociais a que se submete. Um sistema de referências, que constrói redes para sobreviver nessa imensa e avassaladora onda que tenta submergi-lo, se não conseguir domá-lo.

O conflito se instala dentro e fora dele. As contradições surgem a cada instante ao tentar construir seus próprios modelos, suas próprias referências. Nessa busca, recorre a variados exemplos, fornecidos e já moldados pelo social e propagados pela mídia, essa grande arma de controle disseminadora de informações de todo o conjunto disponível de possibilidades de comportamento.

Fora isso, também tem que sobreviver aos seus próprios conflitos interiores, ao se deparar com os sistemas existentes, construídos pela história, com a finalidade de dominar e manipular as informações, que também fazem parte do grande repertório de atividades educadoras e civilizadoras do indivíduo.

Mas isso foge aos limites deste tema. Ao questionar a sociedade, questiona-se a si mesmo. Tenta se insurgir na busca de modelos alternativos de comportamento que, mais uma vez, estão disponíveis, atualizando-se continuamente, na busca eterna da individualidade, do novo, da diferença.

Um desses modelos é a tentativa de marcar sua personalidade por meio de marcas físicas, visíveis, corpóreas, estigmáticas.

Para realizá-las, passa por sucessivos processos quase cirúrgicos de ativar no próprio corpo essas tatuagens, como são chamadas, evocando a forma como são feitas, gravadas, impressas. É processo semelhante ao do boi, com a diferença de ser fora da vontade dele e como símbolo-ícone identificador de propriedade.

Os mais variados modelos são usados: serpentes, caveiras, corações, sereias, 
tigres, dragões, muitas vezes, coloridos. Nesse momento, torna-se um “indivíduo individual”, se assim podemos dizer, na autossatisfação de se achar único e diferente dos demais entes sociais.

Essas marcas impressas no corpo o encaminham para um outro grupo que, como ele, também buscou esse tipo de identificação física e visível. 

Novamente, o padrão passa a ser dominante, porque está na moda e todos querem dele participar, disseminado e recorrente, particularmente nas gerações mais jovens. 

Como é com a moda, referência de modernidade, arrojo e identificação. Alguns, inclusive, estão ultrapassando os limites convencionais, chegando a um bordado inteiro, até com cabeça raspada e cheia de tatuagens.

Isso nos leva a algumas reflexões, com o maior respeito às escolhas, individuais ou coletivas.

Nossa abordagem ao tema aqui proposto é meramente quanto aos aspectos comportamentais e aos usos e costumes na contemporaneidade. A grande reflexão, que logo se destaca para se perguntar, é o resto da vida, o enfrentamento do tempo que também tem suas próprias marcas.

Vale dizer novamente que nada temos contra as escolhas das pessoas, independentes das nossas. Cada um pretende ser senhor do próprio destino. Que assim seja e que a história permita.

CLÁUDIO HUMBERTO

"Não podemos mais conviver com o que estamos vivendo"

Ronaldo Caiado (PSD), ao prometer anistia aos condenados pelo 8 de janeiro de 2023

09/08/2026 08h01

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Mulher de Marcola teve aval para trabalhar no PT

A quase decorativa Comissão de Ética Pública da Presidência da República liberou Nicole Briones para trabalhar no PT, sem necessidade de respeitar a quarentena imposta aos que ocupam cargos estratégicos na administração pública.

Nicole era superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mas também é casada com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, agora ex-chefe do gabinete pessoal de Lula (PT). Problema resolvido.

Ano de ouro

Nicole foi convidada em 2025 para coordenar as mídias sociais do PT. Ela é dona da Matilha Comunicação, aberta no mesmo ano do convite.

Corrente

O processo foi relatado pelo conselheiro Bruno Espiñeira Lemos, que não viu conflito de interesse. Lemos foi nomeado por... Lula.

Colado em Lula

Marcola era um dos assessores mais próximos de Lula, até emprestava o celular ao presidente. Estava na campanha de reeleição do petista.

Fim melancólico

Marcola saiu da campanha após flagra de receber dinheiro de lobista amiga de Lulinha enrolada no caso INSS. Nicole não foi localizada.

Média das pesquisas ainda prevê empate técnico

Nos últimos dois meses, foram divulgadas 33 pesquisas eleitorais sobre o cenário de segundo turno para presidente da República. Em média, o atual presidente Lula (PT) lidera com 46% das intenções contra 42,1% do principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

A média das margens de erro é de 2,1% para mais ou para menos, o que configura empate técnico entre os candidatos, cenário que se repete desde o início do ano.

Bem fora da curva

A CNT/MDA de meados de junho (BR-04256/2026) previu vitória de Lula por 12,5% de vantagem, mesmo com a margem de erro de 2,2 pontos.

Lado oposto

Levantamento Gerp (BR-03067/2026) do início de julho apontou vitória de Flávio por três pontos, com margem de erro de 2,2%.

Empate na prática

Pesquisa Nexus/BTG (BR-02874/2026) do início de agosto viu apenas um ponto separando os dois candidatos; Lula com 46% a 45% de Flávio.

É provocação

Mesmo com aprovação do Senado dos Estados Unidos para Daniel Perez ser embaixador do país no Brasil, Lula só deve andar com a avaliação do indicado de Donald Trump após o 2º turno das eleições. 

Pobre agro

Até o Produto Interno Bruto (PIB) do resiliente agronegócio brasileiro sucumbiu e registrou queda de 2% no primeiro trimestre deste ano. O levantamento é do Cepea em parceria com a CNA.

Pedras fundamentais

Ao confirmar Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) candidatos no Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro reforçou que a dupla terá papel central na formação da “maioria conservadora no Senado”.

Livramento

Sobre a decisão do governo Lula de rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, Flávio Bolsonaro disse o “próximo país a se libertar de projeto fracassado será o Brasil. A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como sócios, não adversários ideológicos”.

Censura de incompetentes

Kim Kataguiri (Missão) criticou pedido de Janja para retirar a plataforma Discord do ar e questionou a atuação da primeira-dama: "quem votou nela?". Para o deputado federal, o país é “refém de incompetentes”.

Chega

Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD ao Planalto, diz que tomará uma série de medidas já no primeiro dia de um eventual governo. Entre elas, anistia aos presos pelo 8 de janeiro. Diz que é para pacificar o país.

Esperança de reabertura

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo sobre o Estreito de Ormuz é possível já na quarta-feira (12). A expectativa é que até um pré-acordo possa permitir a reabertura da via marítima.

Triste recorde

"Se você está endividado, a culpa é do Lula", acusou Flávio Bolsonaro ao comentar o recorde de endividamento das famílias brasileiras, que atingiu 82%. Para o candidato ao Planalto, “a conta não fecha”.

Pensando bem...

...tem casamento que é bom negócio.

PODER SEM PUDOR

Conta de somar

Homem sério, o líder mineiro Milton Campos nunca foi daqueles políticos que tentam explicar o inexplicável.

Ele perdeu para João Goulart, em 1960, a eleição para vice-presidente da República, que na época não era “casada” com a de presidente. Na expectativa de obter uma avaliação profunda do seu próprio insucesso, um jornalista provocou:

“Dr. Milton, por que o senhor perdeu?”. Encerrando a conversa mole, disse: “Perdi porque ele teve mais votos”.

 

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Arthur Maximilliano

A nova era dos dados: quando o empresário deixa o achismo para trás e passa a decidir com clareza

04/08/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Durante muito tempo, o sucesso de uma empresa foi construído sobre a experiência e o famoso "faro" do empreendedor. A intuição sempre foi protagonista nas grandes decisões. Mas algo mudou — e mudou rápido.

Hoje, quem ainda aposta apenas na sensação corre o risco de ficar para trás, enquanto outros aprenderam a ler os sinais que os números deixam pelo caminho. Não se trata de abandonar a intuição. Trata-se de potencializá-la.

Bem-vindo à era da gestão orientada por evidências, onde o dado se tornou o novo instinto do líder.

Do achismo à clareza empresarial

Tomar decisões sem dados é como dirigir de noite com os faróis apagos. O carro até anda, mas cada curva vira uma aposta.

Os líderes que prosperam hoje são aqueles que transformaram números em narrativas reais. Eles sabem que cada gráfico revela um comportamento, cada indicador esconde (ou revela) uma oportunidade, e cada desvio traz um aprendizado valioso.

Não olham para uma planilha como algo frio ou técnico. Olham como quem lê o pulso da empresa — e transformam informação em ação.
Business Intelligence: o espelho fiel do seu negócio

Com o avanço do Business Intelligence e das ferramentas de visualização, ficou possível enxergar a empresa em tempo real. Hoje, você descobre onde o dinheiro entra, onde escapa e onde poderia render mais — tudo em um único painel.

Mas BI não é só tecnologia. É sobre fazer as perguntas certas:

Quais produtos realmente sustentam meu lucro?

Qual canal me traz clientes que ficam?

Qual time entrega mais com menos atrito?

Quando o dado responde, você para de adivinhar e começa a decidir de verdade.

A combinação entre razão e sensibilidade

O dado mostra o caminho. Mas quem escolhe a direção ainda é você.

A melhor liderança não é aquela que abandona a intuição — é a que a usa com inteligência. Intuição apoiada em dados deixa de ser palpite e vira estratégia. É nesse ponto que tecnologia e humanidade se encontram: o dado oferece o diagnóstico; o líder, o propósito.

Inteligência Artificial e o novo papel do gestor

Com a Inteligência Artificial, as empresas deixaram de apenas olhar para trás. Agora, elas antecipam o que vem pela frente. Sistemas identificam padrões, preveem quedas de receita, antecipam cancelamentos e até recomendam ações antes que o problema bata à porta.

Mas o verdadeiro diferencial está em quem interpreta o que a IA aponta. O dado mostra o que está acontecendo. A inteligência humana entende por que — e decide o que fazer a partir disso.

O dado como cultura, não como ferramenta

A empresa do futuro não será a que tiver mais tecnologia. Será a que ensinar sua equipe a pensar com base em dados. Quando cada pessoa, de qualquer área, entende o impacto real de suas decisões nos resultados, a empresa deixa de reagir e passa a planejar.

Decidir com dados é decidir com consciência. E consciência é a base da alta performance.
 

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