Depois de conseguirem afastar o ministro Marco Buzzi, do STJ, ministros da Corte entraram em contato com ele aconselhando o acusado por assédio sexual a antecipar o julgamento do processo e pedir, por conta própria, a aposentadoria antecipada. Buzzi,68 anos, está pensando na alternativa.
MAIS: afastado do STJ, ele recebeu 1,19 milhão de reais em remunerações ao longo de 2025. A média mensal foi de 99 mil reais, mais do que o dobro do teto salarial. Se escolher a aposentadoria, receberá mensalmente o teto que, em caso de morte, passa diretamente à sua viúva.
Bancada Master
Os dois partidos que declararam apoio a Dias Toffoli após seu afastamento do caso Master são de direita: Partido Progressistas (PP) e União Brasil. O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, é do PP. Lira indicou para o TCU o ministro (e ex-deputado dos Republicanos) que atropelou o BC nesta novela de Vorcaro. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é do União Brasil, estado que colocou dinheiro no Master. O deputado que assina a nota em defesa de Toffoli, é o autor da emenda PEC 65, que teria aumentado o valor da cobertura do Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.
Dose dupla 1
A escolha do ministro André Mendonça (STF) para a relatoria do caso do Banco Master foi divulgada como resultado de um sorteio. Contudo, muitos apostam que Mendonça recebeu a relatoria por "prevenção". Ele é relator do roubo a aposentados e pensionistas do INSS, que se conecta com o inquérito que apura a suspeita de que o banco de Daniel Vorcaro teria fraudado empréstimos consignados também não autorizados por segurados.
Dose dupla 2
De acordo com a lei e o regimento, André Mendonça seria "juiz prevento" do caso, mas a bancada de Lula no STF resistia à possibilidade. Toffoli disse, em princípio, de que não haveria motivo para se afastar da relatoria, alegando que não fez nada de errado. Mas acabou cedendo à pressão dos colegas e entregou os pontos. Muitos acharam que a chance do caso "sobrar" para André Mendonça foi usada para manter Toffoli na posição. Só que a situação do ex-relator era insustentável. Lula agora até estimula o impeachment de Toffoli: está de olho na vaga que surgiria no Supremo.
Exemplo do STM
Para definir o novo relator do caso Master, faltou ao STF seguir a iniciativa da presidente do Superior Tribunal Militar, Maria Elizabeth Rocha que, no começo do mês, instalou um telão e convidou a imprensa para acompanhar o sorteio eletrônico, ao vivo, dos relatores e revisores dos processos de perda de patente do ex-presidente Bolsonaro, mais três generais e um almirante condenados por tentativa de golpe de Estado em 2022. Foi considerado um gesto inédito de transparência que deveria inspirar outros tribunais onde técnica e detalhes de sorteios de relatores são nebulosos.
Sem ataques
Conselheiros de Flávio Bolsonaro (PL) dizem que ele não pretende aproveitar a crise envolvendo o ministro Dias Toffoli para fazer ataques ao Supremo. Existiam duas razões para isso: abrir essa frente traria memórias do governo do pai e ofuscaria o bom momento de sua candidatura, que encostou em Lula em algumas pesquisas. Além disso, a avaliação é que Toffoli, ex-petista, é muito mais identificado com o presidente Lula que o nomeou, mesmo ele sendo reprovado em dois concursos para juízes. O desgaste, para Flávio, ficaria muito mais na conta do atual ocupante do Planalto.

Balanço do carnaval
O Carnaval de 2026 ressaltou uma tendência que já estava em ascensão: um planejamento aprimorado e uma redução no improviso. Enquanto os participantes se deliciavam com o esplendor e a emoção nas ruas, as escolas de samba e as prefeituras se organizaram com uma antecedência sem precedentes, dando ênfase à profissionalização, captação de recursos e à organização logística (com algumas exceções). Com investimentos públicos significativos, a expectativa de milhões de foliões durante as festividades e um planejamento com enfoque no turismo como um meio econômico, o Carnaval de 2026 revelou que a maior celebração popular do país se converteu, cada vez mais, em um extenso projeto de gestão, branding e cultura de mercado. E como 2026 está se destacando como um dos cinco mais quentes registrados até agora, exibindo temperaturas altas semelhantes às de 2025, que ficou em terceiro lugar na classificação histórica, em razão do considerável efeito do aquecimento global, nestes 5 dias de folia nas ruas de todo Brasil (e ainda virão mais; o pós-carnaval e o desfile das campeãs no próximo sábado), as tendências dos foliões e exibir mais a pele nesta época. Tanto no sambódromo, quanto nas ruas, quanto nos camarotes a predisposição de deixar barrigas e pernas de foram proporcionais com o brilho e o pique exibindo pelos estados brasileiros. Com tanta exposição das celebridades é claro que surgiram críticas boas e ruins para todos que se dispuseram a exibir suas curvas. Entre tantas que se exibiam nos camarotes dos sambódromos ou do circuito baiano estavam Erika Januza, Scheila Carvalho, Clara Moneke, Gkay, entre muitas outras.
Campanha de Flávio: Michelle insultada
É muito mais complicada a decisão de Michelle Bolsonaro de não fazer campanha para Flávio. Alguns amigos estão tentando interceder achando que um pedido de desculpas pode resolver a crise, iniciada por conta de uma mensagem enviada pelo enteado, quando acusou a ex-primeira-dama de estar tramando contra sua candidatura. Michelle achou que foi insultada, prefere nem falar com Flávio que, por sua vez, tenta espalhar que está tudo bem, que "fala diretamente com Michelle" e acha que tudo "é fabricado por fontes ocultas e mentirosas". Contudo, o "01" não fornece nomes ou grupos que estejam trabalhando contra sua candidatura, "o que atinge também meu pai". Michelle continua afastada da presidência do PL Mulher desde dezembro do ano passado. Ela alega questões médicas. Na realidade, foi uma forma de mostrar ao próprio Bolsonaro que não admitira escolher Flávio para disputar o Planalto sem falar com ela. Na história da família, Michelle nunca foi muito chegada nem a Flávio, menos ainda a Eduardo e Carlos, com quem passou anos sem cumprimentar. Há em Michelle a certeza de que se elege senadora pelo DF, mas gostaria mesmo de ser a vice de uma sonhada candidatura de Tarcísio de Freitas.
Também Nikolas
Tem também outra figura bolsonarista – e amigo de Michelle – que está sendo pressionado por Flávio porque teria dito aos mais chegados que não fará campanha pelo "01": é o deputado Nikolas Ferreira, que admitiu em parte a distância. "Estarei na campanha, sem participar ativamente no processo. Flávio é o escolhido pelo presidente Bolsonaro e terá meu apoio". Nikolas queria ter participado do planejamento. Detalhe: Michelle apoia Nikolas e considera o deputado "um verdadeiro filho de Bolsonaro".

O amor está no ar
A supermodelo Alessandra Ambrósio compartilhou álbum de fotografias em suas redes sociais que retrata uma sessão sensual com seu namorado, Buck Palmer, um designer de joias australiano. As fotos, em preto e branco, foram capturadas para celebrar o Valentine’s Day, (comemorado no sábado,14 nos Estados Unidos e alguns países da Europa). Nas imagens, o casal exibe uma atmosfera de intimidade, trocando carinhos e beijos, vestindo apenas jeans. " Com vontade de... meu amor", foi a legenda que ela escolheu para a postagem. A modelo brasileira, de 44 anos, está em um relacionamento com Buck Palmer, um ex-modelo, desde o final de 2024. O relacionamento foi oficializado em suas redes sociais no início de dezembro daquele mesmo ano. É o terceiro relacionamento depois do fim de seu casamento com o empresário norte-americano Jamie Mazur, que chegou ao fim em 2018. O casal frequentemente mostra trechos de suas aventuras e viagens pelo Brasil, incluindo lugares como Fernando de Noronha e Florianópolis, além de seus momentos a sós, que refletem um estilo de vida relaxado, romântico e praiano.

Poderoso
André Esteves aproveitou a conferência do BTG deste ano, na semana passada, para mostrar sua influência não apenas entre autoridades brasileiras, mas também entre políticos norte-americanos. O troféu do banqueiro foi o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que ele convidou pessoalmente para o encontro e que foi entrevistado por Esteves em um grande painel virtual. Esteves e Bessent têm relação próxima desde a época em que ambos circulavam no entorno de George Soros, hoje alvo de críticas de Trump.
Memória
Para quem tem a memória curta: antes de virar candidato à Presidência por escolha do pai, em julho do ano passado, Flávio Bolsonaro (na época, Eduardo tinha certeza de que seria ele a disputar o Planalto) afirmou que o grupo do ex-presidente só apoiaria um candidato à Presidência da República disposto a impor ao Supremo a aprovação do indulto para Jair Bolsonaro. E assegurava: "Estamos falando da possibilidade de uso da força, da interferência em outro poder". Como diz Miriam Leitão, "não há um moderado de nome Bolsonaro".
Nada de novo
Nem chega a ser surpresa, embora precoce e já usada por vários políticos na história recente: o candidato Flávio Bolsonaro assumiu o compromisso de não tentar se reeleger, caso consiga impedir a reeleição de Lula no comando do Planalto. Ele argumentou que "um presidente precisa governar tomando decisões que visem o futuro do país e não em seu projeto próprio de reeleição, porque o Brasil está acima de tudo. Assino qualquer proposta que o mandato seja apenas para uma vez". Os mais veteranos morreram de rir: já ouviram a promessa dezenas de vezes. Outros acham que ele está começando a usar salto alto.
Mistura Fina
Lula deverá mandar em março a indicação oficial de Jorge Messias para uma vaga no STF: acha que Davi Alcolumbre não prejudicará a sabatina do Senado. Evangélico Messias acaba de voltar de um retiro espiritual. Para católicos como Lula, a quaresma começou ontem, Quarta-Feira de Cinzas é tempo de reflexão. E se der certo, mais viagens prolongadas ao exterior.
Aliados de Lula dizem que as últimas pesquisas que apontaram consolidação de Flávio Bolsonaro na segunda posição, com diferença apertada para o presidente, já inviabilizam uma candidatura de centro. Segundo uma figura próxima de Lula, "a terceira via está fadada a passar vergonha". Hoje, o candidato mais competitivo deste campo é Ratinho Jr. (PSD), que tem marcado entre 8% e 10%. Ou seja: a polarização de 2022 já se repetiu e a subida de Flávio não surpreende.
Ciro Nogueira tem a fala de ser "rápido no gatilho". Em meio à reconciliação com Lula, já manobra para a colocação de aliados no atual governo. O empresário piauiense José Trabulo Junior está cotado para voltar à gestão da Caixa Econômica ou assumir um cargo no Banco do Nordeste. Conterrâneo e ligadíssimo a Nogueira, Trabulo foi exonerado da função de consultor da presidência da Caixa Econômica Federal em outubro do ano passado.
Mais: naquela época, o governo decidiu fazer uma limpa em nomes indicados pelo PP para ministérios e estatais após uma sequência de derrotas em votações no Congresso. Homem de confiança do senador piauiense, Trabulo chegou a atuar diretamente na campanha de Jair Bolsonaro à reeleição, em 2022. À essa altura, com a reaproximação de Nogueira e Lula, esse se torna um pecadilho de menor importância.
Nenhum dos advogados que atuam na defesa do caso do Banco Master pediu a retirada da ação do âmbito do Supremo. O retorno à primeira instância da Justiça poderia ser requisitado pelos representantes dos acusados, como o dono Master, Daniel Vorcaro, mas até agora ninguém se mexeu. O caso foi todo ao STF por ordem de Toffoli pelo suposto envolvimento de um deputado.
In – Consultor de investimentos
Out – Analista de crédito

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