Lula flerta com acusação de obstruir a Justiça
Ao ordenar o retorno de policiais que atuam em casos como o escândalo do Banco Master, quando as investigações chegam a seu governo, Lula (PT) repetiu o gesto de afastar o delegado que investigava seu filho Lulinha, suspeito de envolvimento no roubo aos aposentados, conforme a CMPI do INSS. “O alvo real é só um: André Mendonça e os casos do INSS e do banco Master”, diz a deputada Carol de Toni (PL-SC). Assim, Lula fica sujeito a denúncia de obstrução à Justiça, que rende até cadeia.
Lorota sem sentido
A ordem de Lula foi justificada com a lorota de “reforçar o combate ao crime organizado”, como se corrupção não fosse crime.
Estranha coincidência
A retirada dos federais ocorreu horas antes da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que teve o Líder do Governo no Senado como alvo.
Corrupção na veia
Amigo de Lula, o senador Jaques Wagner é suspeito de receber dinheiro e até apartamento a título de propina dos esquemas de Daniel Vorcaro.
Fazendo o diabo
Isso reforça a percepção de que o governo “faz o diabo” para blindar aliados e conter investigações que avançam sobre o entorno de Lula.
Judiciário mantém marajás e paga até R$495 mil
A farra dos pagamentos acima do teto constitucional segue sem freio no Judiciário, mesmo após o Supremo Tribunal Federal resolver esboçar algum esforço de moralização. Apenas em maio, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios pagou exatos R$495.081,68, líquidos, para uma juíza, que nem mesmo está na ativa, já se aposentou. O subsídio foi de R$12.995,84, todo restante são penduricalhos, como “direitos pessoais”, “indenizações”, “direitos eventuais”, que engordaram o salário.
Tirou limpo
No Tribunal de Justiça do Maranhão, um desembargador recebeu R$272,1 mil. Nada foi retido em Imposto de Renda, Previdência etc.
Burro na sombra
No Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, outro pagamento líquido acima dos R$200 mil. Foi para uma desembargadora aposentada.
Milico endinheirado
No Superior Tribunal Militar está o quarto maior pagamento do Judiciário no mês de maio. Líquido, lá se vão mais R$163.795,12.
Até oposição acredita
Segundo o levantamento Paraná Pesquisas (SP-08639/26), apesar de Tarcísio de Freitas (Rep) liderar a disputa para ser reeleito governador com 51,4% no 2º turno, são 55,3% quem acredita que ele será vencedor.
Doce Rio
Está no Rio de Janeiro a maior recorrência de pagamentos acima dos R$150 mil na elite do Judiciário. São ao menos quatro pagamentos, em maio, realizados pelo Tribunal de Justiça do Estado.
Esvaziamento
Alfredo Gaspar (PL-AL) ironizou ordem do governo que chamou de volta delegados da PF e esvaziou investigação que bafora no cangote de Jaques Wagner (PT-BA), “Lula finalmente tomou uma atitude”.
Veja bem
Diz o ministro Vital do Rego, presidente do Tribunal de Contas da União, que é contra penduricalho que amplia férias anuais de ministros da Corte para 60 dias. Promete cortar, mas só se essa proposta chegar a ele.
O ‘tamojunto’ de Lula
Em vez de afastar o Líder do Governo enrolado em corrupção, Lula telefonou para se solidarizar a Jaques Wagner. Para ele, avalia o jurista André Marsiglia, importante é atingir o ministro do STF André Mendonça
Tudo a ver
O ex-juiz e senador Sergio Moro (União-PR) comparou Lula a Richard Nixon, que caiu no escândalo Watergate. “Seu governo atrapalha, nos bastidores, as investigações que podem afetá-lo”, denuncia.
Derretimento rápido
Partido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP), o União Brasil tinha dez senadores na bancada, em 2023, a terceira maior da Casa. No momento, sobraram apenas três senadores do partido, no Senado; além de Alcolumbre, Jayme Campos (MT) e Professora Dorinha Seabra (TO).
Às favas os prazos
A Procuradoria-Geral da República (PGR) levou mais de 30 dias para se manifestar sobre a lei da dosimetria. Só que o prazo dado ao procurador-geral foi muito menor, apenas três dias.
Pensando bem...
...da tal química, só sobrou para Lula o “volátil”.
PODER SEM PUDOR

Não é a mamãe
Carlos Lacerda fazia mais um discurso devastador, na Câmara dos Deputados, contra o “mar de lama” do governo Getúlio Vargas.
A deputada Ivete Vargas, sobrinha do presidente, pedia – em vão – um aparte. Cansada da insistência e muito irritada, Ivete perdeu a paciência: “F.D.P!” gritou ao microfone. Com sua estonteante rapidez de raciocínio, Lacerda respondeu na bucha: “Vossa Excelência é muito nova para ser minha mãe!”.



