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Giba Um

"Não se faz composição apenas com quem gostamos e gosta de nós...

Eleições para o Senado são importantes. O governador mantém relação com o presidente porque precisa dele. Já o senador, com mandato de oito anos, pensa que é Deus", de Lula para Jorge Messias, cuja aprovação para o Supremo depende do Senado

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Há dias, o programa jornalístico comandado por Andréia Sadi foi palco de um colossal vexame. Foi colocado no ar, para supostamente rechear com dados numéricos uma matéria dedicada ao escândalo do Master, de Daniel Vorcaro. O que se viu foi um festival de erros, o que raramente se vê na GloboNews.

MAIS: dois editores mais jovens, responsáveis pelo infográfico, foram literalmente dispensados. Há quem aposte que muitos veteranos quase comemoraram: há por lá (e outras emissoras) uma epidemia de "jovens talentos" formados por universidades que deveriam ser fechadas.

É o momento que dá certo

Quem vê cara não vê coração, diz o velho ditado. Mas, no caso de Bruna Lombardi, também poderíamos adaptar a frase: quem vê cara não vê a idade. Ao longo dos anos, Bruna que além atriz é poetisa, escritor e modelo aos 73 anos, segue reinventando a própria trajetória e agora também se destaca como influenciadora, compartilhando reflexões sobre vida, bem-estar e autocuidado com seus seguidores. “Na hora em que você envelhece, é exatamente aquele momento em que está dando tudo certo, né? Acho que o grande trunfo do passar do tempo é conseguir ser a gente mesma e não ceder às pressões de fora". Recentemente, Bruna assumiu mais um papel: tornou-se embaixadora da campanha “Mulher en Provence”, da L’Occitane en Provence. A parceria marca presença na nova campanha da marca, chamada Flora Orchestra, que celebra os 50 anos da empresa com um olhar inovador. Conhecida por defender que a beleza nasce de dentro para fora, Bruna combina perfeitamente com a proposta da campanha: unir natureza, autocuidado e bem-estar. Em vez de anúncios tradicionais, o projeto transforma flores icônicas da marca, como a lavanda e a immortelle, em protagonistas de uma espécie de “sinfonia visual”. Com tecnologia que capta os movimentos sutis das plantas, a natureza praticamente vira música. Para a atriz, o autocuidado evolui com o tempo. Pequenos rituais diários, como cuidar da pele ou reservar alguns minutos para si, fazem toda a diferença. Não por acaso, com mais de 30 trabalhos na TV, 10 livros publicados e milhões de seguidores, Bruna segue inspirando diferentes gerações. Parte da campanha foi fotografada em Trancoso, no icônico Teatro L’Occitane, reforçando uma mensagem simples: beleza, natureza e autenticidade caminham melhor juntas.

Xadrez eleitoral do mineiro Romeu

Encaixes e desencaixes estão influenciando as candidaturas presidenciais da direita. Primeiro, foi Ratinho Jr., que deixou a corrida ao Planalto pelo receio de entregar de bandeja o comando da política do Paraná a Sérgio Moro. Agora é Romeu Zema, que enfrenta problema semelhante. Caso venha a concorrer à Presidência, Zema deixará o atual governador e seu ex-vice, Mateus Simões (PSD), em maus lençóis. Simões mantém relação de proximidade com o bolsonarismo. São milhões de votos que lhe interessam muito na campanha para a reeleição ao governo do estado. Contudo, se Zema lançar chapa própria para concorrer contra Lula e, principalmente, Flávio Bolsonaro, Simões ficará entre a cruz e a espada: como apoiar o ex-governador, seu aliado político, sem perder os votos do bolsonarismo? Como assegurar os votos do bolsonarismo sem cometer traição política a Zema? É uma equação difícil de ser resolvida.

Xadrez eleitoral 2

Na tentativa de colocar um pé em cada barco, não apenas Simões, mas o próprio Zema corre um risco político. Se o ex-governador disputar o Planalto, o clã Bolsonaro provavelmente despejará todo seu apoio na campanha de Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao comando de Minas Gerais. Nesse caso, Simões, que já está bem atrás nas pesquisas, não conseguiria mais virar o jogo. E Zema acumularia duas derrotas na mesma urna: a sua, na corrida à Presidência, e a de seu candidato ao governo de Minas Gerais. Sem contar Rodrigo Pacheco, agora no PSB, que está chegando.

Pedindo licença

A atriz Alice Wegmann se aventurou no coração da Amazônia para viver Luiza no filme Rio de Sangue, que estreia nos cinemas em 16 de abril. Na história, ela interpreta uma médica de ONG que é sequestrada durante uma expedição no Alto Tapajós, em meio ao cenário tenso do garimpo ilegal em terras indígenas. O longa aposta em duas mulheres no centro da trama. Alice divide cenas com Giovanna Antonelli, que interpreta sua mãe, Patrícia. Para a atriz, é importante ver personagens femininas fortes nas telas. “Cresci vendo As Panteras e Três Espiãs Demais e sonhava ser detetive. Sempre gostei de ação: fui atleta, treinei boxe e nunca parei de me exercitar. Em Onde Nascem os Fortes já vivi algo parecido. Gosto de ver mulheres fortes no audiovisual brasileiro. Gosto de ver mulheres com atitude, que não ficam apenas esperando o príncipe encantado”, falou em entrevista à Glamour. As gravações na floresta duraram dois meses e foram marcantes. Alice conta que procurou agir com muito respeito diante da natureza e das comunidades locais. "Não entrei nenhuma vez no rio ou nos igarapés sem pedir licença. Aquilo tudo é tão maior do que a gente. Então tentei ter o máximo de respeito, mas ainda assim sinto que foi pouco". Depois de trabalhos intenso, incluindo a novela Vale Tudo, o filme e uma nova série da Netflix que estreia em novembro , a atriz de 30 anos quer uma pausa. “Eu amo trabalhar, mas agora estou precisando de férias e até de um tempinho para cuidar da saúde".

Papéis invertidos

No começo da semana passada, o ex-deputado e ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, deu uma entrevista ao programa "Frente a Frente" e disse que o pleito presidencial será decidido no erro de um dos dois candidatos principais. "Será a eleição da rejeição, assim como foi a eleição de 2022. Quem está no poder agora não é Bolsonaro, é Lula. Os papéis foram invertidos". Ou seja: não disse nada que qualquer profeta de esquina já não tivesse dito. Cunha vai tentar retomar a carreira política. Em 2022 já havia tentado, sem sucesso. Agora, sai por Minas Gerais porque não quer rivalizar com sua filha, a deputada Dani Cunha (União Brasil), eleita pelo Rio.

Delação complicada

A delação de Daniel Vorcaro está difícil de ser iniciada. Ele não quer permanecer na prisão, o valor do ressarcimento já está estimado em R$ 12 bilhões e não quer incluir informações sobre ministros do Supremo Tribunal Federal. Pessoal da PGR e da PF, que estaria do lado contrário, ouvindo as exigências do banqueiro, diz que ele tem de permanecer determinado prazo na prisão, não abre mão do ressarcimento (que pode ser discutido) e quer saber tudo sobre o Supremo. E Vorcaro também não quer assumir o cone de "delator", o que seria fundamental, além de algumas generosidades de seus "carcereiros" (designação antiga). Responsáveis pela condução de uma delação não escondem que a arrogância de Vorcaro começa a incomodar.

Pérola

"Não se faz composição apenas com quem gostamos e gosta de nós. Eleições para o Senado são importantes. O governador mantém relação com o presidente porque precisa dele. Já o senador, com mandato de oito anos, pensa que é Deus",

de Lula para Jorge Messias, cuja aprovação para o Supremo depende do Senado.

Fica no PSD

Apesar de não ter sido escolhido por Gilberto Kassab (PSD) para ser candidato do partido ao Planalto, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, não sairá de sua legenda, permanecendo até o final de seu mandato. Um manifesto assinado por ex-parlamentares, sociólogos, economistas e outros intelectuais pediu que ele fosse candidato a presidente pelo PSDB, e Eduardo não aceitou. No Rio Grande do Sul, ele se esforçará pela eleição de seu vice, Gabriel Sousa (MDB), como governador do estado. De quebra, ligou para Ronaldo Caiado, parabenizando-o pela escolha, e estará engajado na campanha.

Na campanha de Caiado

Lula pediu que o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, abra mão de se candidatar por Minas Gerais e fique no cargo. Ele é filiado ao PSD, que lançou Ronaldo Caiado à Presidência. A ideia é que Silveira tenha um papel de coordenação na campanha e ajude na interlocução com seu partido e outras legendas do centro. Lula está preocupado em garantir estabilidade da "cozinha" do governo, após as saídas de Fernando Haddad, Rui Costa e Gleisi Hoffmann.

Principal bandeira

A principal bandeira de Ronaldo Caiado na campanha é a segurança pública. Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Caiado, já distribui vídeos sobre Goiás, estado que Caiado governa e onde se diz que "bandido não se cria". Em outro, menciona medidas contra feminicídios: "Tenho mão firme contra criminosos. Quando são opressores de mulheres, aí é que sou mais mão pesada". Caiado também já avisou — e está repetindo — que um de seus primeiros atos depois da posse (se vencer) será "assinar a anistia de Bolsonaro".

Com Michelle 1

Na semana passada, circularam rumores de novo agravamento no clã Bolsonaro. Michelle, que voltou a ter o ouvido do ex-presidente, estaria articulando uma candidatura alternativa à de Flávio — e essa alternativa seria Tarcísio de Freitas. Michelle mantém relação difícil com os filhos de Bolsonaro. Há oito anos, ela atua nos bastidores da política e se tornou um rosto admirado nacionalmente, em especial entre mulheres evangélicas, hoje distantes de Flávio. Essa base é volumosa e resultante do bolsonarismo e disputada pelo PT (muitos são beneficiárias de programas do PT).

Com Michelle 2

Agora, a prisão de Bolsonaro projeta Michelle como principal articuladora da direita junto a lideranças evangélicas. Essa rede foi construída como primeira-dama à frente do PL Mulher. Ela domina o falar bíblico e chega diretamente a lideranças relevantes. Há quem diga não ser impossível Michelle defender Tarcísio com argumentos parecidos com os de Silas Malafaia. Ela tem afirmado que, no primeiro turno, apoiaria o candidato com mais chances de derrotar o PT, que não seria Flávio. Na semana passada, José Dirceu disse que o nome que mais preocupa o PT é o de Tarcísio, por ter consolidado apoio de empresários e do mercado financeiro. E até acham que, para ele, Michelle na vice seria ideal.

Mistura Fina

A viagem de Lula aos Estados Unidos para se encontrar com Donald Trump pode ficar para julho. Eles tentaram realizá-la em março, novamente adiada, e nunca chegou a ser marcada. Não há, contudo, nenhum sinal de Washington de que seja descartada, já que a janela se alargou para o final do primeiro semestre. Eles se mantêm em contato, como diplomatas, sem qualquer divulgação. A Casa Branca não deve oferecer datas antes de chegar a uma solução para o conflito no Oriente Médio, e Lula pensa mais nas pesquisas nas últimas semanas.

O empresário Alfredo Cotait Neto acaba de assumir a presidência da Associação Comercial de São Paulo com o objetivo de dar à entidade uma roupagem mais política. Defende a ampliação do teto do Simples, que vem articulando com Hugo Motta, presidente da Câmara, além do voto distrital misto. Sobre o fim da escala 6x1, que enfrenta resistência entre empresários, Cotait quer ampliar o debate.

O programa "Em Família com Eliana" sofrerá algumas mudanças nas próximas semanas. O reality musical "Minha Família é Show" deverá ter seu fim abreviado. No quadro, famílias travam uma disputa musical em busca do prêmio: um carro. Detalhe: as apresentações das famílias é que estão derrubando os números de audiência. Agora, a Globo procura um game show com perguntas e respostas, o que lembra um pouco um quadro do "Domingo Legal", de Celso Portiolli.

Mais dois formatos estão em análise. A ideia inicial é que o "Em Família" fosse um programa em constante transformação, até atingir a fórmula ideal. Nesse futuro game, os participantes que responderão às perguntas serão convidados que também podem ser entrevistados. Nada de perguntas difíceis, apenas "perguntas inteligentes" — se possível — com pequenas doses de humor.

In - Coxinha tradicional (frango)
Out - Coxinha Hot Roll (salmão e cream cheese)

Cláudio Humberto

"O PT é especialista em mentir"

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desmentindo fake news sobre querer o fim do pix

03/04/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Musk põe internet na embaixada do Brasil no Irã

Com o Irã em guerra, o regime dos aiatolás fez o que ditaduras fazem de melhor: desligou a internet. O apagão digital isolou o país, silenciou dissidentes e, de quebra, deixou representações estrangeiros às cegas –exceto a embaixada brasileira em Teerã. Isso graças a uma antena da Starlink, de Elon Musk, aquele que é tratado como inimigo pelo governo Lula. A antena chegou na mudança de André Veras Guimarães, o novo embaixador, e rompeu a censura imposta pela ditadura aliada do petista.

 

Flertando o ridículo

Lula, Janja & cia já dispararam contra Elon Musk com a elegância de um pelotão de fuzilamento. Além da carinhosa atenção de Xandão, do STF.

 

Sinal bombando

Outras embaixadas tentam sinal de fumaça e pombo-correio digital, mas a brasileira navega com a naturalidade de um influenciador em Dubai.

 

Não vai agradecer?

É cena de comédia política: uma tirania impõe o silêncio, um bilionário “de direita” furta a censura, e o Brasil de Lula se beneficia em silêncio.

 

Escassez de gratidão

Se gratidão fosse comodite, já teria sido nacionalizada. E resta o silêncio, até por centenas de escolas da Amazônia com internet da Starlink.

 

Alcolumbre faz hoje a Lula o que fez a Bolsonaro

Não é nova a atitude do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), dificultando a indicação do militante petista Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). É a repetição quase literal do que fez no governo Jair Bolsonaro. Entre julho e novembro de 2021, ocupando a mesma posição, ele segurou por quatro meses a sabatina de André Mendonça, indicado para o STF, e engavetou mais de três dezenas para cargos que exigem sabatina em comissão e aprovação do plenário.

 

Chá-de-cadeira

Alcolumbre conta a lorota de que a demora seria “rotina regimental”, enquanto Bolsonaro o acusava de “tortura” e “chá de cadeira”.

 

Política de barganha

Com Lula, o roteiro de Alcolumbre se repete: pressão por outro nome e uso da prerrogativa de pautar matérias como instrumento de barganha.

 

Agora é legítimo?

O que era denunciado como obstrucionismo bolsonarista vira, quatro anos depois, “estratégia legítima” de um Alcolumbre aliado ao centrão.

 

Corrupção no topo

A pesquisa BTG Pactual/Nexus também aponta o “principal problema do Brasil”, segundo todos os entrevistados: corrupção (23%). Segurança-violência-criminalidade é a segunda maior preocupação, com 12%.

 

Diferença curiosa

Segundo a BTG Pactual/Nexus, entre os eleitores que vão votar em Lula, o principal problema do Brasil é a saúde pública (28%). A corrupção é apenas o quarto maior problema (18%). Para quem vai votar em Flávio Bolsonaro, a corrupção é, de longe, o maior problema do País: 39%.

 

Ao pé do ouvido

As câmeras registraram o mico de Sidônio Palmeira e Lula, em agenda em Salvador (BA). O flagra mostrou o marqueteiro balbuciando no ouvido do petista, “Não esqueça de falar do pix. Fala que o pix é nosso”.

 

Espere sentado

Em meio ao zum zum zum da formalização da indicação de Jorge Messias ao STF, Davi Alcolumbre (União-AP) já dava recados: eventual votação no Plenário do Senado deve ficar para o segundo semestre.

 

Feriado adiantado?

O Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União do governo Lula (PT), responsável por divulgar despesas federais variadas, passou o dia fora do ar, ontem (2). “Instabilidade” foi a justificativa.

 

Inflação x realidade

“O brasileiro não vive de índice, ele sente no dia a dia a alta no preço da comida”, disse Flávio Bolsonaro sobre a previsão de inflação de 4%. “Não é preciso ser economista para saber que viver no Brasil está caro”.

 

Pera lá

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) decidiu esperar sair a medida provisória regulamentando a subvenção para compra do diesel para decidir o Estado de São Paulo vai aderir ou não ao projeto.

 

Como pagam?

A ONG Transparência Internacional diz que o Brasil quer saber como os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, “funcionários públicos praticamente a vida inteira”, conseguem bancar viagens de jatinho. “Mas a PGR e o STF não querem investigar”, criticou.

 

Pensando bem...

...mais fácil rejeitar indicação do que promover impeachment.

 

PODER SEM PUDOR

Sargento Stephanes

Em 1958, Tenente Ribas, um oficial de Engenharia do Exército, era o subcomandante da 5ª Companhia, em Curitiba (PR), e descobriu que um dos recrutas tinha nível melhor que os demais: era aluno do segundo ano da Escola Técnica. Ficou curioso: por que ele não incorporou no CPOR? “Não tenho condições, senhor”, respondeu o filho de pequenos agricultores.

Em dois meses o rapaz foi promovido a sargento e ficou cinco anos na tropa. Era o sargento Reinhold Stephanes, atual ministro da Agricultura.

CLAÚDIO HUMBERTO

"O crime compensa desde que cometido por menor de idade"

Deputada Rosana Valle (PL-SP) certeira na defesa da redução da maioridade penal

02/04/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Lula não cumpriu promessa de indicar Pacheco

Fontes próximas a Lula (PT) confirmam que reservadamente ele havia sinalizado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que o atenderia na indicação do aliado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), como forma de recompensar o senador amapaense pelo “rabo preso”, como se define o alinhamento em política. Por isso, o gesto de Lula indicando o aliado petista Jorge Messias representou o descumprimento de um compromisso político.

Sim, político mente

O “ingênuo” Alcolumbre parece surpreso com a constatação de que Lula é apenas mais um político que mente para obter o que deseja.

Aval desnecessário

Mas há o óbvio constitucional: indicação ao STF é prerrogativa do presidente da República, sem a necessidade de aval prévio do Senado.

Puro fisiologismo

Lula e Alcolumbre, com seu primarismo fisiológico, criaram um vácuo de governabilidade que fragiliza o próprio sistema de freios e contrapesos.

Ambos erraram

Nessa relação fisiológica, o Senado não pode vetar Messias previamente e nem o Planalto pode gerar o custo político de ignorar o Senado.

Alckmin como vice foi troféu consolação de Lula

Lula tentou até os 45 do segundo tempo fechar com o MDB a composição da chapa eleitoral deste ano, ignorando escaldados petistas que não esquecem o desfecho da dobradinha Dilma/Temer. A negociação não deu certo por causa do MDB, que nem de longe teve consenso para apoiar o petista nas nacionais. Diretórios do Sul, Sudeste e Centro-Oeste se recusaram a fechar com Lula. A situação foi ainda pior em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, que deve até pedir votos contra o petista.

Não compensa

A conta eleitoral foi simples: Lula iria se indispor com o PSB, que fechou com o PT no âmbito nacional, para ficar com o MDB fragmentado.

Azedou

Atuação de Lula para esvaziar quadros do MDB, tipo Simone Tebet (que foi para o PSB), apesar dos pesares, também ajudou a melar a aliança.

Minas indefinida

Outro colégio eleitoral importante e que não está disposto a fechar porteira com Lula é Minas Gerais, crucial para a campanha petista.

Quem lacra não lucra

Exaurido por lacrações imbecilizadas que afugentam investidores e clientes, o Banco do Brasil trocou 9 das 12 diretorias. Chamou quem sabe o que faz para tentar reverter o declínio do BB no governo petista.

Dia do Lula

Este ano os usuários do X trocaram o “ParabénsLula” pela hashtag “Dia do Lula”, em “homenagem” ao petista pelo 1º de abril, Dia da Mentira. A turma conseguiu colocar a expressão nos assuntos do dia.

Agenda

Com agenda de Lula em Salvador (BA), o decreto com a regulamentação da subvenção à venda do diesel deve esperar o retorno do petista à capital federal. Metade da conta, cerca de R$1,5 bilhão, é dos estados.

Senador censurado

Crítico feroz do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), Eduardo Girão (Novo-CE) diz que nem entrevista ao vivo a TV Senado faz com ele. Conversa com o senador cearense, só gravada e editada.

Acerto baiano

Na passagem por Salvador (BA), nesta quinta-feira (2), Lula deve acertar com Jerônimo Rodrigues (PT) o nome do vice que vai compor a chapa petista para tentar a reeleição ao governo da Bahia.

Às moscas

Ainda que o PL leve adiante o pedido de cassação de Soraya Thronicke (Pode-MS), o andar do processo é outra história. O Conselho de Ética do Senado nem mesmo foi instalado. A última sessão foi em julho de 2024.

Flávio em vantagem

Curioso resultado da Atlas (BR-05686/2026) em Minas Gerais sobre eventual segundo turno contra Lula (PT): em confronto direto com o petista, Flávio Bolsonaro (46,9%) performa melhor do que o pai (46%).

Começou de novo

A bancada republicana na Comissão Judiciária da Câmara dos EUA divulgou novo relatório sobre “ordens secretas de censura” do ministro Alexandre de Moraes. “Nossa conclusão: Moraes e outros funcionários brasileiros tentam censurar a liberdade de expressão americana”.

Pensando bem...

...não tem segundo turno para Jorge Messias.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

De política e virgindade

O então ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), exímio frasista, reuniu a bancada federal da Bahia, na Câmara, logo após a sua posse e de o presidente Lula propor a George W. Bush a busca do “ponto G”. Ao explicar por que evoluiu para uma aliança com Lula, Geddel tascou:

- Em tempo de citações eróticas, devo dizer que aos 18 anos eu definia o caráter da mulher pela virgindade; aos 48, considero isso uma besteira.

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