Colunistas

CLAÚDIO HUMBERTO

"O PT não desenrola, apenas enrola ainda mais o Brasil e o povo"

Senador Rogério Marinho (PL-RN), sobre o relançamento do fracassado Desenrola

Continue lendo...

Lula mandou divulgar visita antes de Trump confirmar

A Casa Branca ainda não confirmou ou nem dá a mínima importância à audiência do presidente Donald Trump a Lula (PT), nesta quinta-feira (7), em Washington. Mas o Planalto se apressou e divulgou o encontro. A audiência anterior foi cancelada pelo governo dos Estados Unidos de última hora porque Trump tinha muito a fazer, como prender o ditador Nicolás Maduro e ajudar Israel a atacar os tiranos do Irã. A viagem do petista aos EUA está mantida, mesmo sem a agenda confirmada.

Nada oficial

A própria Presidência da República contou à imprensa que a reunião é uma “previsão” e não garante que ocorrerá.

Memória

O primeiro encontro oficial dos dois foi em outubro de 2025, na cúpula de países do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia.

Esbarrão

A prometida reunião será a primeira em território americano desde que se esbarraram na Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Nem 5 minutos

O encontro rápido entre Lula e Trump na ONU, em Nova York, ficou conhecido pela tal “química” citada pelo americano, para ser gentil.

PT quer resolver crise com Pacheco esta semana

Ainda magoado e irritado com a humilhante semana de derrotas no Congresso, Lula deu ordens para que o PT resolva logo o palanque em Minas Gerais e pressione Rodrigo Pacheco (PSB) para descer do muro. No Planalto, paira a desconfiança de que o senador mineiro atuou na rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Quem vai dar o enquadro em Pacheco é o presidente do PT, Edinho Silva, que deve resolver o imbróglio até o retorno de Lula dos Estados Unidos.

Desandou o palanque

O PT já dava como certo que Pacheco, que até mudou para o PSB, daria palanque a Lula em Minas, mas o clima de traição azedou a aliança.

Amnésia petista

Pacheco não perde a chance de lembrar os governistas de que foi ele quem arranjou o encontro entre Messias e Davi Alcolumbre.

Corpo mole

O senador não acredita em esforço de Lula pela candidatura, a começar pela manutenção dos ministérios do PSD, que tem candidato no Estado.

Até chover

Máxima em Brasília diz que quando os parlamentares querem, até chove. Esta semana, para adiantar tramitação do projeto da escala 6x1, a Câmara dos Deputados terá até raríssima sessão sexta-feira.

Desânimo

Mais da metade dos pequenos e médios empresários, 52,3%, não parecem lá muito animados com o Dia das Mães. O grupo, aponta a Serasa Experian, não vai realizar nenhuma ação específica para a data.

Remarca aí

Com pouca chance de sair alguma coisa, a reunião da lulista Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que ouviria Gabriel Galípolo ontem (5), não rolou. O presidente do Banco Central teve um mal-estar e não foi

Vermelho no CNJ

O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) disse que representou contra o presidente do TST no Conselho Nacional de Justiça. Luiz Philippe Vieira de Mello Filho se declarou “vermelho” em sessão da Corte.

Ajuda

Com 27 cidades pernambucanas castigadas pela chuva, a governadora Raquel Lyra (PSD) amanheceu em Brasília com o pires na mão para salvar os municípios. A meta é conseguir R$6,3 bilhões da União.

Crescemos!

Com todo vigor de quem tem 28 anos, a coluna cresceu e estreou no tradicional Diário do Comércio, que se soma a mais de 20 jornais pelo Brasil que reproduzem a Coluna Cláudio Humberto.

Volta à cena

Depois de José Dirceu, que se enrolou no Mensalão e no Petrolão, outro distinto petista vai tentar candidatura à Câmara. É o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, que até puxou cana no Mensalão e na Lava Jato.

Só problema

A preocupação com as Bets chegou à Associação Brasileira da Indústrias Exportadoras de Carne. A gastança com a jogatina já compromete a renda familiar e impacta o consumo de alimentos, como carne bovina.

Pergunta suprema

O TST é a única Corte que tem ministros “vermelhos”?

PODER SEM PUDOR

Dos Thales, o maior

Dois gigantes do colunismo político, os saudosos Carlos Castello Branco, do Jornal do Brasil, e Luiz Recena, do Jornal de Brasília, compartilhavam do privilégio de terem como fonte o deputado pernambucano Thales Ramalho. Certa vez, em resposta a notícias da escolha do conterrâneo Fernando Lyra para o ministério de Tancredo Neves, Thales perpetrou uma maldade que era também uma grande injustiça: “Fernando não pode ser ministro da Justiça porque é um analfabeto.” Certa sexta-feira, já recomposto com Lyra, ele surpreendeu: “Castello, escreva pra domingo: Fernando será ministro da Justiça.” Castelinho cobrou: “Pô, Thales, ele não era um analfabeto?” A resposta saiu na bucha: “Alfabetizou-se esta semana, Castello...”. Depois ligou para Recena: “Escreva isto também, vá que o Castello esqueça...”

CLAÚDIO HUMBERTO

"Não desistimos da anistia. Seguiremos até o fim"

Deputada Rosângela Moro (PL-SP) garante defesa projeto de anistia aos presos do 8/jan

04/05/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

Continue Lendo...

Emendas do relator da 6x1 ‘desenrolam’ em abril

A coluna adiantou que o Palácio do Planalto trabalhava diuturnamente para derrubar Paulo Azi (União-BA) da relatoria do projeto sobre o fim da escala 6 por 1 e, de quebra, também melava os planos de Paulinho da Força (Solidariedade-SP) de assumir a vaga. Não deu outra. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), passou a relatoria para o Leo Prates (BA), que anunciou a troca do PDT para o Republicanos. Para fechar, deu a presidência da comissão especial para o PT.

Pé na tábua

Dias antes de anunciar Prates na relatoria, o governo resolveu andar com as emendas do agora relator do projeto que Lula tenta se aproveitar.

Separa a grana

Foram mais de R$22,6 milhões empenhados, ou seja, reservou a grana no orçamento para pagar as indicações do deputado baiano.

Modo turbo

Curiosamente, os valores não andaram em 2026. Todo montante só ganhou tração em abril, mês em que Prates foi “revelado” relator.

Capital eleitoral

A última movimentação ocorreu dia 23, dias antes de o deputado ser publicizado como relator do projeto que Lula quer colar a imagem.

Impostômetro: R$1,4 trilhão tomados dos brasileiros

A partir desta segunda-feira (4), os pagadores de impostos brasileiros já amargam mais de R$1,45 trilhão pagos em impostos, em 2026. A conta é da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), através da ferramenta “Impostômetro”. Só no mês de abril, foram tomados da população cerca de R$360 bilhões, aumento de 13% em relação a março, que já foi considerado recorde histórico no volume de taxas cobradas para o mês.

Nunca antes

Em média, o pagador de impostos bancou R$12 bilhões por dia, durante o mês de abril. É o maior nível da História.

Só paulistas

Apenas o estado de São Paulo respondeu por R$504 bilhões pagos em impostos, entre 1º de janeiro e 1º de maio, este ano.

Só aumenta

A arrecadação dos governos municipais, estaduais e federal cresceu 2,9% em 2026 em comparação com o ano passado, aponta a ACSP.

Crescimento rápido

Até o próximo dia 10 de maio, deve passar dos R$1,5 trilhão o valor dos impostos tomados dos brasileiros, apenas em 2026, segundo o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo.

Passem no RH

Deve sair esta semana a lista com exonerações prometidas pelo governo de (centenas) de cargos do PSD e MDB, que têm até ministérios, e também de aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Interminável

Está longe do fim o processo sobre a quebradeira do 8 de janeiro de 2023. Pelo balanço do gabinete do ministro Alexandre de Moraes (STF), foram 1.878 denúncias e 177 investigações ainda estão em andamento.

Repeteco

O senador Weverton Rocha (PDT-MA), investigado por ligações com o Careca do INSS, foi relator das duas últimas indicações de Lula para ministros ao STF: Flávio Dino e Jorge Messias, o primeiro rejeitado.

Mecânico agradece

Com a gasolina sendo cada vez menos gasolina, Lula anuncia nesta semana mais uma lapada de etanol na mistureba. O percentual de etanol vai subir de 30% para 32%. O diesel passa a ter 16% de biodiesel.

Coincidência

Os R$12 bilhões em emendas liberadas por Lula antes das votações no Congresso equivalem ao valor tomado pelo governo dos pagadores de impostos – por dia – em abril. Não deu certo.

Nem aviãozinho, nem avião

A CCJ da Câmara aprovou o projeto que endurece as penas para tráfico de drogas com uso de aeronaves, prevendo punição de 10 a 20 anos de prisão. O texto segue para votação no Plenário.

Da tela ao papel

A Suécia já substitui tablets e telas por livros, papel e caneta, nas salas de aula, após a queda vexatória nos rankings de educação que liderava antes. Um quarto dos alunos nem atingem nível básico de compreensão.

Pensando bem...

...todos de olho no placar, mas sem Copa do Mundo.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Elogio tem limite

O falecido ministro Djaci Falcão dignificou o Supremo Tribunal Federal pelo saber jurídico e também pelo rigor. Mas, certa vez, em 1985, surpreendeu ao reconsiderar um despacho para atender a um agravo regimental de um jovem e cabeludo advogado, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que chamava a atenção também pelos trajes, que não eram exatamente os mais discretos. Falcão chamou o assessor Marcos Chaves e ditou novo despacho, com elogios à petição e ao advogado. Chaves ponderou: “Ministro, este advogado é aquele dos ternos estranhos e das gravatas que o senhor não gosta”. Djaci Falcão respondeu com seu melhor sotaque pernambucano: “Ritire os elogios...”.

Giba Um

"Lutei o bom combate, como todo cristão. Minha história não acaba aqui. Tenho 46 anos, currículo...

...e uma vida limpa. Passei por cinco meses de desconstrução de imagem; com toda sorte de mentiras ocorreu para me desconstruir. Sabemos quem promoveu tudo isso", de Jorge Messias (AGU), sem citar Davi Alcolumbre

04/05/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

Continue Lendo...

Aliados de Flávio Bolsonaro têm questionado, nos bastidores, o papel de seu amigo Marcello Lopes na pré-campanha. O ex-policial civil trabalhou em um governo do PT no DF (Agnelo Queiroz ) e é dono de uma agência de publicidade que atende o BRB, envolvido na fraude do Master, Foi investigado pela PF por interceptação de e-mails de adversários e foi exonerado da Casa Militar.

MAIS: Lopes tem dito que sua atuação tem sido apenas de contribuição, ideias e apoio estratégico. Pode haver, contudo, participação mais efetiva. Se acontecer, avisa que se licenciará da presidência de sua empresa. E, sobre as críticas do PL, Marcello afirma que "não me parece produtivo nem proporcional ao que de fato está acontecendo". O candidato Flávio gosta de ter Marcello a seu lado e ouve suas ideias.

Giba Um

Momento mãe

A coragem é o princípio que guia a vida da atriz e modelo Camila Queiroz, e isso não é mera coincidência, pois ela a estampou em uma tatuagem em seu braço. Aos 14 anos, saiu de Ribeirão Preto para São Paulo após vencer um concurso e começar na moda. Vieram Japão, Nova York e, aos 21, o retorno ao Brasil para brilhar em Verdades Secretas. Desde então, construiu uma carreira sólida na TV e no streaming. Hoje, perto dos 33, vive um novo capítulo: a maternidade. Clara, sua filha com Klebber Toledo, nasceu em dezembro de 2025. Camila, que se afastou das redes para viver tudo de perto, neste mês aparece graciosamente na capa e nas páginas da Marie Claire Brasil, ao lado da filha. “Consegui estar presente em todos os dias da vidinha dela”. E resume o sentimento: “É muito maior do que eu imaginava”. A maternidade sempre esteve ali. “Eu sempre quis ser mãe”. Mas ela esperou o momento certo, equilibrando sonhos e carreira. Sobre voltar à forma física, fala com sinceridade: “Demoramos dez meses para formar um bebê. Por que voltar ao corpo antes em dois?”. Ao lado de Klebber, que divide de verdade os cuidados, Camila também reconhece seus privilégios e a importância de apoio. Entre pausas e novos projetos, ela redescobre quem é. “Hoje eu sou a mãe da Clara. Ainda estou voltando a ser a Camila”. Sem pressa, reorganiza sua trajetória profissional, conciliando grandes produções, como as gravações de Casamento às Cegas e, em breve, a sequência de Beleza Fatal. A diferença agora reside no critério de escolha: os projetos precisam se ajustar ao seu novo estilo de vida. O amor pelo ofício, porém, continua sendo sua maior motivação. “Eu amo trabalhar. Isso me mantém viva, é um combustível absurdo para mim”.

Messias: derrota estava planejada

Depois de cinco meses sem conversar com Lula, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, esteve ao lado do presidente em dois eventos (e conversou com o então indicado Jorge Messias uma única vez, às escondidas), ouviu governistas e até religiosos, dando a impressão de que poderia ajudar na eleição do advogado-geral da União para o STF. Ledo engano: Alcolumbre nunca desculpou Lula por não ter avisado que indicaria Jorge Messias, sabendo que o presidente do Senado queria Rodrigo Pacheco. Resumo da ópera: estava tudo cuidadosamente planejado, até mesmo os votos da CCJ. Agora, muitos acham que a derrota de Messias deve abrir caminho para que o próximo presidente da República possa indicar quatro nomes para compor o Supremo, mudando a correlação de forças que hoje existe no tribunal. Interlocutores de Alcolumbre acham que ele só analisaria um novo nome depois das eleições. De uma coisa ele tem certeza: Lula jamais indicaria Rodrigo Pacheco. Sorria como sujeição à chantagem de Alcolumbre. E Bruno Dantas, outro nome de que o presidente gosta, enfrentaria resistências: o ministro do Tribunal de Contas da União é próximo a senadores do MDB. A oposição prefere que Lula deixe a indicação para o próximo governo. Seria uma capitulação, já que Lula é candidato ao quarto mandato.

Primeiro a sair

No terceiro mandato, Lula sofreu uma derrota inédita nos últimos 132 anos. Desde 1894, na gestão de Floriano Peixoto, o Senado não rejeitava um indicado ao Supremo. Nos corredores do Congresso, uma das planilhas que circulavam entre lulistas contabilizava votos inexistentes a favor de Messias. Um deles era do senador Alessandro Vieira, defensor da Lava Jato e crítico do Supremo. Algumas defecções eram visíveis. Preterido por Lula, Rodrigo Pacheco foi o primeiro senador a deixar o plenário, assim que o painel foi aberto. Preferia não participar do resultado planejado por seu amigo pessoal Davi Alcolumbre. Derrota anunciada, muitos aliados defendem que Lula demita todos os indicados por Alcolumbre, mesmo sabendo dos riscos: ele comanda a Casa.

Giba Um

Se valorizando

Quando Meryl Streep ofereceu sua performance icônica como a temível Miranda Priestly em O Diabo Veste Prada, lançado em 2006, parecia que o destino estava traçado. No entanto, a realidade poderia ter sido bem diferente. Antes do “sim”, veio um sonoro “não”. E não por drama, mas por valor. “Eu sabia que seria um sucesso. Li o roteiro e era ótimo”. Assim, mesmo ao receber a proposta inicial, ela não hesitou em declinar: “Eles me ligaram com uma oferta e eu disse: ‘Não. Eu não vou fazer isso’”. Na época com 56 anos, já consagrada, fez algo simples e poderoso: posicionou-se. Em um mercado que muitas vezes subestima mulheres maduras, Meryl decidiu testar até onde iam. “Eu queria ver se, ao dobrar meu pedido, eles aceitariam. Eu senti que eles precisavam de mim”. E aceitaram. Resultado? Um novo contrato milionário, um cachê na casa dos US$ 4 milhões. Mas nem tudo era confiança absoluta. “Eu já me considerava velha, pronta para me aposentar”, admitiu. Mas completou com firmeza: “Eu queria o papel, mas, se não aceitassem, tudo bem”. O detalhe é que o projeto só saiu do papel de fato depois que ela disse o “sim” final. O desfecho, todos sabem: um fenômeno mundial, muitos prêmios e uma personagem inesquecível, com uma sequência lançada 20 anos depois — tudo fruto de um “não” decidido.

Giba Um

"Jogando parado"

Muita gente acha que Flávio Bolsonaro parece não estar se mexendo desde que foi lançado candidato a presidente em dezembro do ano passado. Um integrante de sua campanha, de total confiança do candidato, não esconde: "Enquanto o PT estiver nos ajudando, o Flávio vai continuar jogando parado. Mas todo cuidado é pouco. Está tudo no piloto automático. O problema é se, de repente, cair um raio na asa, porque o avião está sem piloto para enfrentar uma crise".

"Novo Desenrola"

O programa do governo para aliviar as dívidas dos brasileiros, que o presidente Lula deve lançar esta semana, começou sendo chamado de "Desenrola 2", mas já virou "Novo Desenrola". O governo Lula deve aportar entre R$ 8 bilhões e R$ 9 bilhões ao Fundo Garantidor de Operações (FGO) para cobrir eventuais calotes na renegociação das dívidas. Estima-se que sejam liberados de R$ 4 bilhões a R$ 7 bilhões do FGTS para o público elegível, com o objetivo de saldar os compromissos com os bancos. Paralelamente, discute-se um modelo que dê alívio às micro, pequenas e médias empresas que registram taxa de inadimplência de 6%, o maior patamar registrado pelo BC.

Pérola

"Lutei o bom combate, como todo cristão. Minha história não acaba aqui. Tenho 46 anos, currículo e uma vida limpa. Passei por cinco meses de desconstrução de imagem; com toda sorte de mentiras ocorreu para me desconstruir. Sabemos quem promoveu tudo isso",

de Jorge Messias (AGU), sem citar Davi Alcolumbre.

Transparência

Se Jorge Messias saísse vitorioso na votação do Senado, na semana passada, Edson Fachin, presidente do Supremo, poderia contabilizá-lo como mais um integrante da Corte favorável à implantação de código de conduta, sem aspas. Ou seja, normas que incluam, por exemplo, a transparência total em torno da remuneração de um ministro ao cobrar por uma palestra (alguns ministros acham que, por segurança, esse dado deve permanecer secreto). Messias, a propósito, não é do time de palestras pagas. Ainda assim, os contrários à transparência sobre seus ganhos continuarão sendo maioria: serão seis entre os 11 ministros.

Líder das pesquisas

Líder na corrida pelo Senado em São Paulo, de acordo com a nova pesquisa Genial/Quaest, a ex-ministra Simone Tebet (PSB) já descartou a possibilidade de concorrer ao cargo de vice-governadora na chapa de Fernando Haddad. Ela diz que, eleita senadora no Mato Grosso do Sul em 2014, agora é a "hora de ampliar horizontes". A pesquisa mostrou Tebet com 14% das intenções de voto e, em um cenário com menos nomes, ela chega a 15%. Em segundo, Márcio França (PSB) e, em terceiro (sem França), Marina Silva (Rede). Detalhe: França não topa a ideia de ser vice de Haddad, o que ele queria fazer com Simone, que tem sua candidatura já acertada pela cúpula do PSB.

Contratos já existentes 1

Sem grandes leilões previstos para 2026, o governador Tarcísio de Freitas trabalha para evitar um vácuo na agenda de infraestrutura, área em que nada de braçadas. A estratégia, agora, passa menos por novos leilões e mais por extrair investimentos adicionais dos contratos já existentes. A orientação é intensificar as tratativas com concessionárias para destravar projetos de expansão e antecipar aportes relevantes. Interlocutores do setor estimam que o valor pode chegar a R$ 20 bilhões.

Contratos já existentes 2

Em ano de campanha à reeleição, essa é uma boa quantia para se alardear. Um dos principais focos dessa agenda é a negociação com a Ecorodovias em torno da construção de uma terceira pista do Sistema Imigrantes. O projeto, ainda em fase de estudos e modelagens, é tratado como uma das iniciativas prioritárias do governo paulista para ampliar a capacidade de ligação entre a capital e o litoral. As estimativas apontam para um investimento entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões.

Ameaça de implosão 1

A derrota de Lula, com a recusa do Senado à indicação de Jorge Messias, pode provocar uma implosão no núcleo de articulação política do governo. Na semana passada, depois de votações, já se falava no Planalto da possibilidade de substituição de Randolfe Rodrigues (PT-AP) na liderança do governo no Congresso. A rejeição a Messias pode funcionar como catalisador de uma insatisfação que já vinha se acumulando na base governista. O nome de Randolfe é visto por muitos como um líder que não lidera.

Ameaça de implosão 2

Randolfe já foi alvo de críticas em outros episódios de desarticulação. O mais recente foi a CPMI do INSS, quando o governo perdeu o comando da comissão para a oposição. Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, foi eleito presidente do colegiado por 17 votos a 14, em uma derrota que atingiu diretamente o Planalto e o próprio presidente do Senado. Randolfe admitiu que "entrou de salto alto" e "subestimou o adversário". Ele também foi criticado por dificuldades em construir acordos para análise de vetos presidenciais. A pressão contra ele tende a vir de mais de um flanco. O primeiro é o ministro da Secretaria das Relações Institucionais, José Guimarães.

Mistura Fina

Escolhido pelo ex-governador Romeu Zema (Novo) como seu candidato à sucessão em Minas Gerais, o atual governador Mateus Simões (Novo) enfrenta desafios na corrida à reeleição e, por enquanto, aparece na quarta posição entre os principais nomes colocados no pleito (tem 4% das intenções de voto). O baixo desempenho se soma a uma piora captada na pesquisa Genial/Quaest na aprovação do governo Zema entre eleitores mineiros.

Simões assumiu em março, após Zema se desincompatibilizar do cargo para disputar a Presidência. O levantamento mostra que 68% dos entrevistados afirmam não conhecer o atual chefe do Executivo mineiro a cinco meses do pleito. O índice supera o registrado pelos principais rivais, que têm taxas de desconhecimento entre 31%, caso do ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), e 41%, caso do senador Cletinho (Republicanos), que lidera a disputa em diversos cenários. Rodrigo Pacheco tem 23%.

O Brasil é o país do "footwashing": ao renovar a parceria com o Flamengo até 2029, o BRB ganha um lugar de destaque no escrete de instituições financeiras encalacradas que tentaram higienizar sua reputação unindo-se a clubes de futebol. Outro exemplo é o da Fictor, que se notabilizou pela suposta compra do Banco Master. Em março de 2025, o grupo firmou um acordo de patrocínio com o Palmeiras no valor de R$ 30 milhões. Menos de um ano depois, o contrato foi rompido na esteira da recuperação judicial e de denúncias de irregularidades.

E mais: a bola rola e parece repetir o passado. Mesmo depois de ser tragado pelo escândalo do Master e de receber um aporte emergencial de R$ 8,8 bilhões, o BRB decidiu estender a linha com o Flamengo, um acordo de R$ 42 milhões por meio do banco digital Nação BRB Fla, o que beira o surrealismo do terreno.

In - Salada de folhas verdes (mix de alface, rúcula, agrião)
Out - Salada de brotos (alfafa, feijão, lentilha, quinoa etc.)

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).