Aliados de Flávio Bolsonaro têm questionado, nos bastidores, o papel de seu amigo Marcello Lopes na pré-campanha. O ex-policial civil trabalhou em um governo do PT no DF (Agnelo Queiroz ) e é dono de uma agência de publicidade que atende o BRB, envolvido na fraude do Master, Foi investigado pela PF por interceptação de e-mails de adversários e foi exonerado da Casa Militar.
MAIS: Lopes tem dito que sua atuação tem sido apenas de contribuição, ideias e apoio estratégico. Pode haver, contudo, participação mais efetiva. Se acontecer, avisa que se licenciará da presidência de sua empresa. E, sobre as críticas do PL, Marcello afirma que "não me parece produtivo nem proporcional ao que de fato está acontecendo". O candidato Flávio gosta de ter Marcello a seu lado e ouve suas ideias.

Momento mãe
A coragem é o princípio que guia a vida da atriz e modelo Camila Queiroz, e isso não é mera coincidência, pois ela a estampou em uma tatuagem em seu braço. Aos 14 anos, saiu de Ribeirão Preto para São Paulo após vencer um concurso e começar na moda. Vieram Japão, Nova York e, aos 21, o retorno ao Brasil para brilhar em Verdades Secretas. Desde então, construiu uma carreira sólida na TV e no streaming. Hoje, perto dos 33, vive um novo capítulo: a maternidade. Clara, sua filha com Klebber Toledo, nasceu em dezembro de 2025. Camila, que se afastou das redes para viver tudo de perto, neste mês aparece graciosamente na capa e nas páginas da Marie Claire Brasil, ao lado da filha. “Consegui estar presente em todos os dias da vidinha dela”. E resume o sentimento: “É muito maior do que eu imaginava”. A maternidade sempre esteve ali. “Eu sempre quis ser mãe”. Mas ela esperou o momento certo, equilibrando sonhos e carreira. Sobre voltar à forma física, fala com sinceridade: “Demoramos dez meses para formar um bebê. Por que voltar ao corpo antes em dois?”. Ao lado de Klebber, que divide de verdade os cuidados, Camila também reconhece seus privilégios e a importância de apoio. Entre pausas e novos projetos, ela redescobre quem é. “Hoje eu sou a mãe da Clara. Ainda estou voltando a ser a Camila”. Sem pressa, reorganiza sua trajetória profissional, conciliando grandes produções, como as gravações de Casamento às Cegas e, em breve, a sequência de Beleza Fatal. A diferença agora reside no critério de escolha: os projetos precisam se ajustar ao seu novo estilo de vida. O amor pelo ofício, porém, continua sendo sua maior motivação. “Eu amo trabalhar. Isso me mantém viva, é um combustível absurdo para mim”.
Messias: derrota estava planejada
Depois de cinco meses sem conversar com Lula, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, esteve ao lado do presidente em dois eventos (e conversou com o então indicado Jorge Messias uma única vez, às escondidas), ouviu governistas e até religiosos, dando a impressão de que poderia ajudar na eleição do advogado-geral da União para o STF. Ledo engano: Alcolumbre nunca desculpou Lula por não ter avisado que indicaria Jorge Messias, sabendo que o presidente do Senado queria Rodrigo Pacheco. Resumo da ópera: estava tudo cuidadosamente planejado, até mesmo os votos da CCJ. Agora, muitos acham que a derrota de Messias deve abrir caminho para que o próximo presidente da República possa indicar quatro nomes para compor o Supremo, mudando a correlação de forças que hoje existe no tribunal. Interlocutores de Alcolumbre acham que ele só analisaria um novo nome depois das eleições. De uma coisa ele tem certeza: Lula jamais indicaria Rodrigo Pacheco. Sorria como sujeição à chantagem de Alcolumbre. E Bruno Dantas, outro nome de que o presidente gosta, enfrentaria resistências: o ministro do Tribunal de Contas da União é próximo a senadores do MDB. A oposição prefere que Lula deixe a indicação para o próximo governo. Seria uma capitulação, já que Lula é candidato ao quarto mandato.
Primeiro a sair
No terceiro mandato, Lula sofreu uma derrota inédita nos últimos 132 anos. Desde 1894, na gestão de Floriano Peixoto, o Senado não rejeitava um indicado ao Supremo. Nos corredores do Congresso, uma das planilhas que circulavam entre lulistas contabilizava votos inexistentes a favor de Messias. Um deles era do senador Alessandro Vieira, defensor da Lava Jato e crítico do Supremo. Algumas defecções eram visíveis. Preterido por Lula, Rodrigo Pacheco foi o primeiro senador a deixar o plenário, assim que o painel foi aberto. Preferia não participar do resultado planejado por seu amigo pessoal Davi Alcolumbre. Derrota anunciada, muitos aliados defendem que Lula demita todos os indicados por Alcolumbre, mesmo sabendo dos riscos: ele comanda a Casa.

Se valorizando
Quando Meryl Streep ofereceu sua performance icônica como a temível Miranda Priestly em O Diabo Veste Prada, lançado em 2006, parecia que o destino estava traçado. No entanto, a realidade poderia ter sido bem diferente. Antes do “sim”, veio um sonoro “não”. E não por drama, mas por valor. “Eu sabia que seria um sucesso. Li o roteiro e era ótimo”. Assim, mesmo ao receber a proposta inicial, ela não hesitou em declinar: “Eles me ligaram com uma oferta e eu disse: ‘Não. Eu não vou fazer isso’”. Na época com 56 anos, já consagrada, fez algo simples e poderoso: posicionou-se. Em um mercado que muitas vezes subestima mulheres maduras, Meryl decidiu testar até onde iam. “Eu queria ver se, ao dobrar meu pedido, eles aceitariam. Eu senti que eles precisavam de mim”. E aceitaram. Resultado? Um novo contrato milionário, um cachê na casa dos US$ 4 milhões. Mas nem tudo era confiança absoluta. “Eu já me considerava velha, pronta para me aposentar”, admitiu. Mas completou com firmeza: “Eu queria o papel, mas, se não aceitassem, tudo bem”. O detalhe é que o projeto só saiu do papel de fato depois que ela disse o “sim” final. O desfecho, todos sabem: um fenômeno mundial, muitos prêmios e uma personagem inesquecível, com uma sequência lançada 20 anos depois — tudo fruto de um “não” decidido.

"Jogando parado"
Muita gente acha que Flávio Bolsonaro parece não estar se mexendo desde que foi lançado candidato a presidente em dezembro do ano passado. Um integrante de sua campanha, de total confiança do candidato, não esconde: "Enquanto o PT estiver nos ajudando, o Flávio vai continuar jogando parado. Mas todo cuidado é pouco. Está tudo no piloto automático. O problema é se, de repente, cair um raio na asa, porque o avião está sem piloto para enfrentar uma crise".
"Novo Desenrola"
O programa do governo para aliviar as dívidas dos brasileiros, que o presidente Lula deve lançar esta semana, começou sendo chamado de "Desenrola 2", mas já virou "Novo Desenrola". O governo Lula deve aportar entre R$ 8 bilhões e R$ 9 bilhões ao Fundo Garantidor de Operações (FGO) para cobrir eventuais calotes na renegociação das dívidas. Estima-se que sejam liberados de R$ 4 bilhões a R$ 7 bilhões do FGTS para o público elegível, com o objetivo de saldar os compromissos com os bancos. Paralelamente, discute-se um modelo que dê alívio às micro, pequenas e médias empresas que registram taxa de inadimplência de 6%, o maior patamar registrado pelo BC.
Pérola
"Lutei o bom combate, como todo cristão. Minha história não acaba aqui. Tenho 46 anos, currículo e uma vida limpa. Passei por cinco meses de desconstrução de imagem; com toda sorte de mentiras ocorreu para me desconstruir. Sabemos quem promoveu tudo isso",
de Jorge Messias (AGU), sem citar Davi Alcolumbre.
Transparência
Se Jorge Messias saísse vitorioso na votação do Senado, na semana passada, Edson Fachin, presidente do Supremo, poderia contabilizá-lo como mais um integrante da Corte favorável à implantação de código de conduta, sem aspas. Ou seja, normas que incluam, por exemplo, a transparência total em torno da remuneração de um ministro ao cobrar por uma palestra (alguns ministros acham que, por segurança, esse dado deve permanecer secreto). Messias, a propósito, não é do time de palestras pagas. Ainda assim, os contrários à transparência sobre seus ganhos continuarão sendo maioria: serão seis entre os 11 ministros.
Líder das pesquisas
Líder na corrida pelo Senado em São Paulo, de acordo com a nova pesquisa Genial/Quaest, a ex-ministra Simone Tebet (PSB) já descartou a possibilidade de concorrer ao cargo de vice-governadora na chapa de Fernando Haddad. Ela diz que, eleita senadora no Mato Grosso do Sul em 2014, agora é a "hora de ampliar horizontes". A pesquisa mostrou Tebet com 14% das intenções de voto e, em um cenário com menos nomes, ela chega a 15%. Em segundo, Márcio França (PSB) e, em terceiro (sem França), Marina Silva (Rede). Detalhe: França não topa a ideia de ser vice de Haddad, o que ele queria fazer com Simone, que tem sua candidatura já acertada pela cúpula do PSB.
Contratos já existentes 1
Sem grandes leilões previstos para 2026, o governador Tarcísio de Freitas trabalha para evitar um vácuo na agenda de infraestrutura, área em que nada de braçadas. A estratégia, agora, passa menos por novos leilões e mais por extrair investimentos adicionais dos contratos já existentes. A orientação é intensificar as tratativas com concessionárias para destravar projetos de expansão e antecipar aportes relevantes. Interlocutores do setor estimam que o valor pode chegar a R$ 20 bilhões.
Contratos já existentes 2
Em ano de campanha à reeleição, essa é uma boa quantia para se alardear. Um dos principais focos dessa agenda é a negociação com a Ecorodovias em torno da construção de uma terceira pista do Sistema Imigrantes. O projeto, ainda em fase de estudos e modelagens, é tratado como uma das iniciativas prioritárias do governo paulista para ampliar a capacidade de ligação entre a capital e o litoral. As estimativas apontam para um investimento entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões.
Ameaça de implosão 1
A derrota de Lula, com a recusa do Senado à indicação de Jorge Messias, pode provocar uma implosão no núcleo de articulação política do governo. Na semana passada, depois de votações, já se falava no Planalto da possibilidade de substituição de Randolfe Rodrigues (PT-AP) na liderança do governo no Congresso. A rejeição a Messias pode funcionar como catalisador de uma insatisfação que já vinha se acumulando na base governista. O nome de Randolfe é visto por muitos como um líder que não lidera.
Ameaça de implosão 2
Randolfe já foi alvo de críticas em outros episódios de desarticulação. O mais recente foi a CPMI do INSS, quando o governo perdeu o comando da comissão para a oposição. Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, foi eleito presidente do colegiado por 17 votos a 14, em uma derrota que atingiu diretamente o Planalto e o próprio presidente do Senado. Randolfe admitiu que "entrou de salto alto" e "subestimou o adversário". Ele também foi criticado por dificuldades em construir acordos para análise de vetos presidenciais. A pressão contra ele tende a vir de mais de um flanco. O primeiro é o ministro da Secretaria das Relações Institucionais, José Guimarães.
Mistura Fina
Escolhido pelo ex-governador Romeu Zema (Novo) como seu candidato à sucessão em Minas Gerais, o atual governador Mateus Simões (Novo) enfrenta desafios na corrida à reeleição e, por enquanto, aparece na quarta posição entre os principais nomes colocados no pleito (tem 4% das intenções de voto). O baixo desempenho se soma a uma piora captada na pesquisa Genial/Quaest na aprovação do governo Zema entre eleitores mineiros.
Simões assumiu em março, após Zema se desincompatibilizar do cargo para disputar a Presidência. O levantamento mostra que 68% dos entrevistados afirmam não conhecer o atual chefe do Executivo mineiro a cinco meses do pleito. O índice supera o registrado pelos principais rivais, que têm taxas de desconhecimento entre 31%, caso do ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), e 41%, caso do senador Cletinho (Republicanos), que lidera a disputa em diversos cenários. Rodrigo Pacheco tem 23%.
O Brasil é o país do "footwashing": ao renovar a parceria com o Flamengo até 2029, o BRB ganha um lugar de destaque no escrete de instituições financeiras encalacradas que tentaram higienizar sua reputação unindo-se a clubes de futebol. Outro exemplo é o da Fictor, que se notabilizou pela suposta compra do Banco Master. Em março de 2025, o grupo firmou um acordo de patrocínio com o Palmeiras no valor de R$ 30 milhões. Menos de um ano depois, o contrato foi rompido na esteira da recuperação judicial e de denúncias de irregularidades.
E mais: a bola rola e parece repetir o passado. Mesmo depois de ser tragado pelo escândalo do Master e de receber um aporte emergencial de R$ 8,8 bilhões, o BRB decidiu estender a linha com o Flamengo, um acordo de R$ 42 milhões por meio do banco digital Nação BRB Fla, o que beira o surrealismo do terreno.
In - Salada de folhas verdes (mix de alface, rúcula, agrião)
Out - Salada de brotos (alfafa, feijão, lentilha, quinoa etc.)




