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Giba Um

"Lutei o bom combate, como todo cristão. Minha história não acaba aqui. Tenho 46 anos, currículo...

...e uma vida limpa. Passei por cinco meses de desconstrução de imagem; com toda sorte de mentiras ocorreu para me desconstruir. Sabemos quem promoveu tudo isso", de Jorge Messias (AGU), sem citar Davi Alcolumbre

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Aliados de Flávio Bolsonaro têm questionado, nos bastidores, o papel de seu amigo Marcello Lopes na pré-campanha. O ex-policial civil trabalhou em um governo do PT no DF (Agnelo Queiroz ) e é dono de uma agência de publicidade que atende o BRB, envolvido na fraude do Master, Foi investigado pela PF por interceptação de e-mails de adversários e foi exonerado da Casa Militar.

MAIS: Lopes tem dito que sua atuação tem sido apenas de contribuição, ideias e apoio estratégico. Pode haver, contudo, participação mais efetiva. Se acontecer, avisa que se licenciará da presidência de sua empresa. E, sobre as críticas do PL, Marcello afirma que "não me parece produtivo nem proporcional ao que de fato está acontecendo". O candidato Flávio gosta de ter Marcello a seu lado e ouve suas ideias.

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Momento mãe

A coragem é o princípio que guia a vida da atriz e modelo Camila Queiroz, e isso não é mera coincidência, pois ela a estampou em uma tatuagem em seu braço. Aos 14 anos, saiu de Ribeirão Preto para São Paulo após vencer um concurso e começar na moda. Vieram Japão, Nova York e, aos 21, o retorno ao Brasil para brilhar em Verdades Secretas. Desde então, construiu uma carreira sólida na TV e no streaming. Hoje, perto dos 33, vive um novo capítulo: a maternidade. Clara, sua filha com Klebber Toledo, nasceu em dezembro de 2025. Camila, que se afastou das redes para viver tudo de perto, neste mês aparece graciosamente na capa e nas páginas da Marie Claire Brasil, ao lado da filha. “Consegui estar presente em todos os dias da vidinha dela”. E resume o sentimento: “É muito maior do que eu imaginava”. A maternidade sempre esteve ali. “Eu sempre quis ser mãe”. Mas ela esperou o momento certo, equilibrando sonhos e carreira. Sobre voltar à forma física, fala com sinceridade: “Demoramos dez meses para formar um bebê. Por que voltar ao corpo antes em dois?”. Ao lado de Klebber, que divide de verdade os cuidados, Camila também reconhece seus privilégios e a importância de apoio. Entre pausas e novos projetos, ela redescobre quem é. “Hoje eu sou a mãe da Clara. Ainda estou voltando a ser a Camila”. Sem pressa, reorganiza sua trajetória profissional, conciliando grandes produções, como as gravações de Casamento às Cegas e, em breve, a sequência de Beleza Fatal. A diferença agora reside no critério de escolha: os projetos precisam se ajustar ao seu novo estilo de vida. O amor pelo ofício, porém, continua sendo sua maior motivação. “Eu amo trabalhar. Isso me mantém viva, é um combustível absurdo para mim”.

Messias: derrota estava planejada

Depois de cinco meses sem conversar com Lula, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, esteve ao lado do presidente em dois eventos (e conversou com o então indicado Jorge Messias uma única vez, às escondidas), ouviu governistas e até religiosos, dando a impressão de que poderia ajudar na eleição do advogado-geral da União para o STF. Ledo engano: Alcolumbre nunca desculpou Lula por não ter avisado que indicaria Jorge Messias, sabendo que o presidente do Senado queria Rodrigo Pacheco. Resumo da ópera: estava tudo cuidadosamente planejado, até mesmo os votos da CCJ. Agora, muitos acham que a derrota de Messias deve abrir caminho para que o próximo presidente da República possa indicar quatro nomes para compor o Supremo, mudando a correlação de forças que hoje existe no tribunal. Interlocutores de Alcolumbre acham que ele só analisaria um novo nome depois das eleições. De uma coisa ele tem certeza: Lula jamais indicaria Rodrigo Pacheco. Sorria como sujeição à chantagem de Alcolumbre. E Bruno Dantas, outro nome de que o presidente gosta, enfrentaria resistências: o ministro do Tribunal de Contas da União é próximo a senadores do MDB. A oposição prefere que Lula deixe a indicação para o próximo governo. Seria uma capitulação, já que Lula é candidato ao quarto mandato.

Primeiro a sair

No terceiro mandato, Lula sofreu uma derrota inédita nos últimos 132 anos. Desde 1894, na gestão de Floriano Peixoto, o Senado não rejeitava um indicado ao Supremo. Nos corredores do Congresso, uma das planilhas que circulavam entre lulistas contabilizava votos inexistentes a favor de Messias. Um deles era do senador Alessandro Vieira, defensor da Lava Jato e crítico do Supremo. Algumas defecções eram visíveis. Preterido por Lula, Rodrigo Pacheco foi o primeiro senador a deixar o plenário, assim que o painel foi aberto. Preferia não participar do resultado planejado por seu amigo pessoal Davi Alcolumbre. Derrota anunciada, muitos aliados defendem que Lula demita todos os indicados por Alcolumbre, mesmo sabendo dos riscos: ele comanda a Casa.

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Se valorizando

Quando Meryl Streep ofereceu sua performance icônica como a temível Miranda Priestly em O Diabo Veste Prada, lançado em 2006, parecia que o destino estava traçado. No entanto, a realidade poderia ter sido bem diferente. Antes do “sim”, veio um sonoro “não”. E não por drama, mas por valor. “Eu sabia que seria um sucesso. Li o roteiro e era ótimo”. Assim, mesmo ao receber a proposta inicial, ela não hesitou em declinar: “Eles me ligaram com uma oferta e eu disse: ‘Não. Eu não vou fazer isso’”. Na época com 56 anos, já consagrada, fez algo simples e poderoso: posicionou-se. Em um mercado que muitas vezes subestima mulheres maduras, Meryl decidiu testar até onde iam. “Eu queria ver se, ao dobrar meu pedido, eles aceitariam. Eu senti que eles precisavam de mim”. E aceitaram. Resultado? Um novo contrato milionário, um cachê na casa dos US$ 4 milhões. Mas nem tudo era confiança absoluta. “Eu já me considerava velha, pronta para me aposentar”, admitiu. Mas completou com firmeza: “Eu queria o papel, mas, se não aceitassem, tudo bem”. O detalhe é que o projeto só saiu do papel de fato depois que ela disse o “sim” final. O desfecho, todos sabem: um fenômeno mundial, muitos prêmios e uma personagem inesquecível, com uma sequência lançada 20 anos depois — tudo fruto de um “não” decidido.

"Jogando parado"

Muita gente acha que Flávio Bolsonaro parece não estar se mexendo desde que foi lançado candidato a presidente em dezembro do ano passado. Um integrante de sua campanha, de total confiança do candidato, não esconde: "Enquanto o PT estiver nos ajudando, o Flávio vai continuar jogando parado. Mas todo cuidado é pouco. Está tudo no piloto automático. O problema é se, de repente, cair um raio na asa, porque o avião está sem piloto para enfrentar uma crise".

"Novo Desenrola"

O programa do governo para aliviar as dívidas dos brasileiros, que o presidente Lula deve lançar esta semana, começou sendo chamado de "Desenrola 2", mas já virou "Novo Desenrola". O governo Lula deve aportar entre R$ 8 bilhões e R$ 9 bilhões ao Fundo Garantidor de Operações (FGO) para cobrir eventuais calotes na renegociação das dívidas. Estima-se que sejam liberados de R$ 4 bilhões a R$ 7 bilhões do FGTS para o público elegível, com o objetivo de saldar os compromissos com os bancos. Paralelamente, discute-se um modelo que dê alívio às micro, pequenas e médias empresas que registram taxa de inadimplência de 6%, o maior patamar registrado pelo BC.

Pérola

"Lutei o bom combate, como todo cristão. Minha história não acaba aqui. Tenho 46 anos, currículo e uma vida limpa. Passei por cinco meses de desconstrução de imagem; com toda sorte de mentiras ocorreu para me desconstruir. Sabemos quem promoveu tudo isso",

de Jorge Messias (AGU), sem citar Davi Alcolumbre.

Transparência

Se Jorge Messias saísse vitorioso na votação do Senado, na semana passada, Edson Fachin, presidente do Supremo, poderia contabilizá-lo como mais um integrante da Corte favorável à implantação de código de conduta, sem aspas. Ou seja, normas que incluam, por exemplo, a transparência total em torno da remuneração de um ministro ao cobrar por uma palestra (alguns ministros acham que, por segurança, esse dado deve permanecer secreto). Messias, a propósito, não é do time de palestras pagas. Ainda assim, os contrários à transparência sobre seus ganhos continuarão sendo maioria: serão seis entre os 11 ministros.

Líder das pesquisas

Líder na corrida pelo Senado em São Paulo, de acordo com a nova pesquisa Genial/Quaest, a ex-ministra Simone Tebet (PSB) já descartou a possibilidade de concorrer ao cargo de vice-governadora na chapa de Fernando Haddad. Ela diz que, eleita senadora no Mato Grosso do Sul em 2014, agora é a "hora de ampliar horizontes". A pesquisa mostrou Tebet com 14% das intenções de voto e, em um cenário com menos nomes, ela chega a 15%. Em segundo, Márcio França (PSB) e, em terceiro (sem França), Marina Silva (Rede). Detalhe: França não topa a ideia de ser vice de Haddad, o que ele queria fazer com Simone, que tem sua candidatura já acertada pela cúpula do PSB.

Contratos já existentes 1

Sem grandes leilões previstos para 2026, o governador Tarcísio de Freitas trabalha para evitar um vácuo na agenda de infraestrutura, área em que nada de braçadas. A estratégia, agora, passa menos por novos leilões e mais por extrair investimentos adicionais dos contratos já existentes. A orientação é intensificar as tratativas com concessionárias para destravar projetos de expansão e antecipar aportes relevantes. Interlocutores do setor estimam que o valor pode chegar a R$ 20 bilhões.

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Em ano de campanha à reeleição, essa é uma boa quantia para se alardear. Um dos principais focos dessa agenda é a negociação com a Ecorodovias em torno da construção de uma terceira pista do Sistema Imigrantes. O projeto, ainda em fase de estudos e modelagens, é tratado como uma das iniciativas prioritárias do governo paulista para ampliar a capacidade de ligação entre a capital e o litoral. As estimativas apontam para um investimento entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões.

Ameaça de implosão 1

A derrota de Lula, com a recusa do Senado à indicação de Jorge Messias, pode provocar uma implosão no núcleo de articulação política do governo. Na semana passada, depois de votações, já se falava no Planalto da possibilidade de substituição de Randolfe Rodrigues (PT-AP) na liderança do governo no Congresso. A rejeição a Messias pode funcionar como catalisador de uma insatisfação que já vinha se acumulando na base governista. O nome de Randolfe é visto por muitos como um líder que não lidera.

Ameaça de implosão 2

Randolfe já foi alvo de críticas em outros episódios de desarticulação. O mais recente foi a CPMI do INSS, quando o governo perdeu o comando da comissão para a oposição. Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, foi eleito presidente do colegiado por 17 votos a 14, em uma derrota que atingiu diretamente o Planalto e o próprio presidente do Senado. Randolfe admitiu que "entrou de salto alto" e "subestimou o adversário". Ele também foi criticado por dificuldades em construir acordos para análise de vetos presidenciais. A pressão contra ele tende a vir de mais de um flanco. O primeiro é o ministro da Secretaria das Relações Institucionais, José Guimarães.

Mistura Fina

Escolhido pelo ex-governador Romeu Zema (Novo) como seu candidato à sucessão em Minas Gerais, o atual governador Mateus Simões (Novo) enfrenta desafios na corrida à reeleição e, por enquanto, aparece na quarta posição entre os principais nomes colocados no pleito (tem 4% das intenções de voto). O baixo desempenho se soma a uma piora captada na pesquisa Genial/Quaest na aprovação do governo Zema entre eleitores mineiros.

Simões assumiu em março, após Zema se desincompatibilizar do cargo para disputar a Presidência. O levantamento mostra que 68% dos entrevistados afirmam não conhecer o atual chefe do Executivo mineiro a cinco meses do pleito. O índice supera o registrado pelos principais rivais, que têm taxas de desconhecimento entre 31%, caso do ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), e 41%, caso do senador Cletinho (Republicanos), que lidera a disputa em diversos cenários. Rodrigo Pacheco tem 23%.

O Brasil é o país do "footwashing": ao renovar a parceria com o Flamengo até 2029, o BRB ganha um lugar de destaque no escrete de instituições financeiras encalacradas que tentaram higienizar sua reputação unindo-se a clubes de futebol. Outro exemplo é o da Fictor, que se notabilizou pela suposta compra do Banco Master. Em março de 2025, o grupo firmou um acordo de patrocínio com o Palmeiras no valor de R$ 30 milhões. Menos de um ano depois, o contrato foi rompido na esteira da recuperação judicial e de denúncias de irregularidades.

E mais: a bola rola e parece repetir o passado. Mesmo depois de ser tragado pelo escândalo do Master e de receber um aporte emergencial de R$ 8,8 bilhões, o BRB decidiu estender a linha com o Flamengo, um acordo de R$ 42 milhões por meio do banco digital Nação BRB Fla, o que beira o surrealismo do terreno.

In - Salada de folhas verdes (mix de alface, rúcula, agrião)
Out - Salada de brotos (alfafa, feijão, lentilha, quinoa etc.)

CLAÚDIO HUMBERTO

"Não poderia me importar menos [com Lula]"

Donald Trump, presidente dos EUA, sobre a desimportância do petista

20/06/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Lula flerta com acusação de obstruir a Justiça

Ao ordenar o retorno de policiais que atuam em casos como o escândalo do Banco Master, quando as investigações chegam a seu governo, Lula (PT) repetiu o gesto de afastar o delegado que investigava seu filho Lulinha, suspeito de envolvimento no roubo aos aposentados, conforme a CMPI do INSS. “O alvo real é só um: André Mendonça e os casos do INSS e do banco Master”, diz a deputada Carol de Toni (PL-SC). Assim, Lula fica sujeito a denúncia de obstrução à Justiça, que rende até cadeia.

Lorota sem sentido

A ordem de Lula foi justificada com a lorota de “reforçar o combate ao crime organizado”, como se corrupção não fosse crime.

Estranha coincidência

A retirada dos federais ocorreu horas antes da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que teve o Líder do Governo no Senado como alvo.

Corrupção na veia

Amigo de Lula, o senador Jaques Wagner é suspeito de receber dinheiro e até apartamento a título de propina dos esquemas de Daniel Vorcaro.

Fazendo o diabo

Isso reforça a percepção de que o governo “faz o diabo” para blindar aliados e conter investigações que avançam sobre o entorno de Lula.

Judiciário mantém marajás e paga até R$495 mil

A farra dos pagamentos acima do teto constitucional segue sem freio no Judiciário, mesmo após o Supremo Tribunal Federal resolver esboçar algum esforço de moralização. Apenas em maio, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios pagou exatos R$495.081,68, líquidos, para uma juíza, que nem mesmo está na ativa, já se aposentou. O subsídio foi de R$12.995,84, todo restante são penduricalhos, como “direitos pessoais”, “indenizações”, “direitos eventuais”, que engordaram o salário.

Tirou limpo

No Tribunal de Justiça do Maranhão, um desembargador recebeu R$272,1 mil. Nada foi retido em Imposto de Renda, Previdência etc.

Burro na sombra

No Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, outro pagamento líquido acima dos R$200 mil. Foi para uma desembargadora aposentada.

Milico endinheirado

No Superior Tribunal Militar está o quarto maior pagamento do Judiciário no mês de maio. Líquido, lá se vão mais R$163.795,12.

Até oposição acredita

Segundo o levantamento Paraná Pesquisas (SP-08639/26), apesar de Tarcísio de Freitas (Rep) liderar a disputa para ser reeleito governador com 51,4% no 2º turno, são 55,3% quem acredita que ele será vencedor.

Doce Rio

Está no Rio de Janeiro a maior recorrência de pagamentos acima dos R$150 mil na elite do Judiciário. São ao menos quatro pagamentos, em maio, realizados pelo Tribunal de Justiça do Estado.

Esvaziamento

Alfredo Gaspar (PL-AL) ironizou ordem do governo que chamou de volta delegados da PF e esvaziou investigação que bafora no cangote de Jaques Wagner (PT-BA), “Lula finalmente tomou uma atitude”.

Veja bem

Diz o ministro Vital do Rego, presidente do Tribunal de Contas da União, que é contra penduricalho que amplia férias anuais de ministros da Corte para 60 dias. Promete cortar, mas só se essa proposta chegar a ele.

O ‘tamojunto’ de Lula

Em vez de afastar o Líder do Governo enrolado em corrupção, Lula telefonou para se solidarizar a Jaques Wagner. Para ele, avalia o jurista André Marsiglia, importante é atingir o ministro do STF André Mendonça

Tudo a ver

O ex-juiz e senador Sergio Moro (União-PR) comparou Lula a Richard Nixon, que caiu no escândalo Watergate. “Seu governo atrapalha, nos bastidores, as investigações que podem afetá-lo”, denuncia.

Derretimento rápido

Partido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP), o União Brasil tinha dez senadores na bancada, em 2023, a terceira maior da Casa. No momento, sobraram apenas três senadores do partido, no Senado; além de Alcolumbre, Jayme Campos (MT) e Professora Dorinha Seabra (TO).

Às favas os prazos

A Procuradoria-Geral da República (PGR) levou mais de 30 dias para se manifestar sobre a lei da dosimetria. Só que o prazo dado ao procurador-geral foi muito menor, apenas três dias.

Pensando bem...

...da tal química, só sobrou para Lula o “volátil”.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Não é a mamãe

Carlos Lacerda fazia mais um discurso devastador, na Câmara dos Deputados, contra o “mar de lama” do governo Getúlio Vargas.

A deputada Ivete Vargas, sobrinha do presidente, pedia – em vão – um aparte. Cansada da insistência e muito irritada, Ivete perdeu a paciência: “F.D.P!” gritou ao microfone. Com sua estonteante rapidez de raciocínio, Lacerda respondeu na bucha: “Vossa Excelência é muito nova para ser minha mãe!”.

CLAÚDIO HUMBERTO

"Onde tem PT, tem corrupção"

Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), após operação da PF contra o líder de Lula Jaques Wagner

19/06/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Sócio negociava com Wagner quando Lula recebeu Vorcaro

A linha do tempo traçada pela Polícia Federal que resultou na batida policial nos endereços do líder de Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), mostra que quando o presidente petista recebeu o Daniel Vorcaro em segredo, fora da agenda, o senador da Bahia e Augusto Lima, sócio de Vorcaro, também alvo dos federais na operação de ontem (18), já mantinham frenética troca de mensagens com negociações milionárias, como a “compra” do apartamento de R$2,45 milhões em Salvador (BA).

Quase um escambo

Foi em 4 de dezembro de 2024 a reunião de Vorcaro, Lula e Lima. Oito dias antes, Wagner e o banqueiro trocavam mensagens sobre o imóvel.

Feijão da mesma concha

Rui Costa (ex-Casa Civil) também esteve na reunião. Wagner era seu secretário na Bahia quando o Credcesta entrou nos negócios do Master.

Copaternidade?

Em 13/08/24, Lima e Wagner fizeram chamada de 9min19s. Foi quando a “Emenda Master” foi apresentada. Lima mandou o link ao senador.

Companheiro Jaques

Enquanto a PF revirava a casa do senador atrás de provas de mutreta, Lula ligou para o baiano para, diz ele, manifestar “solidariedade”.

Jaques Wagner vive como milionário em Salvador

O imóvel de R$2,5 milhões em Salvador, que teria sido negociado como propina para o líder do governo Lula (PT) no Senado, Jaques Wagner, vale dez vezes menos que o apartamento de luxo no edifício Mansão Victory Tower, onde mora o senador. Fica no Corredor da Vitória, metro quadrado mais caro de Salvador. Apartamento como o de Wagner pode custar mais de R$20 milhões. O prédio do comuna que adora os luxos da burguesia tem píer privativo e teleférico para a Baía de Todos-os-Santos.

Explica aí, companheiro

Difícil é explicar como um sindicalista do PT, que chegou na Bahia com a mão na frente e outra atrás, acumulou patrimônio milionário na política.

Muro petista é bem alto

Wagner disse que a Bahia “tem muro baixo”. Oura lorota: a espetacular Mansão Victory Tower, onde mora, é protegida por muros altíssimos.

Fora dos padrões do PT

O líder de Lula disse que seria para sua filha o tal apê de R$2,5 milhões, de 203m, praticamente uma quitinete para os padrões de luxo do petista.

Trapalhada e mentira

Após a desastrosa participação como um convidado bem trapalhão do G7, Lula (PT) retornou ao Brasil como a mesma fama de mentiroso que deixou na França, após afirmar lorotas como “nunca fui esquerdista”.

Fogo petista

“Fogo amigo sempre aparece, mas eu prefiro confiar na minha relação e na confiança [de Lula]”, afirmou o senador Jaques Wagner (PT-BA) sobre pedidos de deputados do próprio PT para que ele deixe a liderança do governo no Senado, e críticas de Lindbergh Farias e Rogerio Correia.

Nada, ninguém, nunca

Ao declarar solidariedade a Jaques Wagner, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que, neste País, “não comemora nada contra a história de ninguém antes do trânsito em julgado do processo”.

Surpresa geral

Repercutiu até na imprensa estrangeira a fala de Lula (PT) de que ele “não é esquerdista” e que “o mundo é do caminho do meio”. “[Lula] surgiu do movimento sindical”, lembrou a agência de notícias Bloomberg.

Prazos estrangeiros

A justiça federal americana pode levar até um mês para decidir se julga o ministro Alexandre de Moraes à revelia, após pedido dos advogados da Rumble e Trump Media. Mas há chance de a decisão sair em sete dias.

Foco errado

Caso sejam genuínos, os relógios do senador Jaques Wagner (PT-BA) valem muito mais do que os dólares (66 mil) e euros (39 mil) apreendidos em espécie. Mais de dez vezes mais, diz um especialista.

Cancela tudo

Com a saia justa do líder sob arroxo da Polícia Federal, Lula não quis correr risco e cancelou agenda pública em Minas Gerais nesta sexta-feira (19). Só avisou a imprensa no fim da tarde de ontem.

Na ativa

A bandidagem não dá folga. Mapa da Fraude da Serasa Experian aponta que, só no Centro-Oeste, foram 187,7 mil tentativas de fraude em identidade digital no 1º trimestre do ano, uma a cada 41,4 segundos.

Pensando bem...

...master é o nível do esquema.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Dois em um

Além de Petrônio Portela, o articulador da abertura política, o Piauí tinha o senador biônico Lucídio Portela. Ao contrário do irmão, Lucídio tinha fama de ser um pouco tosco. Certa vez ele elogiava a ditadura quando citou o escritor Fiodor Dostoievsky. Um senador de oposição aparteou: “Interessante sua citação de Dostoievsky. A propósito, o nobre colega já leu Crime e Castigo?” O velho Lucídio fulminou: “Li os dois!”, multiplicando o clássico da literatura russa.

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