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Giba Um

"Um pastor me descascou outro dia porque eu disse que quero substituir Bolsonaro",

O cara não me conhece",  de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, reclamando das críticas de Silas Malafaia (não citou o nome) sobre seu discurso em Camboriú.

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O governo Lula esperou mais de 16 horas para divulgar uma nota oficial em que se manifesta contra o bombardeio a um hospital infantil em Kiev, na Ucrânia, provocando mortes e destruição. A nota do Ministério das Relações Exteriores nem sequer cita a Rússia, autora do ataque.

Mais:  o  silêncio do governo brasileiro ganhou críticas em todo o mundo e condenando a ação de Vladimir Putin. Lula, figura “física”, só costuma reconhecer “vítimas inocentes” na guerra de Israel contra o Hamas, grupo terrorista que petistas apoiam.


Quem sai aos seus


 Quem sai aos seus não se degenera, já dizia o velho ditado popular. E é assim que Lourdes Maria, primogênita da cantora Madonna pode ser descrevida. Por um tempo tentou ficar no anonimato, coisa praticamente impossível. Em 2018 estreio como modelo e 2022 como cantora. Apesar de sua mãe ter uma grande fortuna Lola (seu apelido) é independente desde que terminou o ensino médio, ela que pagou as  mensalidades de sua faculdade na  Universidade de Michigan  e seu apartamento. Em uma nova campanha da grife do designer de moda David Koma, a modelo mostrou toda sua flexibilidade corporal em fotos que lembram muito uma contorcionista. Detalhe em algumas das fotos Lourdes aparece sem lingerie, mostrando que não tem vergonha de exibir seu corpo assim como a mãe. Curiosidade sobre a primogênita da Madonna: ela fala fluentemente francês e espanhol, possui tatuagens em homenagem a mãe, ao pai (Carlos Leon) e aos irmãos. 

Quem manda é a Casa Civil


“Falem com o Rui Costa”. É como o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, tem reagido, em reuniões fechadas, à pressão de líderes sindicais por modificações na regra de saque do FGTS. Marinho encaminhou ao Planalto projeto de lei permitindo ao trabalhador demitido resgatar o valor restante na conta vinculada ao Fundo mesmo após aderir à modalidade saque-aniversário e perdem o emprego só podem ter acesso aos recursos depois de dois anos. No entanto, segundo Marinho, a proposta de mudança foi colocada em banho-maria pela Casa Civil. É que Rui Costa teria ficado irritado por Marinho anunciar publicamente o projeto antes de encaminhá-lo à Casa Civil. No ano passado, em reunião com ministros, Lula ordenou que eles não deveriam divulgar nada antes de submeter à Casa Civil. Agora, de vendeta, Costa sentou-se em cima do projeto de Marinho.


Olho no futuro


Rui Costa, ministro da Casa Civil, está batalhando por uma linha de crédito do BNDES para financiar projetos de mobilidade urbana na Bahia. A prioridade é a construção do sistema VLT de Salvador, obra orçada em R$ 3,5 bilhões. Há dias, numa rádio da Bahia, Lula disse que “tem de ficar de olho em Rui Costa para ele não desviar obras do PAC para a Bahia”. Muitos perguntam se esses desvios são contra ou a favor do governador Jeronimo Rodrigues. Dentro do PT há rumores do interesse de Costa em se candidatar ao governo da Bahia em 2026 (rifando Rodrigues da disputa pela reeleição).


Ela tem DRT


 Beatriz Reis que agora está conhecida como Beatriz do Brasil, após sua participação no BBB24 aos poucos vai realizando seus sonhos. Após ganhar um quadro no Fantástico que visitava lugares desde o Mercado Ver-o-Peso, em Belém, até as lojas de luxo na rua Oscar Freire, em São Paulo está fazendo testes para integrar alguma novela. Assim como outros ex-BBB seu contrato termina agora em julho, mas deverá ser renovado por algum tempo (não muito longo). Aos críticos Beatriz logo dispara: “Por enquanto estou fazendo testes, mas eu sou formada em artes cênicas, tenho DRT. Vou começar também a estudar nas oficinas da casa. Mas, assim, estamos aí na luta. Vem coisa boa por aí”. E completou: “Eu sempre tive muita vontade e muita certeza de que eu ia conseguir meu sonho. Eu não sei como, mas eu me via no meu sonho. E eu falava: 'Eu nasci pra isso. A televisão é pra mim, eu sou pra televisão e uma hora vai acontecer”

 


Procurando apoio


O presidente da Câmara, Arthur Lira, virou interlocutor dos grandes planos de saúde do país. O setor busca apoio para derrubar ações civis públicas movidas contra as operadoras depois de uma onda de quebra de contratos de deficientes, autistas, portadores de doenças raras e outros. A Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça, já abriu procedimentos contra mais de 20 empresas de medicina de grupo. Lira vai ter de trabalhar muito. Há propostas de que planos de saúde acima de determinado valor não possam mais ser debitados do IR. Hoje, podem deduzir integralmente gastos com saúde, independente de sua renda mensal.

 

 

É o Brasil


O Tribunal de Contas da União (TCU) mandou a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência suspender uma licitação de R$ 197 milhões após suspeita de fraude. O pregão buscava contratar quatro empresas de comunicação e gestão social para gerenciar perfis do governo Lula nas redes sociais. Uma audição da Corte de Contas identificou possível violação do sigilo de autoria de propostas. Ou seja: já se sabia antes quem iria ganhar. Um dia antes da abertura das propostas, o site O Antagonista publicou o resultado da licitação. Há décadas, o jornalista Jânio de Freitas foi o primeiro a usar o método. Publicou em sua coluna, em código, quais empreiteiras ganhariam grande obra do governo, antes do resultado da licitação.


PÉROLA


“Um pastor me descascou outro dia porque eu disse que quero substituir Bolsonaro. O cara não me conhece”,  de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, reclamando das críticas de Silas Malafaia (não citou o nome) sobre seu discurso em Camboriú.

SÓ NO FIM DO ANO


A anunciada comissão especial da Câmara para analisar a PEC que criminaliza porte de drogas de qualquer quantidade, com sorte, só sai no fim do ano. Com recesso parlamentar marcado para o início da segunda quinzena do mês, o colegiado deverá subir no telhado. O ato de criação da comissão foi publicado no Diário Oficial da Câmara em 17 de junho, mas os partidos não indicaram nomes que irão compor o grupo. Ao todo, serão 34 membros titulares e mais 34 suplentes. A Câmara só volta do recesso em agosto e no mesmo mês, dia 16, começa a campanha eleitoral que esvazia Brasília.


Óleo de fritura


No Planalto, a intriga da vez é que Rui Costa e Gleisi Hoffmann trabalham para ejetar Márcio Macedo da Secretaria Geral da Presidência. No caso de Costa, não chega a ser novidade bater de frente com outros ministros: é um de seus esportes favoritos. Já em relação a Gleisi, o motivo da fritura de Macedo é, digamos assim, de caráter “político pessoal”: a presidente do PT quer o lugar de Macedo no Ministério. Mulheres que já trabalham com ele, deixaram seus postos devido ao comportamento do titular da Secretaria. E mais: Gleisi pode se considerar nomeada: ela tem como aliada a primeira-dama Janja da Silva.


“Crime perfeito”


Deu em nada no TCU o esquema de financiamento do BNDES de obras em países de governos aliados de Lula, como Cuba e Venezuela. Ou não seria o suposto “crime perfeito” do que tanto se falava. O valor bilionário era pago em reais no Brasil a empresas como Odebrecht, a mais beneficiada, driblando a exigência legal de autorização do Senado para financiar governos estrangeiros. A conclusão foi do ministro do TCU Jorge Oliviera, nomeado por Jair Bolsonaro. Foi dessa forma que o Brasil bancou o porto de Mariel, em Cuba, rodovias na Venezuela, aeroportos na África e hidrelétricas na América Central. Na prática, o governo oferecia financiamento ao país aliado com a condição da obra ser executada por empreiteira indicada pelo Brasil.

Greve bem-organizada


O maior sindicato de trabalhadores da Samsung Eletronics, que representa mais de 30 mil funcionários, declarou, uma greve por tempo indeterminado, que contou com grande e bem-organizada manifestação nas ruas de Seul. É a maior ação trabalhista nos 50 anos de história do conglomerado sul-coreano. Nas ruas, os grevistas avançam em fileiras, com uniformes e colete de proteção, calças azuis e faixa vermelha na cabeça. Carregam cartazes do mesmo tamanho, feitos em cores diferentes em gráficas. E entoam coros. Não há a menor desordem.


TUDO À VENDA

Silvio Santos, dono de uma fortuna de R$ 1,6 bilhão, segundo a revista Forbes, que está vendendo a empresa de cosméticos e perfumes Jequiti para a Cimed e que já destinou R$ 100 milhões para cada uma das filhas à título de herança (só podem receber depois da morte dele), está também pensando em passar para a frente outros negócios. Na lista estão o Teatro Imprensa (fechado desde 2011), Liderança Capitalização, Hotel Jequitimar, já vendeu a TV Alphaville, mansão no Morumbi, uma casa (escritório) no Ibirapuera e um sobrado em Celebration, vilarejo ao lado dos parques da Disney, na Flórida.

MISTURA FINA


OS observadores mais lúcidos dizem que “nada está tão ruim que não possa piorar”, como indica reunião de Lula “para ouvir conselhos” da equipe de Dilma Rousseff, incluindo o ex-ministro Guido Mantega, pessoal que os economistas afirmam que “quase quebrou o Brasil”. A reunião era secreta, mas vazou: foi no final de junho, às vésperas do anúncio do “corte” de apenas R$ 26 bilhões em gastos do governo previstos para 2025. Não é nada: em um ano, o gasto sem receita passa dos R$ 220 bilhões.
 
PARA ficar tudo do jeito que o PT quer, pré-candidatos a prefeitos que foram a Brasília, nesses dias, para fazer fotos com a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja e ministros foram orientados por pessoas do partido sobre roupas, sapatos, corte de cabelo e mais alguns detalhes que objetivava deixá-los arrumados. Para os homens, melhor camisas brancas e lisas. As mulheres, pouca estampa e nada de estampa espalhafatosa. Ninguém vetou o vermelho, mas também   ninguém recomendou.
 
INTEGRANTES
do PL estão reclamando que na pré-campanha à reeleição de Ricardo Nunes (MDB), falta uma marca para o prefeito, fácil de aprender e até um gesto que identifique o candidato. Também reclamam que os discursos de Nunes não têm emoção, fala é baixa e “aquele cabelo muito arrumado e cheio de gel”. Pior é que as postagens são identificadas com a hashtag #gestãoBrunoCovas.

NO mundo da bola, comenta-se que o BRB (Banco Regional de Brasília) teria sinalizado ao Flamengo interesse na compra do naming & rights do futuro estádio do clube. O banco já é um dos principais patrocinadores do rubro-negro com um contrato da ordem de R$ 40 milhões. Além disso, há outra tabelinha entre ambos, o Nação BRB Fla, plataforma de venda de produtos financeiros. O BRB não é marinheiro de primeira viagem em batizar estádios. Sua marca já está na Arena Mané Garricha, em Brasília.
 

In – Proteção de muros: concertina dupla
Out – Proteção de muros: telas  de arame

 

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EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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