Polícia

FÁBIO PERÓ

Milícia articula plano para matar delegado, diz Gaeco

"Desembargadores de merda", disse Jamil Name ao ser preso em operação

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Uma agência de inteligência de Mato Grosso do Sul recebeu a informação de que os empresários e pecuaristas Jamil Name e Jamil Name Filho, presos da Operação Omertà e que estão custodiados no Centro de Triagem 2, estariam articulando um possível atentado contra o delegado titular do Grupo Armado de Repressão a Assaltos e Sequestros (Garras), Fábio Peró.

O fato é citado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), em pedido para manter a prisão preventiva dos empresários, que estão desde sexta-feira (27) no presídio.

No documento o MPMS também cita que durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão e prisão dos empresários, Jamil teria dito, em tom ameaçador, que “o jogo só começa agora” e se despediu se sua esposa com um “até amanhã”. “Revelando a certeza de que seria solto em 24h. E fez isso para realçar o seu poder político e econômico aos presentes, com nítido viés intimidatório”, diz o documento.

Jamil Name também teria ofendido os desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). “Tratando-os como analfabetos e desembargadores de merda, ao ser cientificado da ordem de busca e apreensão em sua casa”, conforme diz o Ministério Público.

Datado de 1º de outubro deste ano (terça-feira) e endereçado a 7ª Vara Criminal de Competência Especial de Campo Grande, o documento é assinado pelos promotores do Gaeco Tiago Di Giulio Freire, Thalys Franklyn de Souza, Cristiane Mourão Leal Santos e Gerson Eduardo de Araujo, e pede que seja anexado aos autos do processo o relatório contendo informações sobre o cumprimento da ordem de busca e apreensão na residência de Jamil pai e filho.

“Tais documentos reforçam a necessidade da manutenção da prisão preventiva de ambos para a garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal”, diz trecho do pedido.

Jamil Name e Jamil Name Filho foram presos no bojo da Operação Omertà feita pelo Gaeco e Garras na sexta-feira. Além deles, quatro policiais civis, quatro guardas municipais, um policial federal, um militar do Exército, um caseiro de propriedade rural e também profissionais do Direito foram presos em Campo Grande e no interior do Estado, em operação que combate milícia armada especializada em crimes de pistolagem.

Os assassinatos de, pelo menos, três pessoas estão relacionados com o grupo de extermínio sob investigação: do policial militar reformado Ilson Martins Figueiredo, ocorrido em 11 de junho do ano passado; do ex-segurança Orlando da Silva Fernandes, em 26 de outubro de 2018; e do estudante de Direito Matheus Xavier, em abril deste ano.

Os crimes investigados pelos policiais do Garras e do Gaeco são de homicídio e corrupção ativa e passiva. Ao todo foram pedidos 13 mandados de prisão preventiva, 10 de prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão.

Dois integrantes do grupo estão foragidos, o ex-guarda municipal José Moreira Freires e o auxiliar Juanil Miranda Lima – apontados como os executores dos assassinatos investigados pela força-tarefa e foragidos desde abril, quando as investigações começaram a avançar –, além do advogado Alexandre Fransolozo, cujo mandado de prisão temporária (suspenso no domingo pelo Tribunal de Justiça) nem chegou a ser cumprido.

Na segunda-feira, Gaeco e Garras distribuíram cartazes pedindo informações dos foragidos. Até o fim da tarde de ontem, a recompensa oferecida era de pelo menos R$ 2 mil (valor que, segundo eles, poderia aumentar).

Para dar o nome à operação, os policiais utilizaram um termo do dialeto napolitano, do idioma italiano. Omertà, conforme o Gaeco, é um termo que se fundamenta em um forte sentido de família e em um silêncio que impede a cooperação com autoridades policiais ou judiciárias. Trata-se de um código de honra muito usado nas máfias do Sul da Itália.

 

Itaquiraí (MS)

Duas mulheres morrem carbonizadas em casa e polícia investiga possível crime

Polícia Civil não descarta as hipóteses de homicídio ou feminicídio

27/10/2026 12h00

Casa pegando fogo, com duas mulheres mortas carbonizadas dentro

Casa pegando fogo, com duas mulheres mortas carbonizadas dentro Foto: Divulgação/Tá em Foco

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Polícia Civil de Mato Grosso do Sul investiga a morte de duas mulheres em um incêndio ocorrido no sábado (24), em Itaquiraí, município situado na região Sul de MS e a 405 quilômetros de Campo Grande.

Ambas foram encontradas carbonizadas na residência em que moravam. A identidade delas não foi divulgada.

Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estiveram no local, no fim de semana, para isolar a área, apurar as circunstâncias do incêndio, realizar a perícia e retirar os corpos.

Ainda não se sabe as causas do incêndio. A Delegacia de Polícia Civil de Itaquiraí investiga se o incêndio é criminoso ou não, sem descartar as hipóteses de homicídio ou feminicídio.

Conforme apurado pela reportagem, moravam na residência mãe, esposa e um homem. Segundo o delegado titular Robilson Junior Albertoni Fernandes, o rapaz foi até a cidade buscar um celular que estava na manutenção e, ao voltar para casa, encontrou a casa pegando fogo e sua esposa e mãe mortas carbonizadas.

“A perícia foi acionada, fez todos os levantamentos e estamos aguardando a conclusão se o incêndio foi intencional ou acidental. As investigações continuam para o levantamento de maiores informações”, afirmou o delegado por meio de vídeo enviado à imprensa.

Os óbitos chocaram a população do município, que raramente lida com mortes trágicas como essas. 

OUTRO CASO

Ellen Vitória Moreira da Cruz, de 20 anos e Vitória Gabriely Souza Cordeiro, de 18 anos foram mortas e carbonizadas em um incêndio, no dia 23 de setembro de 2026, em uma residência localizada na avenida Evangelina Vieira, em Rochedo (Mato Grosso do Sul).

Conforme apurado pela reportagem, antes do incêndio, as jovens foram esganadas e apresentavam ferimentos pelo corpo provocados por arma branca.

Vitória Gabriely tinha golpes de faca no tórax, pescoço e costas, enquanto Ellen apresentava ferimento no pescoço e uma lesão na cabeça.

Dois homens estavam envolvidos no duplo homicídio. O desacerto por drogas foi o estopim da briga entre os rapazes e as garotas.

Um homem, identificado como Luíz Carlos, vulgo "Bob Esponja", morreu em confronto com a Polícia Militar, enquanto o outro envolvido, Lucas Batista Ferreira, foi preso em Rio Negro.

Um menor de idade foi apreendido por guardar drogas em casa e foi enquadrado como crime análogo a tráfico de entorpecentes.

Dourados (ms)

Homem finge sequestro para pedir R$ 1.500 à família, mas acaba preso

Polícia Civil esclareceu o falso sequestro e prendeu três pessoas envolvidas no crime

21/10/2026 08h45

Rapaz foi preso para polícia

Rapaz foi preso para polícia DIVULGAÇÃO/PCMS

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Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (DEFRON), esclareceu uma falsa ocorrência e desmentiu um homem, de 40 anos, residente no Rio Grande do Sul, que simulou o próprio sequestro em Dourados, Mato Grosso do Sul.

O rapaz, que não teve a identidade divulgada, mentiu que foi sequestrado para pedir dinheiro à família, para quitar uma dívida de R$ 1.500 referente a compra de uma certa quantidade de cocaína para consumo próprio.

Ele foi preso por policiais civis, junto com mais duas pessoas envolvidas no crime.

Conforme apurado pela reportagem, familiares do desaparecido, residentes no RS, receberam mensagens ameaçadoras do próprio WhatsApp do rapaz, de que havia sido sequestrado e que ameaçavam matá-lo caso a polícia fosse acionada.

De acordo com a Polícia Civil, os familiares também receberam fotografias intimidatórias e áudios em que o próprio desaparecido pedia, desesperadamente, que enviassem dinheiro.

Com isso, acionaram a polícia e equipes do DEFRON iniciaram as diligências. Os investigadores analisaram mensagens, fotografias e imagens de câmeras de segurança, além de percorrer diferentes regiões de Dourados em busca de informações.

Em seguida, a polícia obteve informações de que o suposto desaparecido estaria em um motel da cidade.

Os policiais foram até o estabelecimento e localizaram o homem sozinho em um dos quartos, onde estava hospedado há vários dias.

O ambiente estava bastante desorganizado, com diversas latas de bebida alcoólica e outros objetos.

Em interrogatório, ele confessou que não foi sequestrado e que mentiu para conseguir dinheiro dos familiares para pagar uma dívida. Além disso, relatou que estava consumindo cocaína.

A polícia conseguiu localizar o casal que vendia a droga ao homem. Foram encontradas dez porções individualizadas de cocaína nos bolsos da mulher, e, na residência, foram apreendidos duas porções de cocaína, uma balança de precisão e uma embalagem com resquícios de entorpecentes.

Os três foram presos em flagrante, sendo o homem que simulou o próprio sequestro e o casal que foi autuado por tráfico de drogas e pelo crime de extorsão.

De acordo com o Código Penal Brasileiro, uma pessoa que simula o próprio sequestro para pedir dinheiro à família pode responder criminalmente por estelionato, cuja pena prevista no artigo 171 do CP é de 1 a 5 anos de reclusão, além de multa. A situação ganha maior gravidade quando a falsa comunicação provoca preocupação e mobiliza a polícia para investigar um suposto crime.

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