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DENÚNCIA

Vereador da Capital é denunciado junto com família Name e pode pagar até R$ 6,3 milhões às vítimas de extorsão

Ademir Santana (PSDB) também foi alvo da operação "Snow Ball" em outubro deste ano e tenta reeleição
04/11/2020 11:03 - Gabrielle Tavares


O vereador Ademir Santana (PSDB) e os empresários Jamil Name e Jamil Name Filho, conhecido como "Jamilzinho", foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), por extorsão armada e concurso de pessoas.

A acusação foi protocolada no dia 19 de outubro. Se forem declarados culpados, a pena pode ultrapassar 10 anos de prisão, além de serem condenados a pagar R$ 6,3 milhões às vítimas de extorsão.

Ademir Santana, que tenta reeleição neste ano, foi alvo da operação do Gaeco “Snow Ball”, fase da Operação Omertà, no dia 7 de outubro. Policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa e chácara do parlamentar.

Os empresários Name também foram denunciados por lavagem de dinheiro, junto com o ex-guarda municipal Juanil Miranda Lima, que está foragido desde setembro do ano passado, Benevides Cândido Pereira, o Benê, e Euzébio de Jesus Araújo, o Nego Bel.

 
 

Uma das vítimas dos vários atos de extorsão praticados por Jamil Name Filho foi contra o empresário José Carlos de Oliveira, que alega ter perdido mais de R$ 6 milhões por meio da cobrança de juros extorsivos.

O pedido de um empréstimo no valor de R$ 150 mil, que José Carlos de Oliveira fez a Jamil Name Filho no início desta década, transformou-se, segundo o inquérito do Garras, em uma sucessão de ameaças à vítima, na entrega de dezenas de folhas cheques em branco a Jamil Name Filho e no uso deles para o pagamento de dois veículos BMW: 

Um esportivo modelo M6 Gran Coupé, que custou R$ 515 mil na concessionária Raviera Motors, e um sedan esportivo modelo M5, cuja nota fiscal apresenta um valor de R$ 480 mil.

“Não se pode deixar de observar que as vítimas, mesmo tendo perdido a própria casa e sido obrigadas a deixar a cidade, somente se dispuseram a dar conhecimento de tais fatos às autoridades após a prisão de Jamil Name, Jamil Name Filho e de outros integrantes da organização criminosa no âmbito da Operação Omertà”, ressaltaram os promotores na denúncia.

De acordo com o Gaeco, o vereador do PSDB era funcionário dos Name antes de ganhar o mandato e supostamente os ajudou a tomar a casa de José Carlos e da esposa, Andréia Flávio de Souza.

“O denunciado Jamil Name , que avalizava toda a situação, ordenou que era para José Carlos de Oliveira ‘atender Jamilzinho’, pois o ‘devia’, sendo que tudo isso ocorreu sob a escolta de Euzébio de Jesus Araujo, vulgo ‘Nego Bel’, segurança dos denunciados Jamil Name e Jamil Name Filho, e que ali se fazia presente para assegurar que tudo saísse conforme as exigências de seus patrões”.

Os promotores alegam ainda que em meador de 2016, Jamilzinho exigiu para o pai, Jamil Name, a residência de José Carlos, para servir de garantia do pagamento da dívida existente entre ambos.

O empresário ameaçado recusou entregar a casa onde vivia com a família, então Jamilzinho teria apontado uma arma para a cabeça de José Carlos e o ameaçou dizendo “não brinca comigo não, seu bosta”.

Estavam presentes no momento o segurança da família, Nego Bel, e Jamil Name, o qual ratificou a ameaça ressaltando que a exigência deveria ser cumprida.

“Dias depois e após diversas ameaças feitas por meio de ligações telefônicas por Jamil Name Filho contra José Carlos de Oliveira, o denunciado Ademir Santana Delmondes, que trabalhava para a família Name, foi até a residência da vítima a mando de seus patrões Jamil Name e Jamil Name  Filho. Em seguida, o denunciado Ademir Santana Delmondes determinou que José Carlos de Oliveira e sua esposa deveriam acompanhá-lo até casa de Jamil Name, o que foi feito ante a ameaça velada ocorrida naquele momento”, destacaram os promotores.

Em depoimento feito aos promotores José Carlos contou que foi obrigado a transferir a residência para a família Name e, em seguida, precisou a deixar a casa com a família e sair de Campo Grande.

A denúncia será analisada pelo juiz Olivar Augusto Coneglian, da 2ª Vara Criminal. O Garras pediu a prisão do vereador Ademir Santana, mas o juiz Marcelo Ivo de Oliveira, da 7ª Vara Criminalm, negou.

 

Felpuda


Tropas de choque ligadas a alguns vereadores estão agitadas que só nas redes sociais na tentativa de desbancar a concorrência das “chefias” que querem porque querem. Querem a cadeira maior da Câmara Municipal de Campo Grande. A da presidência.

Segundo políticos mais antenados, trata-se do “segundo turno” das eleições do dia 15 de novembro, só que com apenas 29 eleitores.