Política

Falando de arquiterura e urbanismo

2010 - Arquitetura com responsabilidade

2010 - Arquitetura com responsabilidade

BOSCO DELVIZIO, ARQUITETO

22/01/2010 - 06h45
Continue lendo...

Entramos em mais um ano novo – o último da primeira década do século XXI– e as velhas preocupações relacionadas aos graves problemas ambientais continuam. Poluição do ar, escassez e qualidade da água, consumo de energia, mudanças climáticas são alguns dos quais assolam o planeta em que vivemos. O noticiário nacional de final de ano repleto de inundações, ondas de calor, lixos nas galerias de águas pluviais, dão conta que nossas cidades já estão sentindo na própria pele. Diante disso, nada mais apropriado do que nesse primeiro artigo do ano tratarmos da interface do assunto e o trabalho do arquiteto. Sabemos que soluções existem, porém dependem de todos os setores de nossa sociedade e envolvem práticas públicas com muito planejamento, vontade política, fiscalização e, fundamentalmente, a participação social ativa de cada cidadão. Aí se inclui o trabalho do arquiteto responsável, que preocupado e sintonizado com os problemas ambientais, contribui para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Um dos nossos grandes desafios atuais, diferentemente de desenvolvermos arquitetura “ecológica”, “bioclimática”, “sustentável” ou enquadrada em outras especializações de pouca clareza conceitual, é assumir por inteiro nossas habilidades para a produção de boa arquitetura, integral, que nossa formação acadêmica e profissional habilita. Como? Bem, primeiro é necessário desmistificar para aqueles que nos contratam que projeto arquitetônico ambientalmente correto é assunto para especialistas, ou próprio de uma linguagem para atender um segmento de mercado. Ora, arquitetura ecológica, sustentável, ou simplesmente a velha e boa arquitetura – como bem desejamos denominar - é obrigação diária nas lides do arquiteto, desvinculada de qualquer modismo e correlacionada com o local, com sua geografia, ecossistema, cultura, história e deve contribuir e melhorar sempre o ambiente onde será inserida. Claro que, em face da crescente escassez de recursos naturais renováveis, essa consciência tem se acentuado, porém as exigências ambientais, de ontem e as atuais, nunca deixaram de ser importantes para um bom projeto arquitetônico e para um arquiteto consciente de suas responsabilidades com o meio ambiente. Vale lembrar que nossa formação reúne conhecimentos multidisciplinares como urbanismo, paisagismo, conforto ambiental, saneamento, sociologia, antropologia. Dessa forma, a demanda para resolver problemas cada vez mais complexos, nos exige habilidades para supervisionar ou coordenar atividades em equipe com profissionais de áreas complementares, com conhecimento específico em engenharia, química, eletrônica, psicologia, etc. Não podemos esquecer que esses fundamentos existem desde os primórdios da arquitetura moderna do século passado e fizeram parte do conteúdo para a formação da grande maioria (senão da totalidade) dos arquitetos que hoje produzem no mundo inteiro. Para deixar claro o que queremos dizer, tomemos simplificadamente o exemplo da elaboração de um projeto arquitetônico de uma residência. Cabe indagar, que bom profissional arquiteto desconsideraria exaustivos estudos para escolha do melhor local do terreno para implantação da casa? Que arquiteto ponderado menosprezaria as condicionantes ambientais para controle de sol e ventos desejáveis e indesejáveis; para aproveitamento de aberturas para iluminação natural e exploração de visuais do entorno; para sombreamento com beiras e avarandados, objetivando o máximo de conforto térmico? Que arquiteto consciente ignoraria a possibilidade da aplicação do conceito de eficiência energética para obtenção de energia “limpa”, com instalações de placas fotovoltáicas para aquecimento de água; sistema de saneamento com reaproveitamento de águas servidas para reutilização nas lavagens de pisos ou regas de jardins? Que arquiteto zeloso não reservaria atenção para o atendimento às normas de acessibilidade? Ou à utilização de espécies vegetais originárias locais adequadas para o paisagismo? Resposta a estas e outras indagações não encontraremos em obras de projetos concebidos puramente por intuição ou “achismos”, para atender modismos ou imposição mercadológica. A boa arquitetura é fruto de investigações, calcada em profunda reflexão na integração homem e natureza, com preocupação de menos impactar ou alterar o meio ambiente e o máximo de consciência do trabalho bem feito. O bem fazer arquitetura implica, portanto, em muita responsabilidade. Que 2010 seja para nós arquitetos o ano da arquitetura com responsabilidade. Feliz ano novo a todos.

Decisão

Senado ou Governo: Lula bate martelo sobre Simone Tebet nesta terça-feira

Ministra do Planejamento desponta como principal nome ao Senado por São Paulo

02/03/2026 17h15

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Continue Lendo...

Com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cada vez mais próximo de assumir a candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, desponta como principal nome ao Senado por São Paulo, movimento que deve ser definido em reunião decisiva junto ao presidente Lula nesta terça-feira (3).

O presidente convocou Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin para discutir o desenho do palanque que enfrentará Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo governo paulista em 2026. A definição envolve diretamente o futuro eleitoral de Tebet, ex-senadora por Mato Grosso do Sul.

A articulação ganhou força após jantar de Lula com Haddad e a esposa do ministro, Ana Estela, na quinta-feira (26), em Brasília, conforme revelou a Folha de S.Paulo. Segundo interlocutores, o tema eleitoral surgiu apenas no fim do encontro, quando o presidente perguntou quando Haddad retornaria à capital federal e sinalizou que chamaria Alckmin para uma conversa definitiva.

Aliados afirmam que Haddad está "a um passo" de aceitar disputar o governo de São Paulo. A pressão para que ele entre na corrida aumentou nas últimas semanas, em meio à deterioração do cenário político nacional e à queda na popularidade do presidente.

Números

Pesquisas recentes, incluindo levantamentos internos do governo, apontam crescimento do senador Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno presidencial. Sondagem do instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta sexta-feira (27) indica empate técnico entre Lula (43,8%) e Flávio (44,4%), dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Diante desse cenário, Lula intensificou movimentos para consolidar palanques em estados estratégicos, especialmente São Paulo, maior colégio eleitoral do país. Durante viagem recente à Ásia, o presidente levou três ministros considerados peças-chave na montagem da chapa paulista: Haddad (Fazenda), Marina Silva (Meio Ambiente) e Márcio França (Empreendedorismo).

Caso Haddad confirme a candidatura ao governo, o PT e aliados avaliam nomes para o Senado. Simone Tebet e Marina Silva aparecem como principais alternativas. Marina, inclusive, negocia a saída da Rede Sustentabilidade e um possível retorno ao PT.

No último mês, Tebet afirmou ao Correio do Estado que pretende conversar com Lula nos próximos dias para definir por qual estado e cargo disputará as eleições. "Estou resistindo ao máximo a disputar a eleição por São Paulo, porém será muito difícil negar caso o presidente realmente insista", declarou. Segundo ela, a preferência é disputar o Senado, e não o governo paulista.

Nos bastidores, Tebet tem reforçado que Haddad é o nome mais competitivo para enfrentar Tarcísio e defende que o ministro aceite a missão. "Hoje não tem como ficar fora da chapa. Não tem como dizer não ao presidente", afirmou.

Com isso, a reunião desta terça-feira deve selar o arranjo eleitoral em São Paulo e indicar os próximos passos da estratégia nacional de Lula para 2026, definindo o destino eleitoral de Simone no pleito eleitoral deste ano. 

Assine o Correio do Estado

 

ELEIÇÕES 2026

Após carta de Bolsonaro, Azambuja diz que convenção vai definir os candidatos do PL ao Senado

Presidente estadual do partido, o ex-governador assegurou que nunca excluiu os nomes de Marcos Pollon e Gianni Nogueira

02/03/2026 16h21

Divulgação

Continue Lendo...

Após o ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), escrever do próprio punho uma carta indicando o deputado federal Marcos Pollon (PL) como seu pré-candidato ao Senado pelo partido no Estado, o presidente estadual da legenda, o ex-governador Reinaldo Azambuja, disse, nesta segunda-feira (2), ao Correio do Estado que a convenção de julho da sigla definirá os nomes dos dois candidatos a senadores da República.

“Conversei com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e ele disse que a definição dos dois candidatos do partido para disputar as duas vagas ao Senado Federal por Mato Grosso do Sul será na convenção da legenda prevista para o próximo mês de julho”, reforçou, completando que até lá muita coisa ainda deve acontecer relacionada aos candidatos do PL que vão disputar o pleito deste ano.

Azambuja argumentou que os escolhidos serão aqueles com mais viabilidade política para ganhar a eleição. “Ter o apoio do presidente Bolsonaro é muito bom, mas precisa ter resultado, ter votos e, portanto, só em julho sairá a definição dos candidatos do PL ao Senado Federal no Estado”, avisou, lembrando que os nomes de Pollon e da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, continuam no páreo, assim como os dele e do ex-deputado estadual Capitão Contar.

Transparência

Em entrevista ao Correio do Estado, o deputado estadual Capitão Contar disse que recebia com respeito a manifestação do ex-presidente Bolsonaro. “O PL é um partido forte e é natural que novos nomes se somem ao projeto”, pontuou.

Ele recordou que desde o fim de 2022 iniciou uma construção mútua e transparente com o presidente Bolsonaro, que foi crescendo com a cúpula nacional do partido, fundamentada em muito diálogo e compromisso com o Estado.

“De lá para cá, outros nomes também se apresentaram, o que é natural e legítimo. Nosso objetivo comum é garantir que Mato Grosso do Sul eleja senadores alinhados aos nossos valores e que ajudem a formar uma maioria corajosa e comprometida com os anseios da população brasileira e com Constituição Federal no Senado”, assegurou.

Para o Capitão Contar, o partido sempre deixou claro que a definição levará em conta a viabilidade e a melhor estratégia para assegurar essa representação. “Eu sigo tranquilo, confiante e focado em continuar construindo esse caminho com maturidade. Estou aqui para somar, à disposição de Mato Grosso do Sul”, concluiu.

Assine o Correio do Estado

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).