Política

PRESIDENCIÁVEL

Alckmin diz que solução para conflito agrário é armamento rural

Segundo o pré-candidato, ele atuou por 16 anos na área rural

Continue lendo...

Pré-candidato a Presidência da República e visitando Mato Grosso do Sul, Geraldo Alckmin (PSDB), disse durante o encontro com empresários do setor produtivo do Estado que pretende garantir a segurança jurídica de fazendeiros e que as invasões de terra são intoleráveis. Conforme ele, uma solução para acabar com os conflitos seria facilitar o armamento no campo.

“Na questão da invasão: é intolerável, conflitos e invasões. As ações vão ser para coibir ameaças no ambiente produtivo Na área urbana você pode ligar para o 190, mas na área rural? Área rural é diferente e vamos facilitar o armamento para zona rural Eu sou filho de veterinária sei o que é esse conflito”, afirmou.

Segundo Alckmin, ele atuou por 16 anos na área rural, em fazendas que seu pai trabalhava. “As vezes é até preventivo você facilitar a legislação (para porte de arma na área rural). A área rural é totalmente diferente”, destacou.

Mato Grosso do Sul é um estado marcado por conflitos de terra entre fazendeiros e indígenas. Entre os mais recentes está o conflito em 2016 onde seis índios ficaram feridos por conta de um ataque de fazendeiros na aldeia Tey Kuê, em Caarapó, um morreu. 

PRÉ-CANDIDATOS

Outros pré-candidatos a administração do Brasil que tiveram em Mato Grosso do Sul também abordaram a questão indígena. Em março, o senador Álvaro Dias (Podemos) avaliou a agropecuária como o fator mais importante em Mato Grosso do Sul. “Agricultura tem que ser prioridade. Percorrendo o País, vi que não há um palmo de chão sem plantar. O agricultor é o que mais ama a terra”, afirmou.

O ex-ministro, Aldo Rebelo (SD) visitou a Capital em maio e pontuou a demarcação de terras indígenas. Ele disse que existe um conflito entre brasileiros e índios e isso exige do poder público uma posição de equilíbrio. “Não se pode corrigir injustiças no pretérito e erros fazendo injustiças no presente. Aqui, temos um drama que envolve índios, basta analisar a situação desses nossos irmãos e a taxa de suicídio de algumas dessas comunidades”, avaliou.

Na época ele disse que não se pode corrigir os erros cometidos contra os indígenas culpando os agricultores. “Eles não podem responder por injustiças feitas há 300 anos. Os brasileiros precisam levar em conta que os índios não são inimigos. As ONGs, Ministério Público e outros que legitimamente defendem as causas indígenas têm que chegar à conclusão de que os fazendeiros não são inimigos”, declarou, sem dar uma solução para o caso, pois, segundo Rebelo, é preciso conhecer a fundo o problema local.

(Matéria editada às 12h05)

AMANHÃ!

Quarta-feira (6) é o último dia para regularizar o título eleitoral

Amanhã (6 de maio) é o último dia para realizar transferência de domicílio, transferir endereço ou local de votação, tirar o primeiro título eleitoral, realizar revisão eleitoral, atualizar dados cadastrais e atualizar cadastro de biometria

05/05/2026 12h00

Título de eleitor brasileiro

Título de eleitor brasileiro

Continue Lendo...

Amanhã, quarta-feira, 6 de maio, é o último dia para regularizar o título eleitoral em Mato Grosso do Sul, como:

  • realizar transferência de domicílio
  • transferir endereço ou local de votação
  • tirar o primeiro título eleitoral
  • realizar revisão eleitoral
  • atualizar dados cadastrais
  • atualizar cadastro de biometria

Após essa data, o cadastro eleitoral será fechado e não será possível fazer alterações ou transferências. O encerramento ocorre 150 dias antes da eleição, de acordo com a Lei das Eleições nº 9.504/1997.

Caso contrário, não poderá votar nas eleições de outubro, que ocorrerão em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno).

Os motivos que levam um título ser cancelado são:

  • deixar de votar
  • deixar de justificar a ausência às urnas em três eleições consecutivas
  • não comparecer à revisão do eleitorado
  • entre outros

O juiz eleitoral auxiliar da presidência do TRE-MS, Luiz Felipe de Medeiros, ressaltou a importância de estar em dia com a Justiça Eleitoral.

"O mais importante é você estar em dia com a sua situação eleitoral para tomar posse em concurso público (efetivo ou comissionado). Se não estiver com a situação eleitoral em dia, não pode assumir nenhum cargo ou função pública também. Programas sociais de governo também, benefícios sociais que a população tem o direito de receber, também exige a quitação eleitoral e estar em dia com a sua situação eleitoral. Matricular em instituição pública ou universidade também exige a situação regular junto à justiça eleitoral. Emissão de passaporte e regularização de CPF e também são outras situações que exigem estar em dia com a justiça eleitoral", disse.

COMO REGULARIZAR?

A regularização pode ser feita presencialmente, diretamente nos Cartórios Eleitorais.

Em Campo Grande, o eleitor pode regularizar seu título, das 8h às 18h, no Memorial da Cultura, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, número 559, Centro.

No interior de MS, basta se deslocar a um cartório eleitoral mais próximo, na cidade em que reside, das 12h às 18h.

DOCUMENTOS - os documentos necessários para regularização são:

documento oficial com foto que comprove sua identidade
título eleitoral ou e-Título
comprovantes de votação
comprovantes de justificativas eleitorais
comprovante de dispensa de recolhimento ou, caso não tenha sido dada baixa, os comprovantes do recolhimento das multas

É imprescindível que a população não deixe para última hora e evite filas.

ELEIÇÕES 2026

Brasileiros vão às urnas em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno) para eleger parlamentares para o mandato 2027-2030).

Os cargos em disputa são presidente da República, governadores, senadores (duas vagas por estado), deputados federais e deputados estaduais/distritais.

Pesquisa Eleitoral

Azambuja descola de Nelsinho e Contar na corrida ao Senado

Levantamento Correio do Estado/IPR foi feito em 22 cidades que representam 69% do total da população de Mato Grosso do Sul

05/05/2026 08h00

Reprodução

Continue Lendo...

A 2ª pesquisa de intenções de votos para o Senado, contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), apontou que o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) deu uma descolada do ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) e do senador Nelsinho Trad (PSD), que são os seus principais adversários pelas duas vagas ao cargo em Mato Grosso do Sul.

Conforme o principal cenário do levantamento estimulado, quando são apresentadas aos entrevistados as opções com os nomes dos candidatos, na média da somatória do primeiro com o segundo votos, Azambuja lidera, com 20,03% da preferência dos entrevistados, enquanto mais atrás estão Capitão Contar, com 16,52%, e Nelsinho Trad, com 15,69%.

Com a margem de erro de 3,5 pontos porcentuais para mais ou para menos, Azambuja chegaria ao máximo de 23,53% e ao mínimo de 16,53%, enquanto Capitão Contar teria o máximo de 20,02% e o mínimo de 13,02% e Nelsinho obteria o máximo de 19,19% e o mínimo de 12,19%, portanto, ele ficaria à frente de ambos nas duas possibilidades, garantido uma das duas vagas.

No entanto, ainda considerando a margem de erro, Capitão Contar e Nelsinho Trad estão tecnicamente empatados, disputando voto a voto a última vaga para o Senado disponível para Mato Grosso do Sul, de acordo com a pesquisa Correio do Estado/IPR realizada de 27 de abril a 1º de maio deste ano e registrado sob os números BR/01165-2026 e MS/06319-2026.

Já no segundo bloco do levantamento, o deputado federal Vander Loubet (PT) alcançou 9,25%, enquanto Soraya Thronicke (PSB) vem logo atrás com 8,74%, ou seja, considerando a margem de erro, ambos também estão tecnicamente empatados, e, mais distantes, aparecem Beto do Movimento (PSOL), com 3,89%, e Daniel Júnior (AGIR), com 1,53%, também empatados tecnicamente, sendo que 24,35% dos entrevistados não sabem, não quiseram responder, branco/nulo, nenhum deles e indecisos.

No caso do segundo cenário da pesquisa estimulada, quando o nome do Capitão Contar foi substituído pelo nome do deputado federal Marcos Pollon (PL), Azambuja dispara, com 21,24% das intenções de votos, enquanto Nelsinho Trad vem mais atrás, com 16,45%, seguido bem de longe por Vander, com 9,76%, Soraya, com 9,50%, Pollon, com 7,84%, Beto do Movimento, com 4,46%, e Daniel Jr., com 1,79%, sendo que 28,69% dos entrevistados não sabem, não quiseram responder, branco/nulo, nenhum deles e indecisos.

Pesquisas para o Senado em MS

Fonte: Correio do Estado/IPR

Com intervalo de confiança de 95%, a pesquisa Correio do Estado/IPR ouviu 784 pessoas com 16 anos ou mais de idade, distribuídas pelos municípios de Antônio João, Aquidauana, Bonito, Caarapó, Campo Grande, Coronel Sapucaia, Corumbá, Coxim, Dourados, Guia Lopes da Laguna, Maracaju, Naviraí, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante, Rio Verde, Sidrolândia, Sonora e Três Lagoas.

Essas 22 localidades representam 69% do total de 1,8 milhão de eleitores sul-mato-grossense, ou seja, 1,2 milhão de eleitores.

Ao ser realizado nesses municípios do Estado, o levantamento cobre onde está a maior parte da capacidade eleitoral de Mato Grosso do Sul, isto é, oferece uma fotografia extremamente fiel do cenário real, já que os pequenos municípios têm baixo peso estatístico.

ESPONTÂNEA 

O levantamento espontâneo (primeiro voto), quando é feita a pergunta aos entrevistados e não é dada nenhuma alternativa para resposta, Azambuja ainda lidera, com 2,42%, seguido por Contar, com 0,77%, Nelsinho, com 0,77%, Pollon, com 0,51%, vereador Marquinhos Trad (PV), com 0,38%, a ex-ministra Simone Tebet (PSB), com 0,38%, Soraya, com 0,38%, e a senadora Tereza Cristina (PP), com 0,38%.

Mais atrás foram citados o deputado federal Vander Loubet, com 0,26%, o ex-governador André Puccinelli (MDB), com 0,13%, o governador Eduardo Riedel (PP), com 0,13%, o deputado federal Geraldo Resende (União Brasil), com 0,13%, a deputada estadual Gleice Jane (PT), com 0,13%, o deputado estadual João Henrique Catan (Novo), com 0,13%, o deputado estadual Pedro Pedrossian Neto (Republicanos), com 0,13%, e o deputado estadual Roberto Hashioka (Republicanos), com 0,13%, e 92,86% não sabem ou não quiseram responder.

No caso da pesquisa espontânea (segundo voto), Nelsinho lidera, com 0,51%, seguido por Capitão Contar, com 0,13%, Reinaldo Azambuja, com 0,13%, e Vander Loubet, com 0,13%, enquanto 99,11% não sabem ou não quiseram responder.

REJEIÇÃO

A pesquisa Correio do Estado/IPR também levantou a rejeição dos pré-candidatos ao Senado em Mato Grosso do Sul e Soraya está na frente, com 15,05%, seguida de perto por Capitão Contar, com 12,76%, e Vander, com 12,37%, enquanto mais atrás aparecem Nelsinho, com 8,04%, Azambuja, com 5,99%, Beto do Movimento, com 5,36%, Pollon, com 3,57%, e Daniel Jr., com 2,55%. Dos entrevistados, 17,73% não rejeitam ninguém, 8,80% rejeitam todos, 1,91% disse que vai votar em branco ou vai anular o voto e 5,87% não sabem ou não responderam.

ANÁLISE

Segundo o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, no primeiro cenário estimulado, Reinaldo Azambuja tem a primeira posição, com 20,02% das intenções de votos, seguido pelo Capitão Contar, com 16,52%, tecnicamente empatado com o atual senador Nelsinho Trad (PSD), que busca a reeleição e marca 15,69%. 

“Nesse cenário, Reinaldo abre uma pequena diferença e a briga está mais acirrada pela segunda vaga entre Capitão Contar e Nelsinho Trad. O deputado federal Vander Loubet aparece na sequência com 9,25%, seguido de perto pela atual senadora Soraya Thronicke, com 8,74%, enquanto Beto do Movimento e Daniel Jr. registraram 3,89% e 1,53%, respectivamente”, detalhou.

Para ele, os eleitores que declararam não votar em “nenhum deles” somam 8,73% na média e aqueles que não sabem ou não quiseram responder representaram 7,46%, enquanto os indecisos especificamente para o segundo voto marcaram 5,42%, e os brancos e nulos somaram 2,74%.

Já no segundo cenário 2, que não traz o nome do Capitão Contar, Nelsinho Trad se isola na segunda posição.

“O nome do Capitão foi retirado e substituído pelo do deputado federal Marcos Pollon. Sem a presença de Contar, Reinaldo Azambuja amplia ligeiramente sua liderança, alcançando uma média de 21,23% na somatória do primeiro e segundo voto”, citou.

Além disso, acrescentou, Nelsinho Trad consolidou-se na segunda posição com 16,46%, distanciando-se dos demais concorrentes. “Vander Loubet mantém estabilidade, com 9,75%, e Soraya Thronicke oscila positivamente para 9,50%. O estreante no cenário, Marcos Pollon atingiu 7,84% da média dos votos”, avaliou. 

Já Beto do Movimento marcou 4,46% e Daniel Jr. ficou com 1,79%. “Neste cenário, o número de eleitores que optaram por ‘nenhum deles’ subiu para 11,80%. Os que não sabem ou não responderam somaram 8,55%, os indecisos no segundo voto foram 5,36% e brancos/nulos representaram 3,25%”, comentou.

Aruaque Barbosa também analisou a rejeição dos pré-candidatos, perguntando aos eleitores em quem eles não votariam de jeito nenhum para o Senado. “A senadora Soraya Thronicke lidera este índice, rejeitada por 15,05% dos entrevistados. Logo atrás, aparecem Capitão Contar, com 12,76%, e Vander, com 12,37%.

Nelsinho tem 8,04% de rejeição, enquanto o líder das intenções de voto, Azambuja, apresenta um dos menores índices entre os principais nomes, com apenas 5,99%”, detalhou, citando que Beto do Movimento foi rejeitado por 5,36%, Pollon por 3,57% e Daniel Jr. por 2,55%.

“Chama a atenção o fato de que 17,73% dos eleitores afirmaram não rejeitar nenhum dos candidatos apresentados, enquanto 8,80% disseram rejeitar todos. Os que não souberam ou não responderam somam 5,87%, e brancos/nulos na rejeição representam 1,91%. O levantamento reflete um cenário em que a força política do ex-governador Reinaldo Azambuja o coloca em posição confortável, enquanto a segunda vaga ao Senado por Mato Grosso do Sul dependerá fortemente da configuração final das candidaturas, especialmente no campo da centro direita”, concluiu.

* Saiba

Veja perfil do eleitor deReinaldo, Contar e Trad

O recorte do eleitorado dos pré-candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul revela perfis distintos de apoio entre Reinaldo Azambuja (PL), Capitão Contar (PL) e Nelsinho Trad (PSD), com diferenças marcantes por região, sexo, faixa etária e renda.

O cenário indica três perfis eleitorais distintos: Contar com força no interior e entre eleitores mais jovens e de renda média-baixa, Azambuja com base mais consolidada entre eleitores mais velhos e de maior renda e Nelsinho com apoio mais homogêneo, porém menos concentrado, especialmente na Capital.

Azambuja apresenta um perfil mais equilibrado regionalmente, com índices próximos em Dourados (23,20%), Ponta Porã (23,21%), Campo Grande (21,97%) e Naviraí (20,59%).

O ex-governador tem distribuição semelhante entre homens (22% a 24%) e mulheres (20% a 21%). Seu principal diferencial está na faixa etária mais alta: ele cresce entre eleitores com 60 anos ou mais (acima de 25%) e mantém bom desempenho entre 45 e 59 anos (cerca de 23%). 

No recorte por renda, ele alcança seus melhores índices entre eleitores com mais de 5 salários mínimos (24% a 26%) e também vai bem na faixa de 2 a 5 salários, enquanto tem menor adesão pelas pessoas com renda mais baixa. 

Já Contar apresenta desempenho mais robusto em regiões do interior, com destaque para Aquidauana/Anastácio (40,0%) e Paranaíba/Chapadão (38,46%), além de índices relevantes em Campo Grande (25,25%) e Ponta Porã (23,21%). 

Seu eleitorado é majoritariamente masculino, com porcentuais entre 25% e 28%, enquanto entre mulheres o apoio fica abaixo da média, variando de 18% a 21%. 

Por idade, o candidato concentra força entre eleitores de 25 a 44 anos (acima de 25%) e de 45 a 59 anos (cerca de 24%), mas perde tração entre os mais idosos (60+), onde registra cerca de 18% ou menos. 

Na renda, Contar tem melhor desempenho entre eleitores de até 2 salários mínimos e de 2 a 5 salários, ambos na faixa de 23% a 27%, com queda entre os que ganham mais de 5 salários mínimos. 

Nelsinho Trad, por sua vez, concentra sua base principalmente em Campo Grande (15,41%), com desempenho mais modesto em Dourados (cerca de 8%) e Ponta Porã (entre 8% e 9%).

Seu eleitorado é equilibrado entre homens (15% a 16%) e mulheres (cerca de 15%), sem grandes variações por gênero. 

Em relação à idade, o senador tem melhor desempenho entre eleitores de 35 a 59 anos (16% a 18%), enquanto enfrenta maior dificuldade entre jovens e idosos, onde os índices caem para algo entre 10% e 13%. 

No recorte por renda, Nelsinho apresenta estabilidade, com leve vantagem entre eleitores de 2 a 5 salários mínimos (16% a 18%), mantendo porcentuais próximos nas demais faixas.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).