Política

DEMISSÕES

Aliados criticam pressa de prefeito

Aliados criticam pressa de prefeito

danúbia burema

06/12/2011 - 10h27
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A decisão do prefeito Nelsinho Trad (PMDB) de antecipar a saída de comissionados pertencentes a partidos que terão candidatura própria em 2012 desagradou tradicionais aliados, como o PSDB, PPS e PP. Eles consideraram apressada a decisão do prefeito, porque a aliança foi feita por período de quatro anos e não de três como deseja Nelsinho. Os cargos ocupados são usados pelos aliados para fazerem política. E Nelsinho não quer mais deixar a sua administração ser usada por futuros adversários em 2012.

Por isto, o prefeito está determinado a “limpar a área” para afastar os correligionários dos partidos que pretendem enfrentar o PMDB nas eleições municipais em Campo Grande.

Na avaliação do presidente regional do PSDB, Carlos Alberto Assis, o momento adequado para o partido se desligar da administração municipal seria em março do próximo ano, quando teria o resultado das pesquisas sobre a aceitação de seu pré-candidato, deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB), e o PMDB também já tivesse definido quem será seu candidato.

Segundo o dirigente, havia inclusive sido combinado com Nelsinho que a saída dos cargos seria definida em reunião neste mês. “Com um pouquinho de calma a gente poderia resolver isso sem atropelo, mas ele se antecipou. Ontem (anteontem) fizemos reunião e o Azambuja é da mesma opinião, se o prefeito quer os cargos a gente entrega”, afirmou.

A reclamação do PPS foi a mesma dos tucanos. “Nós ajudamos ele a ganhar a eleição por quatro anos. O correto são os quatro anos”, afirmou o presidente municipal da legenda, Aldo Donizete. Ele garantiu, entretanto, que não haverá problema para o partido em entregar os poucos cargos que ocupa na administração municipal.

Apoio forçado
A postura de Nelsinho foi vista pelos aliados como uma maneira de pressionar as legendas em busca de apoio à candidatura peemedebista na disputa pela prefeitura da Capital.

“Não sei se ele quer obrigar as pessoas a estarem do lado do Giroto (deputado federal Edson Giroto, tido como favorito do PMDB para a sucessão de Nelsinho). Talvez seja uma forma de obrigar os partidos a permanecerem aliados aos interesses do PMDB”, afirmou o deputado estadual Alcides Bernal (PP), pré-candidato do partido.

“Não condicionamos nem ele (Nelsinho) condicionou que teríamos que apoiar a sucessão de 2012 sendo candidato do PMDB. Nós não fizemos esse acordo, esse acordo é novo”, afirmou o pré-candidato do PPS, vereador Athayde Nery, referindo-se à aliança firmada na última eleição municipal. Ele declarou ainda que, na postura de aliado, o PPS nunca reclamou de o PMDB lançar candidatura própria. “Agora se a nossa pré-candidatura está incomodando eles, nós entregamos os cargos sem problemas”, concluiu.

Apesar das críticas e queixas, os partidos aliados garantiram que a postura de Nelsinho não irá atrapalhar seu relacionamento com o PMDB. “Não vamos brigar agora por qualquer coisa não, são mais de vinte anos nessa parceria”, afirmou Carlos Alberto Assis, presidente regional do PSDB.  

Leia mais no jornal Correio do Estado.

IPR/Correio do Estado

Em MS, Flávio Bolsonaro tem 40,82% e Lula, 31,63%, indica pesquisa

Distância entre candidato do PL e petista é a menor do ano na série de levantamentos em Mato Grosso do Sul

21/09/2026 21h13

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

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Nova rodada da pesquisa IPR/Correio do Estado mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se mantém na liderança da disputa para a presidência dentro do território sul-mato-grossense, com 40,82% das intenções de voto. Na segunda posição em Mato Grosso do Sul aparece o presidente da República, candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 31,63% das intenções de voto. 

No comparativo com a pesquisa anterior, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro melhoraram o desempenho. Na rodada do mês de agosto, Flávio Bolsonaro aparecia com 39,29% das intenções de voto, enquanto Lula tinha 29,72%.

A distância entre os dois é a menor da série que começou no mês de março. No primeiro levantamento, a diferença era de 14,29 pontos porcentuais. Em agosto, a distância caiu para 9,57 pontos porcentuais e agora é de 9,19 pontos porcentuais.

A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 19 de setembro, com 784 entrevistas, e registrada sob os números BR-05239/2026 e MS-06794/2026. As entrevistas foram feitas em 17 municípios de Mato Grosso do Sul. 

No levantamento, Augusto Cury (Avante) aparece com 3,95%; Ronaldo Caiado (PSD) tem 3,57% das intenções; Renan Santos (Missão), 2,55%; Romeu Zema (Novo), 0,64%; Wilson Grassi (Democrata), 0,51%; Cariana Barão (DC), 0,38%; Rui Costa Pimenta (PCO), 0,26%; Samara (UP), 0,26%; Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram. 
Brancos e nulos são 3,83% e indecisos somam 11,61%. 

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

Espontânea

Na pesquisa espontânea, a maioria está indecisa, 42,73%. Flávio Bolsonaro tem 27,93% das menções espontâneas, enquanto Lula tem 23,98%. Cury (1,66%), Renan Santos (1,15%), Ronaldo Caiado (0,51%), Zema (0,38) e Samara (0,13%) completam a lista. Os brancos e nulos são 1,54% nesta modalidade. 

Rejeição

O mais rejeitado é o presidente Lula, com 41,58% das menções. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 31,51%. Os que não rejeitam ninguém somam 14,92% dos entrevistados e os que rejeitam todos, 5,87%. Todos os outros candidatos pontuaram com menos de 1% no quesito rejeição, sendo indecisos 2,93% e brancos e nulos, 1,28%.

Repercussão Nacional

Presidente do União Brasil aparece de cueca em vídeo e é acusado de agressão

Gravações feitas em quarto de hotel mostram Antônio Rueda durante discussão com influenciadora, que relata violência psicológica e suposta agressão.

21/09/2026 20h17

Antônio Rueda preside nacionalmente o União Brasil e é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro.

Antônio Rueda preside nacionalmente o União Brasil e é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro. Foto: Rede Social.

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O presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, aparece de cueca em uma série de vídeos gravados dentro de um quarto de hotel em São Paulo que ganharam repercussão neste domingo (21). Nas imagens, uma mulher identificada como a influenciadora Luana Dellevedove acusa o dirigente partidário de agressão e relata que estaria sofrendo violência psicológica havia mais de um ano.

As gravações teriam sido feitas em junho deste ano e mostram momentos de tensão entre os dois. Rueda aparece inicialmente apenas de roupa íntima e, ao longo do material, veste as roupas enquanto tenta deixar o quarto. Em determinado momento, Luana o segura e ele retorna ao dormitório.

Durante a gravação, a influenciadora aponta manchas avermelhadas em um lençol e afirma que seriam de sangue. Ela associa as marcas a uma suposta agressão e continua fazendo acusações contra o presidente nacional do União Brasil.

As imagens, entretanto, não mostram o que teria ocorrido antes do início da gravação e, por si só, não permitem confirmar que Rueda tenha agredido a mulher. Não há, nas informações divulgadas até o momento, comprovação independente das acusações apresentadas durante os vídeos.

Antônio Rueda preside nacionalmente o União Brasil e é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro.
Antônio Rueda aparece em trecho de vídeo gravado dentro de um quarto de hotel em São Paulo: Foto: DCM.

Supostas traições são mencionadas no vídeo

A discussão também envolve a vida pessoal do dirigente partidário. Durante a gravação, Luana acusa Rueda de manter relações extraconjugais e afirma que ele estaria "traindo a mulher e traindo a amante". Rueda é casado com Flor Rueda.

Em outro momento do material, Luana afirma que estaria enfrentando havia mais de um ano uma situação de violência psicológica atribuída ao dirigente. Ao final de uma das gravações, também demonstra preocupação com o que poderia acontecer com sua família após a exposição do episódio.

Mulher posteriormente diz que vídeos seriam "montagem"

O caso ganhou uma versão contraditória antes mesmo de alcançar maior repercussão. Após ter acesso às gravações que seriam divulgadas, Luana contestou as informações relacionadas ao episódio e afirmou que os vídeos seriam uma "montagem".

A declaração contrasta com o conteúdo atribuído às próprias gravações, nas quais uma mulher identificada como Luana aparece fazendo as acusações contra Rueda.

O material apresenta cortes, o que impede estabelecer apenas pelos trechos divulgados toda a sequência de acontecimentos dentro do quarto.

Os quatro vídeos foram divulgados inicialmente pelo Diário do Centro do Mundo (DCM) e, posteriormente, o conteúdo passou a circular nas redes sociais e foi repercutido por outros veículos de comunicação.

Rueda foi procurado sobre o episódio

Antes da publicação original das gravações, Antônio Rueda foi procurado pelo Diário do Centro do Mundo (DCM) para comentar as acusações.

O dirigente informou que estava em um avião e pediu que os questionamentos fossem encaminhados por escrito. Segundo o veículo responsável pela divulgação inicial, as perguntas foram enviadas, mas não houve nova resposta até a publicação.

Até o momento, não há manifestação pública de Rueda apresentada nas fontes consultadas que esclareça especificamente as acusações feitas durante as gravações.

Além de comandar nacionalmente o União Brasil, Antônio Rueda é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026. O episódio, portanto, ganha repercussão em pleno período eleitoral.

No cenário eleitoral, Rueda mantém proximidade política com Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.

Apesar de o União Brasil ter declarado neutralidade no primeiro turno, o dirigente vinha sendo apontado como um dos articuladores de uma ala da legenda favorável à candidatura do senador.

Nesta segunda-feira (21), a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, marcou para 6 de outubro, após o primeiro turno, uma reunião para rediscutir a neutralidade na disputa presidencial.

 

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