Política

Campo Grande

"Aqui não tem ninguém de braços cruzados", diz Adriane sobre gestão na Capital

De acordo com a prefeita, o primeiro ano de mandato foi de medidas necessária, cortes e ajustes

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Durante a posse dos três novos secretários da Prefeitura de Campo Grande na tarde desta quinta-feira (8), a prefeita Adriane Lopes (PP) fez questão de ressaltar os trabalhos que estão sendo realizados na Capital e que ninguém está “de braços cruzados” para a cidade. 

Apoiada pela senadora Tereza Cristina (PP), que também esteve na solenidade, ela afirmou que 2025 foi um ano de “reorganizar a casa”. 

“Passamos pelo último ano com medidas necessárias. 2025 foi um ano de ajustes, de cortes e foram muitos, medidas totalmente impopulares mas necessárias para que a máquina pública pudesse girar e para que a gente não parasse de ofertar os serviços da prefeitura municipal de Campo Grande”, disse a prefeita em seu discurso. 

Parte das mudanças foi anunciada nesta quinta-feira, com a troca de comando de importantes pastas do Executivo Municipal, as secretarias da Saúde, da Fazenda e de Governo e Relações Institucionais (Segov) e a posse dos novos responsáveis. 

O novo nome para a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), do médico urologista Marcelo Luiz Brandão Vilela, foi anunciado quatro meses após a queda da até então titular da Pasta, Rosana Leite de Melo, apenas em 30 de dezembro do ano passado. 

Juntamente com Vilela, Ivoni Kannam Nabhan Pelegrinelli, que estava à frente do comitê gestor criado por Adriane após a saída de Rosana Leite, assume como secretária adjunta da Sesau.

Já o nome para confirmado como secretário Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov) e que também tomou posse hoje é o de Ulysses da Silva Rocha, que inclusive têm "colocado a cara à tapa" nas tratativas sobre o IPTU feitas entre o Executivo de Campo Grande e a Câmara Municipal. 

Já na Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz), quem assume é Isaac José de Araújo, que já atuava interinamente. Ele se torna fixo com o afastamento de Márcia Hokama, que anunciou a saída definitiva da secretaria de finanças do município. 

“O primeiro ano foi de arrumação da casa, de medidas que não são simpáticas mas que precisam ser tomadas. A prefeitura é assim, a prefeita e todos tiveram um ano de reordenamento da casa. Eu tenho certeza que esse ano que começa agora será muito mais tranquilo e mais leve”, disse a senadora Tereza Cristina.

Adriane ressaltou o papel de Tereza no Senado em prol de Campo Grande, que angariou R$ 20 milhões para a saúde da Capital, voltado ao reabastecimento de medicamentos e contratação de mais médicos, especialmente. 

Além disso, Adriane anunciou a liberação de quase R$ 90 milhões “no apagar das luzes de dezembro” para a construção do novo Viaduto na rotatória da Coca Cola, no cruzamento da Avenida Gury Marques com a Interlagos. 

“A senhora, senadora Tereza, é uma senadora que veste a camisa e não deixa Campo Grande desamparada. Pelo seu empenho, a senhora anunciou os R$ 20 milhões para compra de medicamentos na capital, mas não podemos esquecer do viaduto da Coca Cola, que é um projeto que a senhora encabeçou e que recentemente, junto com a bancada federal, foi liberado no apagar das luzes de dezembro quase R$ 90 milhões para a execução do viaduto. São grandes feitos e grandes investimentos do Senado voltado à Campo Grande”. 

Senadora Tereza Cristina em discurso ao lado de Adriane Lopes / Foto: Gerson Oliveira-Correio do Estado

Pavimentação

Adriane também falou sobre o estrago recorrente causado pelas fortes chuvas em Campo Grande desde o mês de novembro de 2025. 

Na última terça-feira (6), uma chuva de aproximadamente 40 minutos voltou a arrancar o asfalto na Avenida Rachid Neder, que é considerado um ponto crítico da cidade. O trecho havia passado por manutenção há menos de dois meses. 

Além da Avenida, outros pontos também registraram alagamentos, como a Avenida Três Barras, próximo ao Shopping Campo Grande, entre a Avenida Afonso Pena com a rua Cacilda Arantes e próximo à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), onde o córrego Bandeira transbordou. 

Como parte da solução para os estragos, Adriane fez menção a mais um recurso federal destinado à Capital voltado ao recapeamento de vias urbanas.

“Campo Grande é uma capital que tem um pavimento muito antigo. É difícil lidar com as mudanças climáticas, mas nós estamos enfrentando. Um projeto de lei foi aprovado no Senado para que a gente pudesse usar o recurso para ‘recape’ de vias na cidade. Campo Grande vai ser a primeira cidade do Brasil a usar um recurso também vindo de emendas parlamentares para recapeamento de vias e mudança da forma de trabalhar”, afirmou a prefeita. 

“Os buracos não vão ser tampados, serão recapeados. Agora, prefeita, nós temos certeza que com o seu time, com vocês juntos, trabalhando por Campo Grande, as entregas que mais aparecem, como os remédios, os buracos, vamos de novo ter Campo Grande no patamar que a gente sempre quis”, ressaltou a senadora Tereza Cristina. 

Caso antigo

Especialmente sobre o trecho crítico na Avenida Rachid Neder, como apontado anteriormente pelo Correio do Estado, a solução para o alagamento constante causado por grandes volumes de precipitação na Região custa cerca de R$ 200 milhões, o que contemplaria as duas margens do Córrego Segredo, onde seriam feitas galerias, bacias de contenção, entre outras melhorias.

Em novembro do ano passado, o secretário da Sisep, Marcelo Miglioli, informou que não há previsão para que aquela região receba intervenções que possam resolver o problema.

Segundo disse o secretário na ocasião, algumas intervenções pontuais foram feitas em várias regiões da cidade, como drenagem e pavimentações em vias, porém, o projeto para aquela região em específico foi submetido ao crivo do governo federal, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), entretanto, ele não foi aceito.

“Nós enviamos um projeto para o [Novo] PAC da Rua Corguinho, na margem direita do córrego, o que resolveria em parte o problema ali. O projeto era de R$ 80 milhões, mas foi negado”, explicou Miglioli na época.

“A drenagem naquela região está subdimensionada, então, precisamos fazer novas galerias para que essa água possa escoar e evitar a inundação na região, além de bacias de contenção de água pluvial”, completou.

O projeto existe desde 2018, quando havia a previsão de construção de barragens que evitassem o transbordamento das águas na região. Na época, a previsão de gastos era de R$ 120 milhões, valor que subiu e desde então a ideia segue no papel.
 

Parecer

STJ decide que planos de saúde não podem limitar sessões de tratamento de pacientes autistas

De acordo com o relator, ministro Antonio Carlos Ferreira, restringir o tratamento é ilegal

12/03/2026 14h00

Foto: Arquivo

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A 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu por unanimidade na quarta-feira, 11, que planos de saúde não podem limitar o número de sessões para tratamento de pacientes com transtorno do espectro autista (TEA).

A tese confirmada pelo STJ afirma que é abusiva a limitação de sessões de psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional prescritas a esses pacientes. De acordo com o relator, ministro Antonio Carlos Ferreira, restringir o tratamento é ilegal.

"Segundo a jurisprudência do STJ, é abusiva a limitação do número de sessões de terapia multidisciplinar aos beneficiários com diagnóstico de transtorno do espectro autista", disse ele.

O caso foi levado ao STJ para questionar uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que limitou a 18 sessões anuais o tratamento de um paciente com autismo.

Ressalva sobre fraudes

Durante a análise do caso, os ministros divergiram em relação à necessidade de citar na ementa, que resume a decisão, uma ressalva quanto à ocorrência de fraudes na prescrição de tratamentos.

A sugestão de incluir esse ponto foi feita pelo ministro Raul Araújo, que destacou que o tema tem preocupado planos de saúde.

A ministra Daniela Teixeira, por sua vez, argumentou que a inclusão da ressalva no resumo da decisão poderia ser usada pelas operadoras para questionar sistematicamente a prescrição de tratamentos, prejudicando os pacientes.

A ministra defendeu que a corte tem de presumir a boa fé dos usuários e que, caso haja alguma fraude, o tema deve ser tratado na esfera criminal. "Vai caber ao plano de saúde comprovar que é uma fraude e não ao usuário", disse.

Por fim, a ementa original, sem a ressalva sobre fraudes, foi aprovada por 5 votos a 3.

Acesso ao cuidado

Famílias de pacientes autistas relatam com frequência batalhas judiciais com planos de saúde em busca de tratamento adequado. Reclamações relacionadas à falha na assistência cresceram significativamente nos últimos anos.

Em 2022, uma lei aprovada no Congresso definiu que os planos de saúde devem oferecer tratamentos fora do rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) desde que haja comprovação científica

No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) ampliou os requisitos para autorizar tratamentos fora do rol, como prescrição por médico ou dentista e registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Reação à decisão do STJ

As principais entidades representativas de operadoras de planos de saúde divulgaram nota sobre a decisão do STJ.

A FenaSaúde destacou que respeita a decisão do tribunal e que não defende a limitação de tratamento, "mas sim o combate a práticas excessivas ou irregulares, bem como a estrita observância de protocolos fundamentados na medicina baseada em evidências".

Já a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) afirmou que aguarda a publicação do acórdão para analisar os parâmetros determinados pela Justiça.

"A entidade reforça que a análise detalhada do conteúdo será fundamental para avaliar os critérios definidos pelo STJ, bem como seus desdobramentos para a aplicação das regras de cobertura no âmbito da saúde suplementar", diz a nota.
 

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BRASIL

Simone Tebet confirma disputa ao Senado por São Paulo

Ministra afirmou que aceitou convite do presidente Lula após conversas políticas e decisão familiar

12/03/2026 10h58

A ministra explicou que aguardava apenas uma conversa com a mãe antes de tornar pública a decisão

A ministra explicou que aguardava apenas uma conversa com a mãe antes de tornar pública a decisão Marcelo Victor

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A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, confirmou nesta quinta-feira (12) que pretende disputar uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições de 2026. O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa concedida no XCVI Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento (Conseplan), realizado no Bioparque Pantanal.

Durante a conversa, a ministra afirmou que a decisão foi tomada após uma série de articulações políticas e conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Segundo Tebet, o convite para que disputasse o Senado pelo maior colégio eleitoral do país surgiu no início do ano.

“Essas conversas foram caminhando e, no dia 27 de janeiro, em uma viagem ao Panamá com o presidente Lula, discutimos política no Brasil…Na semana passada, em um encontro mais reservado em São Paulo, ele pediu claramente que eu pudesse ser candidata ao Senado por São Paulo”, relatou.

A ministra explicou que aguardava apenas uma conversa com a mãe antes de tornar pública a decisão. Segundo ela, o diálogo ocorreu na quarta-feira (11), quando recebeu o apoio da família para seguir com o projeto político.

“Depois de explicar a situação para minha mãe, ontem eu decidi cumprir a missão. Política é missão. Vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que considero muito importante para o Brasil”, afirmou.

Tebet também destacou a relação que mantém com São Paulo. De acordo com a ministra, foi no estado onde obteve a maior votação quando disputou a Presidência da República em 2022, além de possuir vínculos familiares e acadêmicos com a região.

“São Paulo é atravessar um rio, é atravessar uma ponte, é onde eu fiz meu mestrado, é onde eu tive uma projeção política, é onde eu vou sempre visitar as minhas filhas, tenho uma relação muito próxima de São Paulo, meu pai e meu marido são nascidos lá, meus avós vieram do Líbano e começaram a sua vida no interior de São Paulo também”.

Apesar da futura candidatura em São Paulo, a ministra ressaltou sua ligação com Mato Grosso do Sul, onde iniciou a trajetória política. Natural de Três Lagoas, ela lembrou que o estado foi responsável por projetar sua carreira em nível nacional.

“Mato Grosso do Sul me deu o privilégio de ser a primeira mulher prefeita da minha cidade, reeleita, deputada estadual, vice-governadora e senadora. É o estado que me levou ao cenário nacional”, disse.

Segundo Tebet, a definição sobre filiação partidária e outros detalhes da candidatura ainda devem ser discutidos nas próximas semanas, dentro do prazo da chamada janela partidária. Ela afirmou que a ida para São Paulo ocorrerá com apoio político de Alckmin.

“Agora começa uma nova etapa. Temos uma janela temos pelo menos até o dia 2 de abril, para tomar todas as outras decisões”, concluiu.

Na oportunidade, a ministra Tebet também anunciou que deixa o comando do Ministério do Planejamento e Orçamento no final deste mês de março.

Já nos bastidores, a movimentação política indica que Tebet pode deixar o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) para se filiar ao Partido Social Democrático (PSB). A possível mudança ocorre porque, em São Paulo, o MDB não deve integrar a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026. 

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