Política

70 anos de Correio do Estado

Autoridades relembram a trajetória do jornal e enfatizam a sua credibilidade

A solenidade contou com a presença dos presidentes do TCE-MS, do TJMS e da OAB-MS e do procurador-geral de Justiça de MS

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A cerimônia de comemoração dos 70 anos do Correio do Estado, realizada na manhã de ontem, no Olívia Rooftop Eat & Drink, em Campo Grande, foi marcada pelas lembranças da trajetória do jornal e a credibilidade conquistada ao longo de sete décadas.

As autoridades representantes da sociedade sul-mato-grossense presentes no evento enfatizaram a importância do Correio do Estado para a história de Mato Grosso do Sul e parabenizaram o jornal pelo serviço prestado à população.

O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), conselheiro Jerson Domingos, disse que tinha 4 anos quando o jornal foi inaugurado.

Ele se lembrou da década de 1950, quando jornaleiros, com lençóis pendurados no corpo, para armazenar centenas de exemplares, passavam nas ruas oferecendo e gritando “olha o Correio do Estado de hoje”.

“Eu me recordo perfeitamente do início do jornal aqui em Campo Grande. Ele se estabeleceu na Rua 14 de Julho. Eu era garoto, jovem ainda, e, quando eu me dirigia ao colégio, passava na frente do jornal e via aquelas máquinas funcionando, as impressoras e os profissionais da comunicação.

Assim que terminavam as impressões dos jornais, logo pela manhã, os garotos, os vendedores de jornais, com um tipo de lençol ou alguma coisa pendurada no colo e aquele número de jornais, saíam dizendo a mesma frase ‘olha o Correio do Estado de hoje’”, diz o presidente.

Jerson Domingos ressaltou que o Correio do Estado faz jornalismo de credibilidade há sete décadas.

“São 70 anos prestando esse grande serviço à nossa sociedade. Uma imprensa que realmente produz informações reais e verdadeiras, respeitando a sociedade e a população de Mato Grosso do Sul, tem respeito a nível nacional, pela história no Estado. A sociedade não vive sem comunicação, e o jornal sempre teve esse potencial de fazer a interlocução dos fatos políticos, sociais e econômicos. É isso que a sociedade espera de um grande órgão de comunicação, que é o caso do Correio do Estado”, disse.

Já o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Mato Grosso do Sul (OAB-MS), Bitto Pereira, parabenizou o jornal pelos seus 70 anos de história.

“Em nome da advocacia sul- mato-grossense, eu vim aqui parabenizar e saudar a belíssima história construída com muito trabalho por gerações da família e que hoje é aplaudida por toda a sociedade sul-mato-grossense”, afirmou. 

O conselheiro federal da OAB no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Mansour Elias Karmouche, afirmou que foi um prazer enorme prestigiar o evento comemorativo dos 70 anos do Correio do Estado.

“Um dos maiores veículos de comunicação do Estado, que sempre se destacou por trazer a notícia de forma séria, informativa e com credibilidade”, assegurou.

O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), desembargador Sérgio Martins, frisou que, ao longo desses 70 anos, o Correio do Estado fez e faz história como o jornal que melhor retratou a vida no sul do anterior do estado de Mato Groso uno e, depois da criação, do estado de Mato Grosso do Sul.

“Longa vida ao Correio do Estado, e que neste século continue sendo essa fonte inesgotável de informação confiável e segura para todos nós”, pontuou.

Para o procurador-geral de Justiça Alexandre Magno Benites de Lacerda, o Correio do Estado é um marco para Mato Grosso do Sul.

“Parabenizo com admiração as gestões passadas e a atual do Correio do Estado pelos 70 anos de jornalismo sério, responsável e de muita credibilidade”, ressaltou.

Representando o governador Eduardo Riedel, o secretário de Estado de Comunicação, Frederico Souza, enfatizou a importância da interlocução que a imprensa faz entre governo e sociedade.

“O jornal tem papel importantíssimo para levar informação à população. A credibilidade que o jornal traz é inegável. Perante a evolução das novas mídias, o jornal se mantém em pé e firme”, disse.

O desembargador Ary Raghiant também parabenizou o jornal. “Parabéns pelos 70 anos do Correio do Estado, o jornal que é um marco na história do Estado”, afirmou. 

O ex-vereador Edil Albuquerque também parabenizou o jornal. “Parabéns, pois, para se decidir, tem que ser bem informado, e o Correio faz bem esse papel”, afirmou. Durante o evento, o diretor do Correio do Estado, Marcos Fernando Alves Rodrigues, informou que o jornal apresentará o seminário “Campo Grande que Queremos”, no dia 26 de agosto, data do aniversário da Capital. 

“É um projeto que estou abraçando com muita vontade. Vamos trazer vários profissionais de diferentes segmentos e fazer uma grande carta para, no dia 26 de agosto, entregá-la a cada um dos candidatos a prefeito e, lá em 2025, cobrarmos daquele que for eleito a implantação das nossas ideias”, disse.

Cota de Gênero

Treze candidatas do Estado recebem bolada de R$ 14 milhões dos partidos

As concorrentes à Câmara dos Deputados e à Alems já arrecadaram mais de R$ 500 mil, individualmente, das siglas

04/09/2026 07h45

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul Foto: Wagner Guimarães / Alems

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A cota de gênero impulsionou os repasses dos partidos às campanhas femininas em Mato Grosso do Sul. Treze candidatas a deputada federal e deputada estadual já receberam individualmente mais de R$ 500 mil para disputar as eleições deste ano.

Ao todo, elas acumulam R$ 14,15 milhões em receitas e, desse montante, R$ 14 milhões vieram do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário, ou seja, aproximadamente 99% do dinheiro recebido pelas candidatas é de origem pública.

Os números fazem parte de levantamento realizado pelo Correio do Estado ontem, com base nas informações atualizadas do DivulgaCandContas, sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A maior arrecadação entre as mulheres de Mato Grosso do Sul é da deputada federal Camila Jara (PT), candidata à reeleição. Ela declarou R$ 2,35 milhões. Destes, R$ 2,34 milhões são provenientes do fundo eleitoral e R$ 10 mil de outras fontes.

Na sequência aparece a deputada estadual Mara Caseiro (PL), que concorre à Câmara dos Deputados e já recebeu R$ 1,52 milhão. 

O PL destinou R$ 1,5 milhão do Fundo Eleitoral à campanha, enquanto outros R$ 20 mil vieram de recursos privados.

Rose Modesto (União Brasil), também candidata a deputada federal, aparece em terceiro lugar, com R$ 1,5 milhão. Todo o valor saiu do Fundo Eleitoral.

A candidata dra. Clediane (PP) recebeu R$ 1,2 milhão, também integralmente do FEFC. Luana Ruiz (PL) soma R$ 1,08 milhão, dos quais R$ 1 milhão foi repassado pelo partido por meio do Fundo Eleitoral.

Keliana Fernandes (PP) recebeu R$ 1 milhão. Giselle Marques (PT) aparece com R$ 945,5 mil, enquanto Isa Marcondes (Republicanos) acumula R$ 882,5 mil. 
No caso de Isa, foram R$ 832,5 mil do FEFC e outros R$ 50 mil do Fundo Partidário.

Completando a relação das candidatas à Câmara está Cassy Monteiro (PL), com R$ 500,2 mil. Desse total,R$ 500 mil vieram do Fundo Eleitoral. 
As nove candidatas a deputada federal incluídas no levantamento somam R$ 10,98 milhões em receitas de campanha.

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul

ALEMS

Entre as candidatas a deputada estadual, Dione Hashioka (União Brasil) lidera a arrecadação, com 
R$ 986,6 mil. 

O partido repassou R$ 966,6 mil do Fundo Eleitoral, e outros R$ 20 mil vieram de recursos privados.

Bárbara Resende (União Brasil) recebeu R$ 966,6 mil, integralmente provenientes do FEFC. 
Ana Portela e Gianni Nogueira, ambas do PL, aparecem com R$ 605 mil cada.

Nas duas campanhas, R$ 600 mil foram destinados pelo partido por meio do Fundo Eleitoral. 
As quatro candidatas à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) acumulam R$ 3,16 milhões.

AS REGRAS

Os repasses ajudam os partidos a cumprir a cota de gênero prevista na legislação eleitoral. 
Para as campanhas femininas, a parcela do FEFC e do Fundo Partidário deve acompanhar a proporção de mulheres entre as candidaturas apresentadas nacionalmente por cada legenda, nunca ficando abaixo de 30%.

Os critérios para dividir o dinheiro entre as candidatas, entretanto, são definidos pelos partidos. 
Isso significa que a regra não obriga uma distribuição igualitária e permite que as siglas concentrem valores maiores nas candidaturas consideradas mais competitivas.

A Portaria nº 541 do TSE determina ainda que os recursos reservados às mulheres sejam efetivamente utilizados no financiamento de campanhas femininas. 
Os valores declarados continuam sujeitos a atualizações durante a campanha.
 

Crise no STF

Veja a repercussão política após Moraes pedir investigação contra Mendonça

Pedido de Moraes por providências contra André Mendonça provocou reação de parlamentares da oposição e da base governista nesta quinta-feira

04/09/2026 07h13

Alexandre de Moraes pediu para investigar o coleda André Mensonça um dia após divulgação de mensagens mostrando elo com Daniel Vorcaro

Alexandre de Moraes pediu para investigar o coleda André Mensonça um dia após divulgação de mensagens mostrando elo com Daniel Vorcaro

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O pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por providências contra André Mendonça, provocou reação de parlamentares da oposição e da base governista nesta quinta-feira, 3.

Rogério Marinho (PL), Sóstenes Cavalcante (PL), Eduardo Girão (NOVO) e Carlos Viana (PSD) saíram em defesa de Mendonça e fizeram críticas a Moraes.

Do lado governista, as manifestações se concentraram nas relações do Banco Master com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sem citar diretamente a iniciativa de Moraes contra o colega de Corte.

Moraes usou o inquérito das Fake News para acusar Mendonça de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Relator do caso Banco Master, Mendonça levantou na terça-feira, 1º, o sigilo de um relatório da Polícia Federal que compilou 51 mensagens entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, após o conteúdo ser revelado pelo Estadão

Oposição 

O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha do candidato a presidente da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou que Moraes voltou a transformar o Inquérito 4.781, aberto há sete anos, em "instrumento de poder pessoal".

"É uma inversão intolerável de valores: quem deveria prestar esclarecimentos às instituições e ao povo brasileiro utiliza poderes investigativos excepcionais sob seu comando para constranger quem supervisiona uma investigação séria", afirmou Marinho em nota.

O senador também acusou Moraes de utilizar o Inquérito das Fake News como "escudo e instrumento de intimidação".

O deputado Sóstenes Cavalcante também manifestou apoio a Mendonça. "Eu apoio André Mendonça. Eu não apoio criminoso", escreveu. Para o parlamentar, há uma tentativa de acabar com uma "investigação séria e imparcial" sobre o Banco Master porque "tem muita gente poderosa envolvida".

O senador Eduardo Girão classificou a iniciativa de Moraes como o "grau máximo de falta de noção da realidade".

Já o senador Carlos Viana afirmou ter acionado Fachin sobre a conduta de Moraes contra Mendonça. Ele disse ter pedido a preservação de documentos, registros de acesso e comunicações para esclarecer se houve uma possível retaliação.

"Depois que vieram a público elementos do caso Master envolvendo Moraes, ele adotou uma iniciativa contra o ministro que conduziu essas providências", escreveu. Viana questionou se Moraes estaria usando as prerrogativas do cargo para reagir contra Mendonça. "Se houve uso do cargo para constranger ou retaliar um ministro pelo exercício de suas funções, é gravíssimo", afirmou

Governistas

Enquanto integrantes da oposição concentraram as manifestações no embate entre Moraes e Mendonça, publicações de governistas abordaram o caso Master sem mencionar o pedido de Moraes contra o ministro.

O deputado Rogério Correia compartilhou um vídeo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e relacionou o banco ao governo de Jair Bolsonaro. José Guimarães também compartilhou a publicação de Correia.

"O banco Master é de 2019, autorizado a funcionar pelo governo Bolsonaro e a partir de 2020 foi que passou a explorar com crédito consignado, aposentados do INSS, permitido pelo governo de Jair Bolsonaro", escreveu Correia.

O deputado afirmou ainda que, no governo Lula, o banco foi liquidado, a corrupção denunciada e o banqueiro preso. Correia disse esperar estar na Câmara para comandar uma nova CPMI.

A deputada federal Gleisi Hoffmann também se manifestou sobre o caso Master, mas não citou a iniciativa de Moraes contra Mendonça. Ela repercutiu informações envolvendo Vorcaro e recursos destinados às campanhas de Bolsonaro e de Tarcísio em 2022.

"Quer dizer então que o dinheiro para as campanhas do Bolsonaro e do Tarcísio em 2022 eram propina? É isso que tá dizendo o próprio Vorcaro! É gravíssimo!", escreveu.

Gleisi afirmou ainda que o caso mostraria uma tentativa de interferência nas eleições presidenciais contra Lula e voltou suas críticas a Bolsonaro, ao senador Flávio Bolsonaro e ao deputado Filipe Barros.

Lula gravou nesta quinta-feira um vídeo sobre a crise que atingiu o Supremo após as revelações das mensagens entre Moraes e Vorcaro.
 

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