Política

DOURADOS

Barbosinha não assume com Riedel nos EUA e ainda pode disputar a prefeitura

Caso o vice-governador tivesse assumido a administração estadual, ele ficaria impedido de sair pré-candidato neste ano

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De 12 a 17 de maio, na cidade de Nova York, nos Estados Unidos, o governo estadual e a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) realizaram o “MS Day Internacional” para atrair novos negócios ao Estado, tendo a participação do governador Eduardo Riedel (PSDB) em todos os dias do evento e também do “Fórum Empresarial Brazilian Week”.

Em uma política de boa vizinhança, o cargo de chefe do Executivo estadual poderia ser transmitido para o vice-governador José Carlos Barbosa (PSD), o “Barbosinha”, em razão de Riedel estar se ausentando do Brasil por quase 10 dias, porém, estrategicamente, tal “liturgia” administrativa não foi cumprida. 

O governador até chegou a enviar para a Assembleia Legislativa um ofício noticiando sua ausência do Brasil por mais de uma semana para viagem aos Estados Unidos, onde participaria de eventos empresariais para captar investimentos para Mato Grosso do Sul.

A princípio, o ofício informava que no período o governo do Estado seria administrado pelo vice-governador Barbosinha, porém, estranhamente, mandou, na sequência, uma retificação, corrigindo o anterior, após, dizem, ter sido comunicado de que, como a sua ausência seria inferior a 15 dias, não era obrigatória a substituição, nem sequer pedido de autorização.

PRECAUÇÃO

No entanto, o Correio do Estado foi alertado que, caso Riedel tivesse transferido o cargo para Barbosinha, a possibilidade de o vice-governador sair pré-candidato a prefeito de Dourados nas eleições municipais deste ano estaria impedida por lei.

Diante dessa informação, a reportagem procurou o advogado eleitoralista Douglas de Oliveira, que é mestre e doutorando em Direito e membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), para confirmar o possível impedimento legal.

“Para fins de elegibilidade ao cargo de prefeito, aplica-se à regra de desincompatibilização referente aos chefes do Poder Executivo, prevista no Artigo 14, § 6º, da Constituição Federal, de 1988, exigindo que dele se afastem definitivamente do cargo até seis meses antes do pleito para concorrer a cargos diferentes daquele que ocupam”, explicou.

Douglas de Oliveira prosseguiu, explicando que, desse modo, caso o vice-governador Barbosinha tivesse substituído o governador Riedel ficaria legalmente impedido de disputar qualquer cargo eletivo nas eleições municipais deste ano pelo simples fato de faltar menos de cinco meses para o pleito de 6 de outubro, pois legislação eleitoral exige o afastamento do cargo, para fins de disputa de outro cargo, seis meses antes.

“O motivo é muito simples, caso Barbosinha assumisse o cargo de governador, passaria automaticamente a ser um ordenador de despesas, coisa que um vice-governador não é. Agora, como Riedel não fez a transmissão de cargo, ele, caso queira, pode se candidatar a prefeito de Dourados, preservando o seu mandato de vice, pois, nos últimos seis meses anteriores ao pleito, não sucedeu ou substituiu o titular”, disse.

O Correio do Estado também procurou a assessoria de imprensa do governador Eduardo Riedel e foi informado que o chefe do Executivo não é obrigado a transferir o cargo em caso de viagens com menos de 15 dias de duração.

A assessoria de imprensa ainda acrescentou que Riedel foi para Nova York como governador e continuou despachando assuntos de interesse do governo do Estado na cidade norte-americana.

“Ele até poderia fazer, mas não tinha a obrigatoriedade de fazer a transmissão. Como foi só uma semana, ele seguiu como governador e o Barbosinha continuou como vice”, pontuou.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Gerson Claro (PP), também reforçou para a reportagem que em até 15 dias o governador não precisaria fazer transmissão de cargo e nem comunicar à Casa de Leis uma viagem ao exterior.

“Portanto, o Riedel continuou como governador, normalmente de Nova York”, declarou.

No dia 7 de maio, o Correio do Estado publicou que a provável pré-candidatura Barbosinha à prefeitura de Dourados não deveria mais se tornar uma realidade

Porém, no dia 10 de maio, Barbosinha afirmou à reportagem que seu nome permanecia à disposição e na disputa para concorrer à prefeitura de Dourados, entretanto, que sua candidatura só seria realidade de fato caso o nome de Marçal Filho não estivesse na equação.

“Trata-se do mesmo grupo político que nós estamos” , argumentou Barbosinha, adicionando à época que seu nome permanece à disposição do PSD e do processo eleitoral, reforçando que não saiu da disputa pela cadeira de chefe do Executivo em Dourados. 

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Alternativa

Ministro da Saúde defende tratar bets como problema de saúde pública, como tabaco

Padilha defendeu a limitação da publicidade das bets, inclusive em relação aos horários de veiculação e à exposição de crianças e jovens

03/09/2026 22h00

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo deve tratar as apostas online, as chamadas bets, como um grave problema de saúde pública e defendeu medidas de regulação semelhantes às adotadas contra o tabagismo no passado. Segundo ele, o Ministério da Saúde levou essa posição à reunião realizada nos últimos dias com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o tema.

Padilha defendeu a limitação da publicidade das bets, inclusive em relação aos horários de veiculação e à exposição de crianças e jovens, além de restrições à associação entre apostas e esporte. Para o ministro, a experiência brasileira com a publicidade de cigarros mostra que esse tipo de medida pode contribuir para reduzir os impactos da dependência.

Padilha destacou ainda que mais de 1,2 milhão de brasileiros já utilizaram a plataforma de autoexclusão criada pelos Ministérios da Saúde e da Fazenda para deixar as plataformas de apostas. Mais da metade dessas pessoas apontou problemas de saúde mental relacionados ao descontrole com os jogos.

Segundo Padilha, o Ministério também passou a oferecer, por meio da plataforma Meu SUS Digital, um autoteste padronizado para identificar problemas relacionados às apostas e a possibilidade de teleatendimento com psicólogos. O atendimento pode ser buscado tanto por pessoas que identificaram compulsão quanto por familiares afetados pelo problema.

Padilha afirmou que, embora os estudos indiquem maior incidência de compulsão por bets entre homens, a maioria dos pedidos de atendimento psicológico é feita por mulheres. Na avaliação do ministro, isso mostra que os impactos das apostas extrapolam o apostador e atingem a família, inclusive financeiramente e nas relações de cuidado.

"Eu defendo que a gente tenha que tratar esse tema como a gente tratou com o tabaco", afirmou Padilha, ao defender que os dados de saúde sejam utilizados para aprimorar as políticas públicas e a regulação das apostas.

Defensiva

Alcolumbre sobre pressão nas redes por impeachment: desejo do 'cidadão Davi' era falar verdades

Declaração vem após a escalada da pressão de parlamentares bolsonaristas para que ele paute algum pedido de impeachment de Moraes

03/09/2026 21h00

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre Divulgação/ Agência Brasil

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), voltou a criticar as pressões que tem sofrido nas redes sociais e disse ter a vontade de "falar verdades".

A declaração vem após a escalada da pressão de parlamentares bolsonaristas para que ele paute algum pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

"Escuto agressões e ofensas todos os dias. O desejo do cidadão Davi era ir à tribuna e falar as verdades que essas pessoas que agridem gente mereceriam ouvir", declarou, durante sessão do Senado.

Alcolumbre afirmou que a situação está "impossível". "Vivemos em uma democracia com característica de ditadura de rede social. É muita ofensa", disse.

Sem citar nomes, Alcolumbre disse que não há proposta para educação, numa possível indireta para o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). "Alguém quer ganhar eleição no 4 de outubro ofendendo os outros; gostaria de ouvir uma proposta do que ele pensa para educação", falou. Na quarta-feira, Flávio usou o microfone do Senado para cobrar o impeachment de Moraes.

O senador atribuiu as dificuldades a pessoas que, "à tarde, dizem que vão destruir o mundo, e, à noite, dizem que não vão destruir mais", numa provável referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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