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Brasil e Paraguai firmam acordo histórico sobre tarifa de energia da Usina de Itaipu

Diferença no reajuste da tarifa será reembolsada por meio de um sistema de cashback

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Após intensas negociações, o governo brasileiro, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o governo paraguaio chegaram a um acordo crucial nesta terça-feira (7) sobre a tarifa a ser aplicada à energia proveniente da Usina de Itaipu. Este marco representa um avanço significativo após meses de debates e tensões diplomáticas entre as nações vizinhas.

A tarifa atual, fixada em US$ 16,71 por kW/mês, foi revisada e ajustada para US$ 19,28. Entretanto, em um movimento pioneiro, o consumidor brasileiro não sentirá o impacto desse aumento imediato. Isso se deve a um acordo inovador, no qual a diferença será reembolsada por meio de um sistema de cashback, administrado pela binacional à ENBpar, a estatal brasileira que detém 50% de participação na hidrelétrica.

É importante observar que, embora o valor acordado ainda seja superior ao custo operacional da usina, estimado em US$ 10,77, ele representa um meio-termo entre as demandas originais do Paraguai, de US$ 22,70, e as projeções internas realizadas pela própria Itaipu.

Durante as negociações, o Brasil foi instado pelo governo paraguaio a aceitar uma tarifa ainda mais elevada. O presidente Lula enfrentou pressão crescente nesse sentido, especialmente considerando sua queda de popularidade. No entanto, após meses de diálogo, ficou acordado que a tarifa permanecerá em US$ 16,71 até 2026. Após esse período, o Brasil cobrirá apenas os custos operacionais da Itaipu, estimados entre US$ 10 e US$ 12.

Impactos previstos

O novo diretor-geral da Itaipu, Enio Verri, anunciou em 2023 o ambicioso programa "Itaipu Mais que Energia", que prevê investimentos de R$ 1 bilhão em projetos de desenvolvimento regional. Essa iniciativa inclui a expansão da área de abrangência da usina para atender todos os 399 municípios do Paraná e outros 35 de Mato Grosso do Sul, além de financiar projetos socioambientais, como a criação de novas áreas para espécies em risco, como as emas.

O acordo alcançado também contempla a antecipação das negociações do Anexo C, que define as bases financeiras da binacional, prevendo sua conclusão em seis meses. Além disso, após 2026, o Paraguai oferecerá ao mercado livre de energia brasileiro o excedente de energia que atualmente é destinado ao mercado regulado.

O governo brasileiro tem a expectativa de que esse acordo não apenas estabilize os preços da energia no país, mas também que gere impactos estruturais positivos, refletindo em uma redução nos custos de energia em cerca de 36 meses.

Este acordo não apenas estabelece novos parâmetros para a relação energética entre Brasil e Paraguai, mas também abre caminho para uma cooperação mais ampla e benéfica entre as duas nações.

Política

Fachin decide tirar Moraes da relatoria do inquérito das fake news

Relator havia incluído acusações contra André Mendonça no processo

09/09/2026 19h10

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, retirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (9) e ficam preservadas todas as decisões tomadas por Moraes no processo até a data de hoje.

O inquérito foi aberto pela Corte em março de 2019 e continua em andamento. Na época, o então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, defendeu a medida como forma de combater a veiculação de notícias que atingiam a honorabilidade e a segurança do STF, de seus membros e parentes. O ministro também nomeou Moraes como relator.

A decisão de Fachin ocorre durante uma crise protagonizada por Moraes e o ministro André Mendonça. Na semana passada, Moraes incluiu acusações contra Mendonça no âmbito do inquérito das Fake News. O relatório dizia que Mendonça teria, em tese, praticado uma série de condutas tipificadas como improbidade administrativa, abuso de autoridade e favorecimento a determinados grupos políticos.

Dias antes, Mendonça havia retirado o sigilo de um relatório da PF que trazia mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes. Vorcaro é alvo central da Operação Compliance Zero, que trata da suspeita de fraudes financeiras bilionárias no Master, e está preso atualmente.

Nesta quarta, Fachin determinou a retirada da investigação contra Mendonça do inquérito das fake news. Todo seu conteúdo foi remetido ao próprio presidente da Corte.

stf

Mendonça solta filho do Careca do INSS, que era sócio em empresas investigadas por desvios

Em meio à crise no STF, ministro determina a libertação de filho do empresário investigado por fraudes com aposentadorias

09/09/2026 17h13

Antonio Carlos Antunes, o

Antonio Carlos Antunes, o "Careca do INSS" Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a soltura do filho de Antônio Carlos Camilo, o Careca do INSS. Romeu Carvalho Antunes era sócio do pai em empresas usadas no esquema de descontos a aposentados. Ele fica proibido de se comunicar com os outros investigados.

Na decisão, o magistrado sustenta que Romeu não representa risco suficiente às investigações para justificar a manutenção da reclusão absoluta. Afirma que as novas cautelares impostas são o bastante.

“No caso de ROMEU, entendo que a segregação física integral não mais se mostra necessária na intensidade anteriormente reconhecida. A análise atual deve considerar, cumulativamente, o estágio alcançado pela investigação, a possibilidade de controle objetivo dos deslocamentos do investigado, sua retirada dos ambientes institucionais diretamente associados aos fatos apurados, a vedação de interlocução com investigados e testemunhas e a manutenção de sua vinculação à jurisdição nacional”, diz o magistrado.

Ele também diz que a defesa do réu provou que ele não exercia mais cargo nas empresas da família no período em que os crimes investigados teriam sido cometidos.

“A defesa comprovou que ROMEU havia deixado as funções empresariais. Tais elementos não eliminam, isoladamente, os riscos cautelares, mas possuem relevância na aferição de sua intensidade atual, especialmente quando conjugados com medidas diretamente dirigidas às fontes concretas de risco apontadas na investigação.”

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