Política

ELEIÇÕES 2026

Campanha nas ruas têm início e disputa entre candidatos começa nos adesivaços

Ano em que as urnas eletrônicas completam 30 anos, brasileiros votarão para a escolha de: dois senadores; governador; deputados federal e estadual, e Presidente da República

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Neste domingo (16) foi dada a largada para as campanhas das Eleições Gerais 2026, com abertura do período de propaganda eleitoral tanto nas ruas como na internet, com esse início dos atos já marcando a disputa entre os candidatos desde os primeiros adesivaços.

Ano em que as urnas eletrônicas completam 30 anos de história, os brasileiros votarão nas Eleições de 2026 para a escolha de representantes para os seguintes cargos: 

  1. Deputado federal,
  2. Deputado estadual, 
  3. Dois senadores, 
  4. Governador e 
  5. Presidente da República

Com isso, durante a manhã de hoje (16), data que segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fica liberada a propaganda geral, toda sorte de candidatos foram às ruas com os primeiros atos oficiais.

É o caso, por exemplo, do candidato a deputado estadual Silvio Pitu, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que somente na manhã deste domingo anotou em seu ato a adesivagem de aproximadamente quatro mil veículos em Campo Grande. 

"Estamos iniciando um período muito importante para o nosso Estado, e eu quero estar à disposição das pessoas. Quero percorrer Mato Grosso do Sul e acompanhar de perto a realidade de cada município, porque as decisões que mudam a vida das pessoas começam com quem conhece o problema de perto. Tenho bagagem, disposição e energia para ser o representante do povo nas pautas do progresso e do desenvolvimento do nosso Estado", disse o candidato. 

Realizado próximo à Praça do Papa, o evento contou com a presença de populares e o apoio ainda do deputado federal pelo Republicanos, Beto Pereira, e da já parlamentar estadual também "tucana", Mara Caseiro. 

Beto mesmo foi outro que aproveitou para dar largada na sua própria campanha, participando de ações também de adesivagem de veículos nos bairros Vilas Boas, Vila Sobrinho e Nova Lima.

“Preparamos uma campanha propositiva, mostrando o trabalho realizado ao longo do mandato, com presença nos 79 municípios, levando recursos e, principalmente, entregando resultados que melhoram a vida das pessoas. Vamos fazer uma campanha transparente, sincera e com propostas, mostrando que podemos avançar ainda mais e fazer muito mais por Mato Grosso do Sul”, disse.

Além dessas duas figuras políticas que estão concorrendo como candidatos a deputado federal, o ato de Silvio Pitu teve até mesmo a presença do atual chefe do Executivo do Mato Grosso do Sul candidato à reeleição, Eduardo Riedel, e do ex-governador Reinaldo Azambuja, que nestas Eleições Gerais busca o cargo de Senador da República.

Também houve adesivaço, por exemplo, na abertura oficial da campanha eleitoral da coligação "Por um MS do Povo" presença em peso da militância e dos apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT) no Estado, pela chapa do candidato Fábio Trad e de sua vice, "Dona" Gilda Maria dos Santos.

"Sei o que vocês passaram lá atrás, num processo hediondo e odioso de criminalização da imagem da esquerda. Coube a mim o destino de protagonizar essa nova  jornada, e farei tudo ao meu alcance para não decepcioná-los e não desonrá-los", afirmou Fábio Trad na ocasião. 

Essa mesma estratégia foi adotada de forma semelhante pelo interior do Mato Grosso do Sul, como no caso da também candidata a deputada estadual, Gianni Nogueira, na esquina das ruas Joaquim Teixeira Alves e Hayel Bon Faker, em Dourados. 

Eleições 2026

Dos cargos em disputa neste ano eleitoral, cabe lembrar que, enquanto deputados são eleitos por um sistema proporcional, os senadores, governadores e presidente são escolhidos em eleições majoritárias.

Marcadas para acontecerem no primeiro domingo de outubro (04), como de costume, a possibilidade de segundo turno das Eleições 2026 fica agendada para o dia 25 do mês em questão, com cerca de três semanas corridas entre uma data e outra. 

Mais de 155 milhões de brasileiros devem ir às urnas neste ano, com Mato Grosso do Sul tendo um total de 1.968.065 de pessoas classificadas como "eleitorado apto", conforme painel elaborado pela Justiça Eleitoral.

Fique atento

Das principais próximas datas estabelecidas pelo TSE, entre 28 de agosto até o dia 1° de outubro fica aberto o período de exibição do popular "horário eleitoral gratuito" no rádio e televisão que corresponde ao primeiro turno. 

Também vale destacar que, desde o dia 06 de agosto está valendo o período de proibições consideradas "severas" às programações diárias de emissoras de rádio e TV, que ficam vedadas de: 

  • Transmitir imagens de pesquisas em formatos que identifiquem participantes ou manipulem dados;
  • Veicular qualquer tipo de propaganda política fora do horário reservado por lei;
  • Dar tratamento privilegiado a candidatos, partidos ou coligações;
  • Exibir filmes, novelas ou programas satíricos que contenham alusões negativas ou positivas aos candidatos.

Cabe frisar que fica aberto até 20 de agosto o prazo para requerer a votação em trânsito, serviço que permite que eleitores e eleitoras consigam votar mesmo fora de seu domicílio eleitoral

Conforme o Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-MS), para a "festa da democracia" deste ano a votação  em trânsito estará disponível tanto na Capital quanto na maior cidade do interior do Estado, nos municípios de Campo Grande e Dourados.

Distante 20 dias antes do 1° turno, a data de 14 de setembro fica marcada como limite para conclusão da chamada Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais pelo TSE, quando também se encerra o prazo para pedidos de apoio de transporte por comunidades indígenas e quilombolas.

Faltando 15 dias para o pleito, em 19 de setembro, aquelas pessoas candidatas aos cargos em disputa já não poderão ser detidas ou presas, a menos que a situação trata-se especificamente de um flagrante delito. 

Há um espaço semelhante de tempo para eleitoras e eleitores, que entre 29 de setembro até 06 de outubro também não poderão ser detidos ou presos, salvo de forma semelhante os casos flagrante delito, em decorrência de sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto.

Fica estipulada também uma data de proibição total de transporte de armas e munições que é válida para colecionadores, atiradores e caçadores (CACs) em todo o território nacional, válida de 03 a 05 de outubro. 

No primeiro domingo de outubro, a votação deve começar às 07h pelo horário do Mato Grosso do Sul e terminar às 16h (sendo de 08h às 17h conforme a hora de Brasília). 

Por fim, no caso de um eventual segundo turno, a propaganda eleitoral em rádio e TV acontece entre 09 e 23 de outubro. No dia 10 do mês em questão os candidatos não poderão ser presos e em 19 chega à mesma data para os civis. Entre 24 a 26 fica estabelecida mais uma nova  restrição de porte e transporte de armas de fogo para CACs em território nacional.

 

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ELEIÇÕES 2026

Lula lança campanha de chapéu e com vídeo para Lula de 1979

Presidente Lula deu início à sua campanha eleitoral no Estádio Municipal 1º de Maio, conhecido como Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP)

16/08/2026 13h00

Presidente Lula deu início à sua campanha eleitoral em São Bernardo do Campo (SP)

Presidente Lula deu início à sua campanha eleitoral em São Bernardo do Campo (SP) Foto: Ricardo Stuckert

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, começou seu primeiro discurso em comício como candidato oficial à reeleição dizendo que estava de chapéu porque fez radioterapia para cuidar de um câncer de pele e, por isso, não poderia tomar sol na cabeça. "Mas quero dizer para vocês que vou tirar o chapéu para todos vocês", disse.

Lula agradeceu à sua mãe, dona Lindú, dizendo que ela é responsável por tudo que ele é na vida. E, referendou o discurso que a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, sobre a importância e participação das mulheres na sociedade. Nesse contexto frisou a necessidade de lutar contra a violência feminina.

"Mulheres desse país, não baixem a cabeça nunca, porque os homens têm que aprender a respeitar vocês. Deus fez a gente igual. Não é possível que não termine com essa violência", disse.

Antes do discurso, foi apresentado um vídeo em que Lula leu uma carta para ele mesmo, mas 1979, quando participava do movimento sindical. "Após 47 anos e ganhar três eleições para a presidência da República, nem imaginava que poderia reconstruir o Brasil". No entanto, disse que ainda não está satisfeito porque o "Brasil está pronto para muito mais".

Alckmin

O vice-presidente e candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSB) afirmou neste domingo, 16, que a política industrial do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permitiu a retomada da produção de veículos em fábricas fechadas durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL). Alckmin também exerceu o cargo de Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

"No governo passado, só para citar a indústria automobilística, fecharam a Mercedes-Benz em Iracemápolis, a Ford na Bahia e a Troller no Ceará. Com o presidente Lula, onde estava a Mercedes, hoje está a GWM produzindo veículos; onde estava a Ford, hoje está a BYD", declarou.

Alckmin disse ainda que houve crescimento das exportações. O vice-presidente também mencionou os acordos comerciais firmados pelo Mercosul com Singapura e com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), além do tratado com a União Europeia.

Em tom eleitoral, Alckmin disse que a reeleição de Lula fortalecerá a democracia e permitirá ampliar as conquistas do governo. Segundo ele, o atual mandato registrou crescimento do emprego, da renda, do Produto Interno Bruto (PIB) e dos investimentos em educação, saúde e proteção ambiental.

As declarações foram dadas durante o lançamento da campanha petista no Estádio Municipal 1º de Maio, conhecido como Vila Euclides, em São Bernardo do Campo. Alckmin recorreu a metáforas futebolísticas para lembrar as greves dos metalúrgicos lideradas por Lula no fim da década de 1970. "Aqui, quem faz o gol é a democracia", afirmou.

ELEIÇÕES 2026

Riedel e Azambuja prestigiam largada de Viviane Luiza na abertura oficial da campanha

Ex-secretária estadual de Cidadania recebeu governador e ex-governador em ato deste domingo

16/08/2026 11h13

A primeira-dama do Estado, Mônica Riedel, o governador Eduardo Riedel (PP), a candidata a deputado federal Viviane Luiza (PSDB) e o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) durante a largada oficial da campanha eleitoral

A primeira-dama do Estado, Mônica Riedel, o governador Eduardo Riedel (PP), a candidata a deputado federal Viviane Luiza (PSDB) e o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) durante a largada oficial da campanha eleitoral Divulgação

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A abertura oficial da campanha eleitoral em Mato Grosso do Sul colocou a candidata a deputada federal Viviane Luiza (PSDB) entre os nomes prestigiados pelo governador Eduardo Riedel (PP) e pelo ex-governador e candidato ao Senado Reinaldo Azambuja (PL). 

Os dois participaram da agenda de lançamento da ex-secretária estadual de Cidadania neste domingo (16), dentro de uma série de compromissos com candidatos proporcionais da coligação.

A presença das duas principais lideranças do grupo político no ato de Viviane reforçou a candidatura da ex-secretária logo na largada da disputa. Ela destacou que a relação política e administrativa com Riedel e Azambuja começou ainda em 2015 e atribuiu o apoio ao trabalho desenvolvido durante sua passagem pelo Governo do Estado.

“Fortalece aquela construção que nós temos desde 2015. Acredito no trabalho que fiz enquanto gestora pública. Fui testada e fizemos um trabalho nos 79 municípios, segmentado para juventude, indígenas, quilombolas e mulheres”, afirmou.

Segundo Viviane, a participação de Riedel e Azambuja no lançamento também representa uma demonstração de confiança em sua candidatura e na ampliação da presença feminina nos espaços de poder.

“Ter os dois aqui é realmente a confirmação de que foram eles que me colocaram nesse espaço para a disputa, por acreditarem que mulheres nos espaços de decisão e poder são importantes”, declarou.

Riedel explicou que decidiu concentrar o primeiro dia oficial de campanha nos atos promovidos pelos candidatos a deputado federal da coligação. Antes de participar da agenda de Viviane, esteve em outro lançamento e, na sequência, seguiria para compromissos com outros nomes da chapa.

“Começou com os federais que estão fazendo atos hoje. Como a gente não tem como estar em todas as agendas, optamos por não fazer uma nossa e deixar que todos fizessem as suas. Eu hoje vou ao máximo possível de agendas dos nossos federais”, explicou o governador.

Riedel ressaltou que a campanha majoritária será dividida entre compromissos eleitorais e sua rotina administrativa à frente do Governo do Estado. Neste domingo, por exemplo, ele tinha compromisso oficial em Furnas do Dionísio e participação à noite no Bon Odori, em Campo Grande.

“A gente vai ter que se virar nos 30 entre as agendas de campanha e as agendas de governo”, afirmou. Para os próximos 45 dias, Riedel disse que pretende priorizar o contato direto com os eleitores, por meio de reuniões, carreatas, encontros e agendas de imprensa.

A primeira-dama do Estado, Mônica Riedel, o governador Eduardo Riedel (PP), a candidata a deputado federal Viviane Luiza (PSDB) e o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) durante a largada oficial da campanha eleitoral

“Acho que é andar, conversar com as pessoas, seja em forma de reunião, seja em carreata, levar nossa mensagem”, disse.

Reinaldo Azambuja também participou da movimentação de abertura da campanha dos candidatos proporcionais. Ele afirmou que pretende percorrer o maior número possível de lançamentos e ações eleitorais, lembrando que a coligação reúne mais de 200 candidaturas.

“Política ninguém faz sozinho, faz em grupo. As proporcionais levam o nome do governador e da campanha do Senado, então todas as candidaturas são importantes”, afirmou.

Azambuja disse que iniciou as atividades eleitorais ainda na noite anterior, em Paranaíba, e que neste domingo teria uma sequência de compromissos em Campo Grande e Maracaju. Para ele, a campanha deve manter um caráter propositivo, evitando ataques aos adversários.

“Acho que a gente não tem que fazer campanha atacando ninguém. Vamos falar das possibilidades e dos avanços de Mato Grosso do Sul”, declarou.

Participação feminina

Ex-secretária estadual de Cidadania, Viviane Luiza afirmou que pretende fazer da defesa de direitos, da equidade, da promoção social, do desenvolvimento humano e da educação os principais eixos de sua campanha para a Câmara dos Deputados.

“O foco é a pauta que eu trabalho há mais de duas décadas, que é a garantia de direitos, a promoção da equidade, a promoção social, o desenvolvimento humano, desde a cidadania e as mulheres e, claro, sem deixar de passar pela educação”, explicou.

Ela também destacou a possibilidade de Mato Grosso do Sul ampliar significativamente a representação feminina na Câmara Federal. Para Viviane, a presença de mais mulheres no Legislativo fortalece a pluralidade política.

“São mulheres fortes, capacitadas. Quando colocamos a equidade dentro da Câmara Federal, estamos dizendo que acreditamos que as mulheres também precisam e devem estar nesses espaços. Isso é pluralidade e representatividade”, afirmou.

A primeira-dama do Estado, Mônica Riedel, o governador Eduardo Riedel (PP), a candidata a deputado federal Viviane Luiza (PSDB) e o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) durante a largada oficial da campanha eleitoral

Ao explicar a decisão de disputar uma eleição pela primeira vez, Viviane afirmou que passou anos avaliando a possibilidade de entrar para a política eleitoral e que decidiu concorrer por acreditar na necessidade de renovação.

“Foram anos repensando e acreditando que nós precisamos ocupar esses espaços da política quando acreditamos na boa política. De tempos em tempos, em todos os espaços, precisa haver renovação”, disse.

Viviane também pretende explorar durante a campanha sua trajetória pessoal e profissional. Ela lembrou que veio da periferia, foi mãe solo e chegou à gestão pública antes de decidir disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

“Venho de uma história improvável, da periferia, mãe solo. Quero mostrar que é possível que mais pessoas que vêm desses espaços também estejam nos lugares de poder e decisão”, afirmou.
 

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