Após cinco horas de deliberação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), nesta quarta-feira (10), por 39 votos a 25, os parlamentares aprovaram a manutenção da prisão do deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) no presídio Federal de Campo Grande (MS).
Com a decisão, a comissão aprovou o parecer do deputado Darci de Matos (PSD-SC). Durante a votação houve apenas uma abstenção.
O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), titular da CCJ votou contrário a manutenção da prisão de Chiquinho Brazão que está desde o dia 27 de março no presídio de segurança máxima de Campo Grande.
Veja como votou cada deputado:
Para manter a prisão:
- Afonso Motta (PDT-RS)
- Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)
- Alex Manente (CIDADANIA-SP)
- Bacelar (PV-BA)
- Benes Leocádio (UNIÃO-RN)
- Castro Neto (PSD-PI)
- Célia Xakriabá (PSOL-MG)
- Cezinha Madureira (PSD-SP)
- Chico Alencar (PSOL-RJ)
- Cobalchini (MDB-SC)
- Covatti Filho (PP-RS)
- Darci de Matos (PSD-SC)
- Def. Stélio Dener (REPUBLICANOS-RR)
- Delegada Katarina (PSD-SE)
- Diego Coronel (PSD-BA)
- Dra. Alessandra H. (MDB-PA)
- Duarte Jr. (PSB-MA)
- Fausto Pinato (PP-SP)
- Flávio Nogueira (PT-PI)
- Gilson Daniel (PODE-ES)
- Helder Salomão (PT-ES)
- José Guimarães (PT-CE)
- Juarez Costa (MDB-MT)
- Kim Kataguiri (UNIÃO-SP)
- Luiz Couto (PT-PB)
- Márcio Honaiser (PDT -MA)
- Maria Arraes (SOLIDARIEDADE -PE)
- Neto Carletto (PP -BA)
- Orlando Silva (PCdoB -SP)
- Patrus Ananias (PT -MG)
- Pedro Campos (PSB -PE)
- Rafael Brito (MDB -AL)
- Renilce Nicodemos (MDB -PA)
- Renildo Calheiros (PCdoB -PE)
- Ricardo Ayres (REPUBLICANOS -TO)
- Rubens Pereira Jr. (PT -MA)
- Toninho Wandscheer (PP -PR)
- Waldemar Oliveira (AVANTE -PE)
- Welter (PT -PR)
Para que Brazão deixe a prisão:
- Bia Kicis (PL-DF)
- Cap. Alberto Neto (PL-AM)
- Carlos Jordy (PL-RJ)
- Chris Tonietto (PL-RJ)
- Dani Cunha (UNIÃO-RJ)
- Danilo Forte (UNIÃO-CE)
- Delegado Bilynskyj (PL-SP)
- Delegado Marcelo (UNIÃO-MG)
- Delegado Ramagem (PL-RJ)
- Del. Éder Mauro (PL-PA)
- Domingos Sávio (PL-MG)
- Dr. Jaziel (PL-CE)
- Felipe Saliba (PRD-MG)
- Fernanda Pessôa (UNIÃO-CE)
- Julia Zanatta (PL-SC)
- José Medeiros (PL-MT)
- Lafayette Andrada (REPUBLICANOS-MG)
- Marcelo Crivella (REPUBLICANOS-RJ)
- Marcos Pollon (PL-MS)
- Mauricio Marcon (PODE-RS)
- Nicoletti (UNIÃO-RR)
- Pedro Aihara (PRD-MG)
- Pr.Marco Feliciano (PL-SP)
- Rafael Simoes (UNIÃO -MG)
Abstenção
- João Leão (PP-BA)
Agora a decisão segue ao plenário, onde será necessária a maioria da Câmara, cerca de 257 votos para que a prisão seja mantida em votação aberta e nominal.
RDD
O parlamentar e seu irmão ficaram presos preventivamente pelo regime chamado de Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), onde as regras são mais rígidas que as do regime fechado.
Com 200 câmeras em Campo Grande, os detentos daqui são monitorados por câmeras de segurança 24 horas por dias. Algumas delas, inclusive, estão instaladas em locais que os presos desconhecem.
As visitas só ocorrem uma vez por semana, no pátio da unidade, com tempo limitado a três horas. Os advogados não têm nenhum contato físico com os detentos, os encontros são realizados em parlatórios, em que o defensor fica separado de seu cliente por um vidro, e a conversa se dá por um interfone.
Nas celas, todo o mobiliário é feito de concreto. Nesse espaço os presos permanecem por 22 horas de cada dia, sendo as duas horas restantes destinadas ao banho de sol.
ACUSAÇÕES
Após as delações de Ronnie Lessa e de Élcio de Queiroz (que foi quem dirigiu o veículo que levou o atirador), a Polícia Federal concluiu que os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão contrataram o ex-policial militar Ronnie Lessa para executar a vereadora Marielle Franco, em 2018. O motorista dela, Anderson Gomes, também foi morto.
Para a PF, o assassinato de Marielle está relacionado ao posicionamento contrário da parlamentar aos interesses do grupo político liderado pelos irmãos Brazão, que tem ligação com questões fundiárias em áreas controladas por milícias no Rio,
Segundo a PF, Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Policia Civil do Rio, “planejou meticulosamente” o crime.
Conforme o relatório, as tratativas ocorreram de forma clandestina e em breves encontros em locais desertos.
A primeira reunião ocorreu em 2017, quando, segundo a PF, os irmãos Brazão contrataram Edmilson Macalé, um miliciano que atua na Zona Oeste do Rio. Foi ele quem convidou Ronnie Lessa para participar do crime. (Com agências)
** Colaborou Daiany Albuquerque





