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Judiciário

CNJ tem 4 votos pela volta de Bastos, afastado após operação da PF, ao TJMS

Relator do processo propôs prorrogar investigação por 140 dias, mas quer o fim do afastamento cautelar do desembargador

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Relator do processo administrativo disciplinar (PAD) em julgamento no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o desembargador Alexandre Aguiar Bastos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), o conselheiro João Paulo Schoucair votou pela prorrogação da apuração, mas considerou desnecessária a manutenção do afastamento cautelar. 

Shoucair deu o parecer antes de deixar o CNJ e se aposentar. Além do voto dele, há outros três votos pelo retorno de Bastos, afastado das funções de 2024, quando foi alvo da Polícia Federal (PF).

A informação, que já havia sido adiantada pelo Correio do Estado em julho, foi confirmada pela ata oficial da 10ª Sessão Virtual deste ano do CNJ, publicada na segunda-feira no Diário de Justiça. No PAD nº 0000093-79.2026.2.00.0000, o relator propôs a prorrogação da instrução por mais 140 dias e, ao mesmo tempo, o retorno de Alexandre Bastos às funções jurisdicionais e administrativas no TJMS, uma clara contradição.

No voto, João Paulo Schoucair defendeu “o imediato restabelecimento do exercício de suas funções jurisdicionais e administrativas”. A posição foi acompanhada pelos conselheiros Daiane Nogueira de Lira, Marcello Terto e Paulo Régis Machado Botelho.

Com o voto do relator, Alexandre Bastos tem, até agora, quatro votos formalmente registrados a favor de seu retorno ao TJMS, e não oito, como havia sido informado anteriormente.

O julgamento, no entanto, não chegou ao fim. Antes da manifestação dos demais integrantes, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, pediu vista regimental, interrompendo a análise do processo.

Por isso, apesar dos quatro votos favoráveis, ainda não há decisão colegiada sobre o PAD autorizando a revogação do afastamento cautelar de Bastos na esfera administrativa. A ata também registra que a conselheira Jaceguara Dantas da Silva declarou impedimento e, portanto, não participa do julgamento, pois também é desembargadora do TJMS.

O CNJ é composto por 15 integrantes e, com o impedimento de Jaceguara, ficam 14 conselheiros aptos a votar no processo. Caso todos participem da conclusão do julgamento, serão necessários oito votos para que uma das posições alcance maioria simples. Como três já acompanharam o relator pela revogação do afastamento, Bastos precisaria, nesse cenário, de mais quatro votos favoráveis para alcançar a maioria.

O número necessário, porém, pode variar caso haja outras ausências ou impedimentos quando o processo voltar a julgamento, já que, pelo regimento interno do CNJ, as decisões do plenário são tomadas, em regra, pela maioria simples dos conselheiros presentes, observado o quórum regimental.

Como quatro integrantes já votaram e Jaceguara está impedida, restam 10 conselheiros aptos a se manifestar: Edson Fachin, Mauro

Campbell Marques, Kátia Magalhães Arruda, Andréa Cunha Esmeraldo, Fabio Esteves, Ilan Presser, Noemia Porto, Silvio Amorim, Ulisses Rabaneda e Rodrigo Badaró.

INVESTIGAÇÃO

Uma eventual decisão do CNJ pela volta de Alexandre Bastos ao TJMS não significa o encerramento do processo. Ao contrário, Schoucair propôs justamente que a instrução do PAD continue por mais 140 dias. 

A diferença está na medida cautelar: na avaliação do relator, a investigação administrativa pode prosseguir sem que o magistrado permaneça afastado das funções. 

O PAD apura possíveis infrações disciplinares atribuídas ao desembargador no contexto das investigações que atingiram integrantes do Judiciário estadual.

Alexandre Bastos está afastado de suas funções desde o dia 24 de outubro de 2024, quando foi deflagrada pela PF a Operação Ultima Ratio, que apura suspeitas de corrupção e comercialização de decisões judiciais envolvendo integrantes do Poder Judiciário em MS.

A situação de Bastos passou a se diferenciar dos demais casos no julgamento da prorrogação do PAD porque Schoucair defendeu expressamente que a investigação prossiga sem a manutenção do afastamento cautelar determinado na esfera administrativa. 

Isso, porém, não significa automaticamente o retorno imediato dele às funções, pois, caso exista outra medida cautelar válida determinada em processo judicial diverso, o desembargador não poderá voltar ao TJMS.

Relatoria

Relator da PEC da escala 6x1 no Senado mantém texto aprovado na Câmara

Proposta de emenda à Constituição que dá fim à escala 6x1 foi aprovada na Câmara em maio

27/08/2026 15h00

Jefferson Rudy/Agência Senado

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O senador Omar Aziz (PSD-AM) protocolou o seu parecer sobre a proposta de fim da escala 6x1 e manteve, nesta quinta-feira, 27, o texto aprovado na Câmara dos Deputados. Aziz é o relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado O parlamentar rejeitou todas as emendas apresentadas.

A proposta de emenda à Constituição (PEC) que dá fim à escala 6x1 foi aprovada na Câmara em maio. Desde então, ficou parada no Senado, em meio ao afastamento entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Neste mês, eles se reaproximaram, e a proposta começou a andar.

De acordo com Alcolumbre, o relator vai apresentar o seu relatório na CCJ na semana que vem. Após passar pelo colegiado, o texto deve ser submetido ao plenário. Para que a PEC não retorne à Câmara, é preciso que a aprovação dos senadores ocorra sem alterações.

A PEC reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas, com limite de oito horas diárias, e assegura dois dias de repouso semanal remunerado, um dos quais preferencialmente aos domingos. A proposta também estabelece que a implementação da medida nos contratos ocorrerá sem redução salarial.

A matéria permite que uma lei complementar institua medidas transitórias de mitigação de impactos em favor dos microempreendedores individuais, das micro empresas, e das empresas de pequeno porte, condicionadas à manutenção dos níveis de emprego.

Segundo a PEC, após dois meses da publicação da emenda, a duração do trabalho normal não poderá exceder 42 horas. Após um ano, a jornada cai para 40 horas.

CAMPANHA ELEITORAL

Diretórios de PP e PT fazem repasses milionários a Riedel e Fábio

Executivas nacionais de PP, PT e PL concentram a maior parte dos recursos das principais campanhas ao Governo e ao Senado em Mato Grosso do Sul

27/08/2026 06h29

O ex-deputado federal Fábio Trad (PT) e o governador Eduardo Riedel (PP) receberam valores milionários dos respectivos diretórios nacionais

O ex-deputado federal Fábio Trad (PT) e o governador Eduardo Riedel (PP) receberam valores milionários dos respectivos diretórios nacionais Montagem

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As campanhas do governador Eduardo Riedel (PP) e do ex-deputado federal Fábio Trad (PT) ao governo de Mato Grosso do Sul já receberam quantias milionárias dos diretórios nacionais dos respectivos partidos.

Juntos, os repasses partidários somam cerca de R$ 2,86 milhões, conforme dados disponíveis no DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral. 

Riedel recebeu R$ 1 milhão da Direção Nacional do PP, valor equivalente a 93,46% das receitas informadas pela campanha. Além do recurso partidário, Manoel Leonardo de Lima contribuiu com R$ 40 mil e Clebson Marcondes de Lima, com R$ 30 mil.

A campanha do governador tem limite de gastos de R$ 6.226.082,16 e já registra R$ 2.419.775 em despesas contratadas.

A maior fatia dos gastos de Riedel está concentrada em serviços advocatícios, que somam R$ 1 milhão, equivalentes a 41,33% das despesas contratadas, distribuídos em três lançamentos.

Na sequência aparecem a produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, com R$ 500 mil (20,66%), e o impulsionamento de conteúdos, que soma R$ 369 mil (15,25%) em cinco lançamentos.

A prestação de contas também aponta R$ 250 mil em serviços contábeis, correspondentes a 10,33% das despesas, além de R$ 200,5 mil com pessoal, ou 8,29%, distribuídos em 35 lançamentos.

Já Fábio Trad recebeu R$ 1.867.824,65 da Direção Nacional do PT, montante que representa 99,73% dos recursos registrados por sua campanha. O próprio candidato também fez uma contribuição de R$ 5 mil.

Ao todo, a campanha petista contabiliza R$ 1.872.824,65 em receitas. Os valores disponíveis no DivulgaCandContas podem ser atualizados à medida que novos recursos e despesas forem informados à Justiça Eleitoral.

CANDIDATOS AO SENADO

Os repasses das direções nacionais dos partidos também têm peso relevante na disputa pelas duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado. 

Dados do DivulgaCandContas mostram que o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) recebeu
R$ 2 milhões da Direção Nacional do PL, o equivalente a 98,91% de sua arrecadação.

Contar também recebeu R$ 15 mil de Renato Nascimento Oliveira, R$ 5 mil de Iara Diniz Contar e R$ 2 mil de Simone Farelli Maia Reichert. No total, os recursos informados somam R$ 2,022 milhões.

O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) recebeu R$ 500 mil da Direção Nacional do partido, correspondentes a 61,2% dos recursos registrados. Outros R$ 317 mil foram aportados pelo próprio candidato, elevando sua arrecadação a R$ 817 mil. 

A campanha tem limite de gastos de R$ 3.176.572,53 e registra R$ 1.994.995 em despesas contratadas.
Já o deputado federal Vander Loubet (PT) recebeu R$ 1.588.286,27 da Direção Nacional do PT, ou 99,06% dos recursos declarados. 

A campanha também registra R$ 11.125 provenientes da plataforma QueroApoiar.com.br e R$ 4 mil de Bernardo Chagas Loubet. Ao todo, são R$ 1.603.411,27 arrecadados.

Vander tem limite de gastos de R$ 3.176.572,53 e, até o levantamento, contabilizava R$ 10.231,38 em despesas contratadas. Desse total,

R$ 10 mil foram destinados ao impulsionamento de conteúdos e R$ 231,38 a taxas de administração de financiamento coletivo.

Entre os candidatos citados, Roberto Oshiro (Novo) aparece com uma arrecadação mais modesta, de R$ 50 mil. Desse valor, R$ 30 mil foram aportados pelo próprio candidato e R$ 20 mil por Augusto Raimundo Alessio.

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