Política

Câmara e Senado

Congresso volta do recesso sem previsão de plenário nesta semana

Legislativo realiza "esforço concentrado" de duas semanas pré-eleição

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O Congresso Nacional retoma formalmente, nesta segunda-feira (3), os trabalhos após duas semanas de recesso parlamentar sem previsão de sessão plenária deliberativa tanto na Câmara dos Deputados, quanto no Senado Federal.

Em meio à campanha eleitoral de 2026, os presidentes das Casas acordaram limitar os trabalhos legislativos em duas semanas de “esforço concentrado”. A primeira semana será entre os dias 10 e 14 de agosto, e a segunda entre os dias 31 de agosto e 3 de setembro.

A expectativa é que votações nos plenários da Câmara e do Senado ocorram apenas nessas duas semanas até as eleições gerais de outubro. Historicamente, o semestre de eleições é mais esvaziado no Congresso. 

Entre os projetos que não foram votados no primeiro semestre, e que podem entrar nos debates a partir de agosto, está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6x1, que segue travada na mesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). 

Apesar da pressão do governo, que deseja votar o tema antes da eleição, não há indicativo de Alcolumbre quando o tema será encaminhado para Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A oposição defende a votação de uma PEC alternativa, mantendo a possibilidade de escala 6x1.

Outro projeto que o governo gostaria de ver votado é a PEC da Segurança Pública, votada na Câmara, e que aguarda deliberação no Senado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem cobrado Alcolumbre, publicamente, para colocar o tema em votação. 

No Senado, há ainda a expectativa de se votar o projeto de lei de regulação da exploração dos minerais críticos, já aprovado pela Câmara.

O Congresso precisaria ainda votar os projetos de lei orçamentários, tanto o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), quanto o projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 que deve ser encaminhado pelo governo até o dia 31 de agosto.

O Congresso tem ainda 87 vetos que trancam a pauta do Legislativo, entre eles, há vetos ao projeto de regulamentação da reforma tributária, ao Estatuto do Pantanal, às LDO e LOA de 2026, ao marco do setor elétrico e o veto integral a Lei da Dosimetria, que reduz o tempo de prisão para condenados pelo 8 de janeiro.

Outros temas debatidos no semestre anterior, mas que não chegaram ao plenário das Casas, está o PL da Misoginia, que criminaliza a discriminação contra mulheres, e o PL da Inteligência Artificial (IA), que regula a tecnologia no Brasil e foi apresentado como uma das prioridades do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). 

Primeira semana pós recesso

Nesta primeira semana da volta do recesso, estão previstas apenas sessões solenes, como a homenagem à fundação da Assembleia de Deus – Ministério de Madureira, marcada para esta terça-feira (4), na Câmara.

Já no Senado a previsão é de uma sessão, na sexta-feira (7), no plenário, para marcar o Agosto Lilás, voltado à campanha pelo fim da violência contra mulheres.

Algumas comissões convocaram sessões para esta primeira semana. A Comissão Mista do Orçamento (CMO) discute o financiamento da educação infantil do Brasil, em audiência pública, na quarta-feira (5). Outra agenda é o debate da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, que debate nesta segunda-feira (3) a campanha Agosto Dourado, dedicada à promoção do aleitamento materno.

 

ELEIÇÕES 2026

Pollon tenta 'sair por cima' após ser vetado de concorrer ao Senado

Ele foi convidado para compor a equipe de transição do governo - caso Bolsonaro seja eleito - e vai tentar reeleição nas eleições 2026

02/08/2026 16h15

Marcos Pollon ao lado de Flávio Bolsonaro

Marcos Pollon ao lado de Flávio Bolsonaro Foto: Reprodução Instagram @pollonms

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Deputado federal por Mato Grosso do Sul, Marcos Pollon (PL-MS), vai tentar a reeleição em 2026, após ser vetado para concorrer ao Senado.

A disputa estava entre Capitão Contar e Marcos Pollon. O Partido Liberal (PL) oficializou Contar como candidato ao Senado, neste sábado (1°), durante convenção estadual, em Campo Grande.

Com isso, Pollon deixa de vez a disputa pela vaga majoritária e será candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados nas eleições deste ano.

“Mais uma vez coloco meu nome como candidato a deputado federal, pois nós precisamos de pelo menos 172 deputados leais e firmes naquela casa. Serão ataques diários a Flavio Bolsonaro e rechaçaremos qualquer tentativa de golpe ou impeachment. Teremos uma casa coesa e forte”, afirmou o deputado.

E, ainda tentou "sair por cima" com o convite do candidato à presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para integrar a equipe de transição de governo, caso seja eleito presidente.

“Eu quero te chamar, se Deus quiser, para participar da transição de governo comigo, em especial para gente reorganizar a nossa legislação no que diz respeito à legítima defesa”, disse Flávio.

O deputado agradeceu o convite. “Recebi com profunda honra a missão de integrar a transição do futuro governo Flávio Bolsonaro para coordenar a construção das políticas de legítima defesa e da revogação de todas as medidas desarmamentistas impostas pelo desgoverno Lula”, disse Pollon.

Flávio destacou a importância da reeleição de Pollon na Câmara dos Deputados para compor uma bancada forte no próximo mandato.

“Marcos Pollon, nosso candidato a deputado federal. É alguém que há muito tempo defende as bandeiras que nós acreditamos para o nosso país. Deus, Pátria, Família e LiberdadeNenhum presidente governa sozinho. Sem uma base forte, qualquer governo fica vulnerável à chantagem, à paralisia e às tentativas de desestabilização”, pontuou o candidato à presidência.

Marcos Pollon foi o deputado federal mais votado de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2022, com 103.111 votos.

DISPUTA AO SENADO

A corrida ao Senado terá dois candidatos do PL em Mato Grosso do Sul:

CAPITÃO CONTAR

  • 1° suplente: Cláudio Mendonça, ex-superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-MS)
  • 2° suplente: Luciano Barbosa, proprietário da Rádio Hora

REINALDO AZAMBUJA

  • 1° suplente: Nelsinho Trad, senador de MS
  • 2° suplente: Felipe Matos, ex-secretário da Fazenda de MS
 

eleições 2026

PT oficializa Lula como candidato à reeleição para a Presidência

Geraldo Alckmin será novamente vice na chapa; Oficialização ocorreu na Convenção Nacional do PT, na Expo Center Norte, em São Paulo

02/08/2026 14h16

Convenção Nacional do PT oficializa candidatura de Lula e Alckmin à reeleição

Convenção Nacional do PT oficializa candidatura de Lula e Alckmin à reeleição Foto: Ricardo Stuckert

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O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, disse na manhã deste domingo, 2, que a sigla homologou a candidatura da chapa do presidente Lula e do vice-presidente, Geraldo Alckmin, à reeleição para o Executivo. A declaração foi dada durante a Convenção Nacional do PT, na Expo Center Norte, em São Paulo.

Edinho destacou que os coordenadores de campanha, partidos da coligação e movimentos sociais se reuniram ontem para debater os rumos da campanha que mira a reeleição de Lula. "Vamos fazer a disputa nos territórios. Vamos identificar, em cada cidade e em cada estado do Brasil, aquilo que o governo do presidente Lula fez para mudar a vida do povo brasileiro", salientou.

 

No evento, Lula repetiu o discurso de defesa da soberania e disse que não vai deixar nem a China nem os Estados Unidos interferirem em temas como a exploração de terras raras. "Tem muita gente metendo o dedo no nosso nariz", disse, acrescentando: "Essas terras raras, nem chinês, nem americano, nem francês, vão meter o dedo nas nossas terras raras", afirmou

O presidente prometeu mais investimentos na área da Defesa. Ele destacou o tamanho das fronteiras e das riquezas naturais brasileiras. "Eu quero estar preparado para ninguém invadir esse País para levar esse presidente, como eles invadiram (a Venezuela). Eu quero estar preparado para a paz, não para a guerra. Eu quero estar preparado para ninguém ousar se fazer de besta com a gente", discursou.

Ele também prometeu "brigar" com os parlamentares por causa de emendas parlamentares. O petista criticou uma "inversão" no Orçamento, em que deputados podem indicar bilhões enquanto o Poder Executivo tem que fazer cortes milionários em programas de saúde e educação. Ele prometeu até mesmo vetar uma indicação de emendas do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP).

"A minha quarta Presidência é pra mudar muita coisa nesse País. Vai ter briga com emenda parlamentar. Vai ter briga com o papel que tem hoje o Poder Legislativo", discursou a apoiadores reunidos na Zona Norte de São Paulo.

"Eu sou triste com a política de hoje. Esse negócio de fundo partidário não me agrada. Está levando os partidos à promiscuidade", afirmou. "Tem partido que recebe R$ 1 bilhão, sem prestar contas ao povo brasileiro. Muitas vezes no Poder Executivo temos que cortar R$ 10 milhões de uma escola, de um programa de saúde".

Lula criticou o que vê como uma perda de poder do Executivo. "Eu não posso permitir que o presidente da República vá perdendo os seus direitos. Vai perdendo o direito de criar agência, de indicar ministro da Suprema Corte... Ou seja, daqui a pouco, qual é o direto que tem o presidente da República? Nenhum!"

Apesar de prometer "briga" e "ousadia" nessas duas questões, no restante do discurso Lula prometeu diálogo e união. Ele destacou sua longa trajetória política, afirmando estar jogando a "sétima Copa" do Mundo e querendo ser "tetra". "Preparar a campanha é que nem preparar a Seleção. Tem que ser melhor que o Ancelotti. Nós temos time, nós temos futebol, temos o que entregar, temos argumento", brincou.

Ao longo da fala, Lula citou muitos aliados históricos, como Eduardo Campos, Miguel Arraes, Antônio Cândido, Henfil, Betinho e Paulo Freire. O petista buscou posicionar seu partido como representante da democracia.

"A essência do PT é um partido político que ensinou a esquerda a viver democraticamente na diversidade. A esquerda não conversava", afirmou. "Quando eu criei o Foro de S. Paulo em 1990, eu achei que a gente podia educar a esquerda da América Latina. Para tentar dizer para toda a esquerda que a melhor via não era da luta armada, era da organização do povo, da eleição direta. E assim ganhamos vários países da América Latina, pela democracia, sem matar e sem morrer ninguém".

Ele acrescentou que a ideia de criar o PT ajudou a construir o Brasil. "A gente conseguiu criar um partido em que é quase todo mundo sindicalista. Quase toda a esquerda revolucionária passou a trabalhar conosco, mesmo tendo divergências, cada um continuou com sua tese revolucionária, mas todos acatam as decisões que o partido toma, porque o partido é o guarda-chuva que unificou a esquerda", disse.

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