Política

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Conselheiro e procuradora de MS veem avanço com regra de gênero em tribunais

O CNJ aprovou a criação de política de alternância de gênero na promoção de juízes e juízas na 2ª instância do Judiciário

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Na terça-feira, durante a segunda sessão extraordinária deste ano, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, por unanimidade, a criação de uma política de alternância de gênero no preenchimento de vagas para a 2ª instância do Judiciário do Brasil, que, na prática, obriga os tribunais de Justiça a utilizarem a lista exclusiva para mulheres alternadamente com a lista mista tradicional nas promoções de juízes e juízas pelo critério de merecimento.

Para o conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no CNJ, Mansour Elias Karmouche, e para a procuradora do Estado, Fabiola Marquetti Sanches Rahim, que é a 1ª vice-presidente nacional da Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal (Anape), trata-se de uma decisão histórica e um avanço a favor da equidade na magistratura brasileira.

Mansour Elias Karmouche reforçou que a aprovação do Ato Normativo nº 0005605-48.2023.2.00.0000, relatado pela conselheira Salise Sanchotene, alterando a Resolução CNJ nº 106/2010, que trata dos critérios objetivos para a promoção de magistrados e magistradas, regulamenta essa questão, que é o ingresso nas listas de promoção por merecimento das magistradas brasileiras. 

“Sem dúvida nenhuma, foi um grande avanço que realmente fará com que haja uma participação maior das mulheres nas cortes brasileiras. Foi uma decisão difícil, mas que enfim consegue trazer mais equidade em um ambiente de trabalho entre homens e mulheres nas cortes brasileiras”, destacou o ex-presidente da OAB-MS. Já a procuradora do Estado, Fabiola Marquetti Sanches Rahim, disse que as políticas afirmativas são indispensáveis à evolução da sociedade e estão em completa sintonia com os princípios constitucionais da democracia brasileira. 

“Nas carreiras jurídicas, os dados mostram a disparidade entre mulheres e homens em sua composição, principalmente nos cargos de níveis mais altos. Assim, medidas que visem a diminuir essa diferença nos tribunais de Justiça são absolutamente necessárias para que se encurte um pouco mais o caminho para uma composição equilibrada de gêneros”, argumentou.
Ela completou que essa norma, como aprovada pelo CNJ, contempla o anseio social pela paridade nos tribunais de Justiça e garante a legalidade e a segurança jurídica nos processos de promoção, como previstos na Constituição Federal.

EM MS

A decisão do CNJ deve provocar profunda mudança na composição do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), pois, dos 37 desembargadores, apenas 3 são mulheres, porém, na 1ª instância, elas são 66 dos 199 magistrados que atuam nos fóruns.

Para colocar em prática a paridade aprovada pelo CNJ, o TJMS teria de promover pelo menos 9 mulheres, elevando para 12 o número de desembargadoras.

Na realidade, a falta de paridade no TJMS seria ainda maior se a desembargadora Jaceguara Dantas da Silva não fosse computada, já que ela não foi juíza, chegando à Corte depois de fazer carreira no Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que a indicou pela sua cota.

A realidade de Mato Grosso do Sul não é muito diferente da dos demais tribunais brasileiros, embora seja um dos que apresentam a maior desigualdade. De acordo com o CNJ, a maioria dos tribunais do País apresenta porcentuais de participação feminina inferiores a 25%, e nos tribunais do Amapá e de Roraima não há nenhuma.

Aprovado após amplo debate, o texto estabelece uma ação afirmativa de gênero voltada ao acesso ao 2º grau de jurisdição. “Não estamos tratando apenas de promoção de juízes, mas de garantir a democracia, de garantir uma política afirmativa de paridade de gênero nos tribunais. A proposta já vem sendo debatida há muito tempo entre todos os envolvidos”, disse em seu voto a conselheira Salise Sanchotene. (Colaborou Neri Kaspary)

Relatoria

Fux é sorteado relator de ação que busca acesso a visitas de esposa de Moraes ao Senado

Kilter acionou a Justiça Federal do Paraná, que declarou sua incompetência para julgar o caso.

22/09/2026 13h30

Ministro Luiz Fux

Ministro Luiz Fux FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux foi sorteado relator do mandado de segurança que busca obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a liberar informações sobre as entradas e saídas da mulher de Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e do banqueiro Daniel Vorcaro das dependências do Senado.

Moraes havia sido sorteado relator no dia 18, mas, na última segunda-feira, 21, ele se declarou suspeito para julgar o caso.

O pedido foi feito pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo), candidato a deputado federal, após ter um pedido com base na Lei de Acesso à Informação (LAI) negado pelo Senado.

O argumento da negativa foi que os dados de acesso de pessoas às dependências do Senado são informações de caráter pessoal.

Após a negativa do Senado, Kilter acionou a Justiça Federal do Paraná, que declarou sua incompetência para julgar o caso. A juíza Thais Sampaio da Silva Machado entendeu que apenas o Supremo pode julgar um mandado de segurança contra ação do presidente do Senado.

Eleições 2026

Eduardo Riedel deve vencer eleições a governador no 1.º turno

A 12 dias da eleição para governador, pesquisa mostra Eduardo Riedel com 64,15% e Fábio Trad com 18,70% dos votos válidos

22/09/2026 07h45

Marcelo Victor

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A 12 dias do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro, o governador Eduardo Riedel (PP) aparece com 64,15% dos votos válidos na disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul e seria reeleito sem necessidade de segundo turno, aponta a nova rodada da pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Resultado (IPR) e Correio do Estado.

Ainda nesse recorte, que exclui eleitores indecisos e aqueles que declararam voto branco ou nulo, o ex-deputado federal Fábio Trad (PT) tem 18,70%, portanto, Riedel está acima dos 50% necessários para eliminar do pleito a realização de um segundo turno. Pelas regras eleitorais, só há segundo turno para governador quando nenhum candidato alcança maioria absoluta dos votos válidos. 

A conversão para votos válidos considera 583 das 784 entrevistas realizadas pelo instituto. Foram retiradas da conta as 143 respostas de indecisos e as 58 respostas de branco ou nulo, que juntas representam 25,64% da amostra. No resultado original da pesquisa estimulada, Riedel tem 47,70% das intenções de voto e Fábio Trad, 13,90%. 

Depois dos dois primeiros, aparecem o ex-senador Delcídio do Amaral (PRD), com 6,86% dos votos válidos, o deputado estadual João Henrique Catan (Novo), com 3,43%, e Lucien Rezende (Psol), com 3,09%. O indígena Daniel Lemes (PCO) e o Economista Renato Gomes (DC) têm 1,37% cada, enquanto o jornalista Jeferson Bezerra (Agir) registra 1,03%.

No resultado sobre o total de entrevistados, antes da exclusão dos indecisos, brancos e nulos, Delcídio soma 5,10%, Catan aparece com 2,55% e Lucien tem 2,30%. Daniel Lemes e Renato Gomes registram 1,02% cada, e Jeferson Bezerra, 0,77%.

A distância entre Riedel e Fábio Trad no cálculo dos votos válidos é de 45,45 pontos porcentuais. O recorte, porém, representa uma conversão matemática das respostas da pesquisa e não uma projeção do resultado das urnas.

Na comparação com a rodada de agosto, considerando os porcentuais sobre o total da amostra, Riedel passou de 44,77% para 47,70%, uma variação de 2,93 pontos porcentuais. Fábio Trad oscilou de 13,78% para 13,90%. Catan passou de 4,85% para 2,55%. 

ESPONTÂNEA

O domínio de Riedel também aparece quando são calculados os votos válidos da pesquisa espontânea, modalidade em que o entrevistador não apresenta uma lista de candidatos.

Fonte: IPR/Correio do Estado 

Nesse cenário, foram contabilizadas 224 respostas válidas entre os 784 entrevistados. Riedel concentra 77,68% dos votos válidos, seguido por Fábio Trad, com 12,95%, e Catan, com 4,02%.

Delcídio aparece com 1,79%, Renato Gomes com 1,34% e Lucien Rezende com 0,89%. Reinaldo Azambuja, Jeferson Bezerra e Tiago Botelho ficam com 0,45% cada.

A diferença entre o número de votos válidos e o total da amostra é explicada principalmente pelo elevado número de eleitores que ainda não citaram espontaneamente um candidato. Na pesquisa original, 69,64% se declararam indecisos e 1,79% responderam branco ou nulo. Riedel foi citado espontaneamente por 22,19% do total de entrevistados e Fábio Trad, por 3,70%.

REJEIÇÃO

A pesquisa também perguntou em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum para governador. Fábio Trad é citado por 15,18%, seguido por Delcídio do Amaral, com 7,27%, e Eduardo Riedel, com 5,61%. 

João Henrique Catan aparece com 1,66%. Jeferson Bezerra e Lucien Rezende têm 1,28% cada, Daniel Lemes registra 0,64% e Renato Gomes, 0,38%.

Ao mesmo tempo, 50,13% afirmaram não rejeitar nenhum candidato. Outros 9,44% disseram rejeitar todos, 4,97% não souberam responder e 2,17% optaram por branco ou nulo.

DADOS

O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 19 de setembro de 2026 e ouviu 784 eleitores com 16 anos ou mais em Mato Grosso do Sul. A margem de erro é de 3,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. 

A pesquisa IPR/Correio do Estado está registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-05239/2026 e MS-06794/2026.

O primeiro turno das eleições deste ano será realizado no dia 4 de outubro, enquanto um eventual segundo turno para governador está previsto para o dia 25 de outubro.

ANÁLISE

Para o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, a sequência de pesquisas mostra que Eduardo Riedel chega aos últimos dias de campanha mantendo praticamente o mesmo patamar registrado no início do ano, enquanto os adversários não conseguiram avançar de forma consistente.

“Riedel chega à reta final com um eleitorado bastante estável. Nas cinco pesquisas, as oscilações ficaram dentro da margem de erro e, agora, ele volta praticamente ao mesmo porcentual registrado no começo da série”, afirmou Aruaque Barbosa.

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