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Deputados alertam que educação virou caso de segurança e vão falar com Daher

Presidentes das comissões de Educação e de Segurança da Assembleia, Rinaldo e David marcaram reunião com secretário

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Dois casos nacionais de violência que resultaram em mortes em escolas de São Paulo (SP) e de Blumenau (SC) neste início de ano, além de vários casos de menor gravidade nas escolas de Mato Grosso do Sul, motivaram os deputados estaduais Professor Rinaldo Modesto (Podemos) e Coronel David (PL) a solicitar, para a próxima semana, uma reunião com o secretário de Estado de Educação, Hélio Queiroz Daher, para tratar da questão da segurança nas escolas públicas de MS.

Os dois parlamentares são, respectivamente, os presidentes das comissões permanentes de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia e de Segurança Pública e Defesa Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems).

Eles ficaram chocados com os casos de um adolescente que matou uma professora e esfaqueou outras quatro pessoas em escola estadual de São Paulo e de um rapaz que matou quatro crianças e feriu outras cinco em uma creche em Blumenau.

Segundo o deputado estadual Professor Rinaldo Modesto, infelizmente, “a educação virou uma questão de segurança pública”.

“Por isso, eu e o Coronel David resolvemos fazer um trabalho em conjunto para encontrar soluções para prevenir esse tipo de ocorrência nas nossas escolas”, reforçou, informando que já marcou a reunião com o secretário Hélio Daher para a próxima semana, quando devem estudar ações para o problema.

Para o deputado estadual Coronel David, algumas sugestões que foram levantadas por colegas de Assembleia Legislativa e até pela sociedade em geral são relevantes, mas não são suficientes.

“Sou profissional da segurança pública com muitos anos de experiência, e não dá para colocar o carro na frente dos bois. Primeiro, precisamos levantar com o secretário Hélio Daher o que já está sendo feito pelo governo com relação a essa questão da segurança nas escolas e, de posse dessas informações, buscar outras ações que poderemos tomar nesse sentido”, afirmou.

LEIS EM VIGOR

Rinaldo Modesto acrescentou ainda que é importante destacar que já existem leis estaduais que tratam sobre a violência nas escolas e a questão socioeconômica e psíquica do aluno em vulnerabilidade.

“As leis não funcionando, acabam virando caso de polícia. Por isso, eu e o Coronel David estamos extremamente preocupados com essa situação”, ressaltou, citando três leis estaduais que são fruto de projetos de lei de sua autoria.

O deputado refere-se à Lei Estadual nº 3.437, de 19 de novembro de 2007, que institui a Política de Prevenção à Violência contra Educadores da Rede de Ensino do Estado de Mato Grosso do Sul.

“No início desta semana, conversei com dois diretores de escolas estaduais, e um deles me revelou que tinha sido ameaçado de morte por um estudante”, recordou, exemplificando que a lei existe, mas só isso não basta.

Outra citada pelo parlamentar é a Lei Estadual nº 3.646, de 10 de março de 2009, que instituiu o Estatuto do Estudante. Do artigo 7º ao 10º, essa lei estabelece que o estudante tem direito à proteção de sua segurança física, psicológica e moral dentro do estabelecimento de ensino.

Além disso, nas escolas que se localizarem em regiões com alto índice de criminalidade, é dever da direção do estabelecimento solicitar junto aos órgãos de segurança pública policiamento específico, podendo ser solicitada escolta policial na entrada e na saída dos horários de aula.

Os estabelecimentos de ensino poderão desenvolver programas educacionais específicos no sentido de conscientizar e coibir os atos de violência e de vandalismo. As escolas também poderão instalar monitoramento interno realizado por circuito de TV nas suas dependências, a fim de coibir atos de violência e de desrespeito.

Por fim, Rinaldo Modesto citou a Lei Estadual nº 5.582, de 19 de outubro de 2020, que institui, no âmbito de Mato Grosso do Sul, o serviço de apoio psicológico e social ao aluno da rede pública de ensino em situação de vulnerabilidade.

DADOS DA SEJUSP

Dados da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam, que de janeiro a março deste ano, foram 26 casos de lesão corporal dolosa, quando há intenção de ferir, notificados nas escolas de Mato Grosso do Sul.

Em todo o ano passado, 151 notificações de lesões corporais dolosas foram registradas dentro das escolas do Estado, sendo o ano mais violento nas escolas sul-mato-grossenses.

Segundo a Sejusp, no interior do Estado é onde a maioria dessas violências ocorre. Neste ano, foram 16 notificações no interior, enquanto na Capital foram 10 casos. 

No ano passado, o interior do Estado foi responsável por 104 dos 151 registros de violência nas escolas, enquanto Campo Grande teve 47 casos. Nos anos anteriores, os números eram bem inferiores.

Em 2021, foram 22 casos de lesão corporal dolosa nas escolas, sendo 12 registradas no interior e 10 na Capital, enquanto em 2020, período em que a maioria das escolas ficaram fechadas por conta da pandemia, foram notificados 20 casos de violência em ambiente escolar, sendo 11 no interior de MS e nove em Campo Grande.

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ELEIÇÕES 2026

Augusto Cury omitiu empresas nos Estados Unidos e no Brasil em declaração ao TSE

O candidato à presidente declarou um patrimônio de R$ 242,2 milhões à Justiça Eleitoral, mas não informou suas participações em três empresas sediadas na Flórida, além de duas firmas no Brasil

06/09/2026 17h00

Augusto Cury, escritor e candidato à Presidência da República

Augusto Cury, escritor e candidato à Presidência da República Foto: Felipe Machado/Correio do Estado

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O presidenciável Augusto Cury (Avante) omitiu empresas das quais é sócio na autodeclaração de bens ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O candidato a presidente declarou um patrimônio de R$ 242,2 milhões à Justiça Eleitoral, mas não informou suas participações em três empresas sediadas na Flórida, nos Estados Unidos, além de duas firmas no Brasil. A informação foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão.

Em nota, a campanha de Cury informou que as participações omitidas são "inexpressivas" no patrimônio do candidato, que foi construído "de forma lícita". A equipe do empresário também disse que "eventuais inconsistências" serão corrigidas. O pedido de retificação não havia sido enviado até a manhã deste domingo, 6.

Ao TSE, Cury declarou ter participações societárias de sete empresas, entre firmas sediadas no Brasil e no exterior. Segundo a Folha, cinco companhias das quais ele é sócio ficaram de fora da declaração. Três delas estão sediadas na Flórida: a Cury Academia Comportamental, a Contemplare Investments e a Free Mind Publish.

No Brasil, Cury não declarou a sociedade na Contemplare e na Academia de Pensar e Brincar, ambas sediadas em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Escritor de livros de autoajuda, Cury aparece em terceiro lugar na pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 2. Com 10% das intenções de voto nos dois cenários avaliados pelo levantamento, o candidato cresceu oito pontos em relação à rodada anterior da pesquisa. Apesar da guinada, ele ainda está distante dos candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que polarizam a disputa.

Cury tem tido um reforço em suas redes sociais: o apoio de um exército de microinfluenciadores que não costumam publicar conteúdo sobre política nem demonstrar interesse pelo tema, além de profissionais ligados ao coach Pablo Marçal, também presidenciável pelo PRTB.

Postura

Senado não pode se omitir diante dos fatos que envolvem STF, diz Tereza Cristina

Ex-ministra de Bolsonaro é tida como uma das principais líderes da oposição no Legislativo

06/09/2026 13h45

Tereza Cristina

Tereza Cristina Andressa Anholete/Agência Senado

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Líder do PP, a senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina defendeu que o Senado não se omita diante do fatos que envolvem o Supremo Tribunal Federal.

"O Senado Federal tem responsabilidades constitucionais e não pode se omitir. A ampla defesa deve ser garantida a todos, mas não podemos ignorar suspeitas gravíssimas. Temos de buscar a verdade. Sempre com independência, transparência e respeito à Constituição", escreveu a senadora em publicação no Instagram.

Sem mencionar diretamente as revelações da última semana em que a Polícia Federal (PF) mostrou diálogos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro do STF Alexandre de Moraes, Tereza Cristina disse que a população está "estarrecida".

"A população brasileira está estarrecida com os fatos que envolvem hoje o STF. E com razão. A sociedade não pode perder a confiança nas nossas instituições. Nenhuma autoridade está acima da lei", continuou a senadora que também é vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária no Senado.

Após a revelação da PF, senadores protocolaram novos pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes e pressionam a presidência da Casa pela abertura dos processos.

Segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), há 109 solicitações no Congresso de impeachment dos dez ministros do Supremo Tribunal Federal. O Senado tem a competência constitucional de processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade.

Lider da oposição

Tereza Cristina foi contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional que põe fim à escala 6x1, aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na última quarta-feira (2).

Além dela, os senadores Jaime Bagattoli (PL-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Rogerio Marinho (PL-RN) também foram contrários ao texto aprovado. 

Em sua justificativa, destacou não ser contrária à redução trabalhista e sim a pressa sobre a aprovação do texto sem a construção do debate necessário por parte dos senadores. 

"Eu acho muito complicada a definição de um texto constitucional de uma escala fixa, para que todos os tipos de atividades, sem considerar as diversas realidades do mercado de trabalho. Seria preciso uma nova Pec. O tema é de extrema importancia, mas a pressa da votação é o que me traz preocupação, ninguem pode fazer uma lei para um pais tão continental quanto o nosso, tão diverso quanto o nosso, tantas cadeias produtivas quanto o nosso sem uma discussão aprofundada", declarou a senadora. 

Na sequência, destacou que o papel dos senadores acerca da proposta não deveria ser somente de "carimbar" proposições advindas da Câmara dos Deputados. O nome da senadora é especulado para presidir o Senado no próximo ciclo, substituindo Davi Alcolumbre (União-AP)

Encaminhamento

Caso o texto seja aprovado pelos senadores sem alterações, poderá seguir para promulgação. Se houver mudanças no conteúdo aprovado pela Câmara, a proposta terá de retornar aos deputados para nova análise.

Se a PEC for aprovada pelo Plenário e posteriormente promulgada, a jornada máxima semanal será reduzida de 44 para 40 horas, mantido o limite de oito horas diárias.

A Constituição também passará a garantir dois dias de repouso semanal remunerado, com preferência para que um deles seja aos domingos.

A redução da jornada não poderá resultar em diminuição dos salários, o que inclui os pisos das categorias.

A mudança será implantada em duas etapas. Dois meses após a promulgação, a jornada máxima cairá para 42 horas semanais. Um ano depois do encerramento dessa primeira etapa, o limite passará para 40 horas.

A negociação coletiva continuará permitida para definir mecanismos de compensação de horários e regimes de descanso, desde que sejam respeitados os novos limites constitucionais.

Com informações de Estadão Conteúdo 

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