Política

ADEQUAÇÃO

Deputados e secretários terão aumento salarial

Deputados e secretários terão aumento salarial

lidiane kober

17/12/2010 - 01h10
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Na última sessão do ano, os deputados estaduais aprovaram projeto da Mesa Diretora elevando seus salários de R$ 12,3 mil para pouco mais de R$ 20 mil. O aumento passará a valer a partir de 1º de fevereiro de 2011 e leva em consideração o reajuste salarial de 61,83% aprovado anteontem pelos deputados federais. Os parlamentares estaduais têm direito de receber 75% do valor pago aos federais e os vereadores poderão fixar os seus proventos de 20% a 75% do valor dos deputados estaduais, dependendo do número de habitantes de cada município.

A elevação também será aplicada à verba indenizatória e de gabinete, no entanto, os parlamentares são souberam informar para quanto o montante passará a partir de fevereiro do próximo ano. O fato é que todos os ganhos podem se equiparar a 75% dos deputados federais, como estabelece a Constituição Federal.

Segundo o deputado estadual Paulo Duarte (PT), hoje, os parlamentares recebem R$ 11,2 mil de verba indenizatória para custear viagens, serviços telefônicos, entre outras coisas e mais R$ 13 mil para pagar os funcionários do gabinete.

Considerando o efeito cascata nas Assembleias Legislativas dos Estados e nas Câmaras Municipais, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) estima em R$ 1,9 bilhão o impacto potencial nos cofres das cidades. Ainda pelos cálculos da CNM, em Mato Grosso do Sul, o impacto poderá chegar a mais de R$ 29,2 milhões.

Ainda ontem, os deputados sul-mato-grossenses aprovaram projeto elevando de 10 para 20 o número de cargos comissionados para cada gabinete. Conforme o deputado estadual Zé Teixeira (DEM), a proposta não significa aumento de gastos. "A verba será a mesma, mas poderemos contratar mais pessoas com o mesmo dinheiro", disse.

Executivo
Na sessão de ontem, os parlamentares também aprovaram projeto, mantendo em R$ 24 mil o salário do governador André Puccinelli (PMDB) e em R$ 19 mil o salário da vice-governadora eleita, Simone Tebet (PMDB). Já os secretários estaduais passarão a receber R$ 19 mil em vez dos atuais R$ 16,5 mil.

A Assembleia ainda aprovou o pedido de licença de Puccinelli para tirar férias de 9 a 22 de janeiro. Em seu lugar, Simone Tebet assume a chefia do Executivo logo no primeiro mês de mandato.

Mundo

Trump volta a criticar o Papa poucos dias antes da visita de Rubio ao Vaticano

"Ele está colocando em risco muitos católicos e muitas pessoas"

05/05/2026 19h00

Papa Leão XIV

Papa Leão XIV Foto; Divulgação

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o Papa Leão XIV. "Ele está colocando em risco muitos católicos e muitas pessoas", afirmou em relação à postura do pontífice sobre o Irã, a poucos dias da visita do secretário de Estado, Marco Rubio, à capital italiana, Roma, e ao Vaticano

"O Papa prefere dizer que é bom que o Irã tenha uma arma nuclear. Não acho que isso seja bom. Acho que ele está colocando em risco muitos católicos e muitas pessoas", disse o magnata durante uma entrevista à emissora conservadora Salem News Channel.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou nesta terça-feira em uma mensagem publicada nas redes sociais que os "ataques" contra o "chefe e guia espiritual da Igreja Católica não são nem compreensíveis nem úteis para a causa da paz".

"Reafirmo o apoio a cada ação e palavra do Papa Leão; as suas são testemunhos a favor do diálogo, do valor da vida humana e da liberdade. Uma visão que também é partilhada pelo nosso Governo, empenhado, através da diplomacia, em garantir a estabilidade e a paz em todas as áreas onde existem conflitos", argumentou.

O número dois da Santa Sé, Pietro Parolin, indicou que o pontífice "continua em seu caminho" de "pregar o Evangelho" após ser questionado pela imprensa sobre os recentes comentários de Trump, conforme noticiado pelo portal Vatican News.

O Papa nunca expressou seu apoio à ideia de que Teerã deva possuir armas nucleares, embora tenha se oposto à guerra e à subsequente escalada do conflito no Oriente Médio, instando as partes a chegarem a um cessar-fogo e retomarem o caminho do diálogo.

* Este conteúdo é de inteira responsabilidade da Europa Press e não representa a opinião do Grupo Estado, que não é responsável por erros, incorreções, atrasos ou quaisquer decisões tomadas por seus clientes com base no material disponibilizado.

Apuração

Erika Hilton leva à PGR lei que restringe pessoas trans em banheiros femininos em Campo Grande

Deputada federal alega inconstitucionalidade por parte da prefeitura da Capital

05/05/2026 18h15

Deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP)

Deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) Foto: Divulgação

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A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) encaminhou um ofício à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a Lei Municipal 7.615/2026 sancionada pela prefeitura de Campo Grande, que estabelece diretrizes para o uso de banheiros públicos com base no critério de “mulheres biológicas”. 

A parlamentar pede a análise da constitucionalidade da norma e a adoção de medidas para levá-la ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No documento enviado à PGR, a deputada sustenta que a legislação “segrega mulheres trans e travestis ao proibir que usem banheiros públicos de acordo com sua identidade de gênero” e afirma que a norma cria um ambiente de "constrangimento generalizado".

Aprovada na última quarta-feira (22), a lei institui na Capital a "Política Municipal de Proteção da Mulher", que estabelece que banheiros femininos em espaços públicos sejam destinados exclusivamente a mulheres biológicas, ou seja, proíbe a entrada de pessoas trans nestes locais. 

Com relação aos banheiros, a lei afirma que a garantir a utilização de banheiros exclusivos às mulheres biológicas é forma de "resguardar a sua intimidade e de combater todo tipo de importunação ou de constrangimento".

O Poder Executivo fica autorizado a promover as adaptações necessárias nas estruturas municipais, bem como a fiscalizar as devidas adaptações em estabelecimentos particulares, para o fim de evitar qualquer tipo de constrangimento contra as mulheres.

Segundo a parlamentar, a medida atinge e expõe população trans, mas também expõe todas as mulheres a riscos e abordagens abusivas. O documento aponta que a norma “gera violência contra todas as mulheres, inclusive mulheres cis”, ao pressupor mecanismos de controle sobre o acesso a espaços públicos.

No último dia 28, manifestantes ocuparam o plenário da Câmara Municipal em um ato contra a lei que proíbe mulheres trans de utilizar banheiros femininos. A lei foi sancionada pela Prefeita Adriane Lopes (PP) no último dia (22) e gerou fortes debates nas redes sociais. A defensoria pública também acompanha o imblóglio. 

Saiba*

Em 2024, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) pediu ao Supremo Tribunal Federal a garantia que mulheres transexuais tivessem o direito de utilizarem banheiros femininos e demais espaços destinados a esse público sem discriminação.

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