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Trump volta a criticar o Papa poucos dias antes da visita de Rubio ao Vaticano

"Ele está colocando em risco muitos católicos e muitas pessoas"

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o Papa Leão XIV. "Ele está colocando em risco muitos católicos e muitas pessoas", afirmou em relação à postura do pontífice sobre o Irã, a poucos dias da visita do secretário de Estado, Marco Rubio, à capital italiana, Roma, e ao Vaticano

"O Papa prefere dizer que é bom que o Irã tenha uma arma nuclear. Não acho que isso seja bom. Acho que ele está colocando em risco muitos católicos e muitas pessoas", disse o magnata durante uma entrevista à emissora conservadora Salem News Channel.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou nesta terça-feira em uma mensagem publicada nas redes sociais que os "ataques" contra o "chefe e guia espiritual da Igreja Católica não são nem compreensíveis nem úteis para a causa da paz".

"Reafirmo o apoio a cada ação e palavra do Papa Leão; as suas são testemunhos a favor do diálogo, do valor da vida humana e da liberdade. Uma visão que também é partilhada pelo nosso Governo, empenhado, através da diplomacia, em garantir a estabilidade e a paz em todas as áreas onde existem conflitos", argumentou.

O número dois da Santa Sé, Pietro Parolin, indicou que o pontífice "continua em seu caminho" de "pregar o Evangelho" após ser questionado pela imprensa sobre os recentes comentários de Trump, conforme noticiado pelo portal Vatican News.

O Papa nunca expressou seu apoio à ideia de que Teerã deva possuir armas nucleares, embora tenha se oposto à guerra e à subsequente escalada do conflito no Oriente Médio, instando as partes a chegarem a um cessar-fogo e retomarem o caminho do diálogo.

* Este conteúdo é de inteira responsabilidade da Europa Press e não representa a opinião do Grupo Estado, que não é responsável por erros, incorreções, atrasos ou quaisquer decisões tomadas por seus clientes com base no material disponibilizado.

Política

A cada visita de um Bolsonaro à Casa Branca, quem paga a conta é o povo, diz Elias Rosa

A declaração foi feita em entrevista à CNN Brasil

24/06/2026 21h00

Flávio Bolsonaro e o irmão, Eduardo, nos Estados Unidos

Flávio Bolsonaro e o irmão, Eduardo, nos Estados Unidos Reprodução

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, criticou a família de Jair Bolsonaro nesta quarta-feira, 24, atribuindo a parentes do ex-presidente a responsabilidade pela aplicação de tarifas do governo dos Estados Unidos contra o Brasil.

"Eu lamento dizer isso, mas, a cada visita de um Bolsonaro à Casa Branca, quem paga a conta é o povo brasileiro, e tem sido assim desde o início", disse o ministro, durante uma entrevista à CNN Brasil.

Rosa relembrou que o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comemorou a abertura de uma investigação contra o Brasil pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), ainda em julho do ano passado, com base na Seção 301.

A investigação resultou, em junho deste ano, na recomendação do USTR para que os EUA aplicassem novas tarifas contra produtos brasileiros, por causa de supostas práticas comerciais indevidas do País. O governo brasileiro vem negociando para evitar que essas taxas entrem em vigor.

"Me parece que foi uma encomenda que eles tinham feito para o governo norte-americano, imaginando que, quanto maior o dano à economia brasileira, melhor é o capital político deles", acusou o ministro.

Rosa relatou já ter participado de oito reuniões com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, para tratar das investigações. Na mais recente delas - realizada no último sábado, 20 -, ficou acertado um prazo de duas semanas para que a próxima rodada aconteça.

Segundo o ministro, a preocupação tem sido de indicar maneiras de fazer uma acomodação tarifária para aumentar a participação de bens e serviços americanos na economia brasileira, mas sem causar prejuízos ao País.

"Um dos temas que a 301 levanta é que os nossos acordos preferenciais com Índia e México causariam dano para as exportações norte-americanas. Em algumas reuniões temos discutido isso, tentando mostrar que as linhas tarifárias com o México ou a Índia não causam dano aos EUA", disse.

Dark Horse

Fachin pede análise técnica antes de decidir sobre relator de caso 'Dark Horse'

A questão passou a ser analisada por Fachin após um pedido de Moraes

24/06/2026 20h00

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF Foto: Gerson Oliveira

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pediu análise da área técnica antes de decidir se a investigação envolvendo o dinheiro enviado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o filme Dark Horse deve ser julgado por André Mendonça ou Alexandre de Moraes.

No despacho publicado nesta quarta-feira, 24, Fachin pediu à Coordenadoria de Processamento Inicial da Secretaria Judiciária que preste esclarecimentos sobre os critérios de distribuição dos processos.

O caso foi parar com Moraes após ele receber uma notícia-crime do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) sobre o tema. O deputado pediu a ampliação do escopo do inquérito que mirava o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) - do qual Moraes é relator - para abarcar a conduta de Flávio.

Eduardo foi condenado na semana passada por suposta coação no curso do processo e obstrução à Justiça no julgamento da trama golpista que tinha como líder o seu pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A questão passou a ser analisada por Fachin após um pedido de Moraes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, em manifestação ao Supremo na última segunda-feira, 22, que a investigação deve ser redistribuída para o ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro.

O pedido de Lindbergh foi feito após o site The Intercept Brasil revelar que Flávio pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro R$ 134 milhões para bancar o filme inspirado na trajetória do pai.

Cerca de R$ 61 milhões foram pagos e enviados a um fundo ligado a Eduardo nos EUA. A suspeita é que o dinheiro tenha sido usado para bancar a atuação do ex-deputado contra autoridades brasileiras. Após receber a notícia-crime, Moraes enviou a petição para análise da PGR.

Ao analisar o pedido do deputado, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, considerou que o episódio "já é objeto de procedimento próprio na Suprema Corte, que tramita sob a supervisão do eminente Ministro André Mendonça".

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